***Prólogo***
Depois da crise histérica do fim da noite anterior, a expectativa era de que hoje eu estivesse mais relaxada e pronta pra curtir o espetáculo. De fato, passei o dia muito bem, e nem fiquei mal com o fato de ter que sair do trabalho apenas 1h30 antes do horário previsto pro show. E quem já esteve em São Paulo sabe que 90 minutos quase nem caracterizam antecedência, ainda mais numa sexta à noite.
O trajeto foi complicado. Andamos um montão, pegamos o tradicional e pavoroso trânsito. Simultaneamente, em casa, todo tipo de imprevisto. O resultado foi um casal alucinado ao telefone orientando uma dupla de púberes impacientes enquanto observava o mar de luzes vermelhas. Mas conseguimos chegar a tempo e eu estava calma. Deve ser a continuação do milagre de ontem.
***Dia 2***
O show que não vi em 2005 começou com Go. Como Deus (Eddie Vedder) é justo, tive a chance de ver isso agora. Impressionante o meu condicionamento físico. Pra subir escada eu faço drama, pra pular enlouquecidamente no show a coisa rola naturalmente.
Ouvi novamente Elderly Woman, e me emocionei ainda mais do que ontem. Não consigo dizer muito bem porque, mas sei que tinha lágrima nos olhos quando ela terminou, e desabei com Given To Fly na sequência. Aliás, lembrei de tanta gente querida neste momento que eu desejei ter braços de 2 km pra poder abraçar todo mundo ao mesmo tempo. Esta, inclusive, é uma das favoritas da minha mãe, que estava nas arquibancadas do Morumbi com o meu irmão. Sim, minha família é o máximo.
Demorei quase um minuto pra acreditar que era mesmo State of Love and Trust. Sem dúvidas foi a maior surpresa pra mim. Rolaram mais duas músicas do Abacate e eu tô muito feliz com isso, porque acho o disco bacana e me agrada a preocupação deles em tocarem músicas inéditas pra gente. Uns lindos.
Meu ponto alto foi Amongst The Waves. Essa música, apesar de novinha, é muito especial pra mim, tanto quanto aquelas de anos atrás. Segundo pedido atendido da minha Wishlist – que, aliás, também rolou J. O encerramento foi mais épico do que eu poderia imaginar. Quando achei que já não podia ser melhor do que fechar a noite com Baba O’Riley(The Who, gente, THE WHO!!!!!), eles ainda emendam Yellow Ledbetter. Quem nunca sonhou em embromar cantar essa música no fim de um show não é fã de Pearl Jam. Lindo, lindo, lindo.
Mais lindo do que isso só o depoimento do Eddie Vedder sobre a banda X – que eu consegui perder de novo, parabéns pra mim. Vê-lo emocionado contando sobre sua aventura na adolescência, quando teve que falsificar um RG pra poder entrar no clube onde o X se apresentava, foi a melhor parte da turnê até agora. Sinto um orgulho tremendo de ter como ídolos músicos tão humildes, que não esquecem como é ser um fã. É por isso que eles são a melhor banda do mundo.
***Epílogo***
Escrevo este relato no saguão do Aeroporto de Guarulhos, enquanto espero o vôo que me levará ao próximo show da turnê brasileira, no Rio de Janeiro. Terei uma noite de descanso pra colocar a coluna no lugar, e amanhã tem mais ;)
***Ficha Técnica***Quando: Sexta-feira, 04 de novembro de 2011Onde: Estádio do Morumbi, São PauloO que:
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