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Começa esta semana o mais novo projeto do rapper GOG, em parceria com a Griô Produções.
A partir do mês de junho o Poeta do Rap Nacional levará para as escolas públicas do Distrito Federal diversos debates e pocket shows. O objetivo é estar mais presente no ambiente escolar com atividades extra-curriculares que agreguem valores e que contribuam para a formação, senso crítico e transformação social dentro das Periferias, sobretudo no diálogo direto com jovens.
O nome do projeto sugere a qualificação da Periferia, pautada em seus próprios temas e realidades. A primeira fase do ISO 9000 do Gueto será realizada em oito escolas públicas do Distrito Federal e discutirá o crack como questão de saúde pública emergencial.
O projeto tem grande procura por parte de professoras e professores da cidade e convites para aplicação em outros estados . Na sua primeira edição, ISO 9000 do Gueto conta com o apoio da secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal.
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações realizadas pelo rapper GOG, a maior parte delas continuidade do trabalho que vem desenvolvendo por todo o país, não somente como artista, mas como um dos mais conhecidos rappers ativistas negros da atualidade.
Aguardem as novidades!
Nós do movimento Música Para Baixar (MPB) compreendemos a música não apenas como entretenimento mas como uma forma da liberdade de expressão de ideias e sentimentos humanos. A falta de transparência na distribuição de recursos advindos da produção e o acesso intermediado por monopólios não contribuem para a diversidade musical brasileira tampouco para uma maior geração de renda dos artífices envolvidos na cadeia produtiva da música.
Vivemos um momento de definições do que é acesso e produção de música. As novas tecnologias, atualmente por terem a capacidade de ampliar as possibilidades de democratização da comunicação, da música e do conhecimento, atravessam um processo de ataques institucionalizados de diferentes setores que acirram a vigilância e o controle sobre o ambiente digital. Leis que regulamentam a circulação de conhecimentos e de propriedade intelectual são cada vez mais rígidas e engessam, por sua vez, as possibilidades criativas, com nítidos objetivos de determinar o que será consumido como cultura.
Ao mesmo tempo, observamos uma histórica segregação das mulheres em determinados espaços na sociedade, da qual deriva a situação de discriminação, invisibilidade e desvalorização da produção das mulheres presente, ainda hoje, também no âmbito da cultura. Queremos, através do Festival, contribuir para a inserção das mulheres em todas as etapas do processo de produção cultural.
O Festival Internacional de Música Livre (#FimLivre) será um espaço de mostra musical e debates, em que valores como colaboração, flexibilização das leis de direito autoral, generosidade intelectual, ativismo, troca, criação livre, licenças livres, redes sociais digitais e produção compartilhada serão elementos a serem discutidos enquanto novas possibilidades que integram a produção musical e desenvolvimento local. Representam um momento único de reapropriação da música, arte, tecnologia e comunicação colaborativa, por todas e principalmente par aqueles que até agora foram excluídos do acesso à criação, produção e apreciação da música.
Reconhecemos o apoio e parceria do Governo do Estado do RS que, através do Gabinete Digital do Governador Tarso Genro, constrói o #FimLivre de forma colaborativa com ativistas da cultura e música digital, para que nesse processo possamos também elaborar políticas públicas para o desenvolvimento de uma sociedade livre para o bem comum, em que a mais pessoas participem desse processo, efetivamente, desde sua concepção até sua implementação.
O desafio também é pensar políticas públicas que considerem as práticas da internet, que organizem cadeias produtivas e modelos de criação, produção e apreciação da música, que fomentem relações sociais, culturais e econômicas justas e transparentes, sem intermediários, para que exista cada vez mais equilíbrio entre remuneração justa d@ criador(a) e gestor(a) das suas obras e o livre acesso aos cidadãos.
Sob essas perspectivas, o Movimento Música Para Baixar convoca organizações, coletivos e indivíduos para lançamento #FimLivre, que acontecerá na Casa de Cultura Mário Quintana, no dia 13 de abril às 16h em Porto Alegre.
O lançamento do #FimLivre é também parte da programação do Festival IberoAmericano “EL MAPA DE TODOS” que acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de abril, em Porto Alegre, com participação de artistas de diversos países. Saiba mais: http://www.elmapadetodos.com.br
Serviço:
O que? Lançamento do Festival Internacional de Música Livre – #FimLivre.
O lançamento será transmitido pela internet. O endereço da transmissão será informado neste link: [openfsm.net] e nas redes sociais.
Contatos:
Gustavo Anitelli (11) 86996683
Richard Serraria (51) 91047759

Em primeiro lugar axé para todos e todas! Peço licença para chegar com as mensagens referentes ao processo da I Pré-Conferência de Cultura Afro-Brasileira do DF!
No Distrito Federal estamos em intenso processo de realização das etapas regionais, setoriais e livres para a III Conferência Distrital de Cultura. A partir da luta empreendida por nós e, com a sensibilidade do Secretário de Cultura do DF e sua equipe, conquistamos um setorial chamado Cutura Afro-brasileira, ou seja, nossas demandas específicas serão debatidas e incorporadas nas propostas da III Conferência, que será a base para as políticas públicas culturais do DF no próximo biênio.
Como todas as nossas conquistas, do povo preto, esta vem com a necessidade de mais trabalho ainda! Teremos no dia 4 de abril, no Espaço Cultural Renato Russo, 508 Sul, a Pré Conferência de Cultura Afro-Brasileira. É lá que elegeremos delegadas e delegados e tiraremos propostas a serem encaminhadas para a Plenária Final. No dia 4, para cada dez pessoas presentes, é possível eleger uma delegada ou um delegado, então, temos que simplesmente lotar o local para garantir máxima representação da nossa temática.
Como sabem, a população negra do DF chega a quase 50% e está presente em todas as Regiões Administrativas. A cadeia produtiva da cultura no DF está cercada por artistas, intelectuais e gestoras/es negros, trabalhando, ou não, com o recorte racial. No ano de 2010 tivemos três importantes conferências, onde formulamos propostas que podemos agora revisitar, incorporar e reafirmar 1. Conapir, Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial 2. Conferência Nacional de Cultura Afro-brasileira 3. Conferência Nacional de Comunicação, onde houve intensa movimentação das Cojiras e Conajira (Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial e Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial). Estamos munidas e munidos. Agora precisamos nos movimentar amplamente, mobilizar a população negra, os movimentos negras, entidades, coletivos, militâncias autônomas, artistas, produtores e produtoras culturais e representantes de toda a nossa riqueza de manifestações.
Precisamos estar, todos e todas, no dia 04 de abril para fazer a Pré-Conferência de Cultura Afro-brasileira e mobilizar as nossas redes para fazer o mesmo. Houveram três reuniões preparatórias para a pré-conferência. Em grupos, estamos produzindo textos para a divulgação, estudando e separando as melhores propostas das conferências anteriores para nos servir com base e vendo a possibilidade de estruturar um espaço para apresentações culturais ao final.
O que precisamos, para além desses grupos montados, é justamente que a divulgação seja replicada, ampla e incansável, atingindo todas as cidades do DF. E por isso o presente e-mail. Um pedido para nos unirmos em torno deste momento tão importante. “Guerra preta, estratégia quilombola”! Acredito que é importe a participação de todos os setores e pessoas, mesmo as não ligadas diretamente ao movimento cultural. Afinal, a cultura negra e todas as suas manifestações, sempre cumpriram o papel de transformar as relações e sobreviver criando uma espécie de sobrecultura: a da resistência.
A Conferência de Cultura do Distrito Federal será realizada de 28 de abril a 1 de maio. Lá também deveremos estar todos e todas juntas, seja para votar propostas, observar ou simplesmente compor e reforçar quantas e quantos somos, nossa força.
Por último, temos a possibilidade de criar algumas moções para a plenária geral da Conferência. Acredito que tenhamos muitas questões a colocar nesse sentido, como por exemplo o vinte de novembro feriado.
Vamos compor no sentido de mostrar força, presença e consistência de nossas propostas. Penso que por meio da discussão e implementação de políticas públicas para a cultura avançaremos muito na luta por igualdade racial no DF.
Para ter acesso a mais informações e para baixar a ficha de inscrição da pré-conferência e da conferência, acessem: [www.conferenciaculturadf.blogspot.com]
Por favor, repasse estas informações para suas redes!!!
por Consuelo Gonçalves, MNU, Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas
Existe recorrentemente uma agitação das minas e um grande silêncio da maioria dos manos quando se discute o papel da mulher na cultura hip hop. Muitos MCs ainda insistem em achar que “Amélia é que era mulher de verdade” e têm coragem para expor isso, e muito mais, em suas letras, seja de forma “romântica” ou com aquele velho (e chato) papo de colocar carimbo de vagabundas em todas que não são suas mães ou filhas (até suas companheiras geralmente levam a pior nessa). Se questionados cara-a-cara sobre seu machismo, eles afirmam: “Eu? Mas eu amo as mulheres”. Não querem aprofundar o tema e nem reconhecer esse tumor maligno que muitos têm dentro de si, a misoginia.
