Aqui: Ditadores têm a morte que eles merecem
Este trecho é maravilhoso, tirou letras de meus dedos: "If a tyrant dies peacefully in bed in the full resplendence of his rule, his death is a theater of that power; if a tyrant is executed while crying for mercy in the dust, then that, too, is a reflection of the nature of a fallen regime and the reaction of an oppressed people".
Numa tradução livres: "Se um tirano morre pacíficamente em sua cama, com todo o esplendor de seu poder, sua morte será a encenação deste poder; se um tirano é executado enquanto chora clamando por piedade, então, aí também, isto será o reflexo da natureza de um regime em falência e a reação de um povo oprimido".
Sensacional!
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Basicamente, é o seguinte: não fiquei, como muitos ficaram, enojado ou incomodado com o assassinato do ditador Muammar Kaddaffi, que por 41 anos governou a Líbia. A Líbia passou não só por uma ditadura, mas, desde que a revolução se iniciou, em março, as tropas fiéis a Kaddaffi exterminaram rebeldes e pessoas que nada tinham a ver com o conflito.
É claro que os ingênuos ficarão surpresos, mas não sejamos crianças: as revoluções, em qualquer país ou conjuntura, terminam com a morte daquele que detinha o poder antes.
É humano. Foi assim com a Revolução Francesa, de 1789, a Revolução Russa, de 1917, e a Revolução na Líbia, em 2011.
Não foi o que ocorreu com a morte de Saddam Hussein, julgado e assassinato por um povo estrangeiro (os Estados Unidos). Fosse feito pelos próprios iraquianos, o peso seria outro.
Ah, diriam os incautos, mas a revolução na Líbia teve a participação das tropas da Otan...
...convenhamos, meus caros, a Otan só entrou porque os líbios, eles mesmos, começaram a se insurgir e pegar em armas contra seu ditador.
A única forma de uma revolução se completar é assim.