
Entre as inestimáveis contribuições do tabloide
Zero Hora à história do jornalismo investigativo brasileiro, figura um caso exemplar, perpetrado na
edição do dia 21/9/09 da gazetinha gaúcha. Para quem chegou agora ou para quem já esqueceu, a
reporcagem de capa daquela data trazia espetaculares revelações sobre "as estratégias do MST", todas elas esteadas no conteúdo de um suposto caderninho escolar, "com 26 páginas escritas à mão", encontrado dentro de um latão de lixo no estacionamento do Incra, em Porto Alegre. A despeito de não existir o mínimo indício da autenticidade de tais anotações - e sequer de sua existência - , o operoso e paranormal "repórter investigativo" de ZH produziu duas páginas de
gatafunhos baseado unicamente em sua malcheirosa "descoberta". Vale lembrar que o autor da "matéria", o suposto "jornalista investigativo"
Humberto Trezzi, já possuía em seu laureado currículo uma vergonhosa carraspana pública pela
prática de plágio, que submeteu seu empregador ao constrangimento de uma retratação.
É em nome dessa
moral de fancaria que a laboriosa "abelha-rainha"
Rosane de Oliveira, editora de Política do jornaleco e titular da afamada coluna
Página 10 do mesmo diário, tenta infundir entre os desavisados leitores do jornalzinho que o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, eleito em primeiro turno, "ataca a imprensa", "ataca o jornalismo investigativo" e promove uma ignominiosa "pregação contra a mídia".

Esta mesma Sra. Oliveira, que atravessou o reinado de D.Yeda Crusius, A Louca, tentando desqualificar o trabalho de
investigação do Ministério Público Federal nos milionários escândalos de
corrupção do governo tucano, arroga-se agora o direito de
desqualificar, distorcer, descontextualizar, manipular e mentir sobre uma conferência proferida pelo governador gaúcho em um "congresso sobre corrupção" promovido pelo MP na semana que passou. Para ler o discurso de Tarso Genro na íntegra e comprovar a natureza bandida da melíflua editora e colunista de
ZH, clique
aqui no Café & Aspirinas.As digitais da indigitada jornalista são nítidas também no solene Editorial de
Zero Hora publicado ontem, 22, em que a organização mafiomidiática manifesta seu “estarrecimento” pelo que chama de “ataque desfechado pelo governador Tarso Genro ao jornalismo investigativo”. O texto diz que o governador sustenta uma posição que “tende a interessar mais aos corruptos do que aos cidadãos”. A resposta do governador foi imediata, e pode ser conferida
nesta postagem do portal Carta Maior.
Aguardamos, com toda a paciência do Rio Grande do Sul, do Brasil e do mundo, a manifestação do conglomerado, no mesmo nobre espaço - e, quem sabe, na coluna-bandida
Página 10 -, sobre a
ação penal que tramita na
Justiça Federal contra o seu capo,
Nelson Sirotsky, por crimes contra o sistema financeiro nacional, mais precisamente evasão de divisas e sonegação fiscal. Os compromissos com a ética e com a transparência da informação são valores tão caros ao
grupo RBS que, a pedido dos advogados do réu, o processo
desapareceu do site do TRF4 dois dias após este
Cloaca News torná-lo público.
Enganar-se-ão, porém, aqueles que acharem que o poderoso chefão do império sulista de mídia é um suposto criminoso de primeira viagem. As falcatruas deste paladino da ética e da probidade remontam a 1996, em remessas bilionárias para o
Milbank, Tweed Hadley & McLoy, DR, para
Bowne of New York City e para a
Bourse of Luxembourg, apenas como aperitivo. As informações são fruto de investigações do Ministério Público, e serão requentadas por este cafofo cibernético ao longo da semana. Voltaremos!