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José Serra volta à cena por comando do PSDB
CATIA SEABRA
ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
DE SÃO PAULONa esperança de se viabilizar para a presidência do PSDB, o ex-governador José Serra se empenha para ocupar o papel de porta-voz da oposição no país.
Candidato derrotado à Presidência, Serra se vale do patrimônio pós-eleitoral (Paulo Preto?) para se apresentar como o líder ideal da oposição. Enquanto o ex-governador de Minas Aécio Neves tira férias da política, Serra se coloca como crítico do governo Dilma.
A estratégia foi posta em prática anteontem, quando usou o Twitter para atacar o governo Dilma e foi ironizado pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra.
Aos quase 600 mil seguidores, Serra condenou desvios de cerca de meio bilhão na Funasa (Fundação Nacional de Saúde), revelados nesta semana pela Folha.
Por volta das 21h, desejou boa noite aos internautas. Dutra retribuiu.
"O PT destruiu a Funasa e a Anvisa, com fisiologismo, corrupção e incompetência", escreveu Serra.
Dutra reagiu: "Retiro meu boa noite". Sem responder, Serra manteve a crítica, disparando contra a economia de "inflação em alta, deficit sideral do balanço de pagamentos, nó fiscal, carências agudas de infraestrutura".
Segundo aliados, Serra avalia a oportunidade de disputar a presidência do partido em maio. Até lá, trabalha para construir seu nome. Outra hipótese é a presidência do Instituto Teotônio Vilela.
"Seria um desperdício de talento e liderança se ele não se recolocasse na vida pública", disse o senador eleito Aloysio Nunes Ferreira.
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, diz que Serra assumirá "papel importante na oposição". Mas que não foi informado se há interesse pela presidência do partido.
Com o Padim em cena é garantia de um PSDB fragmentado. Garantia de baixaria também.
Por Idelber Avelar
Que história, hein Dilma? Parecida com a de Lula em muitos aspectos, ela é singular em tantos outros. Quando, ainda no Estadual, você optou pela resistência à ditadura, não estava claro para ninguém que a derrota seria tão amarga. Não podia estar, não importa o que digam os profetas do acontecido. Garota de classe média, você tinha todas as condições de atravessar a ditadura como uma jovem conformista, ouvindo seu Dom e Ravel, seus Beatles, seu Caetano, ou mesmo seu Chico Buarque ou Geraldo Vandré. Todos sabemos que o conteúdo da cultura consumida não diz nada, por si só, sobre a ética ou a política de quem a consome. Você poderia ter feito isso, mas escolheu lutar. Isso não mudaria nunca em você, ainda que os métodos de luta variassem ao longo do tempo, como deve ser o caso, aliás, em qualquer luta inteligente.
Tantos fizeram autocríticas fáceis e autocomplacentes daquele período, não é mesmo? Sabe, Dilma, o grande escritor argentino Ricardo Piglia criou a personagem perfeita para definir essa turma do arrependimento confortável. Está num lindo livro intitulado A cidade ausente. Tem no Brasil. A personagem se chama Julia Gandini, e é vítima de uma lobotomia virtual que lhe impõe um discurso automortificante, cheio de certezas acerca de quão erradas estavam as certezas passadas. Nesse discurso autocomplacente, platitudes sobre a violência mascaram o fato de que a ditadura foi a grande responsável pelas atrocidades. Julia Gandini repete como um papagaio a lição da boa menina arrependida, prestando esse enorme desserviço à educação das novas gerações, levando-as a crer numa falsa simetria entre verdugos e vítimas. Qualquer semelhança com o discurso de certo deputado verde não é mera coincidência, não é, Dilma?
Você, não. Você jamais se prestou a esse jogo, que teria sido tão fácil replicar e que lhe teria rendido frutos. Sem nunca deixar de pensar o passado de forma crítica, você nunca o renegou. Isso é tão bonito, especialmente num país cuja mídia e senso comum começam a lançar lama sobre os jovens que se insurgiram contra a ditadura.
Quando a prenderam, Dilma, muita gente na VAR-Palmares ainda acreditava no sucesso da luta armada. Até na VPR ainda acreditavam. Eu suspeito que, no fundo, você já sabia que não dava, e mesmo assim você teve aquele comportamento impecável. Há uns anos escrevi um livrinho sobre a literatura pós-ditatorial, então tive que ler dezenas de testemunhos de ex-torturados. Conversei com dezenas de outros. Você superou as duas barreiras que todos mencionam como as mais difíceis: conseguir ficar calada sob o verdugo e conseguir falar depois, narrando a própria história em liberdade. A tortura quer que você delate, diga o que quer o torturador para que amanhã a vergonha se encarregue de silenciá-la. A tortura produz linguagem para depois produzir silêncio. Numa batalha imensamente desigual, você conseguiu inverter esse jogo. Hoje, você fala de cabeça erguida sobre uma experiência que, tantas vezes, eu vi fazer outros seres humanos desmoronarem. Aquele seu sacode-Iaiá no coroné Agripino, que apoiou a ditadura que a torturou e depois teve a ignomínia e a cara-de-pau de questionar sua valente mentira sob tortura, querida Dilma, foi um dos momentos mais inesquecíveis da história da República.
O velho Leonel estaria orgulhoso, você sabe. Não é significativo que tenha sido você a candidata, depois que o segundo mandato do governo Lula foi todo atravessado pela memória do trabalhismo? Você se lembra: nos anos 80, os petistas não podíamos nem ouvir falar na tradição populista. É natural. Nós tínhamos que construir o nosso espaço, e sem um chega-pra-lá nos concorrentes, teria sido impossível. Mas, por uma questão de justiça histórica, nós devemos reconhecer que, da mesma forma que matizamos alguns dos nossos projetos mais radicais, levados pela pura realidade da correlação de forças, devemos repensar o legado dessa tradição que ajudamos a combater. Você é a nossa ponte com essa tradição. Você é o caminho que vai de Leonel Brizola a Olívio Dutra.
Você se lembra de quando Brizola cunhou aquele apelido para o Lula, Sapo Barbudo? Ele é tão genial que, um pouco como os palmeirenses que assumiram o "porco" ou os flamenguistas que assumiram o "urubu", muitos lulistas adotaram o apelido, porque não há expressão que defina melhor a relação de nossa elite e mídia com o governo Lula que essa, engolir um sapo barbudo. E não é que agora nosso bom e velho machismo terá que te engolir? E, para desespero da raivosa direita brasileira, uma mulher comprometida com a distribuição de renda? E, para descontrole total da velha mídia dos oligopólios, uma mulher da turma do sapo barbudo?
Não é de se estranhar que tenham tentado tudo. A Folha publicou uma ficha policial falsa, enviada como spam, "cuja autenticidade não pode ser comprovada nem negada". Depois mentiu em manchete e causou o maior acesso de gargalhadas da história do Twitter no Brasil. O Jornal Nacional dedicou sete minutos a tentar transformar uma bolinha de papel num projétil. O Estadão demitiu a maior psicanalista brasileira porque ela ousou escrever algo simpático à sua candidatura. A Veja tentou várias variedades de polvo, mas nenhum deu conta de você e do molusco. Desmoralizados, todos, em mais um capítulo de suas histórias, que fazem pau de galinheiro parecer um estandarte da Mangueira.
