45500 items (41850 unread) in 261 feeds

Ministra Eleonora Menicucci, o Cerra e a Folha são uma coisa só
Paulo, Ontem saiu uma nota na Folha On-line que trata a nova ministra da Dilma de “companheira de prisão” e só diz que ela é reitora de universidade escondido dentro da matéria. Aqui está o link: [www1.folha.uol.com.br] Hoje, no impresso, a Folha vai mais longe e lança a manchete: Ex-colega de cela de Dilma, nova ministra defende o aborto. [www1.folha.uol.com.br] A história da ministra passou longe de ser contada. Só há referência à biografia no fim da matéria. O mais engraçado é que o mais perto que há de uma defesa do aborto na entrevista da Ministra para a Folha é quando ela diz: “Minha luta pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e minha luta para que nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalecem”. Hoje, a Ministra deu uma entrevista, muito boa por sinal. Disse que é Governo (ou seja, adota a politica do Governo, da Presidenta) e que o aborto é questão de saúde pública; não é papel do Executivo legalizar ou não e, sim, do Legislativo. Bruno Pavan, editor do Conversa Afiada
Em tempo: telefona o Vasco para lembrar que na edição impressa, a Folha transcreve entrevista da Ministra em trecho que trata de suas preferências sexuais. Taí, a Folha deveria fazer isso com todos os homens públicos: dar a idade e a preferência sexual. A começar pelo PSDB de São Paulo. E lembra o Vasco: e por que não colocar ao lado da assinatura de cada reporter e editor da Folha, também ? Inclinacao sexual e partidária. Seria otimo: Fulano/a de tal, bi, gay, hetero tucano/a roxo/a. Não deixe de ler: “Bolsa manda Folha embora – falta-lhe credibilidade “

A Folha (*) poderia trazer ao debate do aborto a grande estadista chilena, Monica Cerra, que fez aborto no Chile e condenou no Brasil.
Seria uma perspectiva original à questão: no Chile, pode; no Brasil, não !
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Não
A Dilma tem o pé na porta, entra quando quiser.
Sim
É uma concessão igual à da Vale e da Petrobrax.
Saiu no Tijolaço, artigo de Fernando Brito:
O “teste” de Aecinho é a ruína tucana
A política sempre teve um que de intriga e perversidade, mas os tucanos, reconheça-se, levam este desvio ao “estado da arte”.

