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Lilian Barone, a mediadora, e os autores Fernando Bonassi, Philippe Barcinski e Cristiana Soares.

Heloísa Prieto, Naílton Matos e Cristiana Soares
Nesse último sábado, 13, participei como convidada do ciclo de palestras Entre a diversidade e a identidade: encontros com a literatura brasileira contemporânea, coordenado pelos professores Rita Couto, Murilo Jardelino e Maurício Silva, no Memorial da América Latina. Levei minha Heloísa na bolsa e no coração.
O tema do dia foi Literatura brasileira contemporânea e criança. Tive a grande honra de dividir a mesa com a escritora Heloisa Prieto, que é uma referência para mim. Ela já conhecia e fez elogios públicos ao Por que Heloísa?.
Com a mediação precisa do professor Naílton Matos, nossas exposiçoes renderam uma ótima conversa a respeito de linguagem e conteúdo na literatura infantil nos dias de hoje. A platéia contribuiu com perguntas relevantes que fomentaram o debate.
Ao final, uma moça, estudante de pedagogia, veio falar comigo. Disse que foi especialmente para me ver pois havia lido o Por que Heloísa? e se encantado. Segundo ela, o livro mudou a sua forma de olhar o mundo.
O que eu posso dizer em situações como essas? Só ficar silenciosamente emocionada.

O evento acontecerá até o dia 27, aos sábados. Veja programação completa aqui.

Oi, Cristiana,
(...)
Pois o Yuri amou o Por Que Heloísa?. Passou a ter uma compreensão muito maior sobre as diferenças do irmão, passou a defendê-lo das "pessoas que não entendem" (palavras dele, Yuri, do alto de seus 7 anos). Teu livro foi essencial em nossas vidas. E o Yuri quis passar adiante
Uma vez por semana, tinha a roda da leitura. E o Yuri levou Por Que Heloísa? pra professora e sugeriu como tema da roda. O livro foi lido por semanas, entusiasticamente pelas crianças. Mas eu não estava sabendo disto.
Para minha imensa e muito feliz surpresa o tema escolhido pela turma do Yuri foi "Aprendendo com as diferenças”, baseado no teu livro! Eles "recontaram" a história com suas palavras e ilustrações. Montaram seu livro Aprendendo com as diferenças.
Fiquei orgulhosa por demais do meu menino levar o tema inclusão para sua escola. E devo te dizer, fez muita diferença mesmo. Alguns coleguinhas conheciam o Caio, mas o olhavam de um modo "estranho". Hoje, recebo cartinhas e convites para festinhas para "Yuri e Caio" com frases estilo "nós amamos o Caio".
Posso te dizer que os próprios colegas do meu Yuri deixaram de ver o Caio como anormal, esquisito, para ser simplesmente diferente. Nos encontros da escola, quando levo o Caio, as crianças o beijam, o abraçam, cantam e brincam com ele.
Sei que o caminho é longo, mas a inclusão é possível sim. Minha aposta maior reside nas futuras gerações... do Yuri, do Caio e seus amiguinhos. Para que eles sigam contando a história de Heloísa com esse movimento transformador de olhares.
Obrigada mais uma vez por tua atitude de compartilhar a história de vocês com a gente.
Bjs em ti, em Luísa e em Lorena.
Dinha - Cláudia Lacerda - http://dinhalacerda.blogspot.com
Hoje estive em Osasco para participar do programa da Ana Paula Rossi, na Rádio Nova Difusora 1.540-AM. Fui recebida com muito carinho pela Deusana, a produtora/jornalista, e pela própria Ana, mãe de três filhas com essa carinha de menininha. As duas profissionais são supersimpáticas e me senti parte da casa.
O bate-papo durou aproximadamente uma hora. Falamos sobre o "Por que Heloísa?", educação, inclusão, cidadania e direitos das pessoas com e sem deficiência. Aproveitamos para trocar figurinhas e conselhos de mãe, é claro.



Na verdade, a grandiosidade e o charme da livraria não podem ser vistos plenamente por essa foto. A porta da entrada, garimpada em um ateliê de restauração de móveis antigos, tem mais de 100 anos e veio de uma demolição de Paranaguá. Funciona como uma espécie de portal que nos leva a um mundo de sonhos literários infantis. Um buraco para o país de Alice.
A homenageada da tarde foi minha filha Luísa, musa inspiradora do livro.


A professora Edna Mattos me convidou para participar de uma mesa-redonda realizada no curso de Pedagogia da USP. A outra convidada foi a psicóloga e mãe de uma menina com síndrome de down, Norma Telles. O tema da mesa: “Envolvimento parental na educação do aluno com deficiência intelectual”.




E enquanto eu estava na biblioteca autografando alguns livros, adentraram no ambiente duas mocinhas saltitantes e um rapazinho curioso. Ao me verem, fizeram aquela cara deliciosa que as crianças fazem quando estão na frente de algo ou alguém que elas admiram. Pronto, foi foto para a posteridade.

A idéia de escrever o livro "Por que Heloísa?" surgiu a partir da minha vivência como mãe de uma criança com deficiência. Da nossa experiência, inicialmente, em escolas especiais e, posteriormente, em escolas regulares, praticando a inclusão. Sempre senti muita falta de referências para esta prática e, como profissional da comunicação, não poderia me manter passiva diante dessa revolução pela qual passa a educação no Brasil e no mundo.
