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0:00 As quebras de sigilo fiscal: qual é o escândalo?
Por: Celso Marcondes
2 de setembro de 2010 às 16:55hDiante do caso que envolve a filha de José Serra e de outras quatro pessoas ligadas à campanha tucana, o PSDB entra com representação que responsabiliza a candidata Dilma Rousseff e vai ao ataque na TV. Por Celso Marcondes. Foto: Agência Brasil
Diante do caso que envolve a filha de José Serra e de outras quatro pessoas ligadas à campanha tucana, o PSDB entra com representação que responsabiliza a candidata Dilma Rousseff e vai ao ataque na TV
A Coligação Brasil Pode Mais, que sustenta o candidato à presidência José Serra, entrou com representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral – TSE – na qual acusa a campanha de Dilma Rousseff de uso de máquina pública e abuso de poder político.
A ação foi motivada pelo caso da quebra do sigilo fiscal de pessoas ligadas à campanha tucana, entre elas, Verônica Serra, filha do candidato.
Caso o TSE confirme as acusações, a candidata do PT pode perder o registro de sua candidatura. Ou, se for eleita, ter o mandato cassado.
Ao entrar com o pedido, o PSDB parte do princípio que a quebra dos sigilos ficais dos citados é uma ação orquestrada da campanha petista. Os grandes jornais endossaram essa versão. Todos dão manchetes, páginas e mais páginas ao caso nesta quinta 2. O Estado de S.Paulo é o menos apressado: apesar de dar enorme destaque ao assunto, seu foco é a tentativa da Receita em abafar o caso. Já O GLOBO, não tem meias-palavras e não vacila ao incriminar o PT. Para o jornal carioca, estamos diante do escândalo “Aloprados II”. E a “democracia está em perigo”, como escreve Merval Pereira.
A apenas um mês das eleições teria surgido o chamado “fato novo” com o poder de reverter a queda de Serra nas pesquisas? O PT estaria a mostrar sua capacidade inenarrável de repetir estratagemas inescrupulosos e desastrosos?
Para Serra e a coordenação de sua campanha não há mais margens à dúvidas. O candidato engatou a quarta marcha e disse que o PT tem práticas “fascistas”. Até chorou ao falar no assunto. Disse que seus adversários “não têm caráter”. Fez um paralelo com o caso da quebra do sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, em 2006. Na Folha de S.Paulo, até Mônica Serra, sua esposa, que é geralmente recatada e avessa aos microfones, deu entrevista exclusiva. Disse que “isso é coisa de quem não tem família, um atentado à democracia” e lembrou das dificuldades que enfrentaram durante os períodos das ditaduras chilena e brasileira.
Diante de tamanha veemência é hora de parar e perguntar: mas, afinal, qual é a natureza e o tamanho do escândalo em curso?
De fato, o que já está provado é que a Receita Federal é devassável por qualquer mortal. Um serviço básico que ela oferece – e deve mesmo oferecer – ao contribuinte que por algum motivo perde a cópia de sua declaração de IR está sendo usado por meliantes. Munido de uma procuração – falsa ou verdadeira, não importa – um cidadão pode sair de uma das agências do órgão alegre e sorridente com as declarações de renda de outros nas mãos. A partir daí, pode sair ao mercado a oferecer os dados para clientes ou concorrentes que teriam interesse em conhecer tão preciosas informações. Estaria montado o já chamado “balcão de compra e venda de sigilos”. É valioso saber a real situação financeira de alguém com quem se está negociando. Tão valioso, que já foi preso um camelô na Rua Santa Efigênia, na capital paulista, comercializando um CD com os dados de algumas centenas (ou milhares?) de pessoas.
Sabe-se também que as informações sobre os quatro próceres tucanos estavam numa relação com outros 300 nomes, dos quais até aqui foram revelados apenas o da apresentadora Ana Maria Braga e do dono das Casas Bahia, Michel Klein.
Outra informação que veio à tona, e é igualmente preocupante, é a de que a senha de acesso de um funcionário da Receita, pelo menos na delegacia de Mauá, pode ser “socializável”, ou seja, usada por um grupo de colegas. Outro procedimento que contraria as mais evidentes práticas deste nosso mundo tecnológico.
Vai daí que é possível afirmar com o que já é público e comprovado, que a Receita Federal teve sua credibilidade seriamente abalada e que o tema exige medidas imediatas e radicais do governo. Ele está com a palavra, esse é o escândalo do momento.
O escandâlo e a campanha – O que não dá para afirmar é que está determinado o envolvimento da coordenação da campanha de Dilma Rousseff nesta história, por mais que hajam tucanos na relação das – até aqui – 300 pessoas que tiveram seus sigilos fiscais violados. Por maiores que sejam os esforços para que o caso se torne central na disputa eleitoral – o PSDB já foi para o ataque no seu horário do TRE da tarde desta quinta -, algumas perguntas básicas permanecem no ar. Se a pretensão é fazer um jornalismo digno, investigativo, é preciso encontrar respostas a elas antes da análise final dos fatos e das decorrentes conclusões. A saber:
1ª. Quem pediu ao contador Antonio Carlos Atella Ferreira que fosse à delegacia de Santo André, em nome de Verônica Serra, solicitar suas declarações de renda? Ele diz que não se lembra do nome, que “deve ser de algum advogado” e que recebe “entre 15 e 20 pedidos deste por dia”. Disse também que nem sabia que se tratava da filha de Serra.
2ª. Se foi alguém ligado à campanha do PT, porque faria isso a um ano atrás (dia 30 de setembro de 2009), quando Serra ainda disputava com Aécio Neves a indicação para a candidatura tucana e a campanha de Dilma sequer havia sido estruturada? ( a mesma pergunta vale para os casos de Eduardo Jorge e dos outros 3 enunciados, cujos sigilos foram violados em outubro passado).
3ª. Se foi gente ligada à campanha do PT, porque se utilizaria de alguém com o perfil do contador Atella (revelado nas várias e tragi-cômicas entrevistas que concedeu aos jornais) para que fosse o procurador de Verônica junto à Receita?
4ª. Com as declarações do IR de Verônica, Eduardo Jorge, Mendonça, Preciado e Ricardo Sérgio em mãos, que munição bombástica teria o suposto emissário da campanha de Dilma para desestabilizar o adversário (que em 30 de setembro de 2009 ainda não estava definido)? Ou seja, o crime de violação teria consequência tão séria para valer seu risco?
Até às 16h10 desta quinta 2, as respostas a essas perguntas estão no ar. Que o decorrer dos acontecimentos ajudem a respondê-las. Ou não.
Enquanto isso, é possível que o jornalismo tenha que conviver com as seguintes hipóteses, que já povoam a internet, a respeito da autoria do crime:
1ª. Foi a coordenação da campanha de Dilma que orquestrou tudo.
2ª. Foi alguém ligado ao PT que idealizou o golpe, sem orientação da direção da campanha.
3ª. É um esquema comercial, venda de dados para interessados em negócios.
4ª. É outro esquema comercial, venda de dados para jornalistas ou escritores interessados em política.
5ª. Foi a campanha tucana que armou, para incriminar Dilma.
6ª. Foi a pré-campanha de Aécio que armou, para se armar contra a pré-campanha de Serra.
Ou não?
Para entender o caso:
O sigilo fiscal e a lógica: convém não torturá-laSurge contador que teria retirado declaração com dados da filha de Serra
23:51
23:42
23:38
El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, acusó este jueves a Estados Unidos (EE.UU.) de financiar a la oposición de su país para propiciar acciones desestabilizadoras que deriven en un golpe de Estado.
"La oposición ha andado desesperada en todos estos años y sigue desesperada inventando, mintiendo, manipulando, no tiene límite de ningún tipo y ellos estuvieron planificando (...) que a estas alturas de septiembre donde estamos, Venezuela estuviera en un caos, para ellos pescar en río revuelto, siempre van a estar tratando de generar un caos, para tratar de derrocar al Gobierno", expresó el jefe de Estado durante la inauguración de la planta Termozulia IV en el estado Zulia, al oeste del país.
Dirigiéndose a su par estadounidense, Barack Obama, el líder de la Revolución Bolivariana le preguntó por qué no usaba los fondos que les da a sus adversarios para que desarrollen su agenda desestabilizadora, para combatir la pobreza y la miseria en su propio país, que cada vez crece más.
"Ellos (la oposición) obedecen al Gobierno de Estados Unidos por todo el dinero que les da, millones de dólares invierten aquí. (Barack) Obama ¿por qué no usas eso más bien para combatir la pobreza en Estados Unidos y la miseria que cada día es más grande?", le preguntó.
Al referirse directamente a Obama, el jefe de Estado suramericano destacó que su homólogo hace esfuerzos para impulsar el cambio, pero se lo impiden.
"Uno ve que está haciendo esfuerzos, pero no lo dejan'', dijo.
Sostuvo que si Obama se atreviera a contradecir al imperio su vida correría peligro pues "allá no comen cuento para matar presidentes''.
''¿Quién mató a Allende? (Salvador, ex presidente de Chile), ¿quién mato a Torrijos? (Omar, presidente de Panamá). Detrás de todos esos crímenes está la mano de la CIA (Agencia Central de Inteligencia de EE.UU.) ¿quién ha intentado matar 600 veces a Fidel Castro?'', recordó.
Indicó que Obama ''es un tipo bueno, pero más allá está el imperio''.
Venezuela no es Irak
Chávez rechazó las afirmaciones del diario estadounidense The New York Times, que en un editorial publicado el pasado lunes asegura que Venezuela es más peligrosa que Irak.
"Hay que tener riñones (osadía) para comparar a Venezuela con Irak", dijo.
"Y como si fuera poco, el lunes pasado nos lanzan otro misil desde The New York Times, que en un editorial señala que Venezuela es más peligrosa que Irak", resaltó Chávez.
En este sentido, negó que Venezuela sea uno de los países más inseguros del mundo, pese a que éste es un problema que hay que resolver en el territorio.
''No es cierto que Venezuela sea uno de los países más inseguros del mundo. Pero la inseguridad sí es un problema duro. ¿Cuál es la causa?. No dejaremos de atacar el problema en toda su integralidad. No es sólo plomo al hampa, no andamos liquidando gente en las calles, como en la ley de vagos y maleantes'', manifestó.
Recientemente, el Gobierno de Venezuela emprendió el Dispositivo Bicentenario de Seguridad (Dibise), una estrategia que busca revertir los índices de criminalidad en el país. El operativo ha desplegado a nueve mil 918 funcionarios policiales y militares en toda la geografía nacional.
Respeto mutuo
En cuanto a las relaciones entre Colombia y Venezuela, manifestó que para mantener la cordialidad entre las dos naciones lo prinmordial es el respeto y la no injerencia en los asuntos internos.
''Para recuperar las relaciones cordiales de cooperación, siempre con respeto, ni nosotros nos metemos en las cosas internas de Colombia, ni Colombia se mete en las cosas internas de Venezuela'', dijo.
Celebró al disposición del mandatario colombiano, Juan Manuel Santos, de seguir ese camino de no intromisión en los asuntos internos de las naciones y del respeto mutuo.
''Yo quiero saludar la disposición del presidente Santos de seguir por ese camino'', comentó.
Reiteró que Venezuela no tolerará la presencia de grupos paramilitares, guerrilleros y terroristas en sus fronteras.
Respeto al árbitro electoral
Durante la inauguración de la planta, el presidente Chávez llamó a todo el pueblo venezolano a que se respeten las disposiciones del Consejo Nacional Electoral (CNE) y los resultados de las próximas elecciones parlamentarias del 26 de septiembre.
''Respetemos todos al árbitro y que respetemos todos los resultados'', indicó el líder venezolano a menos de un mes de las venideras elecciones parlamentarias.
Con respecto a las denuncias hechas por la oposición sobre supuesto fraude en comicios pasados, Chávez indicó que ''todavía dice (la oposición) que fue un fraude'' y señaló que ellos ''no quieren aprender, no quieren respetar''.
Sobre las imputaciones que realizó el rector del CNE, Vicente Díaz, el líder venezolano desestimó estas acusaciones e instó a la autoridad electoral a ''que se una a los escuálidos (detractores)''.
Este jueves, el rector del CNE, Vicente Díaz, denunció que el presidente Chávez violaba la normativa electoral, usando símbolos patrios como la bandera nacional en su chaqueta durante los actos de campaña electoral en apoyo al Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), del cual el mandatario es presidente.
teleSUR
23:36 
“Em 64, uma grande motivação para a derrubada do Jango era a idéia da república sindicalista. Quem estava por dentro sabia que isso não tinha a menor possibilidade de acontecer. Mas, eles (do PT) fizeram agora a verdadeira república sindicalista. Mas, não é pra fazer socialismo, estatismo, nada disso. É para curtir, e é uma máquina poderosa, que conta com internet etc”.
23:06
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Este é um artigo que meu amigo Argentino me apresentou, do Klaus Wuestefeld, autor do manifesto da Computação Soberana.Torne-se excelente
Seja realmente bom em alguma coisa. Não fique só choramingando ou querendo progredir às custas dos outros. Não pense que, porque você sentou 4 anos numa faculdade ouvindo um professor falar sobre software, você sabe alguma coisa. Jogador de futebol não aprende a jogar bola tendo aula. Ele pratica. Instrumentistas geniais não aprendem a tocar tendo aula. Eles praticam. Pratique. Chegue em casa depois do trabalho e da aula e pratique. No final de semana, pratique.
Crie seu próprio vírus, seu proprio jogo, seu proprio SO, seu proprio gerenciador de janelas, seu proprio webserver, sua propria VM, qualquer coisa. Várias coisas.
Não precisa ser só programação. Pode ser networking, vendas, etc. Só precisa ser bom mesmo. Tenha paixão pela coisa.
As melhores práticas do mercado são polinizadas primeiro nos projetos de software livre. Aprenda com eles.
Discípulo, Viajante, Mestre: Primeiro seja um discípulo, tenha mestres locais, aprenda alguma coisa com alguem realmente bom, qualquer estilo. Depois viaje, encontre outros mestres e aprenda o estilo deles. Por fim, tenha o seu estilo, tenha discípulos, seja um mestre.
Vou fazer o curso da Mary Poppendieck em SP semana que vem e quando tiver o curso de Scrumban do Alisson e do Rodrigo quero fazer também.
«Torne-se excelente» também pode ser chamado de «Melhoria Continua» ou Learning.
Não seja deslumbrado
Desenvolvimento de software é a mesma coisa há 60 anos: modelo imperativo. Há 30 anos: orientação a objetos. Bancos de dados relacionais: 30 anos. («Web», por exemplo, não é uma tecnologia ou um paradigma. É meramente um conjunto de restrições sobre como desenvolver e distribuir seu software).
Não corra atras da ultima buzzword do mercado. Busque a essência, os fundamentos.
Busque na Wikipédia e Grokke: determinismo, complexidade de algoritmosO(), problema de parada de Turing. Pronto, pode largar a faculdade. Falando sério.
Trabalhe com software livre. Não dê ouvidos a grandes empresas, grandes instituições ou grandes nomes só porque são grandes.
Você acha que vai aprender mais, ter mais networking e mais chance de alocação no mercado trabalhando em par comigo no Sneer por um ano, 8h por semana, ou passando 4 anos na faculdade, 20h por semana, pagando sei lá quanto por mês?
Você acha que vai aprender mais trabalhando em par com o Bamboo 6 meses na linguagem Boo e na engine do Unity ou fazendo um ano de pós em «a buzzword da moda»?
«Não seja deslumbrado» também é conhecido como Coolness.
Mantenha-se Móvel
Com a demanda que temos hoje no mercado, se você é desenvolvedor de software e não consegue negociar um contrato com uma empresa onde você é pago por hora e pode trabalhar quantas horas quiser com um mínimo de meio período, você precisa rever a sua vida.
É melhor ter dois empregos de meio período que um de período integral, porque você pode largar um deles a qualquer momento.
Você nunca vai conseguir nada melhor se não tiver tempo, se não tiver disponibilidade pra pegar algo melhor quando aparecer.
Você sustenta seus pais e 7 irmãos? Não. Então pare de ser ganancioso e medroso no curto prazo, para de pagar facu, mestrado, pós, MBA, sei-lá-o-quê e vai aprender e empreender.
Trabalhe remoto. Não é o mais fácil, mas é perfeitamente possível.
Não fique reclamando que está trabalhando demais. Aumente seu preço e trabalhe menos.
Emparceire-se Promiscuamente
Participe de dojos, de congressos, de projetos de software livre. Tenha amigos, colegas, conhecidos. Seja conhecido. Não faça ruído em seis projetos e doze fóruns. Ajude de verdade em um ou dois projetos de cada vez. Ao longo do tempo, você terá ajudado em varios projetos, trabalhado em várias empresas.
Mentalidade de Abundância
Ajude seus amigos sem cobrar (a «camaradagem» do Vinícius). Dê palestras gratuitas. Cursos gratuitos. Participe de projetos de software livre.
Pare as vezes uma tarde pra receber um amigo seu e explicar seu projeto. Vá visitar seus amigos nos projetos deles. Viaje com algum amigo seu pra visitar um cliente dele, só pra conversar e fazer companhia.
Você tem um espaço onde dá cursos? É uma Aspercom, Caelum da vida? Chama os brothers para dar curso. Porra, bola um modelo em que as pessoas podem se inscrever para cursos variados, pagando um sinal, e mantém tipo uma agenda pré-combinada: «Será numa terça e quinta à noite, avisadas com duas semanas de antecedencia». Se rolar, beleza, se depois de meses não der quórum, devolve o sinal. Pode ser curso de Prevayler, de Kanban, de Scrum, de Lean, de Comp Soberana, de Restfulie, de Cucumber, de Rails, de Teste Automatizado Mega-Avançado, qualquer coisa.
Chame amigos seus pra dar curso em dupla com você. Divida clientes. Divida projetos, mesmo que não precise de ajuda.
Dizia o pai de um brother meu de infância: «Tudo que custa dinheiro é barato».
Busque modelos de custo zero
Trabalhe em coisas que tem custo administrativo/ burocrático/ manutenção zero. Por menos ganho que tragam, depois de prontas, estarão tendo uma relação custo/benefício infinitamente vantajosa.
Ganhe notoriedade
Faça coisas massa. Participe de projetos de software livre. Dê palestras gratuitas. Promova eventos (dojos, debates, grupos de usuários, etc).
By Dairton Bassi:
Não tenha medo!
Meta a cara. Arrisque empreender. Arrisque inovar. O que você tem a perder? No máximo um emprego, mas isso pode ser revertido facilmente em um mercado aquecido como o atual. O pior que pode acontecer é não dar certo. Mesmo assim você terá aprendido muito mais do que batendo cartão.
Saia da zona de conforto. Se o seu trabalho estiver fácil e sob controle, isso significa que ele não está mais agregando para a sua evolução técnica e pessoal.
Não desperdice a chance de trocar de função se a nova oportunidade for mais desafiadora. Isso fará você crescer tecnicamente e o preparará para desafios maiores ainda. Conhecer pessoas novas é tão importante quanto manter-se em contato com código.
Não se detenha por insegurança ou pela sensação de despreparo. Como você acha que vai ganhar experiência em alguma coisa se sempre adiá-la?
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22:49
BOBO custa criar, mas quando CRIA, dá GOSTO!
22:46
22:44 A pesquisa diária Vox Populi/Band/iG divulgada nesta quinta-feira mostra a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, com o dobro das intenções de voto de José Serra (PSDB).
Esse tipo de pesquisa, chamada de "tracking", atualiza os dados diariamente, com novas entrevistas, e serve para antecipar as tendências do eleitorado.
Na pesquisa do Vox Populi feita ontem, Dilma mantém 51% das intenções de voto. José Serra tem 25% e Marina Silva, do PV, 9%. Votos brancos e nulos somam 4%. Já os indecisos somam 11%.
Na pesquisa de "tracking", o Vox Populi faz 500 entrevistas diárias e trabalha com uma mostra consolidada de 2.000 entrevistas a cada quatro dias. A margem de erro é de 2,2 pontos, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 27.428/10.
Eu vejo tudo; nada pode passar despercebido!
22:36 Se você quer dar um gostinho coreano ao seu Android, basta baixar o launcher do LG Optimus Z. Por falar em LG, parece que o Optimus Pad só sai mais pro meio do mês mesmo. Choradeira nas internets com o T-Mobile G2 rodar ‘só’ a 800MHz – oi, o bichinho vai voar rodando o Froyo ‘cru’!. Hands-on com os Milestone 2 e Defy. E mais um build de Froyo vazado para o Nexus One.
Rumores salivantes sobre o N9. Sobre o desenvolvimento da comunidade Meego.
22:34
A via do desespero pode custar caro a Serra. Além das ações judiciais, começam a circular informações dando conta de algumas “coincidências” entre a data em que teria ocorrido a violação do sigilo fiscal de sua filha e o período da guerra surda que travou com o ex-governador de Minas, Aécio Neves.
O corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior arquivou nesta quinta-feira a representação da coligação O Brasil Pode Mais, do candidato José Serra (PSDB), que pedia a cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República. Na representação, a coligação de Serra acusa Dilma e outras seis pessoas (o candidato ao Senado por Minas Gerais, Fernando Pimentel, os jornalistas Amaury Junior e Luiz Lanzetta, o secretário da Receita Federal Otacílio Cartaxo, e o corregedor-geral da Receita Federal, Antonio Carlos Costa D’Ávila) de “usar a Receita Federal para quebrar o sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato Serra, com a intenção de prejudicá-lo em benefício da campanha da candidata Dilma”.
Como se sabe, Serra não apresentou nenhuma prova para sustentar essa grave acusação. Ou, nas palavras do ministro Aldir Passarinho Junior, não apresentou “concreta demonstração” de que a candidata Dilma Rousseff teria se beneficiado dos atos. Além disso, o ministro não reconheceu a existência de “lesividade na conduta capaz de desequilibrar a disputa eleitoral”. Os fatos narrados, destacou ainda o ministro, podem “configurar falta disciplinar e infração penal comum que devem ser apuradas em sede própria, que não é a seara eleitoral”.
Mas Serra já havia atingido seu objetivo: criar um factóide que, graças aos braços midiáticos de sua campanha, ganharam as manchetes dos grandes jornais e uma edição do Jornal Nacional de quarta-feira que, pelo seu evidente caráter manipulatório, lembrou aquela feita no famoso debate entre Lula e Collor. Em queda livre nas pesquisas, sem programa, sem discurso e mudando de linha a cada semana, o candidato José Serra partiu para o vale-tudo. Queria que o episódio ganhasse manchetes para ele usar no horário eleitoral. Conseguiu isso. Esse é, no momento, o programa que o candidato tucano tem a oferecer ao Brasil.
A estratégia desesperada pode ter o efeito totalmente inverso ao esperado. Maria Inês Nassif escreveu hoje no Valor:
“É tênue a separação entre uma acusação – a de que Dilma é a responsável pela quebra de sigilo – e a infâmia, no ouvido do eleitor. Quando a onda está contra o candidato que faz a acusação, um erro é fatal. Essa sintonia não parece que está sendo conseguida. O aumento da rejeição do candidato tucano, desde o início da propaganda eleitoral, é alarmante.”
Pior ainda: além do aumento da já crescente rejeição ao candidato tucano, o episódio pode expor a montagem de uma farsa (e de um crime) com cúmplices espalhados em várias redações brasileiras. A farsa: a campanha de Dilma teria quebrado o sigilo fiscal da filha de Serra. O crime: as acusações desprovidas de prova e fundamento dirigidas contra a pessoa da candidata. O PT anunciou hoje que decidiu entrar com duas ações judiciais contra Serra e uma contra o presidente do PSDB, Sérgio Guerra.
A primeira medida é uma representação no TSE, com base no artigo 323 do código que regula as eleições. O crime previsto é imputar fato sabidamente não praticado pelo adversário para atingir objetivos nas eleições. Neste caso, segundo José Eduardo Cardozo, secretário geral do PT, Serra e o PSDB sabem que o PT e a campanha de Dilma Rousseff não tiveram qualquer participação na quebra de sigilo de pessoas ligadas aos tucanos, mas assim mesmo fazem acusações. Além desta, o partido decidiu entrar com outra ação judicial contra José Serra por calúnia, difamação e injúria. A última medida é a representação na Procuradoria Geral da República contra Sérgio Guerra, por crime contra a honra devido às repetidas declarações de Guerra, acusando o PT e Dilma de serem os responsáveis por quebras de sigilo fiscal.
A estratégia pode custar caro a Serra. Além das ações, começaram a circular informações nesta quinta-feira, dando conta das incríveis “coincidências” entre a data em que teria ocorrido a violação do sigilo da filha de Serra e a da guerra que o ex-governador de São Paulo travou com o ex-governador de Minas, Aécio Neves. Essa guerra tem uma trama novelesca, envolvendo confusões policiais em festas, acusações de agressões, chantagens e investigações especiais realizadas pelos dois lados em disputa. Pois ambas as coisas, a quebra do sigilo com uso de procuração falsa e o ápice da guerra Serra-Aécio ocorreram no mesmo mês, setembro de 2009.
Conforme foi amplamente noticiado, o jornal Estado de Minas estaria, neste período, preparando uma “investigação especial” sobre Serra. O jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou no Estado de Minas, anunciou o lançamento de um livro sobre os bastidores do processo de privatizações. Esse trabalho atingiria Serra e aliados. Em novembro de 2009, o blog de Juca Kfouri publicou uma nota afirmando que Aécio teria agredido a namorada em uma festa. A virulência desta guerra pode ser atestada em um inacreditável artigo de Mauro Chaves (jornalista, advogado, escritor, administrador de empresas e pintor, conforme ele mesmo se apresenta), publicado no jornal O Estado de São Paulo em 28 de fevereiro de 2009. O recado do artigo, que critica as aspirações políticas de Aécio Neves, está resumido no título “Pó Pará, governador?” A expressão aparece na última linha de modo inteiramente abrupto, como quem não quer nada:
O problema tucano, na sucessão presidencial, é que na política cabocla as ambições pessoais têm razões que a razão da fidelidade política desconhece. Agora, quando a isso se junta o sebastianismo – a volta do rei que nunca foi -, haja pressa em restaurar o trono de São João Del Rey… Só que Aécio devia refletir sobre o que disse seu grande conterrâneo João Guimarães Rosa: “Deus é paciência. O diabo é o contrário.” E hoje talvez ele advertisse: Pó pará, governador?
Curiosamente, o jornal O Estado de Minas, ligado a Aécio, deu pouquíssima repercussão ao caso da filha de Serra. O mesmo ocorreu com o Correio Brasiliense. Ambos os jornais pertencem ao mesmo grupo, os Diários Associados. Ao contrário da imensa maioria dos jornalões brasileiros, não julgaram o tema relevante. Coisas da nossa brava imprensa, não é mesmo?