Na foto, um tucano e o povo. Eles se amam
Para o Valor, na primeira página, os vencedores do leilão dos aeroportos formam um conjunto de parvos:
“Preços pagos no leilão superam geração de caixa de aeroportos”
Entraram no leilão para ter prejuízo.
Durma-se com um barulho desses, amigo navegante.
A Folha (*), na primeira página, diz que só empresa micha venceu o leilão.
Claro, amigo navegante: nenhuma vencedora tem a musculatura do UOL e da Folha, que, como se sabe, são blue-chips da Bolsa da Valores de Nova York.
O jornal nacional do Ali Kamel deu ao leilão o tratamento de uma batida de trânsito na rua Lopes Quintas.
Reportagenzinha fuleira, em que a metade do tempo foi gasta com um “transportista”, especialista em “transportismo” que provou, por “a” mais “b” que foi um desastre.
Kamel parecia por lenha na fogueira da insurreição baiana – clique aqui para ler o Santayana.
A Urubologa esteve implacável no Globo.
Não fica finger sobre finger.
Começa com uma gigantesca imprecisão:
“… como a privatização dos tucanos, foi estatizada demais.”
(Ela não menciona pequena diferença entre uma e outra – a dos tucanos foi a maior roubalheira numa privataria latino-americana, como demonstrou em cem paginas de documentos públicos, o Amaury Ribeiro Junior.)
E aí é que está o busílis da questão.
Na Privataria tucana, o Cerra e o Farol de Alexandria vendiam a preço de banana – como fizeram com a Vale, debaixo de furiosa pressão do Cerra, segundo depoimento envergonhado do FHC – e iam embora para casa.
Ou para Miami.
Vendiam as telefônicas a preço de banana, entregavam ao Daniel Dantas – que não entrava com um tusta – e iam embora para casa.
Ou para Paris.
Se as telefônicas não cumpriam o combinado com os consumidores, se mandavam com todo o lucro para fora e não reinvestiam, se eram as campeãs de reclamação no Procon, problema da Anatel.
Anatel ?
O que faz a Anatel ?
A privatização da Dilma é um pouquinho diferente.
Primeiro, ela não levou a leilão patrimônio nacional não renovável, como as jazidas minerais da Vale do Rio Doce.
Ou as jazidas do pré-sal da Petrobrax.
Ela leiloou a gestão de serviços.
O controle do que interessa, do que é vital, a gestão do espaço aéreo, isso continua no Brasil.
Não foi para a Espanha.
Em segundo lugar, a Infraero é sócia dos consórcios vencedores, com participação forte – 49% em Guarulhos.
E a Dilma tem direito a veto na administração dos aeroportos.
Ou seja, a Presidenta Dilma tem o pé na porta.
Não cumpriu o que prometeu, ela entra na sala.
E 49% da geração de lucro de Guarulhos não é de se jogar fora, não é isso, amigo navegante ?
É dinheiro para a Infraero aplicar em outros aeroportos essenciais à interiorização do progresso.
O que o Brasil ganhou com a concessão da Brasil Telecom ao Daniel Dantas ?
Quem ganhou mais ?
Ele ou o Brasil ?
O modelo que se pode chamar de híbrido da Dilma é manter sob controle do Estado uma formidável “golden share”, como fazia a D. Thatcher, a mãe de todos os privatizadores.
(Aqui, o Cerra jogou a “golden share” num piscinão do rio Tietê.)
A “golden share” da Dilma é o direito a veto.
Para fazer uma analogia, que talvez ajude a conter o disfarçado entusiasmo dos neolibelês (**), a distância que separa a Dilma da Elena Landau não é a que vai do Carandiru à Daslu.
É a diferença entre “concessão” e “partilha”, na Petrobrás.
O Farol “concedia” as reservas de petróleo do Brasil às empresas exploradoras.
A Dilma e o Lula, na companhia do Gabrielli, montaram o sistema da “partilha”.
E quem fica com a parte do leão (Infraero e o direito a veto) é a Petrobrás.
A Urubóloga tem razão.
A privatização da Dilma é estatizada demais.
Sem Ricardo Sergio de Oliveira.
O que é uma grande diferença !
Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.
Sugestão de amigo navegante que não comprou ações do UOL:
Saiu na revista Exame:

Ou seja, as informações que a Folha dava ao mercado e aos acionistas (aqueles parvos que investiram nela) tinham tanta credibilidade quanto as que dá ao leitor.
É essa a empresa que se acha no direito de dizer que os vencedores do leilão dos aeroportos são uns michas.
(Clique aqui para ler sobre a “partilha da Dilma e a concessão do FHC na politica de privatização”.)
Assim como o UOL acha que vai ser uma empresa de tecnologia, qualquer dia desses o Otavinho vai transformar a Folha (*) em bula de remédio.
Em tempo: o dono da Abril, que edita a Exame, Robert(o) Civita e o Luis Frias, irmão do Otavinho, foram sócios. E se amam.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Os limites da questão salarial
O Conversa Afiada reproduz artigo de Mauro Santayana, publicado no Jornal do Brasil:
No exato momento em que se tenta dizer que a privatização da Dilma é igual à privatização do Cerra/FHC/Ricardo Sergio, o registro no Blog do Nassif é revelador:

Deputado Marco Maia, é bom ser deputado federal ?
Quando o senhor pretende instalar a CPI da Privataria e convidar a Elena Landau para dar explicações ?
Paulo Henrique Amorim