Muitas pessoas, ao enviar seus conteúdos para a internet, ainda tem dúvidas sobre quais seriam as tags mais apropriadas. Etiquetar conteúdo é uma tarefa fácil, mas que deve ser feita com muita consciência, porque as tags são conectores de conteúdo e também rótulos para aqueles que vão fazer uso – para não dizer consumir – seu conteúdo.
Aos 3:43 desse vídeo aparece uma frase que explica tudo: “Quando nós enviamos e classificamos uma foto, estamos ensinando a máquina.”
Web 2.0 é mais que web colaborativa. Fazer o usuário trazer seu conteúdo para um lugar em comum na web é importante, mas antes disso é necessário tornar seu site relevante o suficiente para a rede com conteúdo bem indexado. Taguear conteúdo é relacionar, além de etiquetar.
A nuvem de tags de um site, de um post ou de um determinado conteúdo deve refletir ele mesmo e relacionar seus significados a outros conteúdos de significados próximos/similares.
Não fazer na hora de taguear:
- Utilizar “pedaços” do título ou do resumo do seu conteúdo. Por exemplo: “Começa na favela da Rocinha regularização fundiária para o programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal” – começa, regularização, favela, Minha, Casa, Governo, Federal
Por incrível que pareça, existem casos de conteúdos tagueados dessa maneira. O utilizador apenas retira as palavras com menos de 5 letras e inclui todo o resto no campo “tags”, fazendo com que a nuvem se torne uma salada de frutas irreconhecível.
- Tags são etiquetas, e não servem para descrever. Usar “primeira reunião da confederação nacional dos surdos do brasil” também não é muito inteligente.
Em geral, ao etiquetar seu conteúdo você deve lembrar de incluir seu conteúdo como significado em torno de uma resposta de busca. Se seu conteúdo é a foto de um ex-ministro que morreu de câncer nos pés, por exemplo, usa a tag “pés” não é eficiente, nem retorna um resultado de busca relevante.
Imagine-se navegando em busca de uma informação sobre pés acabar achando a foto de um ex-ministro que morreu de câncer…
No caso de veículos de notícias a questão das tags é ainda mais importante e deve receber muita atenção. Se o veículo oferece nuvem de tags para navegar ela pode refletir algo da linha editorial do jornal, já mostrando para o leitor, que visualiza as palavras e relaciona os significados instantaneamente, como o veículo se posiciona.
Exemplos de nuvem de tags de veículos:
Nuvem do caderno Link, do Estadão

Nuvem da Agência Brasil, da EBC

Assuntos mais buscados, do ElPaís

Nuvem do Global Voices Online
O conteúdo refletido pelas tags tem um significado especial. Essa questão ficou ainda mais evidente com o uso dos microblogs. No twitter, por exemplo, o uso de uma tag relevante ao final de um post é extremamente bem aproveitado pelas buscas, que se aproveitam das etiquetas (tudo o que está depois da #).

Resultado de uma busca no twitter, pela tag #iwish
No identi.ca isso fica ainda mais evidente, uma vez que a notação pode descrever grupos de conversação sobre o mesmo assunto, antecipados pelo símbolo “!”.
Quanto mais o indivíduo usar a internet para se comunicar, mais estará familiarizado com a utilização de tags e outras ferramentas que podem tornar um discurso na internet realmente relevante. Abaixo, alguns links que podem ajudar a entender mais:
Gerador de Tag Cloud
TagCommons- Ferramenta que ajuda na indexação e tagueamento
MoatProject – Framework para publicação de conteúdos “Web Semântica”
Calais – Plugin para wordpress que ajuda a fazer web semântica em blogs
Notícia sobre a relação entre jornalismo e tecnologia
News Cloud – Journalism
Gráfico que explica a web semântica
Update 1
Dica de Danielle Pereira: Post do Tdoria que complementa o pensamento do post
[www.tiagodoria.ig.com.br]