Suja também ficou a biografia de seu concorrente, que apelou para métodos que pensávamos impossíveis no Brasil. Sabíamos que, com o sucesso do governo Lula, ele teria que fazer uma campanha à direita. Normal, é do jogo. Mas acredito que nem você esperava telemarketing da calúnia, acusações de "matar criancinhas", panfletos apócrifos, manipulação de ódio religioso, a coleção de infâmias sexistas. Até para o fingimento de contusão ele apelou, coisa que brasileiro, aliás, detesta mais que qualquer coisa. Ele vai ficar marcado para sempre por isso, e o dano, mesmo com sua vitória, Dilma, já está feito. Vai ser difícil revertê-lo. Acionar o ódio é muito mais fácil que mitigá-lo depois.
Esborracharam-se no chão os sexistas que apostavam na sua incapacidade de andar com as próprias pernas. Eles esperavam com ansiedade os debates, Dilma, achando que o seu adversário iria triturá-la. Foram dez, e a coleção de cacetadas firmes e elegantes que você lhe impôs também vão ficar na história. Depois de tentar tudo, começaram a brigar com Aurélio e Houaiss. Gente que nunca moveu um dedo para combater o machismo de repente preocupou-se com o "sexismo" da palavra "presidenta".
Tendo encarado a campanha mais suja da história logo na sua primeira eleição, você levantou-se, sacudiu a poeira, deu a volta por cima. Como disse o Prof. Luiz Antonio Simas, o momento mais mágico acontecerá quando os chefes das Forças Armadas se perfilarem para bater continência para você, Dilma, presidenta sem rancor, sem ódio, sem ressentimento, mas com a pura força da verdade pretérita ao seu lado.
E ainda por cima você será a nossa primeira presidente atleticana! É bom demais para ser verdade, Dilma. Parabéns e boa sorte. Conte conosco.
À Dilma Rousseff
Sou ELZITA SANTA CRUZ, mãe do desaparecido político Fernando Santa Cruz. Tenho 97 anos, ostento com muito orgulho a identificação de ser a mais antiga filiada do Partido dos Trabalhadores – PT. Minha militância política vem desde quando em 1945, me inscrevi no Rio de Janeiro, na Junta Eleitoral, obtendo o meu primeiro Título de Eleitor para votar em Luiz Carlos Prestes, a época combatido por amplos setores conservadores da sociedade e da Igreja católica.
As circunstancias da vida fez com que participasse ativamente da resistência à ditadura e pela Anistia Ampla,Geral e Irrestrita. Esta talvez tenha sido e continua sendo minha principal bandeira. Desta forma, gostaria de manifestar publicamente meu irrestrito apoio e declarar meu voto em DILMA ROUSSEFF PRESIDENTE. O fiz solenemente no primeiro turno, o farei outra vez no dia 31 de outubro, na certeza de que estou escolhendo a Primeira Mulher Presidente da
República, única e exemplar candidata,capaz de substituir e dar continuidade ao governo LUIZ INACIO LULA DA SILVA, exercido pelo Primeiro Operário Presidente, cujo o desempenho tem ampla aprovação do povo brasileiro e o reconhecimento
internacional.
Finalmente, na condição de mãe de 10 (dez) filhos, entre eles Fernando Santa Cruz, jovem que aos 25 anos foi seqüestrado, assassinado as escondidas pela repressão política, cujo o cadáver foi ocultado pela ditadura. Essa minha história de vida, fez de minha pessoa, representante de todas as mães, esposas, irmães e filha dos desaparecidos políticos.
Agora, eu declaro que o Governo LULA deveria ter avançado muito mais na abertura dos arquivos da repressão política e na responsabilização e esclarecimentos dos mortos e desaparecidos políticos.No entanto, devo reconhecer que houve considerável resgate da memória histórica, trabalho efetuado pela Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, sob a direção do Ministro Paulo Vannuchi, Ministro Tarso Genro, Paulo Abrão Presidente da Comissão da Anistia e
contou com o apoio decisivo,da Ex-Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Assim sendo, voto e recomendo DILMA Presidente, na certeza de que a
mesma empreenderá esforços no sentido de que seu governo assumirá o compromisso do esclarecimento da questão dos Desaparecidos Políticos da Cidade e da Guerrilha do Araguaia, condição essencial na consolidação da democracia que desejamos construir e repassar para gerações futuras.
Meu voto é DILMA, homenagem ao meu filho Fernando Santa Cruz, digitando 13, direi para mim mesma – FERNANDO PRESENTE AGORA E SEMPRE. .
Adianto ainda, que essa carta pelo assunto nela abordado,não é um
documento de natureza privada, motivo pelo qual autorizo sua divulgação.
ELZITA SANTA CRUZ
Já ouviu falar do Neno? - Di Função
O Neno era sem pai, a mãe que te sustenta.
Sofredora, mas não se lamenta.
Trabalha em casa de família para não passar fome.
O Neno era pivete, hoje tá um homem. Então...
Capão Redondo, só cara de chão.
Num barraco de madeira entre o esgoto e o lixão.
Extremo sul, distante da cidade.
Ali mora o descaso, a realidade.
A maioria preto e nordestino...
...em São Paulo, sem destino.
Criado na rua e sem direito a nada,
Neno, mais um moleque da quebrada.
Oitenta e sete, me lembro bem,
sua mãe desesperada vendo o filho na FEBEM.
Parou com a escola, se viciou...
...resolveu sair de casa, o que adiantou?
O Neno tá crescendo,
sua mãe segue lutando,
as coisas tão difícil,
dinheiro tá faltando,
Ele olha a sua volta
e a revolta só agrava,
sentimento de culpa
o Neno acumulava.
Sem dignidade,
sem estrutura,
doze de idade
enfrentando a vida dura,
viveu na pele,
passou vários 'veneno',
...já ouviu falar do Neno?
Os 18 chegou,
ganhou maioridade.
Filho criado sem pai
em meio às dificuldades.
A sua mãe serve a Deus numa igreja cristã,
e o Neno no crime cheirando até de manhã.
A vida deu a ele valores desiguais,
a sua dor não era filme, os corpos são reais.
Capão Redondo, 3 da madrugada,
moleque é metralhado, tá morto na calçada.
Era o retrato da rua, assim como é.
Finado Quinho, neguinho do Jardim Imbé.
Fiquei sabendo que uns caras tavam na sua bota,
um justiceiro sangue-ruim, ex-polícia da ROTA.
Desacreditadão tava o Neno, rapaz.
Só pra cima e pra baixo, de Suzuki, no gás.
Criminoso quer IBOPE, quer mostrar que tá bem,
até chegar o DEPATRI e tomar tudo o que tem.
E por aí o Neno vai, empolgado no sucesso.
".40" e Glock é fácil acesso.
Seu mundo agora é esse aí,
não tinha mais jeito.
Um caminho sem volta,
o que tá feito tá feito.