Nada disso importa a Serra, o homem que Pode Mais. O ex-governador de São Paulo é conhecido por isso: acredita que pode qualquer coisa. Pode? O povo brasileiro dará a resposta. E, pegando carona na expressão do articulista do Estadão, ele poderá dizer:
Pó pará, Serra!
22:14 Nem só de Galaxy Tab e Huawei IDEOS viveu a IFA hoje – pelo contrário, apesar da atividade em torno do Galaxy Tab continuar forte, imparável, quase que incontrolável. Inclusive de rooting. Acho que o Galaxy Tab quebrou o recorde de dispositivo Android rooteado em menos tempo.
O Toshiba Folio 100 também saiu hoje, e teve seu tanto de atenção, tal qual seu irmão com teclado, o AC100. Outro devidamente tratado com ternura foi o Philis GoGear Connect.
Tem Archos? Tem 28, 32, 43, 43, 70 e 101, ou seja, tem pra todo mundo.
A Camangi volta à carga com a FM600 e Camangi II.
A Genesi USA e seu Efika MX faz com que os smartbooks não passem desapercebidos.
E para terminar com Samsung: Wave 723, Galaxy Player 50 PMP (não é o YP-MB2) com Android 2.1/Wifi/8/16GB/microSD/DivX e duas notinhas: o negócio da empresa é Android e Bada (com Windows Phone 7 para nichos específicos) e que a próxima geração de tablets virá com Honeycomb.
22:14
O presidente Lula entregou 240 apartamentos à população da comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, na última terça-feira (31), construídos com recursos do PAC em conjunto com município e estado. Lula foi recepcionado por mais de 5 mil moradores da comunidade, muitos portando cartazes dizendo “Obrigado Lula” e “Brasileiros, somos eternamente Lula”.
Durante a entrega das chaves dos apartamentos, Lula elogiou a qualidade das obras de urbanização e afirmou que ver a transformação de uma grande favela em um bairro, com apartamentos dignos para seus moradores, é “uma coisa sagrada”. “Isto aqui agora não é mais uma favela, é um bairro”, disse aos moradores de Paraisópolis. “O dia de hoje é o dia de consagração, porque vocês estão conquistando mais um pedaço do direito que há tanto tempo vocês vêm brigando”, completou.
O presidente afirmou ter ficado satisfeito ao vê-los com azulejos e lajotas. “Fiquei orgulhoso de ver a qualidade do prédio”, destacou Lula. “Todo mundo gosta de ter azulejo em sua cozinha e lajota em sua casa”, disse. “Não é possível imaginar que nós não gostamos de coisa boa”.
Lula relembrou que sua primeira casa tinha apenas 33 metros quadrados e que com o nascimento de seus filhos foi aumentada com “puxadinhos, aos trancos e barrancos, como é a vida de todos nós”. “Aqui estamos afirmando que os pobres são tão brasileiros quanto qualquer outro brasileiro rico e têm o direito de morar no lugar que ocuparam. A gente é que tem que trazer para cá os benefícios. E a construção de bons apartamentos para a população de Paraisópolis é apenas o começo”, afirmou Lula.
Na cerimônia, também estiveram presentes o ministro das Cidades, Márcio Fortes; o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab; o governador de São Paulo, Alberto Goldman e Maria Fernanda Ramos Coelho, presidente da Caixa Econômica Federal.
Dos R$ 318,8 milhões investidos na comunidade, R$ 194 milhões são recursos oriundos do governo federal através do PAC. As obras do PAC envolvem também a construção de unidades de saúde, centro de apoio psicossocial, um centro de educação infantil, iluminação, drenagem urbana, canalização de córregos, além de recuperação urbana. “O PAC foi lançado em São Paulo, pelo presidente Lula, com R$ 7,5 bilhões, hoje já estamos com R$ 13,4 bilhões com obras de habitação e saneamento”, disse Fortes.
Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, destacou que “a inauguração das moradias representa um momento importante, de transformação, da construção de uma ‘Nova Paraisópolis’”.
Durante a cerimônia, foi assinado um convênio entre a CEF e o governo de SP para a construção da linha 17 do Metrô, na região sul da cidade. O contrato prevê ainda um ramal de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), monotrilho, que ligará o bairro à estação Jabaquara do Metrô.
“Nós assinamos um contrato com o governo do Estado num valor global de R$ 2,86 bilhões dos quais, mais de R$ 1 bilhão de recursos do governo federal para fazer a interligação do aeroporto de Congonhas à estação Jabaquara. Uma obra grande, que chegará até o Morumbi, e vamos ter um monotrilho nesta região”, declarou a presidente da CEF.
Em junho deste ano, o governador Alberto Goldman (PSDB) espalhou que o governo federal não investiria na obra.
ANDRÉ SANTANA
22:12 Acesse oleododiabo.blogspot.comMinistro arquiva pedido de cassação do registro da candidata Dilma Rousseff
O corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior, arquivou a representação da coligação O Brasil Pode Mais que pedia a cassação do registro de candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República.
Na representação, a coligação que apoia José Serra acusou Dilma e outras seis pessoas (o candidato a senador por Minas Gerais, Fernando Pimentel; os jornalistas Amaury Junior e Luiz Lanzetta; o secretário da Receita Federal Otacílio Cartaxo; e o corregedor-geral da Receita Federal, Antonio Carlos Costa D’avila) de usar a Receita Federal para quebrar o sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato Serra, com a intenção de prejudicá-lo em benefício da campanha da candidata Dilma.
Ao recorrer ao TSE, a coligação pretendia que os envolvidos recebessem a sanção de inelegibilidade, conforme prevê a Lei Complementar 64/90 bem como a cassação do registro do candidato diretamente beneficiado pelo desvio ou abuso do poder de autoridade.
Decisão
Ao analisar o pedido, o ministro Aldir Passarinho Junior destacou que a coligação não apresentou “concreta demonstração” de que a candidata Dilma Rousseff teria se beneficiado dos atos. Além disso, ele não reconheceu lesividade na conduta capaz de desequilibrar a disputa eleitoral.
O ministro destacou ainda que os fatos narrados pela coligação poderiam configurar falta disciplinar e infração penal comum que devem ser apuradas em sede própria, que não é a seara eleitoral. Destacou que, inclusive, a investigação já vem ocorrendo com a participação do Ministério Público Federal.
Legislação
O ministro esclareceu também que a legislação permite que as coligações ingressem com representações diretamente ao corregedor eleitoral no período de eleições para relatar fatos, indicar provas, indícios e circunstâncias, visando a abertura de investigação judicial para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade, ou utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em benefício de candidato ou de partido político.
No entanto, a instauração do procedimento da investigação judicial eleitoral está condicionada “à satisfação de requisitos fático-probatórios sobre os quais se erige o pedido (fatos, provas, indícios e circunstâncias)”.
CM/AR
22:10 Aqueles que já estão com a cabeça feita não vão mudar. Agora não adianta levantar o tom. Tudo ficou muito mais difícil. A estratégia da campanha do PSDB foi um desastre completo, e tudo o que vier a tona agora, toda a bandidagem que está por trás desses vazamentos de informações da Receita Federal virarão contra Serra. Para mim, tudo já está decidido pela incompetência do PSDB de planejar uma campanha. Mas acho, infelizmente, que a Dilma vai ter muito trabalho, mas que não impedirá de ganhar as eleições ainda no primeiro turno. Eu vou ficar só de camarote assistindo. Há pessoas com muito medo. Eu não tenho medo algum.
FERNANDO A DIAS 02 de setembro de 2010 | 20h 26isso que o serra ta fazendo com a dilma é puro tapetão.
tá querendo ganhar de qualquer jeito.
sem sucesso. mas nem na china o serra vai ser eleito
presidente, com esse jeitinho mediucre de fazer politica
kkkkkkkk
57
GUILT 02 de setembro de 2010 | 20h 12
56
Samy Ventura 02 de setembro de 2010 | 19h 51
O recado vem lá do Paraná, diretamente de Beto Richa: "O ex-prefeito de Curitiba preferiu não fazer comentários sobre a campanha de Serra: As pessoas na rua me pedem, 'olha, avisa o Serra para mudar o tom". Não precisa dizer mais nada sobre o que acontece agora com a campanha de Serra.
55
Roberto Carlos 02 de setembro de 2010 | 19h 37
VOX/BAND/IG Dilma 51% - Serra 25% - Armações baratas de um partido decadente com um candidato sem moral, sem escrúpulos, que envolve a própria filha no processo podre de tentar vencer no tapetão. É tão sujo que vai perder mais votos ainda. Agora dos próprios eleitores dele. Pois a maioria deles não é mal intencionada e acreditava que votava num candidato digno. Agora já enxergam quem é realmente José Serra e seu partido. É no desespero que o ser humano mostra sua verdadeira face. José Serra: NOTA ZERO como político e como homem!
54
Samy Ventura 02 de setembro de 2010 | 19h 30
O que Serra e o PSDB tem a dizer sobre o arquivamento da impugnação da candidatura Dilma pela receita? Agora temos um atestado de que o PSDB e Serra, com base em factóides e acusações infundadas tentaram plantar um golpe de Estado, passando por cima da vontade do povo.
53
Jose Jose 02 de setembro de 2010 | 19h 23
O que será que ele quer dizer com governo BLINDA??? o que se vê na prática é a blindagem diária que a mídia faz dele próprio, um hipócrita, mentiroso, sabotador de colegas de partido e de aliados (Aécio, Paulo Renato e Roseana), comspirador pedindo portas fechadas em reunião com militares, pedindo cabeças de jornalistas toda vez que houve algo que não gosta, se diz defensor da liberdade de imprensa, claro que desde que ele sempre apareça com uma auréola na cabeça, isso é o que a oposição nos apresenta? entre eles mesmos vazaram esta M... toda, guardaram por um ano para agora provocar mais um escândalo midiático, é um palhaço que em 3 de outubro será colocado no lixo político da história do Brasil, ele junto com o PSDB de São Paulo.
52
helio silva 02 de setembro de 2010 | 19h 18
De onde veio e a quem se destinava a dinheirama apreendida hoje em Dourados e em Porto Alegre, no Banrisul aTucana Yeda. Seria pra campanha ou pra consumo próprio, porque esta governadora já é reincidente, vai acabar superando o Maluf desse jeito. Com a palavra os tucanos, em especial o Zé.
51
helio silva 02 de setembro de 2010 | 19h 13
gostaria de alguma notícia dos milhões apreendidos hj pela poicia federal no Banrisul da governadora TUCANA Yeda Crusius.
será que estamos sob censura branca/ onde estão nossos jornalistas investigativos?
50
Andre Henriques 02 de setembro de 2010 | 19h 12
Este jornal se omite mais uma vez: não noticiou que O TSE arquivou este assunto por falta de provas. Junto com o seu candidato, continua perdendo credibilidade, se é que lhe resta alguma.
49
Steve Baccarah 02 de setembro de 2010 | 19h 06FORA PT, eu quero Democracia!!! Joao Paulo Cunha, é coisa nossa! José Dirceu, é coisa nossa! e o Palloci, é coisa nossa... José Genuíno... é coisa nossa, Duda Mendonça (o rei das rinhas de galos) é coisa nossa...e o Sarney.. é coisa nossa, Jader Barbalho... é coisa nossa... Renan Calheiros é coisa nossa... vai que vai, vai... vai que vem, vem...
46
alberto f barbosa 02 de setembro de 2010 | 18h 32
Se o planalto blinda Dilma, então porque o TSE mandou arquivar o pedido de cassação da candidatura por falta de provas? E disse mais, que o fato não influi na campanha eleitoral. Então que blindagem é essa? Ou será que a mídia pró-serra quer a Dilma respondendo a questão da receita federal até o dia 03 de outubro? Se quer então não é fato é um factóide para tentar ir para o segundo turno, pois o primeiro tá perdido!!!!!
45
marco antonio burgos burgos 02 de setembro de 2010 | 18h 27
NÃO BASTA SER :
ZÉ ALAGÃO
ZE FHCZÃO
ZE MANÉ
ZE BURACÃO DE METROZÃO]
ZE PRIVATIZAÇÃO
SERRAPELADA
ZE-ECTOPLASMA
ZE MAQUETE
ZE INDIO NAS COSTAS
TODOS SABEM QUE É DOUTOR HONORIS CAUSA EM TRAIÇÃO AO POVO BRASILEIRO
ZÉ PEDÁGIO
E AGORA
ZE( LAIA) GOLPISTA DE HONDURAS
ZE GOLPISTA
ZE COVARDE
COVARDE
COVARDE
COVARDE
COVARDE
NOS PRIMEIROS TIROS DA REVOLUÇÃO ESTE COVARDE VESTIU UMA PERUCA LOIRA E CORREU PRO CHILE PRA JUNTO DO SEU AMADO FHC
SERRA TENHA DIGNIDADE UMA VEZ NA VIDA COVARDÃO
ANTES QUE A SUA PROPRIA FILHA SE ENVERGONHE DE VOCE lucianorocha em 02/09/10 ás 09:22 (Denuncie)
Que fique bem claro! Os Brasileiros não querem o PSDB/DEM no Governo do Brasil. O que os TUCANALHAS estão tentando fazer é impor uma candidatura a qualquer preço!!! isto tem outro nome!!!
44
marco antonio burgos burgos 02 de setembro de 2010 | 18h 23
Onde o Serra entra tem racha. É incrível!! O cara não consegue agregar. Como é que um cara como esse pode querer ser presidente da república??!?
43
marco antonio burgos burgos 02 de setembro de 2010 | 18h 20
E, deduz-se, o Zé Alagão não pode dar a desculpa de que foi vítima da maior enchente da História, que a culpa é dos pobres.
Vale a pena registrar nessa solenidade sinistra morreram 75 pessoas em 75 dias a expressão e a reação do governador de São Paulo.
A reação de Serra é, para se dizer pouco, de ódio contido, enquanto Lula fala.
E Serra foi incapaz de se referir às 75 mortes e à enchente.
Não é com ele
vá em frente Dilma, evite que o liberalismo paulista domine o país....basta a era FHC, o privatista. Asco é o que eu sinto da classe média metida a intelectualizada que clamam por uma infra estrutura esquecendo que existe povo neste país....asco é o que eu tenho deste discurso Miriam Leitão, que tantos malefícios vem fazendo ao país....rumo à vitória Dilma!.
42
marco antonio burgos burgos 02 de setembro de 2010 | 18h 19
Vocês, paulistas,não merecem viadutos caidos do céu as enchentes, o lixo não recolhido, as agressões do Kassab nos postos de saúde, o rouboanel, o buraco no metro, a privatização do metro, os pedágios (psdb), etc.
É que São Paulo tem muita elite. Elite estudada. Elite sofisticada. Elite bem vestida. Elite egoísta. Elite de espírito miserável. Elite odeia pobre. SERRA é isso tudo.elite. até a sua chapa se chama puro sangue, puro sangue é coisa de eliti, latifundiário, criador de cavalos... Nem o povo brasileiro é puro... Nós somos mistura de todas as raças...
FHC é isso tudo.
PSDB e DEM são o covil da elite brasileira.
FORA SERRA UM MILHÃO DE VEZ FORA...
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marco antonio burgos burgos 02 de setembro de 2010 | 18h 18
Vocês, paulistas,não merecem viadutos caidos do céu as enchentes, o lixo não recolhido, as agressões do Kassab nos postos de saúde, o rouboanel, o buraco no metro, a privatização do metro, os pedágios (psdb), etc.
É que São Paulo tem muita elite. Elite estudada. Elite sofisticada. Elite bem vestida. Elite egoísta. Elite de espírito miserável. Elite odeia pobre. SERRA é isso tudo.elite. até a sua chapa se chama puro sangue, puro sangue é coisa de eliti, latifundiário, criador de cavalos... Nem o povo brasileiro é puro... Nós somos mistura de todas as raças...
FHC é isso tudo.
PSDB e DEM são o covil da elite brasileira.
FORA SERRA UM MILHÃO DE VEZ FORA...
Eu vejo tudo; nada pode passar despercebido!
22:03
Sem voto, sem apoio e sem audiência
Serra sabe perfeitamente que Dilma nada tem a ver com qualquer que bra de sigilo, nem o de sua filha, nem o de ninguém. Sabe que Dilma não faria isso – e não permitiria que isso fosse usado em sua campanha eleitoral.
Mas é exatamente da dignidade de Dilma que ele acha que pode se aproveitar – em suma, confunde a dignidade que não se rebaixa ao seu nível com fraqueza. Ele acha, realmente, que pode agredi-la, difamá-la – e, agora, berrar por um golpe de Estado, com um pedido de impugnação da candidatura de Dilma ao TSE sem que haja motivo algum ou prova – e sair impune e por cima.
Serra não poderia estar mais enganado. Alguns já experimentaram provocar o povo. Aprenderam, rapidamente, como já se disse, que a fúria dos mansos é terrível. Se Serra quer cometer harakiri político, não há melhor caminho. Vai ser muito pior para ele do que já está sendo.
Mas, nada como o desespero para tornar nítida a personalidade de um sociopata.
Para que quebrar o sigilo da filha de Serra? É sabido que ela era sócia da irmã de Daniel Dantas numa empresa fora do país, que mentiu ao dizer que nunca tivera contato com essa sócia – há uma gravação, feita na Operação Satiagraha, de um diálogo telefônico entre as duas -, que a mansão onde mora o próprio Serra está registrada no nome dela, que esteve envolvida com fundos americanos, que “semeou” uma rede de empresas off-shore em paraísos fiscais do Caribe, e que dá festas para centenas de pessoas em sua própria mansão, aparecendo frequentemente, com o marido, Alexandre Bourgeois (que nome!), nas colunas sociais. Se a campanha de Dilma quisesse expor a filha de Serra, não precisaria de mais nada – e nada disso foi obtido por meios ilegais.
Porém, a maior prova de que esse acesso à declaração de renda da filha de Serra nada tem a ver com a campanha de Dilma é a própria Dilma, seu comportamento durante toda a vida – e desde o início da campanha, onde jamais houve qualquer exploração, mesmo do que já é sabido há muito.
O acesso ilegal à declaração de renda da filha de Serra foi em setembro de 2009. O despachante que fez o pedido de cópia de declaração na Receita, além de eleitor de Serra, tem um perfil bem tucano (ver matéria nesta página). De petista ou dilmista ou lulista, o sujeito não tem nem cacoete. Além disso, as outras quebras de sigilo incluíram até a Ana Maria Braga e os donos das Casas Bahia. Nenhum deles concorre a cargo político algum. E o fato é que, em um ano, mesmo quando Serra estava à frente nas pesquisas, nenhum dado das declarações, acessadas no escritório da Receita em Mauá, foi divulgado.
Tudo muito estranho – mas cabe à PF deslindar esse nó. Talvez chegue mesmo a uma quadrilha banal, talvez a algum desafeto tucano de Serra – pois, além destes abundarem, tais métodos são próprios desse meio sujo. Serra somente soube que a declaração da filha foi acessada porque a Receita, isto é, o governo, divulgou que isso acontecera.
O resto é palhaçada – e golpismo.
Todo mundo sabe quem, na política brasileira, é useiro e vezeiro no uso de “dossiês”, de informações obtidas ilicitamente, com total falta de escrúpulo. O moderado senador – e ex-presidente – Sarney expôs, sob esse ângulo, o caráter de Serra, e o fez da tribuna do Senado, para quem quisesse ouvir. Serra, frisou Sarney, organizou uma equipe para confeccionar dossiês contra adversários políticos. Inclusive dentro do PSDB – se o ex-ministro Paulo Renato prefere hoje bajular Serra, nem por isso todos esqueceram que sua passagem pelo Banco Mundial foi esquadrinhada por um dos dossiês de Serra. Na época, Paulo Renato concorria, contra Serra, à indicação de candidato do PSDB ao Planalto.
Porém, há 22 anos, muito antes de Sarney fazer o seu pronunciamento, o hoje ministro aposentado Flávio Bierrenbach, do Superior Tribunal Militar, um homem que nada tem contra o PSDB em geral – foi nomeado para o STM por Fernando Henrique – e amigo durante muitos anos de Serra, resumiu, em pleno programa eleitoral na TV: “Serra entrou pobre na Secretaria de Planejamento do Governo Montoro e saiu rico. Ele usa o poder de forma cruel, corrupta e prepotente. Poucos o conhecem. Engana muita gente. Prejudicou a muitos dos seus companheiros. Uma ambição sem limite. Uma sede de poder sem nenhum freio”.
Nunca isso ficou tão claro quanto nos últimos dias, com essa presepada sobre quebras de sigilo – sem que o conteúdo da quebra aparecesse em lugar algum – e com esse pedido, meramente golpista, ao TSE para impugnar a candidatura de Dilma.
A propósito, Serra processou Bierrenbach pela declaração que transcrevemos, mas desistiu do processo quando Bierrenbach obteve na Justiça o direito de provar o que havia dito. O juiz do caso foi outro homem que nada tem contra o PSDB em geral, o hoje desembargador aposentado Walter Maierovitch – que foi titular da Secretaria Nacional Anti-drogas durante o governo Fernando Henrique.
Portanto, nada há de novo na performance atual de Serra, exceto que, agora, é para todo o Brasil que ele está exibindo a tomografia do seu caráter, que não se conforma em perder, que não se conforma com a vontade dos eleitores, que, em sua ambição, em sua sede de poder sem nenhum freio, berra por um golpe de Estado – tão covarde a ponto de pedir ao TSE que o faça para ele.
Dilma tem toda razão ao apontar a leviandade, e mais razão ainda quando diz que Serra e caterva “são vazadores contumazes ou pessoas que não têm ética suficiente para lidar com a coisa pública”.
Sem voto, sem audiência, sem apoio até no seu partido, Serra passou à agressão difamatória contra Dilma. Como seria de esperar, atira sobre a candidata preferida pelo povo aquela lama em que há tanto tempo se arrasta.
Nós havíamos dito – oito anos atrás – que Serra era um fracassado mussolinizinho, um desses sujeitos frustrados, medíocres e megalomaníacos que atravessam da esquerda para a direita, secretando uma baba profusa de ressentimento e ódio. Em suma, um golpista consumado, querendo submeter a tudo e a todos, tanto quanto se submete aos seus patrões externos, aos interesses antinacionais e antipopulares, querendo aboletar-se no poder contra a vontade do povo. Embora, é forçoso concordar com o deputado Brizola Neto: quem nasceu para Serra não chega a Lacerda – este outro falsário e golpista que teve um triste fim.
CARLOS LOPES
22:00
21:57
21:53
21:53 
O contador Antonio Carlos Atella Ferreira, o homem que recebeu os dados sigilosos da filha de José Serra usando uma procuração falsificada, afirma que pediu e retirou as informações fiscais de Veronica Serra a mando de terceiros. Segundo ele, o pedido fazia parte de "um lote". O contador disse que não se deu conta de quem se tratava e deu pistas de mais uma pessoa supostamente envolvida no esquema.
Veja o site do Jornal Nacional
“Eu não sabia que essa pessoa existisse fisicamente e nem que fosse filha de uma pessoa que eu aprecie e respeito”, disse Ferreira. O contador afirma que não trabalha para politicos nem é filiado a partido algum. “Se alguém me filiou, nem conheço quem é, se caso eu ‘tiver’ filiado.”
Em entrevista ao repórter César Tralli, da TV Globo, Antonio Carlos negou ter falsificado a assinatura de Veronica Serra. “Se fosse eu, o senhor acha que eu teria assinado que teria retirado o documento?” Veja como foi a entrevista:
Foi o senhor que falsificou os carimbos do tabelião e o reconhecimento de firma?
“Se fosse eu, o senhor acha que eu teria assinado a retirada dela?”
Se não foi o senhor, o senhor sabe quem entregou esse documento falsificado para o senhor?
“Eu lembro que pessoas pediam lotes, e essas pessoas pertenciam a um seleto grupo de meia dúzia de pessoas que pediam.”
Que são o quê?
“São contadores, advogados, contadores que têm escritórios maiores, advogados...”
O contador cita o nome de Ademir, outra pessoa supostamente envolvida no caso. Ele esclarece que Ademir encomenda serviços e trabalha para outras pessoas.
Quem é o Ademir?
“Ele é colega meu. Ele tá no meio da meia dúzia de pessoas. O que ele dizia na época é que as pessoas que solicitavam pra ele tinham pressa.”
E ele dizia pro senhor que vinha gente de onde buscar essa solicitação?
“Do Brasil inteiro, de Minas, de Brasília, do interior de São Paulo, de vários lugares.”
O Ademir comentou com o senhor que esse documento teria um uso político?
“Nunca na vida.”
A colega de escritório de Ademir confirma a ligação dele com o contador Antonio Carlos,
mas duvida que Ademir Estevam Cabral seja o autor da falsificação.
“O Ademir não sabe nem escrever direito, como ele vai falsificar alguma coisa? O Ademir é um tipo de um boy. Ele vai, pega os documentos dos advogados e vai protolocar”, afirmou a assessora contábil Helena Barbosa.
Por telefone, Ademir disse que não passou por ele o pedido de cópia de documentos em nome de Veronica Serra e nem foi ele quem falsificou a assinatura dela. “Isso aí eu desconheço. Desconheço totalmente.”
Ademir Estevam Cabral não apareceu no escritório como tinha prometido à reportagem. Depois de duas horas de espera, ele avisou por telefone que iria procurar um advogado. Ademir não foi encontrado em casa e desde o fim da tarde não atende mais aos dois celulares.
21:49 por Luiz Carlos Azenha
José Serra faz o que um candidato na posição dele, em qualquer país do mundo, faria. Parece confuso? É melhor que ficar parado. Por mais que vocês, leitores, acreditem que é baixaria, considerem:
1. Para Serra, é ganhar ou ganhar. Se perder, ele será completamente detonado ou abandonado pelos próprios aliados (Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab). É da própria natureza da política, embora pareça abominável.
2. Para os tucanos e demos, perder a eleição significa uma perspectiva de 16 anos longe do poder federal, considerando que o presidente Lula pode voltar a concorrer já em 2014. Isso é uma eternidade, em política.
Qual é o erro que PT e aliados podem cometer nessa altura do jogo? Despolitizar a campanha. Depender completa e unicamente do marketing eleitoral.
Nunca, nem mesmo nas eleições de Lula em 2002 e 2006, os movimentos sociais estiveram de tal forma unidos em torno de um candidato. Sei que a personalidade do presidente Lula é de alguém que evita os conflitos abertos. Ele prefere fazer o papel de árbitro, pairar sobre as disputas políticas.
