Economizar papel é uma das primeiras bandeiras levantadas por empresas quando querem se dizer “verdes”. Faz sentido já que é bastante fácil colocar em prática e ainda reduz custos para a empresa, como aliás costuma acontecer com muitas iniciativas de foco ambiental embora poucos percebam isso.
A produção do papel, segundo alguns especialistas, contribui para desfigurar a paisagem natural, além de ser grande emissora de gases do efeito estufa e poluidora de rios e lagos. A empresa GCE Papéis, propôs mudar esse cenário, a partir da fabricação de papel feito de bagaço da cana de açúcar, o que segundo ela trará menos impactos ao meio ambiente.
A ideia foi pensada a partir de recentes estudos que comprovaram a existência de fibras de qualidade no bagaço da cana para a criação de papéis diversos com características de pureza, biodegradabilidade e reciclagem 100%.
As vantagens da produção de papel de fibras de cana de açúcar, também foram comprovadas. Uma delas é a quantidade reduzida de produtos químicos utilizados no processo de transformação, assim como na sua forma de branqueamento por meio da utilização do dióxido de cloro (ou ECF), que é menos poluente e já está sendo utilizado por muitas indústrias papeleiras do mundo.
O fato de a matéria-prima ser de grande abundância, oriunda das usinas de açúcar e álcool, torna a produção de papel mais sustentável e com redução de dejetos sólidos agrícolas despejados na natureza.
Ao contrário da madeira de reflorestamento, que necessita de muitos anos para ser utilizada na fabricação de papel, o bagaço da cana de açúcar é abundante praticamente o ano todo, com ciclo médio de 18 meses, o que permite menores gastos no manejo e retorno mais rápido.
De acordo com a GCE, que é a primeira empresa do Brasil a trabalhar com papel sulfite produzido de bagaço de cana de açúcar, o papel feito da fibra pode ser utilizado na produção de revistas, livros, materiais de escritório, folhas para impressão, papéis para desenho, embalagens e cadernos.
Fonte: Eco Desenvolvimento.