O Brasil moderno não pode viver com monopólios, sejam eles públicos ou privados. A Infraero é um bisonho monopólio público, e a greve definida pelo sindicato que representa seus trabalhadores deixa isso claro.
Desde a meia-noite de hoje, os funcionários estão em greve. Adere quem quiser, é claro. Mas o movimento deve atingir cerca de 70% dos funcionários dos três principais aeroportos do país: Brasília, Viracopos (Campinas) e Guarulhos (São Paulo). Isso ocorre mesmo depois de todo o acerto costurado pela Secretaria de Aviação Civil, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Secretaria-Geral da Presidência da República com o sindicato.
Vejam o que diz o repórter Daniel Rittner, no
Valor de hoje, sobre os termos acordados:
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Os futuros concessionários dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília precisarão dar estabilidade de pelo menos 12 meses aos empregados herdados da Infraero. Além disso, as condições do contrato de trabalho deverão ser “equivalentes” às praticadas pela estatal e os concessionários ainda terão a responsabilidade de arcar com o aporte patronal ao Infraprev, o fundo de pensão mantido pela Infraero."
Longe de mim defender lado nessa história. Mas, convenhamos que diante de todo esse arcabouço criado para dar tranquilidade aos atuais funcionários da Infraero, ainda assim declarar greve de 48 horas nos três principais aeroportos do país é um tiro no pé.
Uma única empresa regula e controla todos os aeroportos do país. Se ela decide parar, todos os aeroportos param.
Trata-se de um contrassenso inacreditável para um país moderno.
Tivéssemos mais empresas fazendo o trabalho, sejam elas privadas ou não, aqueles que utilizam os aeroportos (cada vez mais brasileiros) não ficariam lesados.
Para sermos modernos, meus caros, precisamos antes deixar o que é arcaico para trás.