Mas não dá para ganhar uma eleição como a que se avizinha apostando apenas na propaganda. É preciso botar o bloco na rua. De cabeça fria, sem histrionismo. Mas é preciso colocar o time em campo e dar nomes aos bois: José Serra, do PSDB, herdeiro político de Fernando Henrique Cardoso, aquele da Petrobrax, que vendeu patrimônio público a preço de banana, aliado da turma que queria acabar com o Prouni, que vivia de pires na mão diante do FMI e assim por diante.
Ou o PT politiza a campanha antes do primeiro turno por vontade própria, ou será obrigado a fazê-lo entre o primeiro e o segundo turnos. Como em 2006. Com a diferença de que em 2010 os movimentos sociais estão mais organizados e energizados para a disputa.
21:36
Um Estado em luta contra a alienação
Por Pedro Ayres
As análises políticas embora possam servir como uma poderosa arma contra o encobrimento da verdade, às vezes, mesmo sem ser o objetivo de seus autores, fortalecem e tornam mais difícil esse desvelar. Há vários fatores capazes de produzir tais efeitos. Um deles, por sinal o mais comum, é o que reduz o movimento histórico a momentos estáticos, como se fossem fotogramas isolados. Um exemplo é o fracionamento que realizam com a História do Brasil. O objetivo é dar um idéia da História a partir de um momento ou circunstância isolada, como se fosse o que realmente aconteceu, pois se fizerem a necessária conexão entre os fatos, dificilmente conseguiriam sustentar o poder e versão de seus direitos sobre esse mesmo poder. Um exemplo é a sonegação de um dado essencial para que se possa compreender todo o desenvolvimento histórico brasileiro, ao escamotearem o caráter capitalista de exploração colonial do país, optando por um tipo de continuidade de estruturas de produção de natureza semi-feudal ou pré-capitalistas, como forma de justificar o "progressismo" desenvolvimentista do sistema de espoliação mais intensivo e extensivo que iria ser adotado como regra para o País.
Segundo os mais criteriosos e atualizados historiadores econômicos brasileiros, o Brasil, foi durante uma grande parte do período colonial, não só um dos sustentáculos da Coroa Portuguesa, como uma dos mais lucrativos empórios capitalistas do mundo, até mesmo do ponto de vista industrial. A fantástica produção industrial do açúcar, por exemplo, para garantir os seus altos lucros e rentabilidade teve que se socorrer de sucessivos avanços técnicos em suas usinas e plantio da cana. Um quadro que foi extremamente desenvolvido durante a etapa de domínio da Companhia das Índias Ocidentais no Nordestes brasileiro, quando, a despeito de uma cara e complexa estrutura administrativa por parte dos dirigentes dessa companhia holandesa, além da expansão comercial e técnica, o trabalho assalariado determinou o tipo das relação que iria servir de base para a formação da sociedade nordestina. Uma relação alterada a partir de dois movimentos quase simultâneos, a retomada do controle ibérico da região e a conquista de novos territórios a partir de pecuária e do massivo deslocamento dos "holandeses" para todo o país e até mesmo para fora da Colônia.
É, pois, com esse movimento migratório econômico que surgirá a mineração em escala industrial e ao que é intrínseco ao capitalismo, a busca e controle da mão-de-obra mais barata e considerada como um determinado tipo de produto. Como no Nordeste, a partir do Maranhão até a Bahia, já apresentava índices de desenvolvimento urbano e comercial compatível com alguns centros europeus e hispano-americanos, com a mineração do Centro-oeste brasileiro, surgirão novas necessidades econômicas e produtivas, além do constante aumento da agricultura de subsistência e a norma criação de excedentes, o que irá gerar processos comerciais internos e externos a partir de algumas empresas e associações de brasileiros. Enfim, como se pode ver, há uma relação de causa e efeito em todo esse processo, jamais fenômenos isolados e de formidáveis e heróicos seres humanos.
Assim, enquanto o restante da Europa, menos aquinhoada de colônias ultramarinas desenvolvia formas superiores de atividades capitalistas, seja criando a bases do moderno sistema financeiro, seja com a alteração laboral e associativa das corporações ofício, Portugal, por exemplo, que já fora inovador e ousado, prisioneiro da prodigalidade da Coroa Portuguesa e seus aristocratas, endividado com os bancos ingleses, principalmente, via toda a sua riqueza ser drenada para fora do país e nem ficar retida na Colônias. Era o clássico caso do multibilionário pobre. O resultado é que milhares de aventureiros ibéricos e europeus fizeram a América, ora para fugir de miséria e das doenças que assolavam o Velho Continente, ora para tentar reerguer fortunas perdidas em golpes de sorte com a mineração, o comércio ou com a exploração agrícola ou pastoril a partir do trabalho escravo, que não era nenhuma forma atrasada de capitalismo.
Como já era feito em desde os tempos mítico-heróicos da Antiguidade, a brilhante noção de movimento histórico (temporal) como gerador dos fatos descoberta por Heráclito, pouco importava, pois, não servia para justificar as guerras de conquista e de transformação sociais entre os povos e em seu próprio intestino, do ponto de vista dos vencedores. Para isso, surgem os heróis Ulisses, Aquiles, Hércules, Perseu, ainda que retratassem movimentos históricos muito maiores e importantes, eram minimizados como atos humanos volitivos. É, pois, desse modo que a História passa ser contada através dos principais cronistas daquelas épocas, uma prática que chegará até nossos tempos, quase sem nenhuma mudança, embora as técnicas visuais e narrativas tenham sofrido a natural evolução das etapas econômicas vividas pela humanidade.
É, assim, de fotograma em fotograma que a História nos é apresentada. As Navegações portuguesas, por exemplo, tem o seu retrato na portentosa obra camoniana e de alguns cronistas, sem que haja referência alguma aos formidáveis conhecimentos de navegação e construção náutica desenvolvidos pelos chineses ou da premência de expansão do capital mercantilista que se desenvolvia na Europa por pressão das civilizações orientais. No Brasil, como não poderia deixar de ser, a Colônia vai ser rica em mitos e heróis, alguns bem perto da lenda, outros, mais chãos. O processo histórico de formação econômica do país é esquecido como um processo, mas apresentado como uma sucessão de feitos heróicos. Sempre negando o trabalho como base desse processo.
Um exemplo é a Siderurgia. A descoberta do minério de ferro data de 1589, segundo Calógeras em "As Minas do Brasil". Em 1597 iniciava a siderurgia apurando ferro em dois engenhos de fundição localizados nas minas de Biraçoiaba, na capitania de São Vicente, com o uso de mão-de-obra essencialmente africana, posto que a metalurgia e a siderurgia já eram do amplo domínio na África, com regiões reputadas de grande excelência, como Nigéria, Daomé, Benin e o Antigo Egito. Outras notícias referem que a .produção de Biraçoiaba, embora reduzida, se manteve através do século XVII para ter incremento maior nos séculos XVIII e XIX. Antonil, em 1711 (Cultura e Opulência do Brasil), referindo-se à produção de Biraçoiaba afirma que em 1772 a mesma fábrica de ferro funcionava regularmente.
Foram negros de São Vicente que introduziram a siderurgia em Minas Gerais pelo primitivo processo dos cadinhos, o que aliás já era uma técnica africana muito antiga. Ferraduras para animais, aros de roda, instrumentos agrícolas e de mineração eram por eles fabricados desde a obtenção do mesmo até a forja. Embora tanto a metalurgia, quanto a siderurgia coloniais brasileiras tenha sofrido forte repressão por parte do capital industrial europeu não-lusitano, foi possível a sua sobrevivência principalmente nas Gerais e zonas periféricas à mineração ou centros de transporte.
Entretanto, como era uma atividade massiva e incapaz de forjar grandes heróis, a não ser nos casos de sonegação e furto fiscal, como acontecia em Minas, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, há um forte silêncio sobre tais fatos, ao contrário do falso retrato de heroísmo dos predadores bandeirantes e suas entradas e bandeiras, cujo escopo básico era o lucro imediato com o apresamento de índios e saques a alguns centros de mineração. Ora, como esses fotogramas foram transformados em míticos heróis, passaram a simbolizar algo que nunca foram - empreendedores do progresso. Mas, como o sistema necessitava criar mitos de permanência, toda uma província e depois um Estado é seduzido pela miragem do que não foi. Um fenômeno que vai sendo cada vez mais forte e trabalhado, não para honrar ou louvar esses tais "heróis", mas para justificar os novos predadores e processos espoliativos capitalistas.
Como a História é sempre apresentada a partir desses fotogramas, o nexo fica perdido e assim, de heróis ou messias, o processo político vai se desenrolando, sem que os verdadeiros protagonistas sequer desconfiem da importância de seu papel. O resultado é a seqüência de governos "providenciais" e "carismáticos"(sic), como a mídia costuma dizer. Ou seja, em São Paulo, por exemplo, o trabalho político é desenvolvido como uma forma de preservação de um status econômico oligárquico e para que isso tenha sucesso é necessário que a população se oriente na linha de fortalecimento desses "heróis" aos moldes de um Franco Montoro, Mário Covas, Geraldo Alckmin, Orestes Quércia, Luiz Antonio Fleury e José Serra.
Desse modo, para o Estado de São Paulo e para os paulistas comuns, aqueles que não fazem parte do sistema em termos de poder e servidão, o jeito é tentar fazer com que todos esses isolados fotogramas de sua História passem a ter movimento e com isso surja o nexo que irá lhes garantir a libertação desse secular jugo capitalista.
Dilma, Mercadante, Netinho e Marta são os nexos que São Paulo precisa.
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Pedro Ayres
Jornalista
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21:29
O corregedor eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Aldir Passarinho Junior, arquivou nesta quinta-feira (2) a ação em que a coligação liderada pelo PSDB à disputa presidencial pedia a cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência.
21:27 Da Agência Brasil
Ministério anuncia nova estratégia de combate à dengue
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Uma nova estratégia de combate à dengue no país foi anunciada hoje (1º) pelo Ministério da Saúde. De acordo com o ministro José Gomes Temporão, agora serão utilizados cinco critérios básicos: a incidência de casos da doença em anos anteriores, os índices de infestação pelo mosquito, os tipos de vírus em circulação, a cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo e a densidade populacional de cada município.
Essa nova ferramenta reforça o caráter intersetorial do combate. A dengue é um problema de saúde pública que não se limita ao setor saúde. É um problema de toda a sociedade. Um problema recorrente que, em um ano melhora, no outro, piora", afirmou. Desde 2003, o ministério utilizava o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). A partir deste ano, a expectativa é que uma ferramenta denominada Risco Dengue possibilite o fortalecimento imediato de ações de combate à prevenção.
!--break-->TempTemporão disse ainda que não há "solução mágica" para o fim da dengue e que apenas uma vacina contra os quatro sorotipos da doença seria capaz de proteger as pessoas de forma mais contundente. "Todas as armas e estratégias são conhecidas, não há nada de novo", afirmou.O Risco Dengue tem como base dados já disponíveis em estados e municípios e define as ações a serem realizadas por todas as esferas. De acordo com o ministério, o risco de epidemia aumenta em cidades de maior porte e em regiões metropolitanas que não tenham enfrentado epidemias recentes ou alta circulação do vírus.
A pasta destacou que os estados e municípios deverão manter a realização do LIRAa. A recomendação, inclusive, é que ele seja ampliado de 169 para 354 cidades em todo o país. A divulgação de cada município que aderir ao levantamento está prevista para novembro.
Edição: Aécio Amado
21:25 Zé da Velha, o trombonista sergipano que junto com o fluminense Silverio Pontes no pistão criou um novo estilo de apresentação do choro gafieira, excelente para animar bailes em ccasas norturnas e salões de clube, uma apresentação mais barulhenta e mais agitada do que o choro tradicional.
A dupla tocou muito no Clube do Choro de Brasilia e tem a cara do Brasil de Pixinguinha, do Rio antigo e da continuidade da musica popular brasileira.
21:14 Hoje de manhã, na Praça Buenos Aires
21:13 Por Márcio Xavier
Nassif, vc foi citado neste ótimo texto que está no Terra Magazine:
Do Terra Magazine
Em entrevistas, uma Dilma marota navega por pegadinhas
Paulo Costa Lima
De Salvador (BA)
Veio de uma colega de hidroginástica - segunda idade avançada. Lá pelas tantas me informou do intenso constrangimento daquele 'casal 20' de apresentadores com relação à entrevista da Dilma na tevê, pois eles são petistas convictos. Mas Irá! Você tá de gozação né? Era só o que faltava. E ela, entre halteres e respingos - não! eu sei de fonte limpa.
Como entender o caso? Será que tem mesmo fontes privilegiadas? Ou é mais um exemplo dessa condição atual de perda da noção de distância entre espetáculo e espectadores, virtual e real - alucinando uma proximidade fantástica que não existe? A propósito, Irá não precisa mentir, fala tudo que pensa.
E se fosse verdade? Se estivéssemos diante de um cenário onde um script master é consagrado pela emissora e todos sendo obrigados a segui-lo? Nesse caso precisaríamos iniciar um movimento de solidariedade aos constrangidos jornalistas, que não podem exercer o mais elementar direito de liberdade de expressão em seus próprios programas.
E logo fico a imaginar a ciranda de constrangimentos a rodar e rodar. Se e se..., será que já pressionaram a Cristiana? Sempre a via com muito equilíbrio, mas há poucas semanas parecia estar deslizando na corda bamba dessa pressão.
Analiso um a um os envolvidos que aparecem na minha tela. Fica mesmo a impressão de que certos debates são montados às pressas para impingir a verdade da casa - e a ansiedade de fazê-la emergir acaba crispando um pouco o sorriso da "entrevistadora".
Quando um determinado tema entra em pauta, percebemos que todos os colunistas e apresentadores são convocados a dar sua 'contribuição'. Tudo muito bem ensaiado.
Ontem mesmo foi a vez de outro William, a quem muito admiro pela postura elegante e esclarecida, e novamente com a Dilma em cadeia nacional. Hoje cedo Luis Nassif registrava em seu blog o disparate das perguntas, segundo ele, um teatro armado para virtualizar a campanha.
Na verdade, as perguntas excluíram qualquer peso temático que levasse ao aprofundamento de propostas de governo, ou acerca de polaridades que nos afligem (social democracia versus mercadismo do BC; governo eficiente e participação popular, vulnerabilidades da economia aparentemente pujante etc.), nada disso, lembrou Nassif.
No cardápio, cinco temas que mais parecem pegadinhas: a mudança física de Dilma (o script quer mostrar uma candidata de duas caras); Zé Dirceu no debate; cargos para os aliados; quebra de sigilos; presos de Cuba; Narco e Farcs.
Do ponto de vista da oposição, isso está sendo um desserviço de grande monta, e uma preciosa oportunidade perdida. Não se faz mais emissora como antigamente? Ou será que foi o povo que mudou?
E uma Dilma marota, agora mais confiante, com pesquisas e exposição pública, navega tranquilamente pelas pegadinhas, dá respostas convincentes quase sempre para a câmera certa, mostra conhecimento profundo da perspectiva de governo e de vez em quando ainda faz chacota... ("vocês sabem que eu tenho fama de exigente!").
Olha que o William não rejeita tiradas de humor, assisto-o de longa data. Mas o controle era tal, que nem mesmo um pequeno músculo de vibração simpática foi movido em seu rosto, ao longo de longos vinte minutos. Coitados! Dele e de nós!
E dizem que nem existe mais esse negócio de direita e esquerda - apenas miseráveis e barões - então de que estamos falando mesmo? Do que tenta nos salvar a dedicada emissora ao lançar mão de seu "direito divino" de utilizar esse tipo de script?
Escrevo essas linhas para manifestar minha profunda solidariedade a todos que estão envolvidos na execução desse script ainda mal sucedido, e que engolem suas opiniões próprias em favor da causa. O Mervinho, por exemplo, quanta profundidade e iluminação salpicam daquelas aparentes gagueiras interpretativas. Seria também petista convicto?
Só perguntando a Irá...
PS - Qualquer semelhança com personagens reais é mera coincidência
Paulo Costa Lima é compositor, pesquisador CNPq, professor-doutor da Escola de Música da UFBA e membro da Academia de Letras da Bahia. Apresentou obras em festivais no Carnegie Hall, Lincoln Center, Musikhaus (Berlim), Sala Rode Pomp, São Paulo, Cecília Meirelles, TCA, entre outras.
21:12
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20:47 Serra esconde tanto FHC que não gosta de ver o ex-presidente citado nem no programa dos outros. O modesto PSTU (partido trotskista, que tem menos de 1 minuto no horário eleitoral) lembrou a frase famosa de FHC, a associar aposentados a “vagabundos”. O PSDB pediu direito de resposta. O TSE negou:
“Não há como negar a autoria das afirmações. A propaganda não usou os recursos de trucagem e montagem para desvirtuar a realidade. Tão pouco se valeu de mensagem sabidamente inverídica. Apenas retratou aquilo que o ex-presidente efetivamente disse”.
A notícia saiu no Portal Vermelho
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Serra perde até para o PSTU
O TSE também negou nesta quinta-feira o pedido de direito de resposta contra o PSTU movido pela coligação de Serra.
A ação dos tucanos acusava a propaganda eleitoral gratuita do PSTU de distorcer palavras do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na inserção, FHC se refere aos aposentados como vagabundos. Para a Justiça Eleitoral, no entanto, não ficou caracterizado que o PSTU tirou de contexto as palavras do ex-presidente.
“Não há como negar a autoria das afirmações. A propaganda não usou os recursos de trucagem e montagem para desvirtuar a realidade. Tão pouco se valeu de mensagem sabidamente inverídica. Apenas retratou aquilo que o ex-presidente efetivamente disse, sem distorção ou falseamento dos fatos”, afirmou o ministro relator da ação, Joelson Dias.
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Nos escritórios da Campus Futura Brasil, a Campus Party já começou! A produção cuida de todos os detalhes para a próxima quinta-feira, quando o Geek Vibrations, com Paco Ragageles, irá ao ar e revelará não só mais detalhes sobre o maior encontro tecnológico do mundo, como também lançará o novo site do evento, pronto para começar a compartilhar com os campuseiros todos os conteúdos que farão parte da quarta edição brasileira da Campus Party.
Carolina Hanashiro, Diretora Global de Conteúdos, e Gabriel Colasso, Assistente de Conteúdos, são parte da equipe que está preparando o terreno para as atividades que irão compôr cada uma das áreas. Do outro lado, a jornalista Carolina de Marchi (abaixo) parte para a revisão de todos os textos já publicados na página que será inaugurada dentro de uma semana.
E olha que isso é só um pedaço do time que dá duro por aqui! Tudo para você, campuseiro, ter toda a certeza do mundo de que estamos tratando muito bem deste evento tão estimado por todos! Agora é só esperar, pois, para a alegria geral, falta cada vez menos dias para o 09/09! Aguardem!
20:00
19:56
19:56
19:53
O Serra mete medo em quem?
Desde o ano passado, tenho dito aqui que a campanha de 2010 seria a mais suja da história. Uma campanha pra quem tem estômago forte. Alguém achou que Serra ia despencar feito maçã podre, sem apelar? Se acreditou, não conhece Serra. E não sabe o que é a disputa pelo poder num país que pode se transformar na quinta economia do Mundo em poucos anos.
Os ataques de Serra, o apelo ao golpismo, e a campanha midiática orquestrada deixaram alguns leitores desse blog (e de muitos outros, pelo que vejo nos comentários por aí) um pouco tensos. Sei que mais gente por esse Brasil – gente séria, bem intencionada e que luta por um país mais justo – teme pelo pior. É bom mesmo ficar atento, afinal a história no nosso país e da América Latina mostra de que são capazes a direita e seus aliados midiáticos. Foram eles que clamaram pelo golpe em 64. Hoje, dariam tudo por um golpe em estilo hondurenho.
Mas será que têm forças pra isso?
Antes de sair atirando pra todo lado, é preciso fazer algo que era muito comum nos tempos pré-internet – quando a vida e a política seguiam um ritmo menos instantâneo: análise de conjuntura.
Modestamente, faço aqui a minha.
A eleição desenvolve-se com duas agendas opostas:
1) Agenda deLula/Dilma – o Brasil cresce, gera empregos, reduz desigualdades; não há porque mudar as coisas agora, é preciso fortalecer o bloco que está no governo, votando em Dilma e nos aliados nos Estado, para continuar o que Lula começou;
2) Agenda inicial de Serra/PSDB – o Brasil cresce graças ao FHC, que deixou tudo arrumado; mas como não é possível botar FHC em cena, é preciso mostrar que Serra (e não Dilma) é o mais preparado para continuar a obra de Lula (e que na verdade não é de Lula, mas de FHC).
A agenda de Serra (um pouco confusa, não acham?) naufragou, foi atropelada por Lula e Dilma. A estratégia serrista de se mostrar “confiável” para continuar a obra de Lula (que na verdade não é de Lula, segundo a turma que chama Lula de “Apedeuta”) era uma quimera – além de tudo, vendida de forma incompetente, com favela “fake” e uma militância tucana confusa (afinal, somos a favor ou contra o “Apedeuta” e o “Bolsa-Esmola”?).
O naufrágio levou Serra a menos da metade das intenções de voto de Dilma. Diante do desastre, Serra saiu atirando, agarrou-se a um escândalo mal-contado e tem o apoio midiático em sua nova estratégia de pancadaria e de flerte com o golpe. Não achei que ia ser diferente. Escrevi várias vezes aqui que a turma de Ratzinger/Frias/Civita estaria aí pra ajudar Serra a produzir confusão na reta final.
Acontece que o povão parece ignorar o bombardeio. A pesquisa diária do Vox/IG/Band mostra isso pelo segundo dia seguido: Dilma tem 51%, Serra 25% e Marina 9%. A Globo vai testar durante alguns dias os limites desse bombardeio. Se fizer algum efeito, os ataques serão intensificados. Do contrário, tudo será esquecido – menos nos editoriais da “Folha” e do “Estadão”.
O TSE acaba de negar pedido tucano de casar candidatura de Dilma. O golpismo não vai prosperar, vai só levar Serra para mais fundo, na lama.
Diante desse quadro, a pergunta é: será que vale a pena bater boca com os serristas desesperados? Ou o melhor é manter a cabeça fria e seguir em frente?
Inclino-me mais pela segunda hipótese. Sabendo, claro, que é preciso ter o coração quente e a firmeza necessária para resistir ao golpismo inato dessa gente. Se, na semana que vem, depois do feriado, eles aprofundarem as manobras golpistas, aí acho que vale a pena se preocupar.
Não podemos entrar no jogo deles, agora. Essa turma quer bate-boca. O brasileiro comum quer olhar para frente e seguir crescendo.
19:52 quinta-feira, 02 de setembro 2010
por Idelber Avelar, no Biscoito Fino e a Massa
O enlameado, melancólico fim de José Serra
Pois é, valente Deputado Brizola Neto, o lacerdismo vive. Para os mais jovens, aí vai a frase de Carlos Lacerda que emblematiza o golpismo tupiniquim: O senhor Getúlio Vargas não deve ser candidato à presidência; candidato, não deve ser eleito; eleito, não deve tomar posse; empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar.*
Não há momento da história do Brasil em que, ameaçada pelas urnas, a direita não tenha recorrido a alguma variação do espírito dessa frase. Em vez de utilizar a campanha eleitoral para discutir o que interessa–saúde, educação, reforma agrária, política externa, política tributária, papel do Estado na economia–, nos vemos mais uma vez numa grotesca paródia de telenovela mexicana, rastreando um carimbo de cartório de setembro de 2009, indo atrás de contadores e advogados que assinaram ou deixaram de assinar um pedaço de papel, repetindo ad infinitum esse tedioso disse-me-disse dos factoides. A entrevista com o contador que levou à Receita Federal a solicitação de cópias das declarações de Imposto de Renda de Verônica Serra é um festival de chacotas. Quem diria, a sério, algo assim sobre qualquer candidato?: Tenho nojo de política. Mas eu voto no Serra viu? Sou eleitor dele desde que ele nasceu.
Mais uma vez, o futebol nos oferece a metáfora perfeita: a quem interessa a confusão e a bagunça extra-campo? Qual é o time que quer tumulto? Qual é a equipe que deseja levar o jogo para o tapetão? Certamente não são aqueles que estão jogando na bola e ganhando a partida. Serra parece disposto a lançar ao lixo o que lhe resta de biografia honrada. Tudo indica que sairá deste processo passando vergonha: apelando para a pancada, reclamando com o juiz, escondendo a bola, como é de seu feitio (vejam, nesse link do insuspeito Estadão, a referência a Tasso Jereissati).
Aqui, cabe uma palavra acerca do papel da mídia. Nada disso teria tomado a campanha eleitoral de assalto se não fosse pelo exército de manipuladores amestrados dos conglomerados máfio-midiáticos do país. Tento não subestimar nem superestimar o poder desses conglomerados. No ambiente volátil da internet, muitas vezes oscilamos entre os dois extremos, o da euforia (“depois da internet, morreu o poder da mídia!”) ou da conspiração maligna (“a mídia elegeu tal candidato, ela é responsável por esse ou aquele resultado eleitoral”). Acredito que a análise deve ser feita caso a caso. Creio, por exemplo, que no Sul a RBS tem um poder de distorção e manipulação que os Diários Associados não possuem em Minas Gerais. Também acho inegável que hoje já não há espaço para golpes como os perpetrados pela Globo em 1989.
Mas também acredito que não estaríamos discutindo isso se não fosse pela disposição da mídia brasileira de funcionar como porta-voz do golpismo. O Sr. Ricardo Noblat, depois de traficar mentiras sobre assassinatos, ontem entrou no ramo da manipulação de vídeo, editando e cortando uma entrevista de Dilma Rousseff, com grotesca distorção sonora ao fundo. Ele continua tendo a cara de pau de chamar isso de jornalismo.
Acabam de entrar, nada mais, nada menos, com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a impugnação da candidatura de Dilma Rousseff, por uma violação de sigilo fiscal da filha de Serra, ocorrida em setembro de 2009, sobre cujas relações com Dilma eles não possuem um fiapo, um miligrama, uma tutaméia de provas. Já tentaram isso antes. E o povo deu a resposta nas urnas, oferecendo ao pobre Alckmin menos votos no segundo turno que ele havia tido no primeiro, façanha inédita na história das eleições presidenciais brasileiras.
Pelo jeito, passaremos alguns dias nessa realidade paralela. Mas concordo com o leitor de Luis Nassif, que lembra que o relator dessa palhaçada será o Ministro Aldir Passarinho Jr., um legalista que honra a toga. O TSE é presidido pelo Ministro Ricardo Lewandowski, constitucionalista e brasileiro honrado, de quatro costados. É evidente que é preciso estar atento, mas tudo indica que o saldo do episódio será mais uma desmoralização para José Serra.
O que sua coalizão e a corja de jornalistas amestrados não parecem entender é que, num país com a história do nosso, essa é uma brincadeira muito perigosa.