Quando ouço a maior parte dos irmãos do hip hop fico me perguntando se eles não têm amigas, parentes, namoradas,esposas, professoras. Porque nunca aparecemos nas citações públicas deles? Protagonizando algo ou como referência então, nem pensar! Não somos parte da história? Claro que somos, sempre fomos e fizemos acontecer, mas agora chega de bastidores. Neste instante me vem à cabeça um grosso dicionário de mulheres-referências pra mim, pro hip hop nacional. Será que vou ter que publicá-lo pra que essas mulheres sejam ao menos citadas como referência? Porque se for preciso lembrar a todo instante, estamos aqui, também, pra isso!
Existem muitos camaradas nos quatro cantos do país fortalecendo a luta antimachista, um salve pra todos eles, mas tá cheio de hipócrita reacionário com máscara de revolucionário. Mudar o mundo lhes parece fácil, mas se educar para não massacrar as mulheres e detonar com a auto-estima delas é como se fosse irrelevante. É mais fácil nos chamar de loucas, descompensadas e neuróticas vitimizadas. Não dá, não sou parceira de quem é machista nem sexista, racista então é assunto pra outros muitos textos e militâncias porque mulher preta é a base da pirâmide social, assunto que deve ser encarado urgentemente por todas e todos.
Há séculos o discurso da mulher vem sendo desqualificado dentro e fora da cultura hip hop. Mas dentro dela muito mais me espanta que os avanços sejam tão pequenos ainda. Porque os manos ainda caem nesse lugar-comum-machista, mesmo levantando bandeiras de transformação social? Isso me angustia!
Antes que argumentem, sim, existem mulheres que se colocam em posição de validar atitudes machistas, mas esse espaço não irei lhes dedicar aqui. Afinal somos também fruto de uma sociedade machista, sexisista e patriarcal que tornou praxe histórica silenciar e aniquilar a auto-estima das mulheres. Para mim essas hermanas são vítimas no pior sentido da palavra, induzidas a sermos frágeis acabamos muitas vezes sucumbindo tristemente. E pra quem acha que é conversa de feminista radical, pode até ser, mas já li tanta coisa machista que só peço ser acompanhada no raciocínio até o final. Alguém já reparou que sempre que mulher fica com raiva a culpa é da TPM? Nos arrancam a racionalidade e nos fazem só sentimento o tempo todo. Como se nosso legado para a humanidade fosse somente a maternidade e os hormônios, desdobramento da mesma coisa ao final.
Minha formação identitária se deu no movimento anarquista, também na rua, sempre estive muito perto e, de oito anos para cá, totalmente dentro do hip hop. Me assusto, ainda, e não quero perder o espanto. Porque não quero achar normal nem banalizar o machismo. Vejo a movimentação da mulherada pelo país inteiro e me movimento. As mulheres estão mexendo no cenário e reciclando o hip hop nos quatro elementos, sempre cheias de militâncias, generosidade, força e competência, sem esquecer a beleza. Não podemos, jamais, permitir que esta contribuição substancial fique só nos bastidores.
Novas formas de fazer produção, de criar redes, projetos que explodem pelo Brasil, alianças. Somos protagonistas disso. Mulheres que trocamos o pneu do carro enquanto dirigimos, porque fazemos arte, produzimos e fortalecemos a cultura hip hop enquanto lutamos incansavelmente pelo lugar de fala, por visibilidade, pelo fim da desqualificação do nosso discurso e competência.
Algumas vezes ouvi pessoas dizendo que as mulheres não devem esperar que os homens lhes abram espaço e sim tomá-lo. Estranho as pessoas não perceberem que é só isso que vimos fazendo historicamente, resistindo e arrombando portas. E o processo, sempre lento. Eu acredito seriamente na nossa força feminina de transformação e resistência e, acredito totalmente que, os homens da cultura hip hop que ainda não tentaram fazer uma revolução humana no sentido de olhar para o lado, enxergar e considerar o artigo feminino estão fracassando miseravelmente em qualquer possibilidade de se ser considerado militante de causas sociais ou do que quer que seja.
Para quem não sacou que nós existimos enquanto articuladoras, donas das falas, intelectuais, protagonistas, agentes, só posso lamentar. Porque isso se reflete em uma grande involução do hip hop nacional. Isso não é só problema das mulheres, transcende, estagna tudo.
Um grande salve para os hermanos que estão na luta lado a lado e, ainda maior, para as mulheres que resistem, criam e me inspiram diariamente. Somos muitas, somos fortes. Muita sensibilidade, resistência e força nas nossas perucas!
