Domingo, os 4,8 milhões de habitantes do Pará irão às urnas para o plebiscito que definirá se o Estado será dividido em três -- em Tapajós, Carajás e Pará.
Tapajós será o "Estado indígena", uma vez que 76% de seu território será formado de reserva ambiental ou indígena.
Carajás será o "Estado do minério", uma vez que as maiores reservas de minérios, especialmente de minério de ferro, estarão nas minas localizadas em seu território. Aqui, a vontade da mineradora Vale, a segunda maior empresa do país, é que o Estado seja criado sim, uma vez que sua margem de manobra com o futuro governo do Estado será maior do que é com o atual modelo.
Finalmente, o que restará do Pará será o Estado mais populoso dos três, e proporcionalmente um dos mais populosos do país. A capital Belém aglutina a maior parte dos moradores, que continuarão por lá.
A disputa está acirrada, mas, por pequena maioria, os paraenses são contrários à criação do Estado. Minha colega Cristiane Agostine, em viagem ao Pará, escreveu que a cidade Marabá, futura capital do Estado de Carajás, caso criado, parece ignorar a proximidade do plebiscito.
Seja como for, o Brasil está diante da possibilidade de ganhar dois novos Estados, dois novos governadores, e um quadro maior de deputados e senadores.
Faltam três dias para a decisão.