19:49
19:47 
19:46
19:41
19:38
19:37 Do G1
Corregedor do TSE arquiva pedido de cassação de registro de Dilma
Ação havia sido protocolada pela coligação do PSDB nesta quarta.
Partido alegava ligação de Dilma com violação de sigilo fiscal de tucanos.
Débora Santos Do G1, em Brasília
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O corregedor eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Aldir Passarinho Junior, arquivou nesta quinta-feira (2) a ação em que a coligação liderada pelo PSDB à disputa presidencial pedia a cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência.
O pedido havia sido feito pela coligação devido à violação dos sigilos fiscais de pessoas ligadas ao PSDB, entre elas o vice-presidente da legenda, Eduardo Jorge, e a filha de José Serra, Veronica.
Segundo o corregedor do TSE, as provas apresentadas pela defesa do candidato tucano na ação não demonstram de forma concreta que a quebra de sigilos fiscais de tucanos tenha beneficiado a candidatura de Dilma Rousseff. O ministro avaliou que também não existem evidências de que o caso tenha provocado danos ao equilíbrio da disputa eleitoral.
Em sua decisão, Aldir Passarinho entendeu que o caso trata-se de uma questão de cunho penal comum, que deve ser apurada por vias próprias, o que, segundo ele, está sendo feito inclusive com a participação do Ministério Público.
A violação do sigilo fiscal da filha de Serra foi feito a partir de uma procuração falsificada em nome de Antonio Carlos Atella Ferreira. O acesso às declarações de Imposto de Renda da filha dos anos de 2007 a 2009 ocorreu no dia 30 de setembro do ano passado, na agência da Receita Federal de Santo André.
O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, afirmou que, diante do não reconhecimento por Veronica Serra da assinatura do documento entregue para obter suas declarações de renda e da afirmação do cartório de que não houve reconhecimento da firma no local, o caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal.
Documento da Corregedoria da Receita Federal mostra que a Receita já suspeitava que uma procuração falsificada havia sido utilizada para acessar os dados fiscais de Veronica.
Em ata de reunião da última terça (31), a Corregedoria pede que seja encaminhado ao Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) pedido de solicitação de documentos da "pessoa 'supostamente autorizada para a retirada das declarações'" de Veronica (Antônio Carlos Atella Ferreira). A ata informa ainda que objetivo é confirmar a autenticidade da procuração.
Nesta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que não pensava em exonerar o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo. "Não estou cogitando fazer isso", afirmou.
19:34
Depósito de papel velho - esse é o destino do Golpe do Serra
Saiu no G1:
Corregedor do TSE arquiva pedido de cassação de registro de Dilma
19:34 A segunda medição da série de pesquisas diárias (tracking) que serão realizadas pelo Instituto Vox Populi, em parceria com a Tevê Band e o Portal IG, até o dia 3 de outubro, reafirma a liderança de Dilma Rousseff na corrida presidencial. A nossa candidata manteve 51% das intenções de voto, conforme os dados divulgados ontem.
Com menos da metade do eleitorado de Dilma, José Serra permanece com 25%. A senadora Marina Silva (PV) continua em terceiro lugar, com 9%. Brancos e nulos somaram 4%, enquanto os indecisos ficaram em 11%. De acordo com a pesquisa, as oscilações apareceram apenas na disputa regional, mas tudo dentro da margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
No Sul, por exemplo Dilma cresceu 3%, alcançando a preferência de 51% dos eleitores – no levantamento anterior, ela aparecia com 48%. Serra caiu na região de 30% para 28%. O Sul é o local onde o Instituto apurou o maior número de eleitores indecisos: 14%, mesmo índice do dia anterior.
No Nordeste, onde Dilma apresenta a maior vantagem sobre o tucano, a candidata oscilou de 68% das intenções de voto para 67%. Já Serra passou de 14% a 17%.
A pesquisa ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 casos.
19:31 UM POUCO DE PAZ !
TOQUINHO - "Aquarela"
A música mais ouvida, até hoje, aqui em casa; em especial pela "Dona da Pensão"!
19:29
19:26
19:25
19:24 Enquanto isso, no IG:
A segunda medição do tracking Vox Populi/Band/iG sobre a eleição presidencial deste ano mostra estabilidade da disputa para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Assim como nos dados divulgados ontem, a presidenciável petista Dilma Rousseff aparece com 51% das intenções de voto, contra 25% de seu principal adversário, o tucano José Serra.
A senadora Marina Silva (PV), terceira colocada, aparece em seguida com 9%. Brancos e nulos somaram 4%, enquanto os indecisos ficaram em 11%.
Nas regiões, no entanto, houve oscilações que se aproximam da margem de erro, de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. No Nordeste, por exemplo, a pesquisa apontou crescimento de Serra, que passou de 14% a 17% em apenas um dia. Já Dilma, que tem na região a maior distância para o adversário tucano, oscilou de 68% das intenções de voto para 67%.
A petista, em compensação, cresceu na região Sul, onde atinge agora 51% das preferências dos eleitores – no levantamento anterior, ela aparecia com 48%. Serra oscilou na região de 30% para 28%. O Sul é o local onde o instituto apurou maior número de eleitores indecisos: 14%, mesmo índice do dia anterior.
A pesquisa, que passa a ser publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 casos.
19:20
19:15
19:12 02/09/2010 18h06 – Atualizado em 02/09/2010 18h09
Corregedor do TSE arquiva pedido de cassação de registro de Dilma
Ação havia sido protocolada pela coligação do PSDB nesta quarta.
Partido alegava ligação de Dilma com violação de sigilo fiscal de tucanos.
Débora Santos Do G1, em Brasília
O corregedor eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Aldir Passarinho Junior, arquivou nesta quinta-feira (2) a ação em que a coligação liderada pelo PSDB à disputa presidencial pedia a cassação pedia a cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência.
O pedido de cassação do registro havia sido feito pela coligação encabeçada pelo PSDB devido à violação dos sigilos fiscais de pessoas ligadas ao partido, entre elas o vice-presidente da legenda, Eduardo Jorge, e a filha de José Serra, Veronica.
Segundo o corregedor, as provas apresentadas pela defesa do candidato tucano na ação não demonstram de forma concreta que a quebra de sigilos fiscais de tucanos tenham beneficiado a candidatura de Dilma Rousseff. Além disso, o ministro avaliou que também não existem evidências de que o caso tenha provocado danos ao equilíbrio da disputa eleitoral.
19:11
19:09 Mais ferro ainda e ótima notícia para a agricultura!
Do Canal Rural
País | 02/09/2010 | 15h24min
Expectativa no Estado é de redução de aproximadamente 30% nas despesas com fertilizantes fosfatados
Luiz Patroni | Cuiabá (MT)
Lideranças da classe produtora de Mato Grosso comemoraram a descoberta de jazidas de minério de ferro e fosfato na região oeste. O anúncio feito nesta quarta, dia 1º, pelo governo do Estado gerou grande expectativa no setor, que prevê uma economia milionária com a diminuição da dependência da importação de fósforo.
Uma redução de aproximadamente 30% nas despesas com fertilizantes fosfatados. Essa é a expectativa das lideranças da classe produtora de Mato Grosso, que consideram a descoberta do reservatório de fosfato na região oeste do Estado a melhor notícia recebida pelo setor na última década. A economia viria principalmente da diminuição dos gastos com o frete do produto, que atualmente vem de fora do Estado. A cada ano os produtores importam cerca de 610 mil toneladas de fósforo, mineral que é utilizado em larga escala na adubação do solo.
!--break-->Aeco— A economia será de aproximadamente R$ 400 milhões por ano para os agricultores de MT, que pode ser proporcionada a partir da exploração das jazidas — diz o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Rui Prado.A pecuária também deve ser diretamente beneficiada. O provável barateamento do insumo pode promover avanço dos processos de recuperação de pastagens degradadas e integração lavoura-pecuária.
— Para os pecuaristas, a economia poderia chegar a R$ 200 milhões ao ano — acrescenta Prado.
Os depósitos de fosfato e minério de ferro estão localizados em uma propriedade particular em Mirassol D'oeste, a 310 quilômetros de Cuiabá. Segundo a secretaria estadual de minas e energia, o reservatório de ferro é estimado em 11 bilhões de toneladas, com teor de 41%. Já o de fosfato é estimado em 427 milhões de toneladas, com teor médio de 6% - o que supriria por 700 anos o consumo de fósforo em Mato Grosso.
Após o mapeamento e a confirmação do potencial dos reservatórios encontrados, o segundo passo é a busca por empresas que queiram explorar e beneficiar estes minérios. É justamente este o ponto que gera uma certa preocupação para a classe produtora, que torce para que o espaço entre o anúncio da descoberta e a real extração dos produtos não seja muito longo.
— O setor espera que realmente esta descoberta traga benefícios para o homem do campo. Hoje, o Brasil tem muitas minas de fósforo que não são exploradas, o que atrasa o desenvolvimento. Reforço a cobrança de que esta, em MT, seja explorada como deve — declara o presidente da Associação dos Produtores de Soja do MT (Aprosoja), Glauber Silveira.
CANAL RURAL
19:00
18:59 Do Brasilianas.org
Fala-se muito em desenvolvimento sustentável, aquele capaz de suprir as necessidades sociais e econômicas da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das gerações futuras. O economista e professor da PUC-SP, Ladislau Dowbor, diz que para orientar o crescimento das nações esse sentido, é necessário construir instrumentos de avaliação de resultados diferentes daqueles utilizados para calcular o Produto Interno Bruto (PIB).
O PIB é a soma de bens e serviços produzidos em um país, durante o ano. O principal fator que influencia esse indicador é o consumo da população. Portanto, quanto mais as pessoas gastam, mais o PIB cresce. As exportações também contribuem para o aumento do PIB. Assim, as nações com os maiores PIBs são consideradas mais ricas. Segundo Dowbor, esse conceito de riqueza vem sendo cada vez mais questionado por não contabilizar resultados em termos de qualidade de vida e progresso social real:
“A lógica básica é simples: quando um grande produtor de soja expulsa agricultores para as periferias urbanas da região, podemos, eventualmente, dizer que aumentou a produção de grãos por hectare, a produtividade da empresa rural. O empresário dirá que enriqueceu o município. No entanto, se calcularmos os custos gerados para a sociedade com as favelas criadas e com a poluição das águas, por exemplo, ou o próprio desconforto de famílias expulsas das suas terras, além do desemprego, a conta é diferente. Ao calcular o aumento de produção de soja, mas descontando os custos indiretos gerados para a sociedade, o balanço sistêmico será mais completo, e tecnicamente correto”, analisa no estudo “Democracia Econômica – Um passeio pelas teorias”.
O mesmo se dá sobre a exploração e comercialização de recursos naturais de um país. “Quando um país vende os seus recursos naturais, isso aparece nas nossas contas como aumento do PIB, quando, na realidade, o país está vendendo recursos naturais herdados, que não teve de produzir e que não vai poder repor, e, portanto, está se descapitalizando, aumentando a riqueza imediata à custa das dificuldades futuras”, completa.
O professor destaca que o Banco Mundial avançou nas próprias metodologias. Desde 2003, a organização contabiliza a extração de madeira como descapitalização do país no relatório World Development Indicator. A mesma lógica pode ser levada à exportação de petróleo, e às demais fontes não renováveis.
Lala Deheinzelin, especialista e consultora em economia criativa, diz que os recursos intangíveis (cultura, criatividade, auto-estima, solidariedade, por exemplo) são peças chave para o desenvolvimento sustentável. “Por exemplo: a economia da dança é pequena, talvez a parca soma de bailarinos, coreógrafos e espetáculos. Mas a economia do 'dançar´ é grande, pois inclui as festas populares (como o carnaval); a vida noturna; todo o ‘fitness’ com seus respectivos equipamentos, espaços, conteúdos, adereços”, coloca.
Essa visão obriga a construção de novos indicadores para avaliar os demais produtos das atividades humanas, não mensurados para calcular o PIB. Na visão de Lala, esses medidores devem incluir “as riquezas e a diversidade natural e cultural, os pilares das relações profissionais e pessoas: ética, auto-estima, solidariedade e confiança; e fatores que garantam qualidade de vida num sentido mais amplo, como o proposto pela Felicidade Interna Bruta do Butão”, completa.
O índice Felicidade Interna Bruta (FIB) foi criado em 1972, e, em vez de medir as riquezas materiais, mede o grau de satisfação das pessoas, bem como o desenvolvimento sustentável. Nele, são avaliadas nove áreas: bem-estar psicológico; meio ambiente; saúde; educação; cultura; padrão de vida; uso do tempo; vitalidade comunitária; e boa governança. A proposta do FIB leva em conta que um país pode aumentar seu PIB ao vender seus recursos naturais, mas isso não significa que seu progresso seja real, de modo a evitar danos ambientais e desigualdades sociais.
18:51 
18:50
Banda larga: ainda longe da periferia
O acesso à internet residencial, em comunidades de baixa renda, é limitado e caminha a passos lentos, no país. A oferta de conexão popular, mesmo comercial, mas a preços que a classe D possa pagar, ainda precisa vencer vários obstáculos.
No Rio, moradores gostam da rede nas favelas
18:49 por Luiz Carlos Azenha
Houve violação de sigilo na delegacia da Receita Federal em Mauá. Isso é liquido e certo. Como venho escrevendo, desde que surgiram as denúncias, é preciso cuidado. Assim como o sigilo fiscal é garantido constitucionalmente, o mesmo vale para a presunção de inocência.
1) Pode ter sido um esquema político (do PT? do próprio PSDB?); 2) Pode ter sido um esquema de bandidagem pura e simples; 3) Pode ter sido um caso plantado para utilização num momento eleitoral como este.
Como eu frisei anteriormente, embora nunca tenha participado de campanhas eleitorais, a não ser como jornalista, sei que em torno delas flutua um submundo: arapongas, ex-arapongas, policiais, ex-policiais, operadores, leões de chácara e outros tipos. Como informação é um dado essencial em qualquer campanha, é apenas natural que se busque informação sobre os adversários. É a origem dos dossiês que frequentam as campanhas brasileiras desde sempre.
Este é um submundo de alianças tênues, que flutuam de acordo com o poder (e o dinheiro). A informação hoje usada contra um partido pode se voltar contra outro, e vice-versa.
Além de investigar os petistas suspeitos, se houver, é importante que a Receita e a Polícia Federal considerem também os fatos conforme a conjuntura de setembro do ano passado, que é quando os vazamentos aconteceram. O que se passava, então? Uma disputa interna no PSDB entre os grupos políticos de Aécio Neves e José Serra. Meses antes, num jornal paulista, foi publicado o famoso artigo Pó pará, governador?, assinado por aliado de José Serra. No início de novembro, Aécio Neves foi acusado de bater numa acompanhante, em público.
O melhor texto que conheço a respeito foi escrito pelo Leandro Fortes, da CartaCapital. Foi reproduzido no Viomundo, na época: O dossiê do dossiê do dossiê. Leiam. Serve para refrescar a memória de todos.
Escreveu o Leandro Fortes, então:
“Em uma entrevista que será usada como peça de divulgação do livro e à qual CartaCapital teve acesso, Ribeiro Jr. afirma que a investigação que desaguou no livro começou há dois anos. À época, explica, havia uma movimentação, atribuída ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), visceralmente ligado a Serra, para usar arapongas e investigar a vida do governador tucano Aécio Neves, de Minas Gerais. Justamente quando Aécio disputava a indicação como candidato à Presidência pelos tucanos. “O interesse suposto seria o de flagrar o adversário de Serra em situações escabrosas ou escândalos para tirá-lo do páreo”, diz o jornalista. “Entrei em campo, pelo outro lado, para averiguar o lado mais sombrio das privatizações, propinas, lavagem de dinheiro e sumiço de dinheiro público.”
Amaury tem dito e reiterado que seu livro inclui apenas documentos oficiais e que não se baseia em quebras de sigilo. Mas será que o “outro lado” a que se refere o jornalista ficou apenas por conta dele? Teria havido outros operadores? Poderiam ser eles os responsáveis pelo que aconteceu em Mauá?
Gostaria muito que tudo ficasse devidamente esclarecido, se possível antes do primeiro turno. Seria melhor para a democracia brasileira. Temo, no entanto, que as informações virão à tona incompletas e deformadas pelos interesses políticos e partidários do momento. Mantido o padrão de 2006, teremos uma investigação midiática centrada apenas nos alvos que interessam a José Serra. Resta esperar uma ação rápida da PF, que não deixe pedra sobre pedra.
18:49

A Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul divulgou fotos com o dinheiro já apreendido pela força tarefa que investiga o desvio de recursos da área de marketing do Banrisul. Os recursos somam cerca de R$ 2 milhões. Segundo o superintendente da PF, Ildo Gasparetto, esses valores indicam lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os investigadores estimam que cerca de R$ 10 milhões tenham sido desviados do banco pela quadrilha nos últimos 18 meses. O esquema funcionaria por meio do superfaturamento na produção de ações de marketing contratadas pelas agências de publicidade DCS e SLM, que terceirizavam o serviço subcontratando os reais executores a preços muito menores do que os cobrados do banco.
O Banrisul foi vítima de uma quadrilha, disse Gasparetto. “A quadrilha era formada por funcionários públicos e privados que retiravam dinheiro do banco para usar de maneira particular.” A investigação iniciou por meio da denúncia feita ao MP Estadual por uma das pessoas subcontratadas neste esquema e que não recebeu o que deveria. A PF entrou na investigação, explicou o delegado, em função da suspeita de prática de crimes federais como evasão de divisas e lavagem de dinheiro. “Uma das pessoas detidas hoje foi presa por evasão de divisas há 60 dias no aeroporto de São Paulo com uma certa quantia de dólares”, informou, sem citar o nome da pessoa.
Não é a primeira vez que o nome da agência DCS é envolvido em denúncias feitas contra o governo Yeda Crusius. Em maio de 2009, a revista Veja publicou o conteúdo de gravações em que o ex-assessor da governadora Yeda Crusius, Marcelo Cavalcante, (que foi encontrado morto boiando no Lago Paranoá, em Brasília, em fevereiro de 2009), relata uma série de irregularidades na campanha eleitoral de 2006 e no governo da tucana.
Nestas gravações, Marcelo afirma que algumas despesas do comitê eleitoral de Yeda foram custeadas pela agência de publicidade DCS, que não prestava serviços à campanha nem fez doações oficiais. Segundo o ex-assessor, a DCS teria pago, por exemplo, suas passagens aéreas e diárias no flat Swan Molinos, em Porto Alegre. Após a eleição, segundo a mesma fonte, teria arcado com recepções oferecidas por Yeda em sua casa. Depois que ela tomou posse, a agência teria prosseguido a quitar passagens e diárias de Marcelo. Yeda renovou os contratos que o Banrisul mantinha com a DCS. A agência negou ter pago essas contas a Marcelo Cavalcante. Até o final da tarde de hoje, a empresa ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o caso Banrisul.
18:47 Na história do Brasil, a direita sempre falsificou alguma coisa na época das eleições, para tentar golpes de estado. Foi assim com Lacerda, que falsificou a Carta Brandi e não foi punido.Quando coronel, Olimpio Mourão Filho falsificou o Plano Cohen e desmascarado, também não foi punido.Anos depois, com Lacerda como governador da Guanabara e Mourão Filho como general comandante de Minas, ambos foram o estopim do golpe militar que torturou, matou e acabou com a democracia.Por isso devemos publicar a história das falsificações que a direita já usou para frustrar a vontade popular!É preciso mostrar o passado dessa gente para poder prever seu futuro! E preparar as defesas!O pedido de cassação do registro da Dilma, que todos esperávamos, alegando que ela tem a ver com essa falsificação da quebra de sigilo, já esta na mão do ministro Aldy Passarinho doTSE! Essa gente não brinca em serviço!Nesse artigo publicado pelo Conversa Afiada eu acho que consegui chegar bem perto de mostrar isso.Peço que leiam o artigo e divulguem.
Blogueiros: publiquem artigos sobre as falsificações a direita e seus autores. O Brasil precisa passar a limpo esses fatos!É preciso punir com a Lei ao Serra, ao Sérgio Guerra e a todos que continuarem a difamar Dilma e o PT. Cadeia para esses bandidos não acabarem como Lacerda e Mourão Filho acabaram: livres, soltos e tramando novos golpes! Cadeia para Serra e Guerra!Lugar de GOLPISTA é na CADEIA!
Eu vejo tudo; nada pode passar despercebido!
18:42 
18:41 A organização do Linux In Rio 2010 em parceria com a Revista Espírito Livre sorteou inscrições entre os leitores das edições da revista.
E os ganhadores são:
Pedro Henrique Fonseca Costa – Paraíba do Sul / RJ
Wagner Baldner – Rio de Janeiro/RJ
18:40 Enquanto Serra bate na porta dos quartéis e dos aliados golpistas na mídia, o capitalismo brasileiro vai às compras nos EUA. O Brasil cresceu. Ficou um pouco menos injusto. Perdeu o medo.
“Folha” e “Estadão”, tão preocupados em alimentar o golpe, não deram bola para o fato, mas nos portais não-alinhados à velha mídia (comoTerra e IG), a notícia ganhou destaque: um grupo brasileiro é agora dono do Burger King – uma das cadeias de fast-food mais populares dos EUA.
Contra Serra, não há apenas um presidente popular, e que distribuiu renda. Contra Serra, não há apenas movimentos sociais e sindicatos dispostos a ir pra rua dizer não ao golpismo. Contra Serra, há um novo arranjo do capitalismo brasileiro. Os tucanos paulistas perderam o bonde da história.
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Brasileiros compram Burger King por R$ 7 bilhões
do IG
A empresa de investimentos 3G Capital, do trio de investidores brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, comprou nesta quinta-feira por US$ 4 bilhões (equivalente a R$ 7 bilhões) o Burger King, a segunda maior rede americana de fast food.
A 3G Capital vai pagar US$ 24 por ação da Burger King Holdings, o que representa um prêmio de 46% sobre o valor da ação antes dos recentes rumores de mercado. Na quarta-feira, as ações da empresa já haviam dispardo 23%, para US$ 23,20, após a notícia ter sido revelada por jornais americanos.
O atual presidente do Burger King, John Chidsey, ficará no cargo durante o perído de transição. Depois disso, ele assume um cargo de co-presidente do conselho da empresa, ao lado do brasileiro Alexandre Behring, diretor administrativo da 3G Capital.
O trio de investidores brasileiros controla a Anheuser-Bush Inbev, a maior cervejaria do mundo, as Lojas Americana e a América Latina Logística (ALL), principal concessionária de ferrovias do Brasil. Juntos, eles têm uma fortuna avaliada em US$ 21 bilhões, segundo levantamento da revista Forbes.
Em queda
O Burger King desacelerou em relação ao principal rival, o McDonald’s, e outras cadeias de fast food, em meio às altas taxas de desemprego que atingem sua base de consumidores. Na semana passada, a companhia afirmou ver fraca demanda no atual ano fiscal em decorrência do lento ritmo de recuperação econômica nos EUA e dos programas de austeridade fiscal em diversos países da Europa.
O Burger King é considerado a segunda maior rede de fast food do mundo, atrás apenas do McDonald’s. São mais de 12 mil lojas espalhadas por todos os estados americanos e em 76 países. Aproximadamente 90% das lojas operam num sistema de franquias.No Brasil, o Burger King chegou em 2004, e as primeiras lojas foram inauguradas em São Paulo e em Brasília.
18:40
18:38
Quantas outras vozes Rigotto gostaria de calar ?
O Conversa Afiada reproduz artigo de Luiz Cláudio Cunha, publicado no Observatório da Imprensa: Edição 605 de 31/8/2010
www.observatoriodaimprensa.com.br:
18:37
18:37
18:37
18:36
18:32
18:26
Apareceu a versão tucana dos aloprados (1)
Saiu no blog Amigos do Presidente Lula:
Polícia Federal divulga fotos de valores apreendidos em operação no Banrisul
Apareceu a versão tucana dos aloprados (2)
A PF cumpriu mandados judiciais de busca e apreensão nas duas agências, no Banrisul e na residência de suspeitos. PF investiga suposto desvio de dinheiro entre Banrisul e agências de publicidade. A Polícia Federal investiga um esquema de desvio de dinheiro montado dentro do Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul), especificamente na área de marketing do banco. O prejuízo estimado é de mais de R$ 10 milhões no último ano e meio. Hoje pela manhã, 76 policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão, sendo dez em Porto Alegre e um em Gravataí, na região metropolitana da capital. A operação foi batizada de Mercari, palavra em latim que, segundo a PF, significa comércio. Segundo investigações já realizadas conjuntamente pela Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Ministério Público de Contas do RS, uma suposta organização criminosa, da qual fazem parte funcionários do bando e diretores de agências de publicidades, superfaturava campanhas de marketing, que eram terceirizadas para outras empresas com preços muito abaixo daqueles pagos pelo banco. A investigação encontrou indícios de evasão de divisas, ocultação de bens e valores e sonegação fiscal. O Ministério Público de Contas já solicitou ao Tribunal de Contas do Estado que realize uma inspeção no banco. O banco ainda não se manifestou sobre a operação. Ainda hoje, segundo a assessoria de imprensa da instituição, será divulgada uma nota. O Banrisul é uma sociedade de economia mista, com participação do governo do Estado do Rio Grande do Sul Yeda Crusius do PSDB. Agência Estado
18:26
18:25
A cada pesquisa publicada, a candidata da esquerda à Presidência da República, Dilma Rousseff registra novos avanços que indicam a chance de vitória já no primeiro turno, em 3 de outubro.
Esse noticiário já virou rotina e só deixa de ser monótono pela reação da direita e de seu candidato José Serra, que esperneia diante daquilo que vai se desenhando como uma derrota inevitável. Para os tucanos, a direita, os conservadores, aqueles que apostavam até recentemente na "desmontagem" de Dilma quando o programa eleitoral na televisão começasse, há um clima de fim de mundo que pode ser constatado repetidas vezes pela leitura dos jornalões nas últimas semanas. Só um exemplo: um comentarista sugere, na Folha de S. Paulo (dia 30) que Serra pode "levar uma sova acachapante e humilhante já no primeiro turno". Para evitar esse vexame, a direita e os conservadores agora clamam pela necessidade de levar a eleição pelo menos para um segundo turno que torne a derrota menos arrasadora.
Este é o sentido da mais recente polêmica que passou a frequentar os jornais, alimentada pela acusação feita por Serra contra Dilma, de que ela teria sentado "na cadeira presidencial" antes do resultado das urnas. É uma "falta de respeito para com as pessoas. É alguém sentando na cadeira a mais de um mês da eleição”, disse ele tentando amenizar um resultado que não previu mas é obrigado a reconhecer.
