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Muitos de fora pensam que a Campus Party se trata, somente, de internet e mais nada. Porém, com a visita do primeiro astronauta brasileiro, o bauruense Marcos Pontes, as visões sobre o evento se ampliam. No estande de Astronomia da Campus, Marcos palestrou sobre o encerramento dos voos com os ônibus espaciais da NASA, que é um dos assuntos mais comentados, atualmente.
Com um começo bem caloroso, o astronauta comentou sobre a época em que sonhava voar com um dos veículos espaciais da agência americana e que sempre acompanhava os lançamentos pela televisão. Sonho de criança que se tornou realidade, no entanto, com uma aeronave russa.
Abordando as características gerais da aeronave, como por exemplo, descrição de equipamentos e suas funções, Marcos começou a palestra de um jeito em que todos os expectadores, mesmo aqueles que não são experts no assunto, pudessem entender. Depois, mostrou vídeos dos voos da Challenger (1986) e da Columbia (2003) ambos trágicos e que causaram a morte de ambas às tripulações.
E é a partir desse ponto trágico é que o astronauta começa a explicar um dos motivos principais para o encerramento das atividades. A tecnologia aeroespacial é muito arriscada, trabalhosa e por isso necessita de muitos investimentos e muita paciência. Então, podemos entender o porquê da decisão do congresso americano: altos custos e incertezas.
Só para ter uma ideia, o custo de uma decolagem gira em torno de 200 milhões de dólares, sem contar os outros gastos. Por isso, em 2005, o Congresso Americano decidiu encerrar as atividades com o ônibus até 2010. Pressões políticas reacenderam a chama do voo espacial, porém, sem sucesso.
A crise econômica de 2008 acelerou a paralização e o crescimento do desemprego nos Estados Unidos aumentou a presença das empresas privadas no setor, com o intuito de amenizar a situação conflitante. Sem contar a dependência tecnológica de outros países, principalmente da Rússia, que só piora a ausência do chamado “retorno tecnológico” para os americanos.
Para terminar, Marcos comentou um pouco sobre o programa aeroespacial brasileiro, dizendo que está feliz com a melhora nos incentivos tanto tecnológicos, quanto educacionais e que espera ver, cada vez mais, o progresso do Brasil no assunto espacial. O astronauta deixou uma mensagem para os expectadores, dizendo que o futuro de cada um é uma página em branca. Por isso, é preciso persistir na sua construção.
Tainá Goulart
Voluntária




























































































