E por aqui o Neno é rei, é o herói da molecada,
mas tem covarde na maldade armando cilada.
A inveja é uma merda. Mas tá valendo...
...já ouviu falar do Neno?
Aliadão de um mano lá, um tal de Davi.
Disse pra mim que é sangue-bom, até então nunca vi.
De vez em quando ele cola numa sete galo-preto,
é correria no dinheiro, se adianta numas treta.
Ele é um cara firmão que se deu sempre bem,
ouro no pescoço à custa de alguém.
Tem fama de patrão, sai com várias mina.
Negócio lucrativo, boca de cocaína.
Tá pela ordem, né? O Neno é o gerente,
toma conta da favela e abastece os cliente.
Dinheiro fácil é fácil, vai fácil também.
Soldado do tráfico morto cito mais de cem.
Talvez fosse pro Neno sua última opção,
será que o esforço da sua mãe foi em vão?
Repara só nos pivete quando o pai é ausente:
sem dinheiro, a mesma merda, Natal sem presente.
Infância infeliz, futuro duvidoso.
Nascem, morrem num ciclo vicioso.
O Neno agora leva uma, tem dinheiro pra gastar:
festa, vagabunda, roupa de marca e pá.
Veja só, olha só como é o destino,
foi te empurrando pro crime no desbaratino.
Morrer dessa forma? Não, não. Não tô podendo...
...já ouviu falar do Neno?
O Neno tá pedido, fugido da quebrada.
Ripou um pilantra na semana passada.
O boato rolando e o seu nome envolvido:
"Traficante da sul deixa outro estendido".
É mau pro Neno, só resta uma saída:
sair fora do crime e a passagem de ida.
Mas não, ele insiste, quer viver nesse drama.
Desavenças deixa quieto, o problema é a grana.
O futuro é indiferente, já não importa mais.
Envolvido até o pescoço, agora é tarde demais.
Jurado de morte na mão dos gambé,
abandono dos comparsa, sei lá qual que é!
Destacado dos rolê dos amigos de infância,
pressentindo algo mau, o Neno vive à distância.
Armado, ligeiro com quem se aproxima,
se liga só naquele Tempra que virou a esquina.
Subindo, tá vindo na sua direção,
com três maluco dentro. - "Aí, Neno, sei não..."
Ele tentou reagir, não dava mais pra correr.
Depois de vários que matou, chegou sua vez de morrer.
Vinte e poucos anos se acabaram assim,
morto a tiros de pistola, pro Neno era o fim.
Vai vendo... já ouviu falar do Neno?
Inveja dos argentinos do Blog da Cidadania, por Eduardo Guimarães
Imagine poder discutir o semi monopólio da Globo com o motorista de taxi, com o porteiro do prédio, com a faxineira ou mesmo com um colega de trabalho. Ou ouvir até de empresários que realmente não é aceitável que um único grupo empresarial detenha metade da audiência da televisão aberta e o segundo jornal e a segunda revista semanal de maior tiragem.
De domingo – quando cheguei a Buenos Aires – até agora, não ouvi uma só pessoa responder que a “Ley de Medios” é um despropósito. A sociedade argentina está convencida de que é preciso democratizar a comunicação. E o que é melhor: as pessoas sabem o que é democratizar a comunicação.
Claro que esse pode ser um fenômeno dos centros urbanos. Contudo, tente, em São Paulo, no Rio, em Belo Horizonte, em Curitiba, em Porto Alegre, em Salvador ou em Recife, entre outros, discutir o oligopólio das comunicações. A quase totalidade das pessoas não lhe dará atenção por mais do que alguns segundos antes de mudar de assunto ou de inventar uma desculpa para interromper a conversa.
Note-se que não me refiro aos politizados – sejam de direita ou de esquerda, que, no Brasil, são raros. Refiro-me a essa maioria que pode conversar por horas sobre futebol ou sobre novelas, mas que não tem paciência de gastar cinco minutos com política.
O Brasil é uma ilha de alienação em meio a uma América Latina significativamente politizada. Venho batendo nesta tecla há muito tempo devido à minha atividade profissional, que me obriga a viajar pela região.
O que estou vendo na Argentina é ainda mais interessante do que vi em países como a Venezuela, por exemplo – país em que o mais humilde cidadão é capaz de discutir a constituição do país e a política partidária.
A grande diferença do Brasil continua sendo a nossa histórica bonomia em relação ao jogo do poder e a nossa aversão a conflitos de qualquer tipo, mesmo quando o conflito é inevitável e necessário.
Ciente da natureza de seu povo, Lula desperdiçou os últimos oito anos no que diz respeito à democratização da comunicação. Apenas no fim de seu segundo mandato é que ousou convocar uma conferência para discutir o assunto. Mas acabou relativizando sua importância quando a mídia começou com o mesmo trololó sobre “censura” que o grupo Clarín, aqui na Argentina, recita para as paredes.
O discurso do PIG argentino sobre supostos ímpetos censores do governo é exatamente o mesmo que o do PIG tupiniquim. Mas neste país é um discurso já quase envergonhado e que está morrendo a cada dia.
O grupo Clarín, a bem da verdade, tem um monopólio ainda maior do que o da Globo – alguma coisa perto de 80% do bolo da comunicação. Mas terá que se desfazer desse império. Será pago condignamente pelo que vender, mas não poderá manter o controle sobre tantas mídias e muito menos conseguirá vender seus meios de comunicação para testas-de-ferro.
Os dois governos Kirchner conseguiram explicar perfeitamente à sociedade os malefícios da concentração de meios de comunicação. A sociedade quer a diversidade de opiniões e de opções. É irreversível.
Enquanto esse sonho dourado dos democratas se materializa por aqui, no Brasil estamos completamente alheios ao que está acontecendo neste país. Deveríamos estar discutindo intensamente o processo em curso na Argentina. Ao menos na blogosfera. Mas a discussão ainda é insipiente. Não estamos avançando nesse debate.
Diga, leitor, uma só proposta concreta para acabar com o oligopólio nas comunicações no Brasil. Nem um órgão para normatizar as comunicações conseguimos discutir nacionalmente. Globo, Folha, Estadão e Veja conseguiram interditar o debate porque o governo teme meramente tocar no assunto.
E o pior é que temos condições muito melhores para propor essa discussão. Não temos os problemas que têm os argentinos na economia, por exemplo, e o apoio popular ao governo brasileiro é muito maior do que ao governo argentino.
Aliás, nada que seja polêmico nós conseguimos discutir. Os crimes da ditadura, por exemplo. Os criminosos do regime militar argentino estão sendo julgados e até presos. Enquanto isso, os criminosos que torturaram e assassinaram pouco mais do que crianças durante a nossa ditadura zombam de suas vítimas e ainda se dão ao desfrute de fazer ataques a elas.
Os argentinos estão nos goleando sem parar no que diz respeito à democratização real de seu país. Que inveja.
—–
Da sua natureza [brasileira]
De Luis Fernando Veríssimo
Sorte nossa que as árvores não gemam e os animais não falem. Imagine se cada vez que se aproximasse uma motosserra as árvores começassem a gritar “Ai, ai, ai!” e aos bois não faltassem argumentos razoáveis para não querer entrar no matadouro.