As pesquisas descrevem uma "onda Dilma" que, na mesma Folha de S. Paulo, outra comentarista promoveu a "tsunami". A candidata das forças progressistas e avançadas já registra dianteira em todos os Estados e regiões brasileiras, mesmo naqueles que, como São Paulo e a região Sul, eram considerados santuários serristas. Ela ultrapassou Serra entre as mulheres, segmento onde o tucano resistia, e também em todas as camadas sociais, exceto os ricos, entre os quais o candidato neoliberal ainda está à frente. Os números são vistosos, desencorajando inclusive os apelidados "fatos políticos" que a direita poderia usar para tentar reverter a vantagem a favor de Dilma.
O último levantamento, divulgado no dia 28, mostra Dilma com 51% contra 27% de Serra - uma dianteira de 24 pontos difícil de reverter por qualquer factóide. Faltando 33 dias para a eleição, a direita precisaria tirar quase um ponto por dia da candidata (num cenário onde ela ainda tem espaço para crescer) e fazer o mais difícil, transferir estes pontos para Serra. Uma tarefa improvável.
Serra faz o previsível: acusações vãs que só confirmam o temor de um fracasso iminente. Nesse quadro, seus próprios partidários na imprensa tentam abrir um debate em duas linhas. Primeiro, especulam sobre a formação de um provável governo Dilma e começam a enxergar "crises", divisões e disputas, num procedimento cuja única utilidade é mostrar que, no próximo mandato, os jornalões vão repetir a mesma ladainha conservadora e conspiratória de sempre. Na outra ponta, tentam adivinhar como será a oposição de direita, que antevêem como enfraquecida eleitoralmente depois de 3 de outubro: quais os papéis de Serra, Aécio Neves, e Geraldo Alckmin, por exemplo; ou o deslocamento regional da liderança do PSDB, que sairá das urnas menor do que entrou.
O quadro político brasileiro, depois de outubro, vai registrar no Congresso as mudanças na base eleitoral que ocorreram durante os mandatos do presidente Lula e que levam a uma nova correlação de forças no país.
Velhas forças do passado, que se mantinham à tona por uma espécie de inércia eleitoral, como o DEM e o próprio PSDB, vão naufragar, e uma nova configuração, consentânea com aquelas mudanças, vai comandar o país. Foi um processo histórico lento, que se desdobrou desde o início da República, ganhou velocidade depois de 1930, atravessou a democracia da Constituição de 1946, a ditadura militar de 1964, a Nova República de 1985, o neoliberalismo de Fernando Henrique Cardoso e dos tucanos, e desembocou na eleição de Lula em 2002.
O coro da mídia e dos conservadores encara o fechamento desse processo como uma ameaça ditatorial e antidemocrática. Não é: é a perda de poder dessas elites carcomidas e sua troca por sangue novo na direção do país. Já havia passado do tempo da conclusão desse processo histórico, que está em franco desenvolvimento.
18:21 Caro Nassif,
Meu livro "Eu perguntei pro velho se ele queria morrer (e outras estórias de amor)" está entre os dez finalistas do Prêmio Jabuti 2010 (categoria Contos e Crônicas), ao lado de mestres como Moacyr Scliar e Milton Hatoum e de duas jovens promessas: Nelson Rodrigues e Manoel Bandeira (hehehe). Ou seja: só levo a tartaruga se der uma zebra do tamanho de um elefante de pijama de zebra. Por isso, estou tratando de comemorar muito agora, até porque a indicação já é um puta prêmio.
Aproveito para compartilhar com seus leitores e leitoras um dos contos do livro, "Eu morrendo e você pintando as unhas de vermelho", já disponível no meu blog, aqui no Brasilianas ( [www.advivo.com.br] ). Ah, e meu primeiro livro, "A Mulher-Gorila e outros demônios", pode ser lido e baixado no site [www.joserezendejr.jor.br]
Grande abraço,
José Rezende Jr.
18:19 Serra se transforma num calo para os sapatos aliados:
Do UOL
Beto Richa diz que não esconde Serra, mas também não é boneco de ventríloquo
Andréia Martins e Maurício Savarese
Do UOL Eleições
Em São Paulo
Líder nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa, negou que esteja escondendo o presidenciável tucano, José Serra, em sua campanha eleitoral. Ele participou nesta quinta-feira (2) da sabatina Folha/UOL.
O tucano afirmou que a oposição ''tem o direito de recorrer à Justiça” para impugnar a candidatura da petista em meio às acusações de Serra à campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no escândalo de vazamento de dados sigilosos de pessoas ligadas a ele e ao PSDB.
!--break-->AlemAlém disso, Beto Richa disse que a campanha da petista teve divulgação antes do permitido por lei, com “uso da máquina administrativa, presidente em palanque oficial, infrações sucessivas e aparelhamento da máquina pública para os companheiros”. “É por isso que falta dinheiro para investir em infraestrutura”, disse o ex-prefeito de Curitiba.Questionado sobre se estava escondendo o candidato tucano em sua campanha, Beto Richa disse: “De forma alguma. Ele [Serra] aparece nos programas eleitorais, mas eu não preciso de bengala”.
"Mês passado ele [Serra] esteve três vezes no Paraná. Ele tem vindo sistematicamente, sabe como nós fazemos campanha. Eu sou uma pessoa de posições claras, eu estou com o Serra, ninguém dúvida disso", afirmou Richa. "Agora, não sou boneco de ventríloquo. Não sou biruta de aeroporto", completou.
Ao falar da participação de Serra em sua campanha, o ex-prefeito de Curitiba afirmou que a capital tem sido importante para o tucano – a única em que o presidenciável ainda lidera, de acordo com a última pesquisa Datafolha.
Segundo Beto Richa, o seu principal adversário, Osmar Dias (PDT), vem tentando colar sua imagem à de Lula, mas para ele, o presidente não conseguirá transferir a popularidade. "Devo admitir que o Lula está com uma alta popularidade, mas aqui em Curitiba ele ainda não conseguiu transferir seu voto", disse o tucano.
O ex-prefeito de Curitiba preferiu não fazer comentários sobre a campanha de Serra. "As pessoas na rua me pedem, 'olha, avisa o Serra para mudar o tom'. Mas eu não gosto de ficar dando palpite. O Serra é uma pessoa experiente", disse.
Beto Richa afirmou ainda que não pretende fazer críticas e comparações entre os governos Lula e Fernando Henrique Cardoso em sua campanha eleitoral. "Não tenho que comparar o FHC com o Lula. Agora é olhar para o futuro, olhar o currículo, a capacidade de cada um que está na disputa. Acho que o Brasil nas mãos do Serra estará em boas mãos, mãos limpas".
Questionado sobre as críticas feitas por Osmar Dias de que teria abandonado a prefeitura, o tucano mostrou um documento que teria a assinatura do pedetista, pedindo a ele para integrar a sua chapa como candidato ao Senado. "Quem mente tem que ter boa memória", afirmou sobre o ex-aliado.
"Todos estão observando que ele elevou o tom contra mim, e eu só posso entender isso de uma forma: desespero".
Saúde, segurança e porto
Beto Richa rebateu as críticas de Osmar Dias sobre o uso de helicópteros para remover pacientes de regiões isoladas no Estado. O pedetista disse que o projeto do tucano seria transferi-los para Curitiba, e não construir hospitais em diferentes regiões do Paraná.
"Ele tem a cabeça presa no passado. Essas pessoas que estão presas no passado têm dificuldade com a modernidade. Isso é para deslocar pessoas de pequenas comunidades para hospitais da mesma região. Não é uma utopia. Ele até disse que em dia de chuva as pessoas iam morrer. Nossos helicópteros não serão feitos de açúcar", disse.
O tucano disse que a saúde de Curitiba foi considerada exemplar até pelo Banco Mundial e que o projeto "Mãe Curitibana" está entre as propostas de Serra para a área, caso seja eleito presidente. "Existe esse serviço em São Paulo, Santa Catarina e em Minas Gerais. E funciona muito bem."
Na área de segurança pública, Beto Richa apresentou uma proposta semelhante à do tucano Geraldo Alckmin, de zerar o número de presos nas delegacias e aumentar o número de presídios no Estado.
O candidato também afirmou que "o porto de Paranaguá vai ser a grande prioridade" de seu governo. "Está onerando a produção do Paraná. Precisamos ampliar o porto com um cais oeste e dragagem. O governo anterior devolveu dinheiro ao governo federal que era para dragagem", disse ele em referência ao ex-governador Roberto Requião (PMDB), que é aliado de Osmar Dias.
''Atestado de idoneidade''
Sobre a manifestação de apoio de um deputado federal do PSB, envolvido na denúncia de caixa 2 em sua campanha para a eleição municipal de 2008, Beto Richa disse que não pode "escolher" quem vota nele nem pedir "atestado de idoneidade" a quem o apoia . "Eu vou escolher quem vota em mim? Dizer: 'você não vai votar em mim, não quero o seu voto'? Isso não existe", disse ele. O tucano declarou que, mesmo eleito, continuará com a investigação sobre as acusações de caixa 2.
No fim da sabatina, que durou meia hora a menos que o previsto, por conta do atraso e de compromissos de campanha do candidato, Beto Richa deu uma declaração polêmica, ao ser perguntado se homossexuais deveriam ter o direito de adotar crianças. "Sou contra. Cientificamente isso causa um abalo para as crianças, embora seja a favor da união civil''.
18:18
A gente bem que desconfiava, mas um levantamento divulgado hoje pela Confederação Nacional da Indústria confirmou: o brasileiro está mais otimista com os rumos do país.
Com mais emprego de carteira assinada e menos inflação, atingimos em agosto a maior taxa (119,3 pontos) do Índice Nacional de Expectativa do Consumidor desde 2001. Em julho, este número estava em 116,8 pontos.
“Esse índice, no começo do ano, tinha registrado uma piora por causa da elevação dos preços, sobretudo, de alimentos. Agora, com o recuo dos preços, o otimismo do consumidor em relação à redução da inflação cresceu”, destaca o economista da CNI Marcelo Azevedo.
A expectativa de melhora da situação financeira e da compra de bens com maior valor também melhorou de julho para agosto. O otimismo em relação à evolução da própria renda e ao endividamento registraram queda de 1% no período. Isso indica que caiu o número de consumidores que reduziram as dívidas e esperam um aumento nos rendimentos.
O INEC é uma pesquisa mensal elaborada pela CNI e realizada pelo Ibope Inteligência. Foram ouvidas 2.002 pessoas entre 18 e 21 de agosto.
18:18
(Galileu diante do Santo Ofício - Robert-Fleury -- uma bela expressão da judicialização da vida)
18:17 Por Nicolas Timoshenko
Jornal Zero Hora – Porto Alegre – RS – 02/09/2010
Força-tarefa investiga supostos desvios de até R$ 10 milhões na área de marketing do Banrisul
Operação Mercari cumpre 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Porto Alegre e um em Gravataí
Uma força-tarefa da Polícia Federal, do Ministério Público Estadual do RS e do Ministério Público de Contas investiga possíveis desvios de recursos da área de marketing que teriam causado prejuízo ao Banco do Estado do Rio Grande do Sul — Banrisul.
A suposta organização criminosa, integrada por alto funcionário do banco, diretores de agências de publicidade e prestadores de serviços pode ter causado prejuízo de mais de R$ 10 milhões nos últimos 18 meses.
A investigação dá conta de que as ações de marketing do banco, contratadas junto a agências publicitárias, seriam superfaturadas. De acordo com a PF, as campanhas eram terceirizadas a empresas que, por sua vez, subcontratavam os reais executores dos serviços. Estes, segundo a PF, cobravam preços muito menores do que aqueles pagos pelo banco.
Pelo menos duas agências estão sendo investigadas na Capital. Até o momento, três pessoas foram presas pela PF.
Nesta manhã, uma pessoa que seria testemunha-chave no caso destacou que "pessoas recebiam propina" e que era apresentado um "orçamento definitivo". Na hora da cobrança, "os valores eram superiores ao dito pela pessoa".
— Um projeto que seria em torno de R$ 350 mil foi faturado em R$ 546 mil — disse a testemunha em entrevista ao Jornal do Almoço.
Segundo a Polícia Federal, a Justiça Estadual, acionada pelo Ministério Público Estadual, autorizou o compartilhamento de informações com o Ministério Público de Contas, que requereu ao Tribunal de Contas do Estado inspeção especial no Banrisul — já determinada —, bem como com a Polícia Federal. Os supostos crimes apontados seriam evasão de divisas, ocultação de bens e valores e sonegação fiscal.
A operação recebeu o nome de Mercari. Ao todo, são 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 deles na Capital e um em Gravataí. Participam da ação cerca de 76 policiais.
Polícia Federal prende três suspeitos no caso Banrisul no RS
Trio foi detido em flagrante por peculato e lavagem de dinheiro
Adriana Irion | adriana.irion@zerohora.com.br
A Polícia Federal no Rio Grande do Sul prendeu o superintendente de marketing do Banrisul, Walney Fehlberg, um representante da agência SL&M, Gilson Stork, e um diretor da DCS, Armando D'Elia Neto.
Os três foram presos em flagrante por peculato e lavagem de dinheiro porque durante as buscas em residências e empresas a PF apreendeu dinheiro sem origem identificada. Até o momento, foi recolhido um total de cerca de R$ 2 milhões em poder dos três.
A PF cumpriu mandados judiciais de busca e apreensão nas duas agências, no Banrisul e na residência de suspeitos.
18:15 Dilma põe o dedo na ferida do PSDB. E pela primeira vez cita o nome do Aécio.
Da Folha.com
Dilma afirma que acusação de Serra é ato de 'desespero'
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira que a acusação do PSDB e do candidato tucano José Serra contra ela é um ato "desesperado".
Dilma também anunciou ações judiciais do PT no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e na Procuradoria-Geral da União contra Serra e o presidente do PSDB, Sérgio Guerra.
!--break-->Meua"Meu adversário, a campanha do meu adversário e o partido adversário estão desesperados porque, a cada dia que passa, eles perdem apoio popular. Agora, eu acho que eles estão querendo ganhar no tapetão", afirmou a petista, em Porto Alegre.Serra responsabiliza a campanha petista pela quebra do sigilo fiscal na Receita Federal de pessoas próximas a ele. Entre outros, tiveram seu sigilo violado o vice-presidente do partido, E
Dilma afirmou que as acusações são "levianas e não têm sustentação jurídica".
Ela ainda levantou a hipótese de que as quebras do sigilo tenham ocorrido por uma disputa interna do PSDB na época.
Em setembro de 2009, quando as violações aconteceram, o ex-governador de Minas e candidato ao Senado, Aécio Neves, disputava com Serra a indicação para disputar a Presidência. "O que eles querem é virar a mesa da democracia", afirmou Dilma.
A candidata afirmou que o PT irá entrar com uma ação no TSE com base no artigo 323 do Código Eleitoral, que prevê pena de até um ano de prisão, mais multa, para divulgação "na propaganda de fatos que sabe inverídicos em relação a partidos ou candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado".
O PT também ingressará na Justiça Federal com mais uma ação contra Serra (a quinta) por danos morais. Enviará ainda representação à procuradoria para que apure possível prática de crime contra a honra devido à acusação feita Sérgio Guerra.
"Pode-se até perder uma eleição, mas não se pode perder a dignidade", disse Dilma.
Ela voltou a afirmar que é a principal interessa num rápido esclarecimento e em uma investigação rigorosa.
Dilma afirmou que só quem tem a ganhar com a situação "nebulosa" é a campanha tucana.
A petista se disse "indignada" e afirmou que, apesar de defender punições severas, as instituições devem ser preservadas.
18:14 Do Terra
Dutra: Acusação de Serra contra Dilma é armação eleitoral
CLAUDIO LEAL
Em entrevista ao Terra, o presidente do PT e coordenador da campanha de Dilma, José Eduardo Dutra, afirma que o candidato José Serra e o PSDB empreendem uma "armação eleitoral" para vincular os petistas à violação dos dados fiscais de Verônica Serra. "Simplesmente dizer que, porque é do PSDB, é vinculado a Serra e tem objetivo eleitoral e quem fez foi nossa campanha? A partir daí foi um absurdo do ponto de vista eleitoral", critica Dutra.
Segundo o petista, a data da violação do sigilo da filha de Serra, numa agência da Receita Federal em Santo André (SP), desmonta a hipótese de crime com finalidade eleitoral. "Em setembro, eu estava correndo o Brasil todo com mais cinco candidatos do PT, no processo de renovação da direção do partido. A eleição ocorreu em 22 de novembro, quando fui eleito. Em setembro, não tinha candidata, pré-candidata, nem coordenação de campanha", sustenta.
Leia a entrevista.
!--break-->TerrTerra - Como o senhor analisa a crise aberta pela violação dos dados fiscais da filha do candidato José Serra, Verônica? O PT fez duas novas representações na Justiça Eleitoral, mas enfrenta as acusações do PSDB, que vê motivação eleitoral.José Eduardo Dutra - Primeiro, o seguinte: acho absolutamente natural que alguém que tenha qualquer tipo de sigilo violado, manifeste indignação. É legítimo, natural e correto. O absurdo é transformar isso numa peça eleitoral e numa acusação a nós. Simplesmente dizer que, porque é do PSDB, é vinculado a Serra e tem objetivo eleitoral e quem fez foi nossa campanha? A partir daí foi um absurdo do ponto de vista eleitoral. Se quisessem violar o sigilo de alguém, com objetivo eleitoral, o mais provável é que fosse do próprio Serra e dos vinculados a ele. A Acusação é genérica. O problema no Brasil é que qualquer um pode apusar alguém sem ter nenhuma prova. Qual o elemento que eles têm de que qualquer membro da coordenação teve acesso a documentos e informações. São acusações caluniosas. Nós vamos continuar buscando reparação na Justiça.
Terra - Uma das leituras da violação do sigilo é que pessoas do PSDB estariam também interessadas nesses dados, em setembro de 2009. Qual análise o senhor faz?
Dutra - Não, eu não... Já ouvi essas conversas, mas não vou ser irresponsável. Eu sou presidente do PT hoje. Em setembro, eu estava correndo o Brasil todo com mais cinco candidatos do PT, no processo de renovação da direção do partido. A eleição ocorreu em 22 de novembro, quando fui eleito. Em setembro, não tinha candidata, pré-candidata, nem coordenação de campanha. O partido estava mobilizado para a renovação da sua direção. O próprio calendário desmonta os que querem transformar em dossiês, "Aloprados 2". E, no caso dos aloprados, em 2006, ainda tinha dinheiro, dossiê, a pessoa que foi presa.
Terra - Como o PT avalia o pedido de cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff, feita pelo PSDB?
Dutra - É uma peça ridícula. Estamos entrando com uma ação em relação a isso, porque o Código Penal prevê pena para quem possa utilizar com má fé um processo de natureza eleitoral.
Terra - Qual a estratégia da campanha de Dilma diante dessa crise?
Dutra - A campanha vai continuar no mesmo rumo. Vamos viajar, fazer comícios... Serra devia fazer um comiciozinho sequer, uma manifestação de rua. Mas, não. Serra só faz nos atacar...
Terra - Por que Serra não faz comício?
Dutra - Isso é melhor você perguntar a ele.
Terra - O PT vai insistir no pedido de investigação da Receita e da Polícia Federal?
Dutra - Só quem pediu a investigação da Polícia Federal foi o PT, quando isso saiu em junho. Queremos que esse assunto seja o mais rapidamente possível esclarecido, para que sejam identificados os responsáveis, quem fez e quem não fez, pra evitar essa exploração e acabar, de uma vez por todas, a tentativa de armação eleitoral.
Terra - O senhor e a candidata Dilma se referiram à violação de dados sigilosos de diretores da Petrobras. Isso se vincula a...
Dutra - Que, aliás, não mereceu nenhuma indignação da oposição. Ao contrário. Depois que saiu a matéria, Alvaro Dias foi à tribuna não para protestar, mas para pedir as declarações, dizer que era Sheik, era marajá...
Terra - Refere-se ao diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrela?
Dutra - Do Estrela, do Renato Duque... Estrela é filiado ao PT. Outro argumento que usam: ninguém do PT teve o sigilo violado. Três meses antes disso Guilherme Estrela teve o sigilo violado!
18:12 Da Folha.com
Candidato ao Senado, Romeu Tuma é internado em hospital em São Paulo
DE SÃO PAULO
O senador Romeu Tuma (PTB-SP), 79, candidato à reeleição, foi internado na tarde desta quinta-feira no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo. Segundo a sua assessoria, ele foi para hospital para fazer exames médicos. Tuma sofre de diabetes e estava tomando injeções de insulina para controlar a doença.
No mesmo hospital, também está internado desde ontem o ex-governador Orestes Quércia, 72, candidato do PMDB ao Senado por São Paulo.
!--break-->OficOficialmente, ele está fazendo exames depois de sentir problemas em decorrência da cirurgia na hérnia de disco que passou no começo do ano.No entanto, o "Painel" da Folha informou hoje que os dois estão com um estado de saúde delicado.
Segundo pesquisa Datafolha, divulgada no dia 28 de agosto, Tuma está em quarto lugar na disputa pelo Senado com 16% das intenções. No levantamento anterior, em julho, ele estava com 23%.
Já Quércia está com 26% das intenções de votos. Em primeiro lugar, Marta Suplicy (PT) continua com 32% das intenções
O vereador Netinho de Paula (PC do B) subiu sete pontos desde o início do horário eleitoral e já está empatado tecnicamente em segundo lugar com Quércia com 24%.
JOSÉ ALENCAR
Também está no Sírio-Libanês deste segunda-feira o vice-presidente da República, José Alencar.
Segundo o hospital, Alencar foi tratado com antibióticos e apresentou melhora do quadro e passa bem. Dessa forma, pode dar seguimento ao tratamento de rotina de quimioterapia ao qual vem se submetendo.
18:08 Por Alexey Sidorenko · Traduzido por Raphael Tsavkko Garcia · Veja o post original [en]
Os blogueiros fotográficos nl [ru], bb-mos [ru], zyalt [ru] compartilham fotos do concerto de hoje em defesa do Parque da Floresta de Khimki. O concerto, que reuniu entre mil e 5 mil pessoas no centro de Moscou, se transformou em uma manifestação política com pessoas protestando contra o governo.
18:08 Por Veronica Khokhlova · Traduzido por Raphael Tsavkko Garcia · Veja o post original [en]
Marina Litvinovich (usuária do LJ abstract2001) relata (ru) de Beslan no sexto aniversário da crise de reféns da escola de Beslan, em 2004, postando fotos do prédio onde funcionava a escola em 2004 e hoje, e da comemoração realizada lá na manhã de 1 de setembro. “A cidade também está vazia,” ela escreve. “O ano escolar não começa antes de 6 de setembro.”
17:56
Appengine, SQLAlchemy.. e nada mais deu mexer com SQL cru na vida
Até o dia de hoje. Mexendo com Drupal
Montei uma queryzinha simpática, só pra relembrar os bons tempos de SQL no Ministério das Cidades. To criando taxonomia pra um monte de items, e queria ver quantos faltam. Sim, fazer count(*) no postgresql não é nunca uma boa idéia. Eu seu disso.
SELECT total_nodes,
total_term_node,
total_nodes - total_term_node AS faltantes
FROM
( SELECT
(SELECT COUNT(*)
FROM drupal_node) AS total_nodes ,
(SELECT COUNT(*)
FROM drupal_term_node) AS total_term_node ) AS diff
17:56
17:56
17:55 A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou nesta quarta-feira, 1º de setembro, dados parciais do levantamento “Conflitos no Campo”, relacionados ao período de 1º de janeiro a 31 de julho de 2010.
No documento destaca-se o aumento do número de conflitos por água no país. Durante o período, foram registrados pela CPT 29 conflitos pela água envolvendo 25.255 famílias – número 32% maior do que em 2009, quando foram registrados 22 conflitos envolvendo 20.458 famílias.
Em todas as regiões do Brasil, com exceção do Norte, os conflitos pela água cresceram. O Centro-Oeste registrou um aumento de 50%, enquanto no Nordeste foi de 18,5%, no Sul 50% e no Sudeste 175%. A região Norte, apesar de registrar queda no número de conflitos, verificou um aumento de 2.250 para 11.150 famílias envolvidas nas disputas.
17:55
17:54
17:49
Diante da série de acusações nos últimos dias, o Partido dos Trabalhadores decidiu entrar com mais três ações judiciais: duas contra o candidato tucano José Serra e uma contra o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. “É mais uma tentativa desesperada dos que não têm argumento e não conseguem enfrentar sua condição eleitoral para tentar reverter o quadro desfavorável”, disse o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, numa entrevista coletiva na tarde de hoje em Brasília.
A primeira medida é uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base no artigo 323 do código que regula as eleições. O crime previsto é imputar fato sabidamente não praticado pelo adversário para atingir objetivos nas eleições. No caso, segundo Cardozo, o Serra e o PSDB sabem que o PT e a campanha de Dilma Rousseff não tiveram qualquer participação na quebra de sigilo de pessoas ligadas aos tucanos, mas assim mesmo fazem acusações.
Cardozo também anunciou a quinta ação judicial nesta eleição contra José Serra por calúnia, difamação e injúria. “É inaceitável que sem nenhuma prova e indícios o PT seja responsável pela quebra de sigilo da filha de nosso oponente ou de qualquer outra pessoa.”
A última medida é a representação na Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Segundo Cardozo, a ação é por crime contra a honra devido às repetidas declarações de Guerra, acusando o PT e Dilma de serem os responsáveis por quebras de sigilo fiscal.
Oposição em propostas
Para Cardozo, essa é mais uma tentativa desesperada da oposição. Segundo ele, a política do tapetão não cola mais no Brasil, “a população sabe muito bem quem é quem e que o correto nessa hora é discutir propostas e, aquele que é derrotado tenta ganhar na base do tapetão”.
Cardozo lembrou, ainda, que foi o PT quem pediu para abrir o inquérito policial desses fatos. “Enquanto eles falavam e nos acusavam, quem pediu a apuração na Polícia Federal foi o próprio PT. Nós somos os mais interessados em colocar isso em pratos limpos”, disse.
Ele afirmou que aqueles que quebraram o sigilo indevidamente devem ser punidos exemplarmente. “E queremos deixar claro que esses fatos não têm nada a ver com a candidatura de Dilma Rousseff e com o Partido dos Trabalhadores.”
17:49
17:40 Luiz Cláudio Cunha do Observatório da Imprensa
“Quando o mal é mais audacioso, o bem precisa ser mais corajoso.” (Pierre Chesnelong, 1820-1894, político francês
Agosto, mês de cachorro louco, marcou o décimo ano da mais longa e infame ação na Justiça brasileira contra a liberdade de expressão.
