Autor:
Paulo Costa Lima
Jordania
Ver e ouvir a abertura do Filme Rio de Carlos Saldanha, cuja trilha é assinada por Sergio Mendes e Carlinhos Brown é uma experiência emocionante. Música e imagens entrelaçadas como num tapete - muitos fios narrativos pedindo nossa atenção ao mesmo tempo.
A batucada começa nos piados dos bichinhos, passa para os apitos e envereda pela rítmica do triângulo, mostrando mais uma vez que forró e samba habitam um mesmo universo...
Estamos em pleno pós-moderno: o arranjo não se diferencia da canção, em alguns momentos já não sabemos quem é fundo e quem é figura - a melodia sem batucada definha, a batucada sem melodia desfoca. Tudo tem função temática, embora a principal estratégia criativa seja a intertextualidade - a criatividade da costura de um tecido formado por significações retiradas de vários momentos e lugares.
Os vetores temáticos: o amor à floresta e tudo que ela representa em nossos dias; na canção, floresta rima com festa e com um batuque do tamanho da imaginação de Carlinhos Brown, ou seja, cultura; aquele festival de acrobacias dos penudinhos, lembrando que as Olimpíadas estão chegando.
leia mais