Imagine porcos parlamentando em causa própria, galinhas bem articuladas reivindicando sua participação na renda dos ovos e gritando slogans contra o hábito bárbaro de comê-las, pássaros engaiolados fazendo discursos inflados pela liberdade.
Os únicos bichos que falam são os papagaios, mas até hoje não se tem notícia de um que defendesse os direitos dos outros. O papagaio tem voz, mas não tem consciência de classe.
A vida humana seria difícil se não pudéssemos colher uma beterraba sem ouvir as lamentações da sua família e insultos do resto da horta. Não deixaríamos de comer, claro. Nem beterrabas, nem bois ou galinhas, apesar dos seus protestos.
Mas o remorso, e uma correta noção da prepotência inerente à condição da espécie dominante, faria parte da nossa dieta. Teríamos uma idéia mais exata da nossa crueldade indispensável, sem a qual não viveríamos.
Sorte nossa que os vegetais e os animais não têm nem uma linguagem, quanto mais um discurso organizado. Não os comeríamos com a mesma empáfia se tivessem. O único consolo deles é que também padecemos da falta de comunicação: ainda não encontramos um jeito de negociar com os germes, convencer os vírus a nos pouparem com retórica e dar remorso em epidemias.
Eu às vezes fico pensando como seria se os brasileiros falassem. Se protestassem contra o que lhes fazem, se fizessem discursos indignados em todas as filas de matadouros, se cobrassem com veemência uma participação em tudo o que produzem para enriquecer os outros, reagissem a todas as mentiras que lhes dizem, reclamassem tudo que lhes foi negado e sonegado e se negassem a continuar sendo devorados, rotineiramente, em silêncio.
Não é da sua natureza, eu sei, só estou especulando. Ainda seriam dominados por quem domina a linguagem e, além de tudo, sabe que fala mais alto o que nem boca tem, o dinheiro. Mas pelo menos não os comeriam com a mesma empáfia

“Protógenes é condenado por crimes na Satiagraha
O delegado Protógenes Queiroz foi condenado pela Justiça Federal a três anos e quatro meses de prisão pelos crimes de violação de sigilo funcional e fraude processual. A pena foi substituída por restrições de direitos - Protógenes terá que prestar serviços à comunidade em um hospital público ou privado, "preferencialmente de atendimento a queimados", e fica proibido de exercer mandato eletivo, cargo, função ou atividade pública. Ele pode recorrer.” do Estadão
É tudo o que Dantas queria: que Protógenes não pudesse subir à tribuna da Câmara dos Deputados denunciar o que sabe das entranhas da corrupção no Brasil.
Embora muito criticada no twitter, a decisão judicial recebeu um apoio moral de peso. Roberto Jefferson, este valoroso varão da República que teve seu esquema estourado pela Polícia Federal desta “época errada em que vivemos”, disse: “Protógenes representa a época errada em que vivemos, pois as estripulias do delegado e seus arapongas não são coisa de uma democracia!”. Ah, bom. Reconfortante para o juiz que condenou Protógenes.
Aliás, o juiz dessa sentença, Ali Mazloum, foi investigado por Protógenes na Operação Anaconda, da PF, acusado de formação de quadrilha (posteriormente inocentado no STF com votos de Gilmar Mendes, Ellen Gracie, Celso de Mello e Carlos Veloso. Joaquim Barbosa, relator, votou contra).
Segundo o blog do Paulo Henrique Amorim, Protógenes recorrerá da decisão e tornar-se-á sim Deputado. O delegado teve meu voto para Federal.
via Blog da Maria Frô: “Recebo por mail a carta que Márcia enviou à Carta Capital a respeito da matéria sobre a biografia de Romeu Tuma. É um relato pessoal de quem foi presa e torturada quando o delegado estava no comando do DOPS em São Paulo.
Romeu Tuma, competente servidor do Estado e o direito à verdade
São Paulo, 03 de novembro de 2010.
SR. MINO CARTA
DIRETOR DE REDAÇÃO
REVISTA CARTA CAPITAL
Caro Sr. Mino Carta,
Antes de entrar no assunto que me motivou a escrever, quero parabenizar a toda a equipe da Carta Capital e ao senhor pelo excelente trabalho jornalístico ao longo desses anos e agradecer, particularmente, a postura séria e transparente adotada na cobertura das eleições. Acompanhei, estarrecida, os atos persecutórios da vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Coureau e, com admiração, a forma como o senhor enfrentou e provou o quão absurdas eram as acusações.
Faço questão de frisar, ainda, que Carta Capital é a única publicação impressa que assinamos em minha casa e recomendamos, eu e meu marido, aos amigos e todos aqueles que prezam o jornalismo de qualidade.
No entanto, me chama atenção a matéria “Servidor do Estado – Romeu Tuma, exemplar responsável e muito competente” publicada na edição de 03 de novembro em referência ao falecimento desse senhor. Sinto na obrigação de expressar o meu espanto com o equívoco de algumas informações e omissão de outras.
A matéria se refere a esse senhor como tendo “atuado no DOPS ainda sob as ordens de Sérgio Paranhos Fleury, na qualidade de “analista de informações” (com aspas na publicação), em plenos anos de chumbo, Romeu Tuma participou do combate às organizações de esquerda”.
O artigo, mais à frente, afirma ainda que “sempre se declarou contra a violência, e expressamente a proibiu desde sua nomeação à chefia do DOPS em 1977”.
Ao longo destes anos, tenho lido em vários veículos de comunicação referências equivocadas ao período que Romeu Tuma esteve no comando do DOPS. Porém, o fato da Carta Capital incorrer nos mesmos equívocos, me obriga a testemunhar a respeito.
Fui presa, junto com Celso Giovanetti Brambilla e José Maria de Almeida, na madrugada de 28 de abril de 1977. Na época éramos militantes de uma organização clandestina, trabalhávamos em indústrias metalúrgicas e morávamos em São Bernardo do Campo. Estávamos em plena ditadura e a falta de liberdades democráticas e a supressão do Estado de Direito eram o combustível que nos impelia a fazer parte de uma organização que lutava pelo restabelecimento da democracia. Tínhamos eu, 20, Zé Maria, 19, e Celso, 22 anos.
No momento da prisão distribuíamos panfletos que aludiam ao 1 de maio, data histórica de conquistas sociais pelos trabalhadores, e chamávamos a atenção ao fato do Brasil estar vivendo sob total falta de liberdades democráticas.
A prisão aconteceu por volta da 01 da manhã (distribuíamos panfletos para o turno da noite) quando fomos abordados e presos por policiais militares que nos encaminharam para uma delegacia em Ribeirão Pires. Depois de sumariamente interrogados, fomos algemados e colocados na “gaiola” de um camburão. Os mesmos policiais militares rodaram conosco por muitas horas, dando a entender que não sabiam onde nos levar. Percebemos que havia um conflito nas orientações recebidas pelo rádio, ora nos encaminhavam ao DOPS ora ao DOI CODI. Finalmente fomos, por volda das 06h00 da manhã, deixados no DOPS. Após rápida identificação fomos levados às salas de torturas e barbaramente torturados por vários dias.
Tivemos a incomunicabilidade decretada por dez dias e depois prorrogada por mais dez e o enquadramento na Lei de Segurança Nacional. Nos últimos dias de incomunicabilidade foram administrados tratamentos médicos para que lesões, hematomas, feridas e outras marcas de tortura fossem amenizadas e assim pudéssemos ser apresentados aos advogados e familiares. Procedimentos que pouco valeram a Celso Brambilla que sofreu perda da audição total em um ouvido e parcial em outro, em conseqüência das torturas e maus tratos.
A indecisão da polícia militar em saber qual seria nosso destino, se devia à uma disputa de poder que se dava naquele momento entre os dois órgãos de repressão. Tal fato levou à que o então Diretor da Divisão de Ordem Social Sérgio Paranhos Fleury enviasse memorando de esclarecimento, com data de 30 de abril, ao “ILMO. Sr. Dr. Diretor do Departamento Estadual de Ordem Política e Social Romeu Tuma” (sic no documento em questão), relatando as atrapalhadas das polícias Militar, Civil e Exército. Anexado ao memorando constava um relatório do então Delegado Adjunto da Divisão da Ordem Social Luiz Walter Longo (os memorandos hoje constam do Arquivo do Estado e referem-se às cópias em anexo 01, 02 e 03). O mesmo memorando culpa a confusão entre esses poderes pelo vazamento da notícia à imprensa. Fato que não é verdade, pois a denúncia à imprensa foi empreendida pelos meus companheiros de organização que denunciaram as prisões ao DCE da USP e convocaram uma mobilização contra as prisões.
A hierarquia do DOPS naquele ano de 1977 e no caso da equipe que investigou meu caso, como atestam os documentos em anexo, era a seguinte:
1. Na base: Sr. Luiz Walter Longo – chefiava a equipe de investigadores que torturaram a mim, ao Celso Brambilla e ao Zé Maria, tendo, inclusive participado de várias seções; que se reportava ao
2. Intermediário: Sr. Sérgio Paranhos Fleury: desceu várias vezes aos porões para ver in loco como iam os “interrogatórios” e, inclusive, ia checar, no período de tratamento, se já estávamos em condições para sermos apresentados aos parentes, que se reportava ao
3. Sr. Romeu Tuma.
Portanto, é falsa a afirmação que Romeu Tuma “atuou no DOPS sob as ordens de Sérgio Paranhos Fleury, na qualidade de ‘analista de informações’ “. Ele era o Diretor Geral, superior a Sergio Paranhos Fleury.
É possível, ainda, resgatar nos Arquivo do Estado, a relação de presos emitida no dia 29 de abril de 1977 (documento também em anexo). São exatamente 20 presos, sendo 13 estrangeiros acusados de estarem ilegais no País, os outros 7, presos para “averiguações”, dentre os quais figurávamos eu, Celso Brambilla e Zé Maria. Este documento fora assinado pelo sr. Amadeu Marastoni, então Guarda das Prisões (carceireiro) que presenciou, inúmeras vezes, o traslado dos presos das celas para as salas de tortura (saíamos mais ou menos andando e voltávamos, a maioria das vezes desacordados, ensangüentados e arrastados).
Pergunto:
1. Que tipo de Diretor “muito competente” é esse que recebe de um subordinado um memorando relatando uma enorme confusão envolvendo o departamento da Secretaria de Segurança Pública ao qual dirige, o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) órgão subordinado ao Exército e a Polícia Militar do Estado e não procura saber de quem e do que se trata (quando foi formalizado esse memorando, em 30 de abril, estávamos há 2 dias sendo torturados quase que ininterruptamente)? Obs: Romeu Tuma sempre afirmou que não sabia das torturas.
2. Como pudemos ficar 3 meses presos no DOPS até sair a ordem de transferência para o presídio especial, sob regime de prisão preventiva, torturados por mais de dez dias, sendo que um dos presos ficou surdo e precisava de atendimento médico especializado, sem que este “Servidor do Estado, exemplar responsável” tomasse conhecimento?
3. Que competência é esta que desconhece o que se passava em um estabelecimento não muito grande, como eram as dependências do DOPS, sem revestimento acústico nas salas de tortura, com apenas 20 presos sob sua guarda, sendo 3 acusados de “ligações subversivas internacionais com o intuito de tomar o poder” – acusação bastante séria e passou batido pelo Diretor Geral?
4. E, ainda, se fosse verdade que Romeu Tuma era contra a violência e “expressamente a proibiu desde a sua nomeação à chefia do DOPS em 1977” então ele não passava de um incompetente na Direção daquele Departamento, pois suas ordens de nada valiam, pois a tortura era praticada sob seu bigode.
Acrescento, inclusive, que meu advogado Idibal Piveta (esse sim competentíssimo), moveu processo quando estávamos sob regime de prisão preventiva contra 4 investigadores e o delegado Luiz Walter Longo, identificados por mim e Celso Brambilla, por prática de torturas, e como esse “exemplar cidadão” desconhecia esse processo contra subordinados?
Estas prisões tiveram enorme repercussão na sociedade como um todo. Aconteceram inúmeras passeatas e manifestações de estudantes em todo Brasil, com repercussão internacional. Artistas promoveram uma jornada pela anistia e fim da tortura, em São Paulo, em maio daquele ano, quando todos os teatros abriram gratuitamente suas portas. Um curta produzido por estudantes da Faculdade Medicina e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – O Apito da Panela de Pressão – documentou as manifestações da chamada ‘geração 77’.
Graças a essas mobilizações estou aqui hoje para contar essa história. Se eu e meus companheiros dependêssemos desse “Servidor do Estado”, estaríamos fazendo parte das estatísticas dos mortos pelas torturas.
Estas ponderações deduzem que, no mínimo, o sr. Romeu Tuma deveria ser acusado de omissão.
Por isso se faz tão necessário o levantamento dos responsáveis pelas torturas e mortes que aconteceram nos anos da ditadura militar, bem como a revisão da Lei da Anistia. Igualmente necessário avaliar seriamente a proposta do juiz Baltasar Garzón de criação da Comissão da Verdade, para investigar crimes da ditadura militar e a abertura dos arquivos de torturas e desaparecimentos.
Concordo também com a idéia de que é à sociedade e ao Judiciário que competem dar impulso maior para que o Legislativo crie a Comissão da Verdade e assim assente a primeira pedra numa reconciliação nacional verdadeira.
Muitos relutam e relutarão em abrir essa discussão, afirmando que é questão fechada. No entanto ela está viva e respira . Foi colocada, despudoradamente, pela campanha de José Serra, na mesa do jogo eleitoral, nas acusações contra Dilma Rousseff. Milhares de e-mails e mensagens acusando a candidata de terrorista foram replicados nas redes sociais. Acusações que há um ano atrás jamais poderíamos supor que tivesse o aval do candidato Serra. Muitos jovens de 17, 18, 20 anos passaram a argumentar que não votariam em terrorista sem ter idéia do que estavam falando e a que período da história do País se referiam. Estes jovens já demonstram o quão é absolutamente necessário ler essa página da nossa história para entendê-la e passá-la a limpo.
Peço desculpas por ter me alongado tanto nas digressões a respeito desse caso. Se o artigo em questão tivesse sido publicado em qualquer outro veículo da grande mídia não teria me estendido em tantos pormenores. Como se trata da Carta Capital, me senti na obrigação moral de fazê-lo.
Atenciosamente,
Márcia Bassetto Paes
festa do ByeByeSerraForever E a “Invencível Armada” do PiG, capitaneada pela imbatível Rede Globo, foi derrotada.
Parabéns, Presidenta Dilma Rousseff! que se preparou a vida inteira para servir o Brasil; e não para satisfazer projetos pessoais de poder.
Dilma repete Nelson Mandela: da guerrilha contra uma ditadura, da luta por Liberdade e Igualdade à Presidência da República.
Aos emails, orkut, facebooks e twitter! Tudo isso somado é capaz de neutralizar o golpismo da mídia! Lembremos: quase 70 milhões de brasileiros acessam a internet.
“Recebi este alerta de uma companheira que tem uma intensa prática nas redes sociais. Estivemos juntas na última campanha de Lula para presidente no Orkut, que era então o site de relacionamentos mais atuante.
Não estou preocupada em checar fonte ou apurar a veracidade da mensagem, pois do PSDB e das forças tenebrosas que estão alinhadas com ele se espera tudo.
Se não se confirmar, me desculparei com os leitores do blog. Mas prefiro reforçar a segurança da porta do que me lamentar depois que ela foi arrombada.
Leiam, repassem a seus contatos por e-mail e boca a boca, pois como diz o ditado popular: Prevenir é melhor que remediar.
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Será grande armação esta semana - URGENTE
ATENÇÃO
Sou morador de São Paulo do bairro Santa Cecília, que fica próximo a avenida São João, e hoje ouvi duas pessoas em um bar que fui nesta avenida, falando baixinho sobre a armação que tá sendo criada para o dia 29 de outubro.
Segundo estas pessoas um número x de camisas foi mandada ser feita com a insignia do PT, a estrelinha, e muitas pessoas vão estar na passeata que FHC promove neste dia, criando um badernaço sem igual e que terá grande mídia, com estas camisas sempre aparecendo.
Falavam as duas pessoas que toda a grande mídia já sabe deste fato, e que isso quer fazer as pessoas pelo JN dar cobertura, e outras mídias também, de isso fazer o voto mudar, por sentimentalismo das imagens demonstradas, como eles falavvam, de total vandalismo no centro de São Paulo, por parte de petistas.Serão apresentadas muitas pessoas ensanguentadas.
Escrevi para o Blog do Altamiro Borges, escrevi também para o Azenha e Rodrigo Viana e quem mais eu estou podendo ver que pode fazer alguma coisa, no sentido de nos reunirmos e fazermos uma vigilia pública em local também público de São Paulo, por que o PSDB vai querer colocar fogo nas eleições, desacreditando a Dilma.
E preciso que alguém me ajude nisso.
Temos que colocar um local no centro de São Paulo, permanentemente visivel para todos, para que possamos fazer o que precisa ser feito, nesta reta final de eleições.Comunicação de tudo que tá acontecendo.
Não podemos dar bobeira alguma.
Eu ouvi estas pessoas conversando e fiquei bastante preocupado, por causa de como elas tratavam disso, e pareciam saber demais para não ser verdade o que falavam.
Precisamos cobrar da mídia que se encontra a nosso lado, e também da direção do PT, um movimento extra ser criado esta semana, envolvendo a escolha de um local público no centro de São Paulo, para podermos desmanchar a onda golpista presente no ar.
Meu e-mail é
Meu nome é Fernando.
E estou querendo ajudar e fazer o que puder.
Mensagem postada na comunidade do ORKUT: [www.orkut.com.br]
Por que descrer nas pesquisas agora para construir uma vitória sólida e incontestável
O personagem inspirador da imprensa e da oposição brasileiras
A uma semana do 2º turno das eleições mais acirradas desde 1989, entre mídia conservadora e governo, as pesquisas apontam vantagem folgada para Dilma sobre Serra. Mas não pauto este post pelos resultados destas pesquisas, de onde, em geral, não é possível perceber compromisso com metodologias científicas que fotografem a realidade com fidedignidade, mas como peças para criar "fatos de última hora", tal como o Ibope e o Datafolha apontaram na reta final do segundo turno.
O que se percebe é uma tentativa sistemática e parcial de alguns setores da imprensa, liderados pelo trio Globo/Veja/Folha de São Paulo, para tumultuar o processo eleitoral e construir um artefato jornalístico capaz de influenciar a vontade da maioria do eleitorado brasileiro a rumar para o candidato de sua predileção: Serra.
O pitoresco e vergonhoso caso "Serra/Rojas" dá um pouco a dimensão do que pretendem fazer. Foi sintomático a Globo buscar opiniões "científicas" para "comprovar" que Serra foi realmente "agredido" por um objeto, a partir, justamente de uma imagem captada pela Folha de São Paulo...Foram longos e inócuos 7 minutos para tentar provar o que as imagens do celular da reportagem da Folha não provaram. Patético, mas intencionalmente construído para atingir, em cheio, a candidatura de Dilma e criar uma "comoção nacional" em solidariedade ao "agredido Serra".
A última pesquisa antes da exploração exaustiva da Globo do caso Serra/Rojas
Na Sexta-feira o Datafolha apresentou nova pesquisa ajustada aos resultados de Ibope e Vox Populi (aquela que o Sérgio Guerra, presidente do PSDB, recusou-se a dar créditos). Dilma abrira 12 pontos de vantagem. Mas, pelo que parece, a pesquisa não foi capaz de captar o movimento do caso Serra/Rojas e nem da edição providencial do JN para vitimizar Serra.
Aí é que eu creio que esteja sendo construída uma das tentativas do baronato da mídia contra a vontade popular: na semana decisiva, com dois debates, Record e Globo, surgirem novas pesquisas para mostrar ao eleitorado brasileiro "uma nova tendência, com Serra crescendo sobre os eleitores de Dilma, impactados pela repercussão do factóide da bolinha, tornando imprevisível o resultado do próximo domingo.
Mas será preciso apresentar estas novas "tendências" antes do debate da Globo, na sexta-feira, para que a Globo consiga fazer seu trabalho com mais probabilidades de sucesso, criando o ambiente para a ofensiva de Serra sobre Dilma no debate e conseguir "bons momentos de seu candidato" para a edição do debate no JN de sábado, véspera das eleições...
Não penso ser improvável esta sequência de fatos ser montada, para tentar fazer o golpe final da imprensa e da oposição ter alguma possibilidade de sucesso nesta reta final.
O "Jogo" pode estar 2X0: é preciso ampliar o marcador e não acomodar-se com o placar parcial
O que quero dizer com tudo isso: não se pode pautar, neste momento, que as eleições já estejam decididas e se saia por aí comemorando números que podem contradizer a euforia em poucos dias, todo cuidado com Ibope e Datafolha é pouco...