É movida pela família do ex-governador Germano Rigotto, 60 anos, agora candidato ao Senado pelo PMDB do Rio Grande do Sul e supostamente alheio ao processo aberto em 2001 por sua mãe, dona Julieta, hoje com 89 anos. A família atacou em duas frentes, indignada com uma reportagem de quatro páginas, publicada em maio daquele ano em um pequeno mensário (tiragem de 5 mil exemplares) de Porto Alegre, o JÁ, que jogava luzes sobre a maior fraude da história gaúcha e repercutia o envolvimento de Lindomar Rigotto, filho de Julieta e irmão de Germano.
Uma ação, cível, cobrava indenização da editora por dano moral. A outra, por injúria, calúnia e difamação, punia o editor do JÁ e autor da reportagem, Elmar Bones da Costa, hoje com 66 anos. O jornalista foi absolvido em todas as instâncias, apesar dos recursos da família Rigotto, e o processo pelo Código Penal foi arquivado. Mas, em 2003, Bones acabou sendo condenado na área cível ao pagamento de uma indenização de R$ 17 mil. Em agosto de 2005 a Justiça determinou a penhora dos bens da empresa. O JÁ ofereceu o seu acervo de livros, cerca de 15 mil exemplares, mas o juiz não aceitou. Em agosto de 2009, sempre agosto, quando a pena ascendera a quase R$ 55 mil, a Justiça nomeou um perito para bloquear 20% da receita bruta de um jornal comunitário quase moribundo, sem anúncios e reduzido a uma redação virtual que um dia teve 22 jornalistas e hoje se resume a dois – Bones e Patrícia Marini, sua companheira. Cinco meses depois, o perito foi embora com os bolsos vazios, penalizado diante da flagrante indigência financeira da editora.
Até que, na semana passada, no maldito agosto de 2010, a família de Germano Rigotto saboreou mais um giro no inacreditável garrote judicial que asfixia o jornal e seu editor desde o início do Século 21: o juiz Roberto Carvalho Fraga, da 15ª Vara Cível de Porto Alegre, autorizou o bloqueio online das contas bancárias pessoais de Elmar Bones e seu sócio minoritário, o também jornalista Kenny Braga. Assim, depois do cerco judicial que está matando a editora, a família Rigotto assume o risco deliberado de submeter dois dos jornalistas mais conhecidos do Rio Grande ao vexame da inanição, privados dos recursos essenciais à subsistência de qualquer ser humano.
O personagem de Scorsese
Afinal, qual o odioso crime praticado pelo JÁ e por Elmar Bones que possa justificar tanta ira, tanta vindita, ao longo de tanto tempo, pelo bilioso clã Rigotto? O pecado do jornal e seu editor só pode ter sido o jornalismo de primeira qualidade, ousado e corajoso, que lhe conferiu em 2001 os prêmios Esso Regional e ARI (Associação Riograndense de Imprensa), os principais da categoria no sul do país, pela reportagem “Caso Rigotto – Um golpe de US$ 65 milhões e duas mortes não esclarecidas”.
A primeira morte era a de uma garota de programa, Andréa Viviane Catarina, 24 anos, que despencou nua do 14º andar de um prédio na Rua Duque de Caxias, no centro da capital gaúcha, no fim da tarde de 29 de setembro de 1998. O dono do apartamento, Lindomar Rigotto, estava lá na hora da queda. Ele contou à polícia que a garota tinha bebido uísque e ingerido cocaína. Nenhum vestígio de álcool ou droga foi confirmado nos exames de sangue coletados pela criminalística. O laudo da necropsia diz que a vítima mostrava três lesões – duas nas costas, uma no rosto – que não tinham relação com a queda. Ela estava ferida antes de cair, o que indicava que houve luta no apartamento. Um teste do Instituto de Criminalística indicou que o corpo de Andréa recebeu um impulso no início da queda.
No relatório que fez após ouvir Rigotto, o delegado Cláudio Barbedo, um dos mais experientes da polícia gaúcha, achou relevante anotar: “[Lindomar] depôs sorrindo, senhor de si, falando como se estivesse proferindo uma conferência”. Os repórteres que o viram chegar para depor, no dia 12 de novembro, disseram que ele parecia “um personagem de Martin Scorsese”, famoso pelos filmes sobre a Máfia: Lindomar usava óculos escuros, terno azul marinho, calça com bainha italiana, camisa azul, gravata colorida e gel nos cabelos compridos. O figurino não impressionou o delegado, que incluiu na denúncia o depoimento de uma testemunha informando que Lindomar era conhecido como “usuário e traficante de cocaína” na noite que ele frequentava – por prazer e ofício – como dono do Ibiza Club, uma rede de quatro casas noturnas que agitavam as madrugadas no litoral do Rio Grande e Santa Catarina. Em dezembro, o delegado Barbedo concluiu o inquérito, denunciando Lindomar Rigotto por homicídio culposo e omissão de socorro.
Lindomar só não sentou no banco dos réus porque teve também uma morte violenta, 142 dias após a de Andréa. Na manhã de 17 de fevereiro, ele fechava o balanço da última noite do Carnaval de 1999, que levou sete mil foliões ao salão do Ibiza da praia de Atlântida, a casa mais badalada do litoral gaúcho. Cinco homens armados irromperam no local e roubaram a féria da noitada. Lindomar saiu em perseguição ao carro dos assaltantes. Emparelhou com eles na praia vizinha, Xangrilá, a três quilômetros do Ibiza. Um assaltante botou a arma para fora e disparou uma única vez. Lindomar morreu a caminho do hospital, com um tiro acima do olho direito. Tinha 47 anos.
O choque de Dilma
A trepidante carreira de Lindomar Rigotto sofrera um forte solavanco dez anos antes, com seu envolvimento na maior fraude da história gaúcha: a licitação manipulada de 11 subestações da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), uma tungada em valores corrigidos de aproximadamente R$ 840 milhões – 21 vezes maiores do que o escândalo do Detran que submeteu a governadora Yeda Crusius a um pedido de impeachment, quase três vezes mais do que os desvios atribuídos ao clã Maluf em São Paulo, quinze vezes maior do que o total contabilizado pelo Supremo Tribunal Federal para denunciar a “quadrilha dos 40″ do mensalão do governo Lula.
Afundada em dívidas, a estatal gaúcha de energia tinha dificuldades para captar os US$ 141 milhões necessários para as subestações que gerariam 500 mil quilowatts para 51 pequenas e médias cidades do Rio Grande. Preocupado com a situação pré-falimentar da empresa, o então governador Pedro Simon (PMDB) tinha exigido austeridade total.
Até que, em março de 1987, inventou-se o cargo de “assistente da diretoria financeira” para acomodar Lindomar, irmão do líder do Governo Simon na Assembléia, o deputado caxiense Germano Rigotto. “Era um pleito político da base do PMDB em Caxias do Sul”, confessaria depois o secretário de Minas e Energia, Alcides Saldanha. Mais explícito, um assessor de Saldanha reforçou a paternidade ao JÁ: “Houve resistência ao seu nome [Lindomar], mas o irmão [Germano] exigiu”.
Com a chegada de Lindomar, as negociações com os dois consórcios das obras, que se arrastavam há meses, foram agilizadas em apenas oito dias. Logo após a assinatura dos contratos, os pagamentos foram antecipados, contrariando as normas estritas baixadas por Simon para evitar curtos-circuitos contábeis na CEEE. Três meses depois, a empresa foi obrigada a um empréstimo de US$ 50 milhões do Banco do Brasil, captado pela agência de Nassau, no paraíso fiscal das Bahamas. Uma apuração da área técnica da CEEE detectou graves problemas: documentos adulterados, folhas numeradas a lápis, licitação sem laudo comprovando a necessidade da obra. A sindicância da estatal propôs a revisão dos contratos, mas nada foi feito. A recomendação chegou ao governo seguinte, o de Alceu Collares (PDT), e à sucessora de Saldanha na pasta das Minas e Energia, uma economista chamada Dilma Rousseff. “Eu nunca tinha visto nada igual”, diria ela, chocada com o que leu.
Dilma só não botou o dedo na tomada porque o PDT de Collares precisava dos votos do PMDB de Rigotto para ter maioria na Assembléia. Para evitar o risco de queimaduras, Dilma, às vésperas de deixar a secretaria, em dezembro de 1994, teve o cuidado de mandar aquela papelada de alta voltagem para a Contadoria e Auditoria Geral do Estado (CAGE), que começou a rastrear a CEEE com auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público. Dependendo do câmbio, o tamanho da fraude constatada era sempre eletrizante: US$ 65 milhões, segundo o CAGE, ou R$ 78,9 milhões, de acordo com o Ministério Público.
A denúncia energizou a criação de uma CPI na Assembléia, proposta pelo deputado Vieira da Cunha, líder da bancada do PDT em 2008 na Câmara Federal. Vinte e cinco auditores quebraram sigilos bancários e fiscais. Lindomar Rigotto foi apontado em 13 depoimentos como figura central do esquema, acusação reforçada pelo chefe dele na CEEE, o diretor-financeiro Silvino Marcon. A CPI constatou que os vencedores da licitação, gerenciados por Rigotto, apresentavam propostas “em combinação e, talvez, até ao mesmo tempo e pelas mesmas pessoas”. O relatório final lembrava: “É forçoso concluir pela existência de conluio entre as empresas interessadas que, se organizando através de consórcios, acertaram a divisão das obras entre si, fraudando dessa forma a licitação”. O JÁ foi mais didático: “Apurados os vencedores, constatou-se que o consórcio Sulino venceu todas as subestações do grupo B2 e nenhuma do B1. Em compensação, o Conesul venceu todas as obras do B1 e nenhuma do B1. A diferença entre as propostas dos dois consórcios é de apenas 1,4%”.
O aval de Dulce
A quebra do sigilo bancário de Lindomar revelou um crédito em sua conta de R$ 1,17 milhão, de fonte não esclarecida. O relatório final da CPI caiu na mão de um parlamentar do PT, o também caxiense Pepe Vargas, primo de Lindomar e Germano Vargas Rigotto. Apesar do parentesco, o primo Pepe, hoje deputado federal, foi inclemente na sua acusação final: “De tudo o que se apurou, tem-se como comprovada a prática de corrupção passiva e enriquecimento ilícito de Lindomar Vargas Rigotto”. Além dele, a CPI indiciou outras 12 pessoas e 11 empresas, botando no mesmo balaio nomes vistosos como Camargo Corrêa, Alstom, Brown Boveri, Coemsa, Sultepa e Lorenzetti. No final de 1996, a Assembléia remeteu as 260 caixas de papelão da CPI ao Ministério Público, de onde nasceu o processo n° 011960058232 da 2ª Vara Cível da Fazenda Pública em Porto Alegre. Os autos somam 30 volumes e 80 anexos e mofam ainda na primeira instância do Judiciário, protegidos por um inacreditável “segredo de justiça”. Em fevereiro próximo, o Rio Grande do Sul poderá comemorar os 15 anos de completo sigilo sobre a maior fraude de sua história.
Esta incrível saga de resistência e agonia do JÁ e de Bones provocada pela família Rigotto foi contada, em primeira mão, neste Observatório, em 24 de novembro de 2009 (“O jornal que ousou contar a verdade”). No dia seguinte, uma quarta-feira, Rigotto telefonou de Porto Alegre para reclamar ao autor que assina aquele e este texto.
– Isso ficou muito ruim pra mim, Luiz Cláudio, pois o Observatório é um formador de opinião, muito lido e respeitado. Ficou parecendo que eu estou querendo fechar um jornal. Eu não tenho nada a ver com isso. O processo é coisa da minha mãe. Foi a minha irmã, Dulce, que me disse que a reportagem era muito pesada, irresponsável. Eu nem conheço este jornal, este jornalista…
– Rigotto, a dona Julieta não é candidata a nada. O candidato és tu. A reportagem do JÁ tem implicações políticas que batem em ti, não na tua mãe. E acho muito estranho que, passados oito anos, tu ainda não tiveste a curiosidade de ler a reportagem que tanta aflição provoca na dona Julieta. Se tu estás te baseando na avaliação da Dulce, devo te alertar que ela não entende xongas de jornalismo, Rigotto! Esta matéria do Bones é precisa, calcada em fatos, relatórios, documentos e conclusões da CPI e do Ministério Público que incriminam o teu irmão. Não tem opinião, só informação. O teu processo…
– Não é meu, não é meu… É da minha mãe…
– Isso é o que diz também o Sarney, Rigotto, quando perguntam a ele sobre a censura que cala O Estado de S.Paulo. “Isso é coisa do meu filho, o Fernando”…
– Eu fico muito ofendido com esta comparação! Eu não sou o Sarney, não sou!…
– Lamento, mas estás usando a mesma desculpa do Sarney, Rigotto.
– Luiz Cláudio, como resolver isso tudo com o Bones? A gente pode parcelar a dívida e aí…
– Rigotto, tu não estás entendendo nada. O Bones não quer parcelar, não quer pagar um único centavo. Isso seria uma confissão de culpa, e ele não fez nada errado. Pelo contrário. Produziu uma reportagem impecável, que ganhou os maiores prêmios. Eu assinaria essa matéria, com o maior orgulho. Sai dessa, Rigotto!
Coincidência ou não, um dia depois do telefonema, na quinta-feira, 26, Rigotto convocou uma inesperada coletiva de imprensa em Porto Alegre para anunciar sua retirada como possível candidato ao Palácio Piratini, deixando o espaço livre para o prefeito José Fogaça.
O modelo de Roosevelt
Naquela mesma quarta-feira, 25 de novembro, a emenda ficou pior que o soneto. O advogado dos Rigotto, Elói José Thomas Filho, botou no papel aquela mesma proposta indecente que ouvi do próprio Germano Rigotto, confirmando por escrito ao editor a idéia de parcelar a indenização devida de R$ 55 mil em 100 (cem) módicas prestações. Diante da altiva recusa de Bones, o advogado pareceu incorporar a doutrina do big stick de Theodore Ted Roosevelt (1901-1909), popularmente conhecida como “lei do tacape” e inspirada pela frase favorita do belicoso presidente estadunidense: “Fale com suavidade e tenha na mão um grande porrete”. O suave advogado Thomas Filho escreveu então para Bones: “… em nova demonstração de boa-fé, formalizamos nossa intenção em compor amigavelmente o litígio acima, bem como a possibilidade [sic] de nos abstermos de ajuizar novas demandas judiciais…”.
Certamente para tranquilizar o filho candidato, o advogado reafirmava na carta a Bones que a ação contra o jornal era movida “unicamente” por dona Julieta, que buscava na justiça o ressarcimento pelo “abalo moral” provocado pela reportagem do JÁ, que misturava “irresponsavelmente três fatos diversos que envolveram a figura do falecido”. Ou seja, dona Julieta Rigotto, que entende de jornalismo tanto quanto os filhos Dulce e Germano, não consegue perceber a obviedade linear de uma pauta irresistível para qualquer repórter inteligente: o objetivo relato jornalístico sobre um homem público – Lindomar – morto num assalto pouco antes de ser julgado pelo homicídio culposo de uma prostituta e pouco depois de ser denunciado no relatório de uma CPI, redigido pelo primo deputado, pela prática comprovada de “corrupção passiva e enriquecimento ilícito” na maior fraude já cometida contra os cofres públicos do Rio Grande do Sul. Mas, na lógica simplória da mãe dos Rigotto, uma coisa não tem nada a ver com a outra…
Para garantir o tom “amigável” entre as partes, o advogado de dona Julieta propôs a Bones os termos de uma retratação pública, suave como um porrete, enfatizando três pontos:
1. “Dona Julieta nunca teve a intenção de fechar o jornal”;
2. “a ação não é promovida pela família Rigotto, mas apenas por dona Julieta”;
3. “retirar o jornal de circulação, para estancar a propagação do dano”.
Tudo isso, incluindo o ameno confisco de um jornal das bancas em pleno regime democrático, segundo o tortuoso raciocínio do advogado, serviria para “tutelar a honra e a imagem de seu falecido filho”. Neste longo, patético episódio, que intercala demonstrações de coragem e altivez com cenas de pura violência, fina hipocrisia ou corrupção explícita, ficou pelo caminho o contraste de atitudes que elevam ou rebaixam. Diante da primeira ação criminal de dona Julieta na Justiça, o promotor Ubaldo Alexandre Licks Flores ensinou, em novembro de 2002:
“[não houve] qualquer intenção de ofensa à honra do falecido Lindomar Rigotto. Por outro lado, é indiscutível que os três temas [a CEEE e as duas mortes] estavam e ainda estão impregnados de interesse público”.
O orgulho de Enedina
Apesar da lucidez do promotor, o caso tonitruante da CEEE não ecoa nos ouvidos surdos da imprensa gaúcha, conhecida no país pela acuidade de profissionais talentosos, criativos, corajosos. Nenhum grande jornal do sul – Zero Hora, Correio do Povo, Jornal do Comércio, O Sul –, nenhum colunista de peso, nenhum editorialista, nenhum blog de prestígio perdeu tempo ou tinta com esse tema, que nem de longe parece um assunto velho, batido ou nostálgico. O que lhe dá notória atualidade não é o ancestral confronto entre a liberdade de expressão e a prepotência envergonhada dos eventuais poderosos de plantão, mas a reaparição de seus principais personagens no turbilhão da corrida eleitoral de 2010.
Germano Rigotto, o líder governista que emplacou o filho de dona Julieta na máquina estatal, é hoje o candidato do maior partido gaúcho ao Senado Federal. A ex-secretária Dilma Rousseff, que ficou estarrecida com o que leu sobre as fraudes de Lindomar Rigotto na CEEE, é apontada pelas pesquisas como a futura presidente do Brasil, numa vitória classificada pelo renomado jornal inglês Financial Times como “retumbante”. Tarso Genro, o ex-comandante supremo da Polícia Federal, que executou as maiores operações contra corruptos da máquina pública, lidera a corrida ao governo gaúcho e, certamente, tem os instrumentos para saber hoje o que Dilma sabe desde 1990. O primo Pepe Vargas, que mostrou isenção e coragem no relatório da CPI sobre a maior fraude da história do Rio Grande, é candidato à reeleição, assim como o deputado federal que inventou a CPI, Vieira da Cunha.
É a lógica perversa do interesse eleitoral que explica o desinteresse até dos principais adversários de Rigotto na disputa pelo Senado. O candidato do PMDB está emparedado entre a líder na pesquisa da Datafolha, a jornalista Ana Amélia Lemos (PP) – que subiu de 33% em julho para 44% na semana passada – e o candidato à reeleição pelo PT, senador Paulo Paim – que cresceu de 35% no início do mês para 38% agora. Rigotto caiu de 43% para 42% no espaço de três semanas. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, Ana Amélia bate Rigotto por 47% a 39%. Seus oponentes desprezam o potencial explosivo do “Caso CEEE” porque todos sonham em ganhar o segundo voto dos outros candidatos, o que justifica a calculada misericórdia e o piedoso silêncio que modera a estratégia de adversários historicamente tão diferentes e hostis como são, no Rio Grande do Sul, o PT, o PMDB e o PP.
O que é recato na política se transforma em omissão nas entidades que, ao longo do tempo, marcaram suas vidas na luta pela democracia e pela liberdade de expressão e no repúdio veemente à ditadura e à censura. Siglas notáveis como OAB, ABI, SIP, Fenaj e Abraji brilham pelo silêncio, pela omissão, pelo desinteresse ou pelo trato burocrático do caso JÁ vs. Rigotto, que resume uma questão crucial na vida de todas elas e de todos nós: a livre opinião e o combate à prepotência dos grandes sobre os pequenos, apanágio de toda democracia que se respeita.
A OAB e seus advogados, no Rio Grande ou no Brasil, que impulsionaram a queda de um presidente envolvido em denúncias de corrupção, não se sensibilizam pela sorte de um pequeno jornal e seu bravo editor, punidos por seu desassombrado jornalismo e mortalmente asfixiados pelo cerco econômico surpreendentemente avalizado pela Justiça, que deveria proteger os fracos contra os fortes – e não o contrário.
A inerte Associação Brasileira de Imprensa jamais se pronunciou sobre as agruras de Bones e seu jornal. Só em setembro de 2009, um mês após a denúncia sobre o bloqueio judicial das receitas do JÁ, é que a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do RS trataram de fazer alguma coisa: uma nota gelada, descartável, manifestando solidariedade à vítima e lamentando a decisão “equivocada” da Justiça. A Associação Riograndense de Imprensa, que em 2001 conferiu à reportagem contestada do JÁ o seu maior prêmio jornalístico, só quebrou o seu constrangedor silêncio ao ser cobrada publicamente por este Observatório, em novembro passado. Todos os membros da brava Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo têm a obrigação de conhecer a biografia de Elmar Bones, que nos anos de chumbo pilotou o CooJornal, um mensário da extinta Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (1976-1983) que virou referência da imprensa nanica que resistia à ditadura.
Bones chegou a ser preso, em 1980, pela publicação de um relatório secreto em que o Exército fazia uma autocrítica sobre as bobagens cometidas na repressão à guerrilha do Araguaia. Algo mais perigoso, na época, do que falar na roubalheira operada pelo filho de dona Julieta na CEEE… No site da Abraji, a entidade emite sua opinião em quatro notas, nos últimos dois anos. Critica o sigilo eterno de documentos públicos, defende o seguro de vida para repórteres em zona de risco, repudia um tapa na cara que uma repórter de TV do Centro-Oeste levou de um vereador e, enfim, faz uma vigorosa, firme, veemente manifestação a favor da liberdade de expressão… no México. Ao pobre JÁ e seu editor, lá no sul do Brasil, nenhuma linha, nada.
A poderosa Sociedade Interamericana de Imprensa, que reúne os maiores veículos das três Américas, patrocina uma influente Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação, hoje sob a presidência de um jornal do Texas, o San Antonio Express News. Entre os 26 vice-presidentes regionais, existem dois brasileiros: Sidnei Basile, do Grupo Abril, e Maria Judith de Brito, da Folha de S.Paulo. Envolvidos com os graves problemas da Paulicéia, eles provavelmente não podem atentar para o drama vivido por um pequeno jornal de Porto Alegre. Mas, existem outros 17 membros na Comissão de Liberdade da SIP, e dois deles bem próximos do drama de Bones: os gaúchos Mário Gusmão e Gustavo Ick, do jornal NH, de Novo Hamburgo, cidade a 40 km da capital gaúcha. Nem essa proximidade livra as aflições do JÁ e seu editor do completo desdém da SIP.
Este monumental cone de silêncio e omissão, que atravessa fronteiras e biografias, continua desafiando a sensibilidade e a competência de jornais e jornalistas, que deveriam se perguntar o que existe por trás do amaldiçoado caso da CEEE, que afugenta em vez de atrair a imprensa. A maior fraude da história do Rio Grande, mais do que uma bomba, é uma pauta em aberto, origem talvez da irritação dos Rigotto contra o editor e o jornal que ousaram jogar luz nessa história mal contada. Os volumes empoeirados deste megaescândalo continuam intocados nas estantes da Justiça em Porto Alegre, protegido por um sigilo inexplicável que só pode ser útil a quem mente e a quem rouba, não a quem luta pela verdade e a quem é ético na política, como fazem os bons repórteres e como devem ser os bons políticos.
O bom jornalismo não é aquele que produz boas respostas, mas aquele que faz as boas perguntas – e as perguntas são ainda melhores quando incomodam, quando importunam, quando constrangem, quando afligem os consolados e quando consolam os aflitos.
A emoção é a última fronteira de quem perde os limites da razão. Elmar Bones tinha ganhado todas as instâncias do processo criminal, quando um juiz do Tribunal de Justiça, na falta de melhores argumentos, preferiu se assentar nos autos impalpáveis do sentimento para decidir em favor da mãe de Germano Rigotto:
“Não há como afastar a responsabilidade da ré pelas matérias veiculadas, que atingiram negativamente a memória do falecido, o que certamente causou tristeza, angústia e sofrimento à mãe do mesmo (…)”.
Dona Julieta Rigotto, viva e forte aos 89 anos, ainda sofre com a honra e a imagem maculadas de seu falecido filho, Lindomar.
Dona Enedina Bones da Costa tinha 79 anos quando morreu, em 2001, poupada assim da tristeza, angústia e sofrimento que sentiria ao ver o drama vivido agora por seu filho, Elmar. Mas ela teria, com certeza, um enorme, um insuperável orgulho pelo filho honrado e corajoso que trouxe ao mundo e ao jornalismo.
17:36 Beto Richa, do PSDB, alegou “abalo emocional” para tentar tirar do ar o blog do Esmael.
Vencedor na Justiça, o blogueiro volta ao ar às 18 horas de hoje.
Para saber mais, clique aqui.
17:24 do Sanzio, comentarista no blog do Luís Nassif
As impressões digitais de José Serra estão claramente estampadas em três dos quatro mais famosos “escândalos do dossiê”, desde que a imprensa passou a rotular assim ações e armações do grupo político ao qual o ex-governador pertence.
Pela ordem: Caso Lunus (março de 2002), Aloprados (setembro de 2006) e este agora envolvendo sua filha. O único no qual a digital de Serra não aparece de forma clara é o tal dossiê contra FHC e D. Ruth, vazado para a imprensa pelo senador Álvaro Dias e que, posteriormente, descobriu-se ter sido fabricado com por um assessor do senador, André Eduardo Fernandes.
Não é uma casualidade a recorrência deste tipo de “escândalo” às vésperas de eleições presidenciais. Conforme disse José Sarney, em seu famoso discurso de 20 de março de 2002, Serra havia criado dentro do Ministério da Saúde um verdadeiro aparato de espionagem e fabricação de dossiês contra potenciais adversários políticos. Sob o comando de seu assessor especial, delegado da PF Marcelo Itagiba, foram produzidos dossiês contra Paulo Renato, Tasso Jereissati e Pedro Malan.
O delegado Itagiba, o delegado Paulo de Tarso Gomes, ambos subordinados ao Superintendente da PF Agílio Monteiro Filho, este filiado ao PSDB, mais o Sub-Procurador da República Roberto Santoro, foram os principais agentes da operação que implodiu a candidatura de Roseana Sarney, no conhecido episódio da Lunus.
Em seu discurso, Sarney fez pesadas acusações a respeito da truculência do então Ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, o qual ameaçou o jornalista Paulo Francis de espancamento e o então governador do Ceará, Tasso Jereissati, de espancamento e morte, cena esta presenciada por Sarney e protagonizada em frente de FHC.
Se o episódio Lunus e os dossiês contra correligionários visavam apenas demolir a candidatura ou as pretensões de potenciais adversários, os dois episódios seguintes têm, claramente, outro componente, talvez mais importante que o eleitoral. Em comum, ambos estão associados ao envolvimento de Serra em graves atos de corrupção.
