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É praticamente pop-art: quase nada significam de realidade os desenhos com ciclo de setas que nos acostumamos a enxergar nas trocentas embalagens que inundam nossos olhos, inventadas pelos fabricantes que nos enrolam atestando ser possível dar um fim para aquilo que produzem, sem convicção nenhuma de seu destino final. P-u-r-a-l-o-r-o-t-a. O que existe é a perpetuação da ópera do consumo, um sintoma civilizacional trágico, tangente ao raciocínio da natureza.











Andréia vive pelos bares do Mercado Público de Porto Alegre. Quer casar com um coroa, branco. Promete fidelidade e dedicação. Sempre usou camisinha. Tem 38 anos. Disse que já foi mais bonita, mas quer voltar a se cuidar.
Estava tentando levantar uma grana para visitar o filho em Florianópolis. É super bem humorada. Suas observações sobre os frequentadores dos bares é de quem sabe tudo da vida. De uma vida sofrida.
Ele é Paulo Monteiro. Um técnico em enfermagem. Está sumido do emprego. Deveria estar trabalhando em um hospital de Porto Alegre. Um dos filhos, o que está com o cartão bancário dele, treina no Grêmio. O outro estuda para prestar vestibular na medicina. Ele admite que têm problemas de alcoolismo. Quando fala que está morando na rua começa a chorar. Estava se preparando para dormir na rua Voluntários da Pátria. Não tinha feito uma refeição durante todo o dia. Não disse muito mais do que isso. É super educado.
Anderson Alexandre procurava o que comer no lixo da Avenida Independência (PA). O iugurte, de todos os potinhos que encontrou, estava estragado. No máximo conseguiu uma ou outra fruta. Recolheu algum material de plástico para vender. É mais um morador de rua que vive do lixo.
25 emissoras de rádio, 8 jornais diários, 4 portais na internet, uma editora, uma gráfica, uma gravadora, uma empresa de logística, uma empresa de marketing e relacionamento com o público jovem, participação em uma empresa de móbile marketing e uma Fundação de Responsabilidade Social.
Se a RBS afirma ter apenas duas concessões de TV no Rio Grande do Sul, a quem pertencem as outras 10 emissoras de TV aberta que são mencionadas no site institucional da empresa? Emissoras como a RBS TV Passo Fundo, RBS TV Santa Maria, RBS TV Santa Rosa, entre outras. Formalmente, essas emissoras estão abrigadas sob outro CNPJ e a RBS tem usado esse argumento para afirmar que não está infringindo a lei que estabelece no máximo duas emissoras por titular.
Sobre esse tema, o procurador da República Celso Três, que move, junto com dois colegas, uma ação contra a RBS em Santa Catarina, já afirmou:
Quando a lei diz que tu não podes ser titular de mais de dois veículos, qual é o objetivo dela? É evitar concentração. Se é da mesma família, se tem a mesma programação, está concentrado, é evidente. É uma fraude clara ao objetivo da lei. Não teria sentido proibir que alguém seja proprietário de mais de dois meios de comunicação e permitir que esse meio de comunicação transmita a mesma programação, tenha a mesma linha editorial etc. É a mesma coisa que nada.
Em cada estado, um titular só pode ter no máximo duas emissoras – emissoras, não retransmissoras. Este é outro vício: as emissoras têm outorgas de emissão, ou seja, elas deveriam produzir programação, mas não produzem ou fazem uma programação local ínfima, como é o caso da RBS. Existem várias “emissoras”, em Florianópolis, Criciúma, Lages, Xanxerê, Blumenau, Joinville. Mas, na verdade, elas só produzem um noticiário local
A radiodifusão – emissora de rádio e TV – deve estar em nome de pessoa física, não de pessoa jurídica, e cada pessoa só pode ter duas por estado. Daí, o que eles fazem é colocar em nome de pessoas da família (em Santa Catarina, no caso). E isso tudo está demonstrado claramente na ação. Inclusive a questão da retransmissão.
A audiência realizada em Canoas contou com representantes do Ministério Público Federal, do Ministério das Comunicações, da Agência Nacional de Telecomunicações, da Advocacia Geral da União e da sociedade civil. O procurador Pedro Antonio Roso decidiu solicitar maiores informações ao Grupo RBS para esclarecer qual a relação mantida entre a empresa e as emissoras de TV do interior do Estado, que tem o mesmo nome, transmitem a mesma programação e integram a vida institucional do grupo, conforme é dito no site institucional do mesmo.
No dia 20 DE NOVEMBRO DE 2006 o Movimento Nacional de Luta pela Moradia-MNLM ocupou, pela segunda vez, o prédio situado na esquina da Avenida Mauá com a caldas Junior no centro de Porto Alegre e denunciou seu uso pelo crime organizado (PCC) e a especulação imobiliária de que é fruto.
Luta é realizada através do esforço coletivo de comunicadores e comunicadoras consciêntes da importância do vídeo, da fotografia, do teatro etc como linguagens que podem instrumentalizar a luta dos trabalhadores e das suas organizações no sentido contrário à ordem sócio-econômica atualmente hegemônica, o capitalismo".
*Programação geral

O embrião da Cooperativa surge em 20 de Novembro de 2006, no prédio ocupado pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia no centro de Porto Alegre. A ocupação em questão teve como objetivos denunciar os vazios urbanos, a especulação imobiliária e provocar o debate da reversão de imóveis utilizados para fins ilícitos para moradia popular, pois o imóvel em questão, construído com dinheiro público e privatizado fora utilizado pelo PCC em tentativa de assalto.
Após serem despejadas do prédio em Março de 2007, as famílias do MNLM retomaram os núcleos de produção e com seu trabalho restauraram o imóvel público onde encontram-se assentadas provisoriamente.
Hoje a Cooperativa 20 de Novembro tem abrangência municipal e gera renda para os e as militantes do movimento além de uma porcentagem do resultado obtido ser revertido para a luta do MNLM na cidade.
* Comunicação Visual – Serigrafia, designer gráfico, cartões de visita, criação de sites e blogs.
* Alimentação – Refeições para eventos e padaria
* Artesanato – Acessórios em crochê, tricô e materiais reciclados.
* Prestação de Serviço – Diaristas, manicure e pedicure, gesseiro
Endereço: Av. Padre Cacique, 1345. E-mail: coopvinte@gmail.com – Fone: (51) 3233 0419 – CEP: 90810-240 – Porto Alegre-RS
