Ainda manhãs de velhas guerrasAmbições, motivos, interesses, desculpasTudo fácil de esquecerZerar o tanto querer ganhar e ganharTanto incontrolável comandar e lucrarDeletar, reiniciar o ciclo, florescerSem tomar ares e águas, seres e sonhosO ano começaE os meninos ainda seguem velhos
Velhas guerras e ambiçõesO ano é novo, os meninos crescemVelhos olhos só enxergam lucros, domíniosTudo possível de mudarSalvar, ajudar, acordar, executar alegriasAposentar os velhos, os alvos, e amarOs meninos crescem, o ano é novoE ainda renascem velhos enganos
Velhos interesses, lideranças ilegítimasFácil desmascarar o querer dominarHá melhores guerras para lutarFome, solidão, exploração, desilusãoLibertar acessos, sorrisos, alguma bravuraO mundo é de todo mundoAqui e lá, sem entregar a ternuraAres e águas, nosso chão, nossa florestaNão precisam de mísseis que apontam para o lucroAmbições não despertam vida, há outras políticasSeres, ares, águas, flora de novos motivosMeninos, filhos, amigos, sonhosPrazer e fazer acontecerPara amanhecer com novos temposCom novos meninos.
José Augusto Fontes é cronista, poeta e juiz de direito