Não que isso seja novidade. Tanto no episódio dos aloprados quanto no atual, as denúncias já eram de conhecimento público, tendo sido até matérias de jornais e revistas. A novidade era, e é, a ameaça de tornar públicas as provas dessas denúncias.
No caso dos aloprados, o tal dossiê era um conjunto de documentos amealhados por um dos lados envolvidos no “Escândalo dos Sanguessugas”, os Vedoin, pai e filho, que atuavam como intermediários junto ao Ministério da Saúde para a liberação de verbas para a aquisição de ambulâncias superfaturadas ou mesmo fantasmas. No caso atual é o ataque preventivo ao livro do Amauri Ribeiro sobre a corrupção na época das privatizações.
Em ambos os casos, o objetivo é tirar o foco do essencial, transformando o conteúdo das acusações em “falsos dossiês” com objetivos eleitorais. Se, no caso dos Sanguessugas, a operação foi bem sucedida, por causa da atuação desastrada de petistas que caíram feito patos, no caso presente não há nada que justifique as acusações de Serra à Dilma ou ao PT.
Não sei se todos notaram, mas Serra cometeu um lapso quando afirmou ao JN que sua filha teria lhe dito: “olha, eu acho que devem ter andado espionando os meus dados, porque aí são só coisas que estão no Imposto de Renda”. A pergunta que não lhe foi feita é: onde ela viu esses dados? Foi a Folha, que diz ter recebido cópias das declarações, quem as repassou à Verônica? Por que ela não tomou providências legais?
A Folha é cúmplice dessa armação, já que afirma ter recebido as cópias do suposto dossiê e tampouco tomou a providência de encaminhar esses documentos para as autoridades policiais. Usou-os apenas para criar o escândalo, o factóide eleitoral. Cabe ao PT e à campanha da ministra Dilma partir para cima desse grupo de criminosos que, há anos, trabalha para desestabilizar o país.
O ovo da serpente está chocando, não me surpreenderei se houver uma tentativa de golpe à lá Honduras. A resistência se dará pela ação da mídia independente, como este blog, de sindicatos e de movimentos sociais organizados. Por isso, sugiro aos blogueiros independentes que mantenham diariamente um post fixo no topo do blog para alertar sobre o golpismo em andamento.
17:08
02/09/2010 14h32 – Atualizado em 02/09/2010 14h39
PT anuncia ação contra José Serra no TSE
Ação é por declarações do tucano vinculando PT a violações na Receita.
PT também fará representação contra o presidente do PSDB.
Eduardo Bresciani
O PT anunciou nesta quinta-feira (2) que vai protocolar uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, com base em suas declarações de que o partido e a coligação de Dilma Rousseff (PT) teriam responsabilidade pela quebra de sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra.
O partido também vai protocolar uma nova ação criminal contra Serra por crime contra honra e fará uma representação contra o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, também por falas relativas ao episódio. As ações foram anunciadas por José Eduardo Cardozo, secretário-geral do PT.
Segundo Cardozo, as declarações de Serra vinculando o partido e a campanha de Dilma podem ser enquadradas em um artigo do código eleitoral que considera crime eleitoral imputar a alguém fato que se sabe não ter sido cometido pelo adversário com objetivo de ter vantagem eleitoral.
“A nossa legislação já prevê isso. O objetivo é desqualificar a honra e é neste crime que eles incorrem, que pode ter pena de dois meses a um ano de prisão”, afirmou o secretário-geral do PT.
Cardozo afirmou ainda que será encaminhada à justiça comum uma nova ação criminal contra Serra com base no mesmo tema. Neste caso, a ação é por crime contra a honra. Também será feita uma representação na Procuradoria Geral da República contra Guerra, presidente do PSDB, por declarações relativas ao mesmo episódio.
Responsabilidade
O secretário-geral do PT afirma que nem o partido nem a campanha tem qualquer responsabilidade no caso das violações de sigilo na Receita Federal de pessoas ligadas ao PSDB. No caso da filha de Serra, Cardozo afirma que o próprio fato de a investigação apontar para um uso de documento falso para “enganar a Receita” mostra que o órgão “não foi usado pelo governo” para realizar a ação.
“Imaginar que tenha sido estratégia do Partido dos Trabalhadores quebrar sigilo da filha do nosso principal oponente é algo que não se sustenta”, afirmou. Cardozo disse ainda que a falsificação de documentos “é algo frequente”. “Ao que parece, o servidor foi induzido a erro. Isso acontece em vários órgãos, em licitações. Certidões falsificadas, infelizmente, são frequentes”.
O secretário-geral do PT afirmou que a população não vai aceitar que a eleição seja decidida “no tapetão”. “Essa idéia de ganhar no tapetão não cairá bem para a população brasileira. Ganhar no tapetão, no grito, imputar fatos que não são verdadeiros é uma coisa que não funciona mais no Brasil”. Segundo Cardozo, o PT demonstrou interesse em resolver o caso ao pedir que a PF investigasse a quebra de sigilo de pessoas ligadas ao PSDB.
17:07
17:03
17:01 Todos os dias recebo e-mail de serristas desesperados.
No twitter, cabos eleitorais oficiais e oficiosos da campanha de Serra chegam ao cúmulo de usar como peça de campanha uma imagem falsificada de uma passeata, cuja faixa adulterada com photoshop convoca o ex-goleiro Bruno como cabo eleitoral para a campanha, como mostrei aqui.
Fiz um longo post com imagens, mostrando as relações desses cabos eleitorais oficiais e/ou oficiosos diretamente ligados à campanha oficial de José Serra e Geraldo Alckimin. Esses cabo-eleitorais virtuais são jovens, alguns já foram assessores, outros ainda são, mas todos, sem exceção, estão no comitê paulistano de campanha do PSDB e convivem ligados a ex-subprefeitos exonerados e a vereadores do PSDB.
Quando olho as recorrentes baixarias, pergunto-me como se perguntou Idelber Avelar, onde é que foi parar o PSDB, este partido, apesar de sua raiz neoliberal tinha alguma história e está se transformando em algo que não honra os grandes nomes que já abrigou.
Daí leio e acompanho na tevê os discursos de Serra, ex-exilado que hoje abraça militares a portas fechadas e provoca lamentos na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Serra iguala torturadores a torturados, nem Bolsonaro faria melhor. Triste fim de um ex-líder da UNE.
Felizmente Serra não sentiu o gosto da tortura, nem a ele desejo tal experiência. Mas pessoas sérias como professor Paulo Sérgio Pinheiro, tucano histórico e comprometido com a defesa dos Direitos Humanos, com a aprovação do PNDH3, vai ter de sair a público para dizer que também lamenta esta perda de princípios democráticos, este descaso na defesa dos Direitos Humanos. Todos nós lamentamos.
Finalmente, em relação ao novo factóide da campanha tucana, imputando à campanha de Dilma a quebra do sigilo fiscal de sua filha Verônica: se eu fosse Dilma e o PT entraria na Justiça para fazer Serra provar suas acusações. Não é Dilma que tem de apresentar o ônus da prova e sim seu detrator.
Mas, certamente Dilma sabe que as instituições brasileiras estão cada dia mais fortes, a Polícia Federal está investigando a quebra de sigilo e atenção, foi o próprio PT a pedir que se investigasse a quebra de sigilo. Portanto, esse factóide de Serra reverberado pela mídia velha que adora apoiar golpes é só uma tentativa lastimável de tentar criar fato novo para permanecer na disputa eleitoral.
A Receita Federal é uma das instituições mais respeitadas no país. No TSE temos gente séria. Presidente Lula com 80% de aprovação nacional e com grande prestígio internacional também sabe que pode confiar nas instituições do país. Serra quer manchar a história da democracia brasileira e vai entrar para a história como um neoLacerdista que é.
A tentativa golpista do candidato que tem menos da metade das intenções de voto de sua adversária, a candidata Dilma Roussef, fará com que Serra não apenas tenha como perspectiva uma derrota acachapante, mas o fará aprender a respeitar as instituições de nosso país e a vontade popular.
Comissão de Anistia lamenta declaração de Serra sobre crimes da ditadura
Por: Por: João Peres, na Rede Brasil Atual
31/08/2010
São Paulo – O presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, lamentou as declarações do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, que em encontro com militares afirmou que a discussão sobre a punição de torturadores da ditadura militar (1964-85) é um equívoco. A afirmação ocorreu na sexta-feira (27), no Rio de Janeiro.
Abrão considera que o teor do discurso, feito a portas fechadas com militares e revelada pela reportagem de Rede Brasil Atual, é fruto da conveniência do momento eleitoral para “não querer enfrentar diretamente um assunto que é tão caro para nossa sociedade”.
“Não é possível que nenhum pretendente a ocupar o primeiro cargo da nação ignore os tratados e as convenções internacionais de direitos humanos, que dizem o contrário. Equivaler torturados com torturadores é ignorar a perspectiva dos direitos humanos.” – Paulo Abrão, presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.Serra, exilado durante o regime, atribuiu a setores do governo federal a tentativa de discutir o passado. “Reabrir a questão da anistia para mim é um equívoco porque a anistia valeu pra todos e ao meu ver não é algo que deveria ser reaberto. Uma coisa é ter conhecimento do que aconteceu etc. Outra é a reabertura dos processos que, aliás, pegaria gente dos dois lados“, disse.
Paulo Abrão discorda veementemente da análise do candidato, apontando que não é possível a comparação entre os que resistiram à violação dos direitos humanos e os que se apropriaram do Estado para cometer as violações. “Não é possível que nenhum pretendente a ocupar o primeiro cargo da nação ignore os tratados e as convenções internacionais de direitos humanos, que dizem o contrário. Equivaler torturados com torturadores é ignorar a perspectiva dos direitos humanos.”
O presidente da Comissão de Anistia avalia que é preciso aproveitar o momento para eleger, no Congresso, uma bancada alinhada à revisão da Lei de Anistia. O Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu, no último mês de abril, que a Lei 6.683, de 1979, foi fruto de um amplo processo de acordo, não havendo, portanto, necessidade de rever o tema, dando possibilidade à punição de torturadores. Com isso, restou aos familiares de mortos e desaparecidos tentar a mudança pelo Legislativo.
“Essa luta pelos direitos da transição política tem de ser feita por dentro da democracia. Não vai ser possível ter uma sociedade que respeite a verdade e que implemente ações que possam suscitar os organismos de Justiça em favor da proteção judicial das vítimas do passado se não houver também a formação de uma consciência que esteja expressada no Congresso Nacional”, avalia Abrão.
16:55
16:54
São Paulo - A noite de 31 de agosto deverá entrar para os arquivos desta corrida presidencial como a "hora da virada" da campanha de José Serra ao Planalto. Em duas entrevistas - ao SBT e à Globo - o tucano deu sinais evidentes que vai usar do que estiver ao seu alcance - o que pode ser também chamado de "apelar" - para tentar reverter a tendência quase vertical de queda nas pesquisas.
16:44 As denúncias envolvendo o Banrisul atualizam um dos temas mais polêmicos e explosivos do governo Yeda Crusius: as denúncias feitas pelo vice-governador Paulo Feijó (DEM) sobre irregularidades na gestão do banco e a famosa conversa que manteve, no dia 26 de maio de 2008, com o então chefe da Casa Civil do governo estadual, Cezar Busatto, quando este afirmou, entre outras coisas, que o Banrisul seria usado para financiar campanhas eleitorais do PMDB. As palavras de Busatto:
“Hoje é o Detran, no passado foi o Daer. Quantos anos o Daer sustentou? Na época das obras polpudas. Depois foi o Banrisul, depois a CEEE. Se tu vai ver é onde os partidos querem controlar. Não querem saber se é área social. Onde têm as possibilidades de financiamento, pode ter certeza que tem interesses poderosos aí controlando. Então, é uma coisa mais profunda que está em jogo, né?”
“Eu não tenho dúvida de que o Detran é uma grande fonte de financiamento (do PP). Não é verdade? E o Banrisul com certeza, nesses quatro anos (…) O custo que teria ela (a governadora) ter que romper com Zé Otávio, Pedro Simon…”
Mas as denúncias de Feijó não se limitaram a este episódio. Em maio de 2008, um dia depois de defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, na Assembléia Legislativa, para investigar irregularidades envolvendo contratos do Banrisul, o vice-governador Paulo Feijó denunciou o desvio de cerca de R$ 18 milhões dos cofres públicos. Segundo Feijó, esse dinheiro teria saído do banco para a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sem ser contabilizado.
Segundo Feijó, em 2006, o banco teria repassado R$ 24 milhões para a Faurgs. No mesmo período, denunciou, foi contabilizada a entrada de apenas R$ 6 milhões na fundação. Uma empresa terceirizada que prestaria serviços exclusivamente para a fundação teria recebido o restante. Feijó disse que sua denúncia estava baseada em um documento resultante das investigações feitas pelo Ministério Público. Ele entregou esse documento à governadora Yeda Crusius, mas não teria obtido retorno. Feijó disse na época que que tomou conhecimento das irregularidades ainda durante o governo de Germano Rigotto (PMDB), mas que, na época, era apenas líder de uma entidade sindical (a Federasul). Indagado sobre as semelhanças entre as denúncias de irregularidades no Banrisul e as verificadas no Detran, Feijó afirmou na época: “se não são iguais, são muito parecidas”.
16:38
16:36
16:25
16:19 De um lado o Google, precisando de um telefone para dar um empurrão no low-end. Do outro lado a Huawei, querendo o mesmo efeito benéfico que o empurrão do Google causou a HTC e Motorola.
O resultado apareceu na IFA: Huawei IDEOS U8150 with Google. Sim, with Google, Froyo como veio ao mundo sem limitações (sim, tem Flash e hotspot!), customizações, ninjablures e quetais.
Por um preço entre 100 e 200 dólares, o comprador do IDEOS leva para casa, além da garantia que o with Google dá em termos de updates, uma tela QVGA capacitiva (toma essa, HTC!) de 2,8″, processador de 528MHz, HSPA, Wifi n, Bluetooth, GPS, câmera de 3,2 megapixels. Não é nada do outro mundo, é verdade, mas estamos falando de low-end
Enfim, é reconfortante ver que logo teremos uma alternativa Android barata e with Google. E, para comemorar, três vídeos: o vídeo de promoção oficial, um vídeo da noção de “Smart Device, Simple World” e o hands-on do incansável Charbax.
This video was embedded using the YouTuber plugin by Roy Tanck. Adobe Flash Player is required to view the video.This video was embedded using the YouTuber plugin by Roy Tanck. Adobe Flash Player is required to view the video.This video was embedded using the YouTuber plugin by Roy Tanck. Adobe Flash Player is required to view the video.
16:11 Esses movimentos de catarse - tal como esse caso de Mauá, coberto à exaustão pela mídia - costumam ter uma vida midiática curta, similar aos ataques de trolls ou às valentias de caras truculentos, quando respaldados por movimentos de torcida.
Passado o impacto inicial, dissolve-se o movimento de massa e restam os personagens soltos no ar, respondendo por seus atos. A notícia vai se esgotar em alguns dias. Quando tiver gastado seu potencial escandalizador, restará um Serra mais desidratado.
Queria ser uma mosca na escrivaninha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Só para ouvir suas imprecações sobre as pirações de Serra.
16:06
Será possível: quem denuncia o vazamento é quem vaza ?
Amigo navegante telefona para levantar uma suspeita.
Pergunta ele: por que cargas d’água o Serra e o PiG (*) souberam que havia sido violado, em São Paulo, o sigilo da filha do Serra, ANTES de a Corregedoria informar, formalmente , à Receita, em Brasília ?
Por que cargas d’água só aparecem nomes de tucanos vítimas de violação, quando, na verdade, a Corregedoria da Receita, em São Paulo, investiga mais de 140 acessos a declarações ?
Por que, por incrível coincidência, o PiG (*) só sabe quando aparece um nome de tucano ?
Quando apareceu o nome da Ana Maria Braga, o PiG (*) recolheu a informação imediatamente, porque deve ter percebido que a Ana Maria Braga diluiria o foco: o negócio é provar que o Serra é a vítima e a Dilma, o algoz.
Quem será que tem esse acesso privilegiado à informação – muito seletiva – do que acontece na Corregedoria de São Paulo ?
Outra pergunta desse amigo navegante: por que o senador Francisco Dornelles, que foi secretário da Receita e tem ainda muitos amigos lá, por que o Dornelles só pede a cabeça do chefe da Receita em São Paulo e, não, a cabeça de Brasília ?
Por que só o de São Paulo ?
Estranho, muito estranho.
Quem tiver acesso privilegiado ao que a Corregedoria de São Paulo faz pode saber, online, cada passo de cada funcionário da Receita envolvido na investigação.
Pode até ter acesso a informações de contribuintes cujas declarações estejam sob análise, numa operação rotineira.
Longe deste ordinário blogueiro supor que quem denuncia o vazamento é o mesmo que vaza.
O vazador é quem vaza – isso é possível, amigo navegante ?
Sim, é possível, claro.
Vale tudo numa campanha eleitoral.
Ainda mais se um dos lados – o da vítima – passasse com um trator por cima da cabeça da mãe, segundo Ciro Gomes, se fosse necessário.
Necessário ?
O que é mais necessário do que ser eleito Presidente de uma Nação de 190 milhões de almas com 7 votos ?
Necessaríssimo !
Agora, amigo navegante, medite: quem pode, por acaso, ter acesso à intimidade das investigações da Corregedoria da Receita de São Paulo ?
Agora, amigo navegante, medite: será possível que algum dirigente do PSDB tenha acesso a essas informações e seja ele o vazador: ou seja, quem denunciasse o vazamento fosse o próprio vazador ?
Não, amigo navegante, não seja pessimista.
O Serra e o PiG (*) não ousariam tanto.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
16:06
16:04 Por Clóvis Ribeiro Chaves Júnior
O Pico petrolífero e o governo alemão
Estudo militar adverte quanto a uma crise petrolífera potencialmente drástica
por Stefan Schultz [*]
Um estudo de um think tank militar alemão analisou como o "Pico petrolífero" pode mudar a economia global. A minuta do documento interno – divulgada na Internet – mostra pela primeira vez quão cuidadosamente o governo alemão tem considerado uma potencial crise energética.
A expressão "Pico petrolífero" é utilizada pelos peritos em energia para designar o ponto no tempo em que as reservas globais de petróleo ultrapassam o seu zénite e a produção começa gradualmente a declinar. Isto resultaria numa crise permanente da oferta – e o receio da mesma pode desencadear turbulência nos mercados de commodities e de acções.
Nassif, faço algumas anotações:
1 - nesse cenário fica patente o crescimento da importância geoestratégica do Brasil, com pré-sal e biocombustíveis;
2 - no estudo não se acredita que muitos países possam fazer uma transição energética suave, vez que: "Uma reestruturação dos abastecimentos de petróleo não será igualmente possível em todas as regiões antes do início do Pico petrolífero";
3 - haverá graves problemas de escassez de alimentos e quebra de cadeias industriais;
4 - nessa nova realidade, o pesadelo geostratégico norte-americano, a formação de um bloco entre Alemanha e Rússia, poderia ser uma resultante necessária;
5 - não sejamos tolos, portanto, de imaginar que o processo eleitoral no Brasil não esteja sendo acompanhado, pois nele se conflagram uma vertente política que pende timidamente para o nacionalismo econômico e outra neoliberal tardia, defensora da Petrobrax, circunstância que teria reflexos futuros no comportamento do país perante as mudanças previstas pelo exército alemão;
6 - provavelmente o processo eleitoral não está apenas sendo acompanhado....
Abraços cordiais.
16:03 O som 'forte' de Alceu Valença - "AMOR COVARDE"
16:02
16:01 Nassif, o estelionatário disse a pouco para uma repórter da Rádio CBN que vai vender a informação de quem pediu para ele retirar a declaração de renda da Verônica. "se ele lembrar".
Estava tentando mandar o áudio e não consegui, mando link.
Ouça o que a repórter narra ao Sardenberg.
16:00 As impressões digitais de José Serra estão claramente estampadas em três dos quatro mais famosos "escândalos do dossiê", desde que a imprensa passou a rotular assim ações e armações do grupo político ao qual o ex-governador pertence.
Pela ordem: Caso Lunus (março de 2002), Aloprados (setembro de 2006) e este agora envolvendo sua filha. O único no qual a digital de Serra não aparece de forma clara é o tal dossiê contra FHC e D. Ruth, vazado para a imprensa pelo senador Álvaro Dias e que, posteriormente, descobriu-se ter sido fabricado com por um assessor do senador, André Eduardo Fernandes.
Não é uma casualidade a recorrência deste tipo de "escândalo" às vésperas de eleições presidenciais. Conforme disse José Sarney, em seu famoso discurso de 20 de março de 2002, Serra havia criado dentro do Ministério da Saúde um verdadeiro aparato de espionagem e fabricação de dossiês contra potenciais adversários políticos. Sob o comando de seu assessor especial, delegado da PF Marcelo Itagiba, foram produzidos dossiês contra Paulo Renato, Tasso Jereissati e Pedro Malan.
!--break-->OdelO delegado Itagiba, o delegado Paulo de Tarso Gomes, ambos subordinados ao Superintendente da PF Agílio Monteiro Filho, este filiado ao PSDB, mais o Sub-Procurador da República Roberto Santoro, foram os principais agentes da operação que implodiu a candidatura de Roseana Sarney, no conhecido episódio da Lunus.Em seu discurso, Sarney fez pesadas acusações a respeito da truculência do então Ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, o qual ameaçou o jornalista Paulo Francis de espancamento e o então governador do Ceará, Tasso Jereissati, de espancamento e morte, cena esta presenciada por Sarney e protagonizada em frente de FHC.
Se o episódio Lunus e os dossiês contra correligionários visavam apenas demolir a candidatura ou as pretensões de potenciais adversários, os dois episódios seguintes têm, claramente, outro componente, talvez mais importante que o eleitoral. Em comum, ambos estão associados ao envolvimento de Serra em graves atos de corrupção.
Não que isso seja novidade. Tanto no episódio dos aloprados quanto no atual, as denúncias já eram de conhecimento público, tendo sido até matérias de jornais e revistas. A novidade era, e é, a ameaça de tornar públicas as provas dessas denúncias.
No caso dos aloprados, o tal dossiê era um conjunto de documentos amealhados por um dos lados envolvidos no "Escândalo dos Sanguessugas", os Vedoin, pai e filho, que atuavam como intermediários junto ao Ministério da Saúde para a liberação de verbas para a aquisição de ambulâncias superfaturadas ou mesmo fantasmas. No caso atual é o ataque preventivo ao livro do Amauri Ribeiro sobre a corrupção na época das privatizações.
Em ambos os casos, o objetivo é tirar o foco do essencial, transformando o conteúdo das acusações em "falsos dossiês" com objetivos eleitorais. Se, no caso dos Sanguessugas, a operação foi bem sucedida, por causa da atuação desastrada de petistas que caíram feito patos, no caso presente não há nada que justifique as acusações de Serra à Dilma ou ao PT.
Não sei se todos notaram, mas Serra cometeu um lapso quando afirmou ao JN que sua filha teria lhe dito: "olha, eu acho que devem ter andado espionando os meus dados, porque aí são só coisas que estão no Imposto de Renda". A pergunta que não lhe foi feita é: onde ela viu esses dados? Foi a Folha, que diz ter recebido cópias das declarações, quem as repassou à Verônica? Por que ela não tomou providências legais?
A Folha é cúmplice dessa armação, já que afirma ter recebido as cópias do suposto dossiê e tampouco tomou a providência de encaminhar esses documentos para as autoridades policiais. Usou-os apenas para criar o escândalo, o factóide eleitoral. Cabe ao PT e à campanha da ministra Dilma partir para cima desse grupo de criminosos que, há anos, trabalha para desestabilizar o país.
O ovo da serpente está chocando, não me surpreenderei se houver uma tentativa de golpe à lá Honduras. A resistência se dará pela ação da mídia independente, como este blog, de sindicatos e de movimentos sociais organizados. Por isso, sugiro aos blogueiros independentes que mantenham diariamente um post fixo no topo do blog para alertar sobre o golpismo em andamento.
16:00 Do G1, enviado por Mateus Barsotti (mateusbarsottiΘgmail·com):
“Para Linus Torvalds, computação na nuvem e celulares são nova fronteira.O homem responsável por escrever as linhas mais influentes do mundo contemporâneo poderá, enfim, tirar férias no lugar de seus sonhos. “São apenas três dias em Fernando de Noronha, é tempo suficiente?”, pergunta o finlandês Linus Torvalds, 40 anos. As férias haviam começado oficialmente minutos antes, quando ele recebeu os aplausos das cerca de 800 pessoas que acompanharam seu discurso de abertura do LinuxCon 2010, em São Paulo. O evento reuniu programadores, distribuidores e entusiastas do sistema operacional livre Linux.
Torvalds escreveu as primeiras linhas de código de programação do núcleo do Linux em 1991, quando estudava ciências da computação na Universidade de Helsinque. “Era apenas um hobby. Ainda é um hobby, na verdade”, contou Torvalds em entrevista exclusiva ao G1. “O fato de que também é meu trabalho é, para mim, secundário. Eu ainda desenvolvo o Linux não porque me pagam, mas porque é a coisa mais interessante que eu me imagino fazendo.”
Vinte anos depois, o hobby do jovem “hacker”, que queria apenas ver se era capaz de criar seu próprio sistema operacional, é praticamente onipresente. Ele é a base da internet: mais de 50% dos computadores que armazenam e distribuem conteúdo da web utilizam o sistema.” [referência: g1.globo.com]
15:56 Então uma empresa de brasileiros comprou o Burger King?
Do Terra
Fundo de investimento de brasileiros compra Burger King
Fonte: Redação Terra Empresas
O Burger King, segunda maior rede de fast-food dos Estados Unidos, firmou acordo para ser vendido para a 3G Capital por US$ 24 por ação, ou cerca de US$ 3,26 bilhões.
A 3G Capital tem entre os sócios os brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, que estão entre os principais acionistas da AB InBev, maior cervejaria do mundo e que controla a AmBev.
!--break-->OacorO acordo representa um prêmio de 46% sobre o preço da ação do Burger King antes da notícia do acordo surgir na quarta-feira, afirmaram as empresas.Incluindo a dívida que a 3G assumirá, o valor do negócio sobe para US$ 4 bilhões. A transação deve ser fechada no último trimestre do ano.
TPG Capital LP, Goldman Sachs Capital Partners e Bain Capital Investors possuem conjuntamente cerca de 31% das ações do Burger King e colocaram seus papéis à disposição da oferta, que deve começar em 17 de setembro.
O Burger King vem perdendo espaço para o McDonald's e outros concorrentes de fast-food, uma vez que sua base principal de consumidores foi mais afetada pelas taxas altas de desemprego nos EUA.
