Há dois planos alternativos em avaliação pela equipe econômica. O primeiro prevê que os contratos de preços futuros de commodities sejam negociados apenas na BM&FBovespa, em São Paulo, que já negocia contratos de algumas commodities. O segundo envolve a criação de uma bolsa de propósito específico, seguindo o modelo dos Estados Unidos, onde a Bolsa de Valores de Nova York funciona como a BM&FBovespa, e os derivativos de commodities são negociados predominantemente na Bolsa de Valores de Chicago.
A BM&FBovespa já negocia derivativos de etanol, milho, café e gado, principalmente. Mas as autoridades estão insatisfeitas com as operações, que além de terem volume insignificante comparado à produção, são praticamente desconhecidas por produtores e investidores. De modo geral, diz um economista do governo, o agronegócio brasileiro ainda não vê no derivativo de commodities um hedge, como é nos EUA, e muito menos a BM&FBovespa tem a diversidade de produtos que a Bolsa de Chicago oferece.
O governo Dilma entende que o Brasil está “atrasado” na comercialização de derivativos de commodities. A China já conta com uma praça própria, a Bolsa de Commodities de Zhengzhou, e o Estado periodicamente incentiva o mercado – ontem, o governo chinês divulgou que lançará mais contratos futuros de grãos até 2015, para que “companhias e produtores tenham ferramentas para se proteger do risco”, segundo nota oficial.
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Parte da manchete do Valor de hoje, assinada pelo blogueiro e o colega Tarso Veloso.