Povo lindo, povo inteligente,.ontem o sarau da Cooperifa se apresentou na estação Santa Cecília do Metrô, a convite da POIÉSIS, que é quem coordena o projeto. Agradecemos a homenagem.Foi um dos saraus mais emocionantes que nós já fizemos dentro destes quase oito anos de poesia na periferia, e olha que nós já rodamos por aí. Imaginem vocês que os trabalhadores e trabalhadoras iam saindo dos trens e sendo recebidos com a poesia produzida com o mesmo suor que se lapida o cotidiano deste povo simples e maravilhoso que sustenta este país. Nada mais justo. E se fizermos as contas, foi mais ou menos assim: Poesia + Suor do trabalho = Cooperifa.O mais impressionante que a gente achou que pela correria paulistana ninguém ia se atentar para o sarau, que nada, as pessoas foram parando e curtindo os poemas duros recitados pelos poetas da quebrada. Identificação total.Quando vejo estas cenas não consigo entender como é que ainda tem gente que fala que o povo odeia ler. A pergunta que não quer calar, se odeia, por que? E ganha com isso? Não é teoria da conspiração, estou há vintes anos trabalhando com poesia na periferia, sei do que estou falando, é teoria da transpiração.Acredito que as pessoas não sabem que gostam, e o o nosso trabalho é justamente este, avisar que "nós gostamos de literatura", e que a literatura não dever ser mais o pão do privilégio.E falando em pão, vai vendo a ironia do destino, nós, os iletrados, os fodidos, os malquistos, os maltrapilhos, os malcoopreendidos, os malnutridos e destentados, é que estava repartindo o trigo que faz o biscoito fino que a massa não come. !Ontem a poesia que chegava aos ouvidos desta massa trabalhadora cumpriu seu papel social, e como diria o poeta ferreira Gullar:"... Só é justo cantar quando o seu canto arrasta consigo pessoas e coisas que não tem voz.".Um sorriso no rosto e os punhos cerrados,.Sérgio VazVira-lata da literatura..veja as fotos abaixo: