Traduzido literalmente como “Financiamento pela Multidão”, o crowdfunding é, na verdade, um modelo de financiamento coletivo. A ideia é democratizar o patrocínio de iniciativas, geralmente culturais ou tecnológicas, criando cotas de valores mais razoáveis para engajar o público em geral no financiamento de projetos.
Ao invés de instituir cotas de patrocínio de altos valores, o crowdfunding sugere valores mais acessíveis, que podem ser bancados por familiares e amigos dos encabeçadores dos projetos, e também por pessoas que simpatizem e se identifiquem com ele. Em troca, os “patrocinadores” recebem uma contrapartida, que varia de acordo com o tipo de projeto.
No cinema, por exemplo, a contrapartida pode ser um link dando ao patrocinador o direito de fazer download do filme antes da estreia oficial, ou até um DVD oficial do filme. A contrapartida muda conforme o valor da cota: quanto mais alta, mais benefícios terá o patrocinador. A internet também tem se mostrado uma peça chave neste processo por conta do seu alcance e pela possibilidade de pagamentos online.
O crowdfunding tem sido utilizado há algum tempo. Inicialmente, servia para causas sociais e de caridade, mas logo começou a ser percebido como uma alternativa para o financiamento de projetos artísticos. Em 1997, a banda britânica Marillion (foto acima) realizou um tour pelos Estados Unidos inteiramente financiado por fãs, seguindo uma campanha iniciada na internet.
Já no mundo cinematográfico, os franceses foram os pioneiros: de 2004 a 2009, os empresários e produtores Benjamin Pommeraud e Guillaume Colboc levantaram 900 mil libras (cerca de R$ 2,6 milhões) para cobrir as despesas de produção e promoção do filme “The Age of Stupid”, da diretora britânica Franny Armstrong.
Hoje já encontramos iniciativas até para jornalismo online, caso da plataforma Spot.us, onde os patrocinadores podem propor temas de seu interesse a profissionais interessados em produzir uma reportagem. Quanto a projetos culturais, há o Catarse, grupo brasileiro que reúne projetos em áreas como música, artes e cinema em busca de patrocínio.
A Campus Party Brasil, é claro, jamais deixaria este assunto passar em branco. Por isso, entre algumas das atividades programadas sobre o tema, está uma chamada “Crowdfunding: o fã é o novo investidor“. Ela acontecerá na Área de Música e já tem confirmadas as participações de Bruno Natal, um dos criadores do site Queremos, e Fernando Jardim, sócio-fundador da rede social e produtora musical Melody Box. Imperdível!