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Cinquenta atrações passarão pelo palco Hip Hop nos dias 21 e 22 de abril, sem a velha história do palco principal
Fonte: Marcos Linhares Comunicação
"Pela primeira vez este movimento, que representa a maior parte das vozes jovens das periferias, terá vez nas comemorações do aniversário de Brasília como protagonista, com espaço e dignidade"
O Hip Hop de Brasília está em festa e na festa Brasília Outros 50 anos. O evento será realizado de 20 a 25 de abril, no Complexo Cultural da Funarte, com censura livre e acesso gratuito. A produção executiva geral e a coordenação de Hip Hop do evento ficou a cargo de Jaqueline Fernandes da Griô Produções. Em entrevista, Jaqueline nos fala sobre os preparativos e expectativas para o evento.
Quais são suas expectativas com o evento?
Jaque - A expectativa é realizar uma grande festa colorida, com muita diversidade, buscando representar grande parte a riqueza cultural que o Distrito Federal tem. Agregar todo mundo é impossível, diante de todo cardápio que temos mas, certamente, nunca se viu tantos artistas e linguagens reunidos em uma só festa. A falta de política cultural nos últimos anos inviabilizou a vida de muitos artistas da cidade, sobretudo os das periferias. A intenção é dizer: estamos aqui, continuamos muito vivos e vivas e nos empoderamos juntas e juntos para fazer a nossa própria celebração junto da sociedade e dos movimentos sociais como um todo. Brasília outros 50!
Qual a importância para os artistas locais e para a cidade de uma comemoração com essa proporção?
Jaque - Estamos falando de um momento histórico, um divisor de águas na história cultural e política da capital. O movimento cultural se aproxima dos movimentos sociais e protagonizamos juntos uma festa de proporção nunca vista antes por aqui. Reunir em 50 horas de programação simultânea cinema, teatro, circo, música, literatura, artes visuais, artes digitais, enfim, diversas manifestações, colocando no centro o artista local de diversas cidades do DF, não somente nas apresentações mas na concepção do evento. A partir de abril de 2010, as festas de aniversário de nossa Brasília nunca mais serão as mesmas. Vamos provar que nossos artistas têm qualidade e público, fato há muito ignorado pelas comemorações oficiais, e que podemos, juntos, pelo simples fato de desejarmos Brasília Outros 50, fazer uma festa maior que a convencional, com mais artistas e com muito menos custo. Para a cultura hip hop, a festa tem uma importância impagável, por exemplo. Pela primerira vez este movimento, que representa a maior parte das vozes jovens das periferias, terá vez nas comemorações do aniversário de Brasília como protagonista, com espaço e dignidade. Cinquenta atrações passarão pelo palco hip hop nos dias 21 e 22 de abril. Esse palco tem a mesma estrutura e condições técnica que os demais, sem a velha história do palco principal.
O que as pessoas que participarem da festa vão ver?
Jaque - Vão ter acesso a muita diversidade, peças de teatro que a periferia dificilmente teria acesso, filmes de diretores locais, muita música para todos os gostos, nossos artistas circenses, nosso infinito universo criativo. As pessoas vão poder no Brasília Outros 50 ter orgulho de viver em Brasília, fundamental em períodos de conjuntura política difícil como o que vimos passando nos últimos meses. E se não pudemos ainda fazer uma festa em cada Região Administrativa neste ano, vamos mandar transporte para que todas as Regiões possam participar.
Nomes que vão se apresentar lá?
Jaque - No Palco Hip Hop: Flora Matos, GOG, Jamaika e Rei (há muito não subiam ao palco juntos), Rapadura (mc, filho de repentista, grande promessa do rap nacional), Vera Verônika (mc e pedagoga que trabalha nas escolas com a linguagem hip hop), principais grupos de Break como BSB-girls, Black Spin e DF Zulu Breakers, grandes painéis de grafite coordenados pelo grafiteiro Satão, da DF Zulu, Código Penal, Vadios Lokos, Voz sem Medo, Provérbio X, Atitude Feminina, Dj Raffa (considerado o produtor musical, de rap, mais importante do Brasil), Dj TDZ, criador da lendária série de vinis Arsenal Sônico e muito mais.
Um dos momentos muito esperados é a oficina de capacitação para o Prêmio Cultura Hip Hop. O Ministério da Cultura lançou o edital Prêmio Cultura Hip Hop, Edição Preto Ghoez, que premiará 135 iniciativas no país todo. A oficina será ministrada pelo Instituto Empreender com a presença do Secretário, Américo Córdula, do Minc.

