Importantes e cobiçadas, regiões costeiras perderam proteção quando projeto foi votado no Senado; agora, texto segue para Câmara. O Brasil é o segundo país com maior cobertura de manguezais.
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Importantes e cobiçadas, regiões costeiras perderam proteção quando projeto foi votado no Senado; agora, texto segue para Câmara. O Brasil é o segundo país com maior cobertura de manguezais.
Anvisa publicou cartilha que busca evitar a intoxicação por agrotóxicos. Movimentos sociais constroem a “Campanha Permanente Contra o Uso de Agrotóxicos e pela Vida”, que divulga os riscos desses venenos e combate sua utilização.
Por Vivian Fernandes
Da Rádio Agência NP
MST doa caminhões de alimentos para as 1500 famílias desalojados, que relatam a violência que sofreram. Manifestações solidárias aconteceram em outras regiões do país.
Por Vanessa Ramos
Da Página do MST
Passava das 5h30min da manhã, Francisco Pereira, com suas mãos marcadas pelo trabalho árduo da construção civil, se arrumava para mais um dia de trabalho quando foi surpreendido por cinco policiais militares (PMs). Sem que dissessem o motivo, sua esposa e seus três filhos foram arrancados violentamente da cama. Sua filha grávida de poucos meses quase caiu no chão com os empurrões da polícia, mas, Francisco resistiu e apanhou dos cinco PMs. Foi assim que aconteceu o despejo em Pinheirinho no dia 22 de janeiro deste ano.
Hoje, as famílias estão vivendo em abrigos e passam por necessidade. Segundo Chico Alencar, deputado federal (PSOL/RJ), as condições dos alojamentos são péssimas e o aluguel social, no valor de R$ 500,00, em geral, não dá condições de alugar qualquer imóvel no Brasil. “O engraçado é que, quando a Fifa grita, logo aparecem mais recursos para construção de estádios, mas, para programas de moradia, o dinheiro é mais difícil”, comentou o deputado.
Dez dias depois do acontecimento, alguns moradores ainda buscam informações sobre parentes que foram levados pela polícia e não apareceram mais. Familiares esperam que o Ministério Público e as autoridades investiguem o desaparecimento dessas pessoas.
“Nesses últimos 16 anos, essa tem sido a característica do tratamento dado pelo Governo do Estado de São Paulo aos pobres”, disse Gilmar Moura, da Coordenação Nacional do MST. “Nós mesmos já fomos vítimas de vários despejos violentos”, completou.
Segundo José Maria, do PSTU, o que ocorreu em Pinheirinho foi uma barbaridade fora da lei. “Havia uma decisão do Tribunal de Justiça mandando desocupar a área, mas, também havia uma decisão do Tribunal Regional Federal impedindo a desocupação”, informou. O Tribunal Regional Federal é de segunda instância da mesma forma que o Tribunal de Justiça “e o governador ignorou isso, o prefeito ignorou isso, o comando da PM ignorou isso e botou 2 mil homens armados para destruir a casa das pessoas”, contou.
Veja vídeo sobre o ato
A violência contra a população de Pinheirinho chocou o Brasil. Em solidariedade a essas famílias, cerca de 5 mil pessoas estiveram presentes em uma manifestação intitulada “Somo todos Pinheirinho”, em São José dos Campos, na última quinta-feira (2/2).



Em apoio a esta ação, funcionários da General Motors de São Paulo fizeram uma paralisação por três horas. Paralelamente, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam a sede do PSDB de Brasília no mesmo dia. “A ideia é que outras ações aconteçam no País inteiro até o final desse ano em protesto a violência comandada pelo Geraldo Alckmin em Pinheirinho”, disse José Maria.
MST dou quatro caminhos de alimentos para os desabrigados. De acordo com Gilmar, três caminhos vieram de assentamentos do interior do Estado e um, com arroz orgânico, de assentamentos do Rio Grande do Sul. Aproximadamente, 500 militantes estiveram presentes na mobilização em São José dos Campos.
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Francisco Pereira morava em Pinheirinho há seis anos. No dia da manifestação no centro de São José dos Campos, ele e sua esposa ainda tinham marcas da violência policial pelo corpo. Desde que foram expulsos de suas casas, eles não veem os filhos, que estão abrigados em lugares distantes um do outro.
Retorno das famílias
Depois da passeata no centro de São José dos Campos, manifestantes seguiram para Pinheirinho. Ao chegar lá, moradores choraram ao ver as casas queimadas e no chão. “Você olha para o chão e vê bonecas, livros computadores destruídos e isso dá uma revolta muito grande”, desabafou Luiz Carlos Prates, o Mancha, do PSTU.
Agora, os manifestantes esperam que a presidenta Dilma Rousseff determine, por meio de decreto, a desapropriação da área e o retorno das famílias para Pinheirinho.
