O país que deu a melhor resposta à AIDS, ainda sem cura, foi -- e continua a ser -- o Brasil. A gestão do Ministério da Saúde, desde os anos 1990, tem sido exemplar. O Sistema Único de Saúde (SUS) tem uma série de problemas, como o leitor deste Blog bem sabe, mas no atendimento aos portadores de AIDS, o sistema público é sensacional.
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Quando foi detectada, em 1983, a AIDS parecia ser a mais avassaladora das doenças. Destruía fisicamente o doente, que era reduzido ao osso e morria em poucos meses. Não parecia haver nenhuma droga capaz de solucionar seus sintomas, ou mesmo de amenizar seus efeitos.
A primeira grande celebridade a morrer de AIDS foi o ator americano Rocky Hudson, em 1985. No Brasil foi o cantor Cazuza, que contraiu no fim de 1988 e morreu na metade de 1990, raquítico.
Quando Mercury começou a desafinhar, em 1990, os primeiros coqueteis começaram a ganhar o mercado. Já em 1991, o tratamento já tinha avançado muito, graças aos esforços financeiros dos Estados Unidos, cujo governo lançou mão de recursos bilionários para financiar pesquisas.
Em 1993, o mundo da saúde já tinha desenvolvido a primeira droga realmente eficaz no tratamento da AIDS.
O caso de Magic Johnson, estrela do basquete americano, passou a ser sintomático: portador do vírus HIV desde 1992, Johnson sempre foi medicado e o HIV até hoje não evoluiu para a AIDS.
O continente africano, de onde os pesquisadores supõem ter surgido a AIDS, parecia que ia desaparecer, tamanha a proporção de doentes. Hoje, o vírus ainda é implacável na África, mas estamos longe da extinção por lá -- algo que a Time, no início dos anos 90, chegou a vislumbrar.
A cura, no entanto, ainda não existe.
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Abaixo, o Queen numa apresentação matadora de "We will rock you" e "We are the champions", no festival Live Aid, de outubro de 1985.
De acordo com biógrafos de Mercury, ele teria contraído AIDS em algum momento entre o fim de 1986 e o início de 1987.