Manter a seriedade e o foco é imprescindível, para além das pesquisas, consolidar uma vitória sem contestação sobre a imprensa conservadora e a oposição, nesta ordem de importância.
Mesmo que para isso corra-se "o risco de se aplicar uma goleada inesquecível" sobre a oposição, resultado da atenção, esforço, ofensivas e contraofensivas sistemáticas de Dilma, Lula e toda a sociedade organizada contra o retrocesso que representa a candidatura de Serra
NOTA DO BLOG: SE CADA UM DE NÓS ENVIAR EMAILS DIARIAMENTE NESTES 7 DIAS QUE RESTAM, DESMASCARANDO SERRA E A MÍDIA GOLPISTA (O CASO DA “BOLINHA” MATA 2 COELHOS: SERRA E GLOBO), CRIAREMOS UMA REDE QUE IMPEDIRÁ QUALQUER GOLPE MIDIÁTICO. LEMBREMOS: A INTERNET NO BRASIL É ACESSADA POR 68 MILHÕES DE PESSOAS, E QUASE TODAS TEM EMAIL.
OS BLOGS NESTE MOMENTO SERVEM PARA NOS GUIAR E INFORMAR. MAS É PRECISO EXTRAPOLAR A BLOGOSFERA.
PS2: SERRA TENTOU O GOLPE DA BOLINHA PARA FUGIR DE PAUTAS QUE LHE FORAM IMPOSTAS POR DILMA: PRIVATIZAÇÕES E PAULO PRETO. PORTANTO, VOCÊ JÁ SABE O QUE FAZER…
Do Vermelho
Serra deflagra nova campanha subterrânea para atacar DilmaO jornalista Rodrigo Vianna foi o primeiro a alertar, em seu blog, sobre a onda de boatos contra Dilma que estava ocorrendo nas igrejas e na internet. Na ocasião, o comando de campanha petista não tomou providências e depois teve que correr atrás do prejuízo no 2o. turno. Agora, Vianna faz outro alerta sobre nova onda de ataques deflagrada pela campanha tucana. O Vermelho dá destaque para a denúncia pois julga que providências devem ser tomadas imediatamente. Veja abaixo a íntegra da denúncia:
Enquanto alguns no PT comemoram o Vox Populi, Serra já contra-ataca. Vamos deixar claro: essa é a eleição dos movimentos subterrâneos, não captados pelas pesquisas. No primeiro turno, o PT acreditou nas “qualis” e na “eleição decidida”. Os boatos moveram a montanha e levaram Serra (com a mãozinha verde de Marina) para o segundo turno.
Esse último link traz a foto do bina, com o número que disparou a ligação das trevas.
Serra cai 1%; Dilma sobe 3%; indecisos caem 2%.
Segundo o Vox Populi, Dilma tem 51% contra 39% de Serra. Na última pesquisa, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, a vantagem era de 8 pontos (Dilma tinha 48% e Serra 40%). Os votos brancos e nulos permaneceram em 6% e os indecisos passaram de 6% para 4%.
Confira no Blog do Noblat
Grave, muito grave, gravíssimo! (Ou: a nossa bala de prata)“…se deixarmos passar a oportunidade agora, jamais conseguiremos vender essas empresas.” – FHC
Clique aqui e confira a denúncia de que FHC já estaria assumindo o compromisso, em nome de Serra, de privatizar empresas como Petrobrás, Itaipu e Banco do Brasil.
Repasse por email, denuncie nas comunidades do orkut, facebook etc. Isso é muito grave!
Leia também: Chega de fazer campanha “bonitinha”.
Bala de prata é pra “matar” vampiro.
Chega de fazer campanha bonitinha, em que a gente apanha mas não bate porque é “feio”. Agora nós vamos apanhar mas bateremos também!
Não é possível que iremos deixar o Serra, que tem trocentas acusações nas costas, posar de honesto, bom moço, competente – enquanto eles acusam a Dilma (que tem a ficha limpa) de ter feito horrores.
É preciso desconstruir esse falso José Serra que a mídia tucana construiu e mostrar o verdadeiro: o da corrupção, o Serra que foi o único presidente da UNE que fugiu para não enfrentar a ditadura, o Serra que demite jornalistas, o Serra que impediu que a Justiça provasse que ele não era ladrão, o Serra Ministro do Planejamento do Apagão, da venda da Petrobrax (e agora do Pré-Sal) e do Banestado; o da Máfia das Sanguessugas e da Máfia dos Vampiros; o Serra que promete mundos e fundos mas não fez nada como governador de São Paulo, o Serra que é aliado do DEM (que quer o fim do ProUNI); o Serra que tem Índio da Costa como vice etc.
Não estaremos mentindo, como fazem os trolls tucanos; ao contrário, estaremos mostrando o verdadeiro Serra que a Mídia esconde. É inaceitável que em nome da “elegância”, do “debate de idéias”, nós deixemos nosso futuro escorrer pelo ralo. Deixem a elegância para a turma do PT.
Nós fizemos a campanha propositiva; eles, tucanos, fizeram apenas a campanha do medo, da desconstrução de imagem. Pois agora faremos as duas: continuaremos propondo, mas mostraremos o “show de horrores” que pode significar uma vitória de Serra. Ou você sinceramente não sente medo de uma vitória do “Zé”? Ou você não sente medo do Índio da Costa vir a se tornar presidente do Brasil, caso o “Zé” se eleja e morra? Eu sinto e esse medo é verdadeiro.
(OBS: quanto ao Índio, creio que até a centro-direita sente medo dele vir a se tornar o presidente do Brasil.)
Enfim, propor, nós já propomos. É hora de dizer com todas as letras: eleger Serra é jogar fora as conquistas do governo Lula. E é mesmo.
Meios
É preciso ir até os eleitores, as pessoas comuns. Senão ao vivo, através dos emails especialmente. (blog a essa altura serve apenas para discutirmos estratégias e nos informarmos).
Devemos maximizar nossa eficiência: quem é bom de rua, que vá pra rua; quem é bom de email, que reforce os emails; o mesmo para orkut, fóruns etc.
Outra coisa: viu um vídeo a favor da Dilma (ou contra o Serra) no youtube? Clique em “GOSTEI” para ajudar a divulgá-lo. Publicou um vídeo de campanha no seu blog? Peça ao leitor para clicar duas vezes no vídeo e ir ao youtube e a fim de clicar em “GOSTEI”. Assim, iremos potencializar o alcance de nossas idéias.
Este é o momento ideal: O Serra tá enrolado com o lance do Paulo Preto; a mulher dele foi desmarcarada pelo lance do aborto; a CartaCapital denunciou que o presidente do PSDB está envolvido com o mensalão do Arruda; e Dilma voltou a crescer entre o eleitorado de nível superior e classe média alta.
Enfim, é a hora certa para chegarmos às eleições numa ofensiva, pautando as discussões.
Não esperemos pela bala de prata alheia: disparemos as nossas!
Aqui vai uma opinião que não é pessimista, mas é crítica em relação à propaganda de tv da Dilma. É a modesta visão de alguém que conversou com várias pessoas que votaram em Marina e chegou às seguintes conclusões:
Não há nada na propaganda da Dilma destinado à classe média urbana.
