O euro foi uma ideia inerentemente falha que só pode funcionar com uma economia europeia forte e um grau significativo de inflação, mais crédito ilimitado a dívidas soberanas que enfrentam ataques especulativos. Mas as elites europeias abraçaram a noção de economias como peças morais, impondo austeridade a torto e a direito, endurecendo o crédito apesar da inflação subjacente baixa, e estiveram preocupadas demais com a punição dos pecadores para notar que tudo ia explodir sem um emprestador efetivo em último recurso.
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Hoje ocorre a reunião entre os presidentes das 20 maiores economias do mundo, o G-20, na mítica cidade de Cannes, na França.
Estarão reunidos Barack Obama, Hu Jintao, Nicolas Sarkozy, Angela Merkel, Sílvio Berlusconi, José Luís Zapatero, Dilma Rousseff, David Cameron, Dmitri Medvedev e outros 11 líderes.
Se a reunião terminar num impasse quanto ao futuro da União Europeia assistiremos o início do fim da zona de unidade europeia.
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Entrevistei ontem (que foi feriado só para você, querido leitor) um dos mais influentes especialistas em política econômica do mundo. Ele é ouvido pelos economistas do governo americano e também pelos líderes do Partido Comunista Chinês. Dois integrantes do primeiro escalão da equipe econômica do governo brasileiro me falaram, na terça-feira, que ele é um dos "grandes mentores" da política econômica mundial.
Querem saber o que ele está achando de tudo isso?
Contarei quem é o economista e suas opiniões na sexta-feira, quando o Valor publicar a entrevista.
Fiquem de olho. O negócio é barra pesada.