Em 2011, sempre que um título público europeu ultrapassou a marca de juros de 7% ao ano, o país quebrou e precisou ser resgatado com recursos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira.
Foi o que ocorreu com Grécia, Irlanda e Portugal.
Nem a notícia de que o premiê Silvio Berlusconi deixará o governo italiano tão logo tenha aprovado sua proposta de orçamento para 2012 serviu para acalmar o mercado. Quando os investidores entram em pânico, não há racionalidade que resolva. A situação econômica da Itália não é tão dramática quanto é a da Espanha por exemplo, e os italianos também estão muito longe de Grécia, Portugal e Irlanda.
Mas o mercado está em pânico e a Itália vai quebrar.
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Este gráfico interativo é interessantíssimo para quem gosta de exercícios econômicos> aqui. É possível testar o superávit primário que a Itália terá de fazer em 2012, dado uma previsão de crescimento do PIB, para reduzir sua dívida líquida como proporção do PIB tendo, ao mesmo tempo, que pagar juros de 7% ao ano.
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Se nada for feito rapidamente, assistiremos em 2012 um cenário trágico: as maiores e mais complexas economias da zona do euro entrarão no radar do mercado -- Espanha e, em seguida, França.
Se a União Europeia não atuar rapidamente na integração fiscal, como argumenta o economista Nouriel Roubini, os europeus provavelmente vão ver sua unidade monetária se desintegrar.