O PAC (e seus empregos), Minha Casa Minha Vida, Bolsa-Família, tudo isso afeta os mais pobres. Só que o Brasil já é um país de classe média. É preciso falar para estas pessoas também.
A (antiga) propaganda do PT que fala sobre "o Brasil dos pobres e o Brasil dos ricos" não deveria mais estar sendo veiculada. Além de desagradar os ricos, essa propaganda não atinge ninguém, pois a pessoa que ascendeu socialmente e tornou-se classe média não quer se identificar com os “pobres”.
Para piorar tem aquele lance quase messiânico do "deixo em tuas mãos o meu povo". Po, hoje um amigo meu que votou na Marina me mandou uma charge tirando sarro do programa da Dilma.
Na charge aparecia uma TV exclamando "amém! aleluia! oh pai". Aí o cara perguntava: "Que é isso? Um programa da Universal?". Aí alguém dizia: "Não. É a propaganda da Dilma".
Classe média não quer "pai", nem messias. Essa turma gosta do Lula, mas querer plantar a imagem de “pai dos pobres” é forçar a barra.
Além disso, não basta apenas fazer o “8 contra 8”. Boa parte dessa classe média urbana mais jovem nem se lembra do que foi o governo FHC.
Sob essa ótica – a da falta de propostas para a classe média - você entende boa parte dos votos em Marina: é (também) aquela galera urbana que pensou: "Êpa, a eleição vai acabar em primeiro turno? Mas eu não vi nenhuma proposta para minha vida ainda".
A propaganda da Dilma, como ressalta muito o presente (versus o passado do Serra), não dá conta do futuro. Ela pode criar o sonho nos mais pobres, que sentiram o Estado mudar sua vida. Mas a classe média, além de não ter sentido nenhuma melhora abrupta nesses anos, não quer sonhar com Bolsa Família ou Minha Casa Minha Vida. Isso é propaganda para os mais pobres.
Outra coisa: cadê um site de propostas da Dilma? Não tem. O "dilma13", me desculpem. Não dá nem pra twitar aquilo. A Central Anti-Boato já foi providenciada. Falta agora uma Central de Propostas – para que nós militantes possamos ter “bala na agulha” contra a boataria que levantam contra a Dilma no twitter, por exemplo.
Sobre a propaganda na tv, deveriam mostrar a Dilma falando do Plano Nacional de Banda Larga. Por que não mostram imagens do plano australiano de banda larga (semelhante ao brasileiro)? Coloquem um computador, fazendo um download rapidíssimo. E mostrem que esse é o futuro do Brasil.
Até a classe média tucana sabe que nossa internet é um lixo. Aí, mostrando a internet do futuro, você conquista-os pelo egoísmo. Até porque muitos não estão nem aí com a redução das desigualdades, por exemplo.
É preciso criar o sonho.
O Serra é passado. A Dilma é presente (continuação). Mas cadê o sonho? o futuro? Cadê a Dilma falando de trem-bala, metrô, ciclovias arborizadas?
Por isso que Marina teve tantos votos. Tá faltando sonho na campanha da Dilma. Sonho de um país moderno, “high-tech”. Sonhar com o presente, concordemos, é complicado.
Por que a campanha da Dilma não “pega” a Noruega como exemplo? Ao mesmo tempo que se cria o sonho (mostrando o padrão de qualidade das escolas, da saúde, de desenvolvimento tecnológico), se pode ressaltar a importância do Pré-Sal para o Brasil, já que o Bem-estar norueguês é mantido com base no petróleo.
Enfim, acredito que nós estejamos com a faca e o queijo nas mãos para vencer estas eleições. Dilma está se saindo bem nos debates e a militância está animada. Só falta este elemento para que Serra tome outra surra: propostas para a classe média urbana, gente que deseja um país moderno, do futuro. Gente que se liga em tecnologia e que enfrenta a poluição diária e a falta de “verde” dos grandes centros.
Só quem já fez... só quem tem experiência é que pode garantir um governo de GRANDES OBRAS.
Por exemplo:
Cratera do metrô em São Paulo: Obra do Serra(Testado e Aprovado!)

(Testado e Aprovado!)

Quem é que deixou o rio limpinho, despoluído? Ora, o ambientalista José Serra! (Testado, aprovado e ainda ganhou todos os votos "verdes" de Marina depois dessa)

A maior plataforma de petróleo do mundo, desaparecendo em minutos…: Uma grande obra do governo do qual Serra foi Ministro do Planejamento (Planejamento?) ...

Primeiro sucateie a empresa que você quer privatizar. Depois, diga que "o Estado não é um bom gestor" e aí sim, poderás privatizar à vontade. Ainda bem que eles, tucanos, não tiveram tempo de vender a Petrobrás - clique no link e veja como os tucanos iriam vender (doar) TUDO...
(Testado e...)

Máfia das Sanguessugas?
O famoso APAGÃO. Obra do governo FHC e seu Ministro do Planejamento José Serra (Testados e Aprovados!)

Esse é José Serra: testado e aprovado!
Ele está pronto para acabar com essa Era Maldita inaugurada por Lula, Dilma e o PT.
Serra levará o Brasil de volta às Grandes Obras!
Repasse e ajude outros brasileiros a verem que Serra é o mais preparado! Que o PSDB é muito melhor que o PT!

Por 3% dos votos, Dilma não levou em primeiro turno.
Talvez esse percentual tenha sido retirado da petista através dos emails falsos que a campanha de Serra espalhou pela internet.
A blogosfera fala para a blogosfera. Nosso público é mais ou menos o mesmo.
Já os emails atingem a todos, inclusive os ‘indecisos’ – pois, praticamente todos os usuários de internet tem email e lêem as mensagens que através dele são repassadas.
Assim, a batalha dos emails precisa ser travada. Mas não podemos abarrotar a caixa de emails de nossos contatos. Um por dia acho que seria o ideal.
Se você repassa 4 emails por dia, a pessoa não lê nenhum.
É importante:
Eventualmente, os trolls tucanos sobem tags no twitter visando difamar Dilma.
Nessas horas, procuro por algum site onde eu possa “pinçar” propostas, para combater a difamação.
E não acho.
A única coisa que encontrei foi isto aqui: [www.dilma13.com.br]
Como vocês podem observar, as propostas de Dilma estão todas juntas na mesma página, e sem detalhamento.
Não dá para enviar isso para uma pessoa e dizer: “Veja as propostas de Dilma para a Educação”, sendo que os temas (Educação, Saúde, etc) estão todos juntos.
O PT tem de criar um site com propostas, não muito extensas, separadas em páginas diferentes (para facilitar a divulgação). Além disso, é preciso criar um site anti-boatos e incentivar o uso dos emails, que chegam a todos os tipos de eleitores – e não apenas aos esquerdistas da blogosfera.
Estamos com a faca e o queijo nas mãos. Não podemos permitir que a Mentira vença as eleições.
Como bem disse o Azenha: o mundo da internet é instantâneo; o PT é jurássico.