Na última Veja do dia 07 de dezembro de 2011 saiu uma reportagem falando sobre a desinformação em vídeo sobre a usina de Belo Monte, atores viram piada na web. Mas o papelão rendeu boas lições.
Uma atriz foi ouvida mais de 3,2 milhões de vezes nas últimas duas semanas. Ela abre um vídeo de 5 minutos de duração em que dezenove atores e atrizes do elenco da Rede Globo se revezam para discutir a construção de Belo Monte, a usina que está sendo erguida no Rio Xingu, no interior do Pará.Não é um assunto propriamente eletrizante nem algo que pareça capas de arrebatar o público majoritariamente jovem da internet. Mas a popularidade doa atores, somada a uma peculiaridade do filme – o flagrante desconhecimento que seus protagonistas demonstraram sobre o assunto- , acabou por transformar o vídeo em um marco da internet brasileira.Se a disseminação do conhecimento é a mola propulsora da humanidade, a propagação da ignorância às vezes também funciona.
Foi o que aconteceu diante da tagarelice bem intencionada dos atores. Aos espectadores com um mínimo de familiaridade com o tema, as falas alarmistas em defesa “dos índios, dos rios e da Floresta Amazônica” soaram ingênuas e equivocadas, quando não francamente constrangedoras –como no momento em que um dos atores confunde o Pará com Mato Grosso e outra afirma que hidrelétricas não produzem energia limpa.Esse desfile de desinformação incomodou outra turma, aquela que usa a cabeça também para pensar. Foi assim que o vídeo dos atores rendeu outros três sobre o mesmo tema, feitos por universitários que aprenderam ser a lógica o melhor balizador de opiniões. Munidos dessa ferramenta, os estudantes levaram a nocaute os atores, ou melhor, “celebridades”-essa categoria “superconectada com esses assuntos de ecologia”.
Os vídeos dos estudantes, ao contrário do filme dos atores, foram precedidos por pesquisas e trazem cálculos e informações hidrológicas e geográficas que ajudam a entender o que é o Belo Monte e quais são suas implicações.
Leia mais em www.veja.com.