
Cristina, agora, vai até o fim de 2015. Tem uma missão muito complexa para lidar: como fazer o peso continuar desvalorizado (atualmente em 4,2 pesos por dólar) sem precisar vender dólares acumulados pelo Banco Central argentino (que nos últimos 30 dias vendeu pouco mais de US$ 1 bilhão para segurar a cotação, o que é alto para os padrões dos hermanos), e, mais do que isso, sem pressionar a inflação, que bate em 30% ao ano.
Cristina, no entanto, conseguiu um feito ontem: recebeu a maior votação, ao ganhar no primeiro turno, da história da Argentina, ao superar a marca de 51,9%, até então recorde no país.