O Jardim Botânico de Brasília está reunindo um grupo de artistas nacionais e locais, que participarão de uma Campanha de solidariedade ao Haiti, com realização de um Show na noite do dia 17 de março, na Sala Villa-Lobos, Teatro Nacional, Brasília. A produção do evento conta ainda com o toque especial da Griô Produções, há muito inserida nas discussões de gênero e raça dentro e fora da capital, e que viu uma oportunidade de mais uma produção social, para discutir a identidade do povo negro brasileiro e haitiano, o que nos aproxima enquanto cultura, identidade, ancestralidade.
A partir das 19h, exposições e apresentações musicais com Hamilton de Holanda, Yamandu Costa, Diogo Nogueira, GOG, Ellen Oléria e Móveis Coloniais de Acaju tomam conta do teatro. O próprio Hamilton de Holanda fez o convite aos demais artistas para que se solidarizassem à causa.
Toda a renda arrecadada no evento será depositada diretamente na conta nº da CAIXA, destinada às contribuições àquele país, gerenciadas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, das Organização das Nações Unidas. Os ingressos terão o custo de R$ 30,00 ( trinta reais).
O Show também fará homenagem à Dra. Zilda Arns, médica e fundadora da Pastoral da Criança, vítima do terremoto no Haiti. O Jardim Botânico de Brasília e demais entidades vinculadas ao movimento de ajuda consideram a atuação de Zilda Arns um modelo a ser seguido por todas as áreas.
A campanha integra o Fórum Latino de Biodiversidade, cuja realização acontecerá em julho deste, que é o Ano da Biodiversidade. O Fórum acaba de lançar a campanha ‘’O que você faz pelo planeta?’’, que envolve instituições como o Ministério do Meio Ambiente, CEF, IBAMA, Ministério das Relações Exteriores e representantes da Bancada Ambientalista do Congresso Nacional, além do Parlamento do MERCOSUL. Durante a reunião prévia, as instituições irão apresentar projetos de fácil implantação, visando publicar uma cartilha de soluções para os problemas ambientais da atualidade.
Uma das linhas de atuação do Fórum é a ajuda prioritária a países com graves seqüelas ambientais e o Haiti já estava incluído na lista de apoio, por registrar uma perda da camada vegetal original em mais de 90 do seu território. Quando ocorreu o primeiro terremoto, que atingiu milhares de pessoas, deixando incontáveis mortos e desabrigados, o grupo optou pelo apoio emergencial ao país.
O mês de março também marca os 25 anos do Jardim Botânico de Brasília e a luta pela preservação da biodiversidade por meio de pesquisas, educação ambiental e movimentos de conscientização.
Para saber mais sobre o Fórum de Diversidade das Américas acesse: fraternidadeaohaiti.org.br






A Griô Produções, em reverência à herança ancestral africana e à resistência negra, solidariza-se com o povo do Haiti. Sentimos de maneira muito forte e sincera os efeitos da construção histórica do pensamento racista no mundo todo, que se refletiu(ete) na escravidão e no massacre diário de corpos negros subjetiva e objetivamente.Haiti
Pra todo o povo negro que ta na linha de frente / mantenham a corrente / mantenham a corrente / Aos irmão e irmãs africanos em outro continente / mantenham a corrente / mantenham a corrente / Pras favelas, morros, guetos e quilombos da gente / mantenham a corrente / mantenham a corrente / Pros que cantam, dançam ou lutam de modo diferente / mantenham a corrente / mantenham a corrente /
Haiti, em ti eu vi a inspiração pra lutar / posso me espelhar na resistência dos negros africanos de tempos atrás / dos ancestrais e orixás / que nos ensinam, protegem e nos guiarão a vitória / filhos da diáspora com semelhante história dos pretos daqui / Haiti, em ti eu vi a trajetória do nosso povo guerreiro / do seqüestro ao cativeiro / o griot verdadeiro / que conta a resistência dos quilombos do mundo inteiro / Haiti, terra de Toussant Louverture, ex- escravo / bravo líder da revolução / que não aceitou os grilhões da escravidão / a desumanização do irmão nunca foi opção / mas imposição / dos putos que ainda nos mantêm presos / invadem nossas terras e saem ilesos / quem confia nos Urutus brancos, blindados em missão de paz ? / balançar a rede em um único jogo não satisfaz / a fome por igualitê e liberte / é perceber a panafricanidade / que a necessidade por liberdade nunca termine / pois em Lasaline, Brooklin ou na Rocinha / a história dos pretos do mundo inteiro é igual a minha /
Letra: Pavão e Mullumba Tráfica
Música: Higo Melo
Voz: Pavão, Mullumba Trafica e Higo Melo