Na primeira reunião, hoje cedo, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, discute os planos da greve geral com os presidentes de cinco centrais sindicais, capitaneadas pela Força Sindical, e pelo maior sindicato da capital, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Em seguida, os sindicalistas, desta vez liderados pelo Sindicato dos Comerciários de São Paulo, filiado à União Geral dos Trabalhadores (UGT), serão recebidos pelo empresário Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio).
Os encontros vão envolver empresários e os líderes das centrais Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CGTB. Os sindicalistas representam na capital os 420 mil metalúrgicos, 480 mil comerciários, 35 mil prestadores de serviços em software e processamento de dados, os 80 mil motoristas de ônibus, além dos trabalhadores na indústria têxtil e de confecções, entre outros. Segundo apurou o Valor, os industriais estão “inclinados” a apoiar a greve geral dos sindicalistas, segundo uma fonte ligada à Fiesp. “Os importados estão reduzindo nosso ímpeto de contratações, e mesmo reduzindo produção e, portanto, também resultando em demissões”, disse o industrial.
O protesto será concentrado na Avenida Paulista, onde os sindicalistas esperam concentrar os trabalhadores com cartazes anti-importações. “O salário mínimo sobe forte, e impulsiona os salários no mercado de trabalho como um todo, mas este gás no consumo tem sido crescentemente convertido no consumo de importados”, afirma Miguel Torres, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes. “A indústria está em uma encruzilhada”, diz Torres, “especialmente em São Paulo”.
Em novembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou queda de 0,1% sobre o mês anterior no emprego industrial. O pior resultado foi apurado em São Paulo, que registrou forte queda de 3,7% entre outubro e novembro – 15 dos 18 setores pesquisados pelo IBGE registraram corte de pessoal. No acumulado entre janeiro e novembro, a indústria brasileira aumentou a produção em apenas 0,4%, de acordo com o IBGE.
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Preparem-se para um mês quente.