Na semana passada, a empresa previu demanda fraca durante seu novo ano fiscal devido ao ritmo menor de recuperação econômica nos EUA e a programas de austeridade fiscal de governos em diversos países da Europa.
Analistas afirmaram que era um momento oportuno para a empresa fechar seu capital, quatro anos depois que o Burger King abriu seu capital com uma oferta a um preço de US$ 17 por ação.
Com informações da Reuters
15:52 Nassif, incrível os tucanos não estão se bicando em São Paulo, veja:
Do Blog Poder OnLine
O novo pomo da discórdia entre alckmistas e serristas
Um processo de licitação para contratar agências de assessoria de imprensa é o novo pomo da discórdia entre o pessoal de José Serra e o de Geraldo Alckmin.
O fato de a Secretaria de Comunicação do Palácio dos Bandeirantes abrir o processo a quatro meses de encerrar o governo contrariou políticos tucanos ligados a Alckmin, favorito nas pesquisas de intenção de votos, e agências que prestam serviço ao governo.
A Secretaria de Comunicação afirma que a licitação é uma imposição da lei federal de publicidade. Desde maio, as agências de comunicação, antes escolhidas pelo critério de tomada de preço – por meio das agências de publicidade -, devem ser contratadas por licitação específica.
Segundo a Secom, a licitação, neste momento, é uma orientação da Procuradoria Geral do Estado e da assessoria jurídica do Bandeirantes que afirmam que se o governo protelar a publicação do edital terá problemas com o Tribunal de Contas ou com o Ministério Público.
Valor da briga é algo em torno de R$ 5 milhões por ano
Há dez dias, o primeiro edital foi cancelado para a Secom fazer adaptações no texto. O pessoal de Geraldo Alckmin acreditou que a licitação seria postergada. Mas era apenas um ajuste técnico, segundo a Secom.
Nos próximos dias, o edital será publicado novamente com alterações no projeto de comunicação ("exercício criativo", no jargão do setor) que as concorrentes devem apresentar no processo.
Antes o exemplo de trabalho a ser feito pelas concorrentes era um caso real do governo. Agora, será um caso fictício para evitar que as empresas que já prestam serviço ao estado de São Paulo possam ser beneficiadas por terem informações do governo.
O valor do contrato mensal é de até R$ 500 mil. As concorrentes devem apresentar valor menor. A duração é de 60 meses, ou seja, o montante total no período deve ser um pouco menor a R$ 30 milhões – ou algo em torno de R$ 5 milhões por ano.
Autor: Jorge Félix
15:51 Do G1
PT anuncia ação contra José Serra no TSE
Ação é por declarações do tucano vinculando PT a violações na Receita.
PT também fará representação contra o presidente do PSDB.
Eduardo Bresciani
Do G1, em Brasília
O PT anunciou nesta quinta-feira (2) que vai protocolar uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, com base em suas declarações de que o partido e a coligação de Dilma Rousseff (PT) teriam responsabilidade pela quebra de sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra.
O partido também vai protocolar uma nova ação criminal contra Serra por crime contra honra e fará uma representação contra o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, também por falas relativas ao episódio. As ações foram anunciadas por José Eduardo Cardozo, secretário-geral do PT.
n>SeguSegundo Cardozo, as declarações de Serra vinculando o partido e a campanha de Dilma podem ser enquadradas em um artigo do código eleitoral que considera crime eleitoral imputar a alguém fato que se sabe não ter sido cometido pelo adversário com objetivo de ter vantagem eleitoral."A nossa legislação já prevê isso. O objetivo é desqualificar a honra e é neste crime que eles incorrem, que pode ter pena de dois meses a um ano de prisão", afirmou o secretário-geral do PT.
Cardozo afirmou ainda que será encaminhada à justiça comum uma nova ação criminal contra Serra com base no mesmo tema. Neste caso, a ação é por crime contra a honra. Também será feita uma representação na Procuradoria Geral da República contra Guerra, presidente do PSDB, por declarações relativas ao mesmo episódio.
Responsabilidade
O secretário-geral do PT afirma que nem o partido nem a campanha tem qualquer responsabilidade no caso das violações de sigilo na Receita Federal de pessoas ligadas ao PSDB. No caso da filha de Serra, Cardozo afirma que o próprio fato de a investigação apontar para um uso de documento falso para "enganar a Receita" mostra que o órgão "não foi usado pelo governo" para realizar a ação.
"Imaginar que tenha sido estratégia do Partido dos Trabalhadores quebrar sigilo da filha do nosso principal oponente é algo que não se sustenta", afirmou. Cardozo disse ainda que a falsificação de documentos "é algo frequente". "Ao que parece, o servidor foi induzido a erro. Isso acontece em vários órgãos, em licitações. Certidões falsificadas, infelizmente, são frequentes".
O secretário-geral do PT afirmou que a população não vai aceitar que a eleição seja decidida "no tapetão". "Essa idéia de ganhar no tapetão não cairá bem para a população brasileira. Ganhar no tapetão, no grito, imputar fatos que não são verdadeiros é uma coisa que não funciona mais no Brasil". Segundo Cardozo, o PT demonstrou interesse em resolver o caso ao pedir que a PF investigasse a quebra de sigilo de pessoas ligadas ao PSDB.
15:44 
15:39
15:30
Miro: o PiG é e sempre será golpista
Extraído do Blog do Miro, presidente do Instituto Barão de Itararé:
15:25

After debuting the world's first hybrid tugboat in 2009, the Port of Long Beach is partnering again with Foss Maritime Company to retrofit an existing tugboat with hybrid technology.
The ship called the Campbell Foss is a conventional dolphin tugboat assisting ships in the San Pedro Bay. It will be fitted with motor generators, batteries and control systems by Foss at one of their shipyards. The retrofit should cut 1,340 tons of CO2 emissions and save 100,000 gallons of fuel per year. Foss and the Port plan to introduce more hybrid tugs over the coming years and see more retrofits in the future.
The Port of Long Beach received a $1 million grant from the California Air Resources Board for the retrofit project.
via Press Release
15:23
Por Katrina Vanden Heuvel*, Washington Post - 31/08/2010
15:12
15:10
15:06
15:00 Tags: Android
Os vizinhos do Zumo publicaram uma galeria de fotos que eles tiraram enquanto experimentavam o aparelho durante o evento de lançamento.
Já a descrição (e imagem) abaixo vem do Gizmodo, que tem bem mais detalhes para quem clicar no link ao final:
Provavelmente este foi o segredo menos secreto de todos os tablets (mais até que o iPad), mas as especificações finais do Samsung Galaxy Tab agora foram reveladas. Ele vai rodar Android 2.2 (Froyo) e virá em versão de 7 polegadas – por enquanto.
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Este é um daqueles momentos onde o produto final excede as expectativas criadas pelos vazamentos anteriores. Tá, a maior parte das especificações já era conhecida, mas você sabia que o Galaxy Tab vai ser o primeiro tablet certificado pela DivX?
Estamos certos de que haverá outros tamanhos de tablet no futuro vindos da Samsung, mas este modelo GT-P1000 em particular tem tela de 7 polegadas TFT-LCD WSVGA (com 1024×600 pixels), e vem com processador Cortex A8 de 1GHz e GPU PowerVR SGX540 – o mesmo usado no smartphone Galaxy S – e conta com 512MB de RAM.
Como esperado, a câmera traseira tem 3 megapixels com autofoco e flash LED, e a câmera frontal (para videoconferência) tem sensor de 1,3MP. Em algumas das fotos abaixo, você verá a câmera traseira sendo usada pelo app Layar. Não sei se será mais conveniente que usar o celular, mas com certeza é uma boa novidade. (…) (via gizmodo.com.br)
14:51
14:50
14:49
14:48 Campanha de Serra deu bode… expiatório
Por: Leandro Arndt, no blog Notícias Marxismoonline01/09/2010
Serra e seus asseclas estão desesperados. Ante o constante avanço das intenções de voto em Dilma Rousseff, eles vão tentando forçar na cabeça do povo brasileiro a impressão de que Lula e sua candidata teriam corrompido as instituições para prejudicar o que há muito não precisa mais ser prejudicado. A jogada atual é bater em cima de uma suposta quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao tucano (embora dezenas de outras pessoas também tenham tido seus sigilos quebrados, mas sequer conhecemos os nomes das outras vítimas).
Para começar, não é nem lógico que esteja ocorrendo o que afirmam. Serra chegou mesmo a pedir a cassação da candidatura de Dilma porque reportagens de jornal afirmam que haveria um “grupo de inteligência montado pela campanha de Dilma para fabricar dossiês contra adversários políticos”. Detalhe: não apenas não seria proveitoso para Dilma falar do patrimônio ou da renda dessas pessoas – é completamente desnecessário –, como também não haveria como sua campanha fazer isso um ano atrás, quando nem comitê de pré-campanha havia. Mas, de tão óbvia, cabe a pergunta feita por Alexandre Campbell: “Por que o Governo iria querer vazar os dados da Receita de pessoas ligadas a Serra, sabendo que mídia não daria atenção para os dados vazados, mas sim para o crime cometido no vazamento?”
Contudo, como alguém entendido do assunto “Receita Federal”, devo falar de algo mais concreto. Bem mais concreto. Poderia ser esse caso o sintoma de um “aparelhamento” da Receita por algum partido? A resposta é simples: não.Fui analista tributário da Receita Federal do Brasil (RFB). Nessa condição, cheguei a chefiar o centro de atendimento ao contribuinte em Ponta Grossa (PR) por razoável período na ausência do titular. Tenho, portanto, uma posição privilegiada para criticar o órgão, mas também para dizer o que não há de errado lá dentro. Em primeiro lugar: não há aparelhamento político da Secretaria da Receita Federal do Brasil.
Em segundo lugar: a Receita não está “escondendo” informações. Existe algo chamado sigilo – é verdade, não são só os tucanos que têm esse direito –, e o sigilo recai sobre todas as investigações disciplinares (hoje sou servidor da Controladoria-Geral da União, órgão central do sistema correicional do governo federal, e posso falar um bocado disso também). Portanto, as acusadas (não deveríamos nem saber seus nomes, e posso garantir que os documentos formalmente publicizados a esse respeito não trazem o nome delas) têm direito à honra e à imagem, que devem ser preservadas, e somente ao final do processo este se tornará público, pois aí se saberá se são culpadas ou inocentes. Antes disso, aquele que revela quem está sendo investigado – e ainda não é culpado – comete crime de… violação de sigilo funcional. A favor do PSDB e contra Dilma, pelo que me consta.
Em terceiro lugar: alguém sabe onde fica a agência da Receita Federal em Mauá? Digo, alguém sabe onde, na estrutura do poder executivo federal, fica a agência da Secretaria da Receita Federal do Brasil em Mauá, São Paulo? Ela está subordinada à delegacia da RFB em Santo André (SP), que está subordinada à superintendência da RFB na 8ª região fiscal, que está subordinada à Secretaria da Receita Federal do Brasil, que está subordinada ao Ministério da Fazenda, que está subordinado ao Presidente da República. Lembram aquela história do sub do sub do sub? A agência da Receita Federal em Mauá está abaixo disso. A chefia dessa agência recebe a mais baixa gratificação do chamado “grupo direção e assessoramento superior” (DAS), que na verdade cabe a qualquer chefia de unidade (não recebem DAS supervisores, chefes de seção etc.). Alguém tão no final da estrutura organizacional da Receita Federal (lembrem-se de que há acusadas subordinadas à chefia da agência, “reles mortais” na Receita) poderia “aparelhar” o órgão ou espelhar tal “aparelhamento”? Com certeza não.
Cabe ressaltar aqui que, entre as versões vazadas sobre o as investigações do vazamento, há aquela que fala de uma “quadrilha” para a violação de sigilos fiscais naquela unidade da RFB. Mas, se é uma “quadrilha especializada na violação de sigilos fiscais”, isso significa aparelhamento político? Prefiro não me rebaixar ao nível de responder tamanha obviedade.
Uma última questão que deve ser levantada é a seguinte: teria a servidora envolvida na suposta violação do sigilo fiscal da filha de José Serra, Verônica Allende Serra, alguma culpa em tal violação? Ao que tudo indica, não. Esclareço: um servidor público, ao se deparar com um documento público aparentemente autêntico, deve dar fé a ele e agir como se autêntico fosse. Se realmente o reconhecimento da firma da filha de Serra foi falsificado, somente um perito criminal da Polícia Federal poderá dizer, jamais um analista tributário da Receita Federal do Brasil. E, por fim, a guarda de documentos num ambiente movimentado como o atendimento ao contribuinte na RFB (eu mesmo atendia em média 40 pessoas) é relativamente precário. É fácil sumirem documentos que justificam o acesso a dados protegidos por sigilo fiscal. Somente uma investigação rigorosa poderá dizer se realmente houve violação de sigilo.
Enfim, é muito simples resumir o que está acontecendo. Como sabemos, a mídia clama por um fato novo, algo que dê algum alento à candidatura de José Serra para que pelo menos possa ir para um eventual segundo turno. Na ausência do tal “fato novo”, requentam os velhos, como as tais “violações de sigilo”. Além disso, pode parecer que Serra tem alguma intenção golpista, depois de falar para militares que haveria hoje uma “república sindicalista” como a que os reacionários diziam que haveria em 1964, e que haveria um “aparelhamento político” da Receita Federal – e de todo o Estado – por esse partido surgido do sindicalismo do ABC paulista no final da ditadura militar. Mas, como disse o Maurício Caleiro, “Não há a mínima condição para um golpe-tapetão. Querem é asociar a vitória ao autoritário.”
14:45
publicado em 02/09/2010, às 09h50:
Lula orienta Dilma a não entrar em polêmica da Receita
Agora petista evitará o assunto nos chamados “quebra-queixo” com jornalistas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, a não entrar na polêmica envolvendo a quebra de sigilo fiscal de membros do PSDB. A estratégia para blindar a petista foi discutida nesta quarta-feira (1º), em café da manhã no Palácio da Alvorada.
O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o presidente do PT, José Eduardo Dutra, coordenadores da campanha, também participaram do café com Lula e Dilma. Na avaliação do presidente, o comitê precisa proteger a candidata da tentativa do adversário José Serra (PSDB) de associá-la à violação fiscal.
Lula disse que Dilma não pode ficar refém da agenda de crise de Serra. A ordem é deixar que o caso seja sempre explicado pela Receita Federal. Caberá ainda a ministros, quando necessário, rebater Serra com mais ênfase. Para Lula, a devassa no Imposto de Renda de quatro tucanos e até de Verônica Serra, filha do candidato, faz parte de um esquema de “compra e venda” de sigilos fiscais.
- É uma bandidagem.
Dilma evitará aumentar o assunto, a partir de agora, nos chamados “quebra-queixo” com jornalistas. Em debates e entrevistas exclusivas, porém, não terá como fugir do tema. Na noite desta quarta, por exemplo, em entrevista, ela afirmou ser “a maior interessada” na apuração dos fatos antes da eleição e repetiu que Serra levanta acusações sem prova.
14:33
14:30 Enviado por Rodrigo Miguel – Blog Linux-like (linuxlike·blogspotΘgmail·com):
“Como verificar a quantidade de memória de vídeo no Linux? Esta é uma pergunta que tenho feito há muito tempo. Infelizmente, ao contrário do Windows, o Linux não tem jeito fácil de ver a quantidade de RAM de vídeo. Mesmo alguns comandos como o lspci -vvv, por exemplo, nem sempre exibem a informação correta.Assim, a visualização do arquivo de log do X Window System (/var/log/Xorg.0.log) parece dar a única resposta confiável.
Com o objetivo de exibir essa informação de forma mais amigável, criamos um script com duas versões, uma em modo texto e outra com interface gráfica. Esperamos que o script suporte, pelo menos, os chipsets/adaptadores de vídeo NVIDIA, INTEL, VIA e SIS (de acordo com testes efetuados nas distribuições Debian e Ubuntu).
Para maiores detalhes e para obter o script, acesse o link de referência desta notícia.” [referência: linuxlike.blogspot.com]
14:21 O programa Bolsa Atleta está dando suporte para quem tem grande potencial competitivo, mas ainda não conseguiu um patrocínio. Os recursos são do governo federal.
O valor do benefício mensal varia de R$ 300,00, para atletas estudantes, a R$ 2.500,00, para esportistas olímpicos e paraolímpicos. A saltadora Laryssa Fogaça, que aperece no vídeo ao lado, é uma das beneficiárias do Programa.
14:17
De Idelber Avelar, do imprescindível “O Biscoito Fino e a Massa”
Pois é, valente Deputado Brizola Neto, o lacerdismo vive. Para os mais jovens, aí vai a frase de Carlos Lacerda que emblematiza o golpismo tupiniquim: O senhor Getúlio Vargas não deve ser candidato à presidência; candidato, não deve ser eleito; eleito, não deve tomar posse; empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar.*
Não há momento da história do Brasil em que, ameaçada pelas urnas, a direita não tenha recorrido a alguma variação do espírito dessa frase. Em vez de utilizar a campanha eleitoral para discutir o que interessa–saúde, educação, reforma agrária, política externa, política tributária, papel do Estado na economia–, nos vemos mais uma vez numa grotesca paródia de telenovela mexicana, rastreando um carimbo de cartório de setembro de 2009, indo atrás de contadores e advogados que assinaram ou deixaram de assinar um pedaço de papel, repetindo ad infinitum esse tedioso disse-me-disse dos factoides. A entrevista com o contador que levou à Receita Federal a solicitação de cópias das declarações de Imposto de Renda de Verônica Serra é um festival de chacotas. Quem diria, a sério, algo assim sobre qualquer candidato?: Tenho nojo de política. Mas eu voto no Serra viu? Sou eleitor dele desde que ele nasceu.
Mais uma vez, o futebol nos oferece a metáfora perfeita: a quem interessa a confusão e a bagunça extra-campo? Qual é o time que quer tumulto? Qual é a equipe que deseja levar o jogo para o tapetão? Certamente não são aqueles que estão jogando na bola e ganhando a partida. Serra parece disposto a lançar ao lixo o que lhe resta de biografia honrada. Tudo indica que sairá deste processo passando vergonha: apelando para a pancada, reclamando com o juiz, escondendo a bola, como é de seu feitio (vejam, nesse link do insuspeito Estadão, a referência a Tasso Jereissati).
Aqui, cabe uma palavra acerca do papel da mídia. Nada disso teria tomado a campanha eleitoral de assalto se não fosse pelo exército de manipuladores amestrados dos conglomerados máfio-midiáticos do país. Tento não subestimar nem superestimar o poder desses conglomerados. No ambiente volátil da internet, muitas vezes oscilamos entre os dois extremos, o da euforia (“depois da internet, morreu o poder da mídia!”) ou da conspiração maligna (“a mídia elegeu tal candidato, ela é responsável por esse ou aquele resultado eleitoral”). Acredito que a análise deve ser feita caso a caso. Creio, por exemplo, que no Sul a RBS tem um poder de distorção e manipulação que os Diários Associados não possuem em Minas Gerais. Também acho inegável que hoje já não há espaço para golpes como os perpetrados pela Globo em 1989.
Mas também acredito que não estaríamos discutindo isso se não fosse pela disposição da mídia brasileira de funcionar como porta-voz do golpismo. O Sr. Ricardo Noblat, depois de traficar mentiras sobre assassinatos, ontem entrou no ramo da manipulação de vídeo, editando e cortando uma entrevista de Dilma Rousseff, com grotesca distorção sonora ao fundo. Ele continua tendo a cara de pau de chamar isso de jornalismo.
Acabam de entrar, nada mais, nada menos, com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a impugnação da candidatura de Dilma Rousseff, por uma violação de sigilo fiscal da filha de Serra, ocorrida em setembro de 2009, sobre cujas relações com Dilma eles não possuem um fiapo, um miligrama, uma tutaméia de provas. Já tentaram isso antes. E o povo deu a resposta nas urnas, oferecendo ao pobre Alckmin menos votos no segundo turno que ele havia tido no primeiro, façanha inédita na história das eleições presidenciais brasileiras.
Pelo jeito, passaremos alguns dias nessa realidade paralela. Mas concordo com o leitor de Luis Nassif, que lembra que o relator dessa palhaçada será o Ministro Aldir Passarinho Jr., um legalista que honra a toga. O TSE é presidido pelo Ministro Ricardo Lewandowski, constitucionalista e brasileiro honrado, de quatro costados. É evidente que é preciso estar atento, mas tudo indica que o saldo do episódio será mais uma desmoralização para José Serra.
O que sua coalizão e a corja de jornalistas amestrados não parecem entender é que, num país com a história do nosso, essa é uma brincadeira muito perigosa.
PS: Band, iG e Vox Populi iniciaram ontem a divulgação do tracking diário da eleição presidencial. É um modelo que nós, aqui nos EUA, conhecemos bem. Costuma aferir bem a tendência do eleitorado. Foi o estudo do tracking que nos permitiu, aqui no Biscoito, discutir com antecedência a possibilidade de vitória de Obama no republicaníssimo estado da Carolina do Norte, enquanto Miriam Leitão dizia que a escolha de Sarah Palin havia sido um “golpe de mestre” de John McCain–afirmativa pela qual até hoje ela não se retratou. O tracking da Vox entrevista 500 pessoas por dia e divulga, diariamente, a média das últimas 96 horas. A cada dia, saem da ponderação os números auferidos quatro dias antes. Não surpreende o desespero de José Serra. No primeiro tracking, divulgado ontem, os resultados foram: Dilma, 51%; Serra, 25%, Marina, 9%. Antes da divulgação pelos portais, os números apareceram, em primeira mão, no Twitter.
* A frase foi corrigida algumas horas depois de publicado o post.
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14:13
O período abrangido pelas investigações da Operação Mercari (18 meses) pega em cheio a gestão de Fernando Lemos na direção do banco. Considerado da “quota do PMDB” e, mais particularmente, do senador Pedro Simon, Lemos esteve a frente de uma megaoperação publicitária do governo tucano que despejou milhões de reais em anúncios e campanhas.
Cabe lembrar que a despesa total do governo Yeda Crusius com publicidade aumentou consideravelmente a partir de 2008: cresceu 23% acima da inflação. Foi uma das receitas para enfrentar os escândalos e denúncias de corrupção. O governo tucano abriu os cofres e despejou publicidade na mídia gaúcha. Em dois anos, foram gastos em propaganda (a preços médios de 2008) cerca de 306 milhões. Deste total, mais de 200 milhões foram gastos pelas estatais. Mais de 80% deste valor (cerca de 164 milhões de reais) vieram do Banrisul.
Segundo análise do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, relativa aos anos de 2007 e 2008, dos 164 milhões gastos pelo Banrisul em publicidade, menos da metade foi legalmente autorizada. Cerca de 90 milhões gastos pelo banco em publicidade contrariaram a Constituição Federal e as LDOs (Leis de Diretrizes Orçamentárias) de 2007 e 2008. Neste período, apenas 8% da despesa com publicidade se enquadra no item “publicidade legal obrigatória”. Cerca de 92% foram gastos com publicidade institucional, ou seja, propaganda do governo.
Em 2009, o governo Yeda gastou 201 milhões em publicidade – quase três quartos do montante gasto em obras (271 milhões). Do total gasto em propaganda, quase a metade (99,5 milhões), veio do Banrisul. Cabe observar que só havia autorização orçamentária para o banco estatal despender 50 milhões, 49,5 milhões foram gastos ilegalmente, contrariando o disposto no artigo 149, § 7º da Constituição estadual.
Além da análise desses gastos, o Tribunal de Contas também realizou uma inspeção especial no banco a pedido do Procurador Geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Da Camino. Coincidência ou não, em meio a esse processo de investigação, Fernando Lemos deixou a direção do banco no início deste ano, sendo premiado pela governadora Yeda Crusius com um cargo de juiz no Tribunal de Justiça Militar.
14:10
14:05
Sempre queremos saber mais sobre a relação dos campuseiros com a Campus Party.
Foi justamente pensando nisso que criamos o Campuseiros em 60″! A iniciativa consiste no seguinte: se você participou alguma vez da Campus Party, queremos saber AS SUAS histórias e AS SUAS sensações dentro do evento. Para isso, pedimos para que vocês nos enviem um depoimento em vídeo - ou apenas em áudio, como preferir - e pelo menos outras 5 fotos, ou qualquer outro tipo de registro que represente a sua passagem pelo maior encontro tecnológico do mundo! Ah, e não é preciso editar nada! O material pode enviado bruto mesmo, mas…
…Atenção!A única condição imposta pela nossa produção é a de que este depoimento seja feito em 1 MINUTO, ou seja, 60″, o que explica o nome do projeto. Depois, é só enviar tudo bonitinho - depoimento, fotos etc. - para
comunicacao.cpbr@futuranetworks.comParticipe, grave um depoimento pessoal ou com outros amigos campuseiros! Conheceu sua namorada(o) na Campus Party? Fez grandes amizades? Conheceu algum ídolo da internet? Curtiu a apresentação de algum palestrante? Então nos diga, nos conte de coração como foi! Avise seus colegas de comunidade digital e peça para que também enviem uma contribuição! Afinal de contas, vocês são a parte mais importante deste evento!
Estamos ansiosos pelas palavras de vocês!
14:04
14:02
Mas como a cotia só olha para o rabo dos outros, era natural que ela tivesse o seu cortado bem no tronco, mesmo ela continuando a mostrar o dos outros como se nada tivesse acontecido com o dela. Assim agem, historicamente, aqueles que não se conformam com o veredito popular, os que defendem uma democracia sem o povo, a exemplo da canalha udenista, e agora com os seus legítimos herdeiros, ou seja, os demo-tucanos.
Com a iminência de uma fragorosa derrota nas urnas – muito maior que a de 2002 -, o candidato da oposição conservadora de direita, José Serra, ou simplesmente o “Zé”, está apelando para tudo. Aliás, ele é capaz de tudo para sentar na cadeira hoje ocupada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É capaz até mesmo de fazer uma boa ação. Para tanto ele conta com os colonistas e demais jornalistas amestrados, PhD em antijornalismo.
O “Zé” tentou ligar o PT e sua candidata Dilma Rousseff às Farc, ao narcotráfico, aos “mensaleiros” e a tudo o que é ruim. Tudo sem provas como, aliás, sempre faz. Quem não lembra do tristemente célebre “Plano Cohen” em setembro de 1937 para justificar o golpe que deu origem à ditadura do Estado Novo? Em matéria de factoides, a canalha da vela e da nova UDN é especialista, com pós-doutorado.
Em matéria de dossiês e quebra de sigilo os tucanos são especialistas. Lembra, caro leitor, da quebra de sigilo bancário de vários parlamentares devedores do Banco do Brasil? Vários dossiês foram cuidadosamente preparados e muitos deputados federais e senadores foram forçados, em 1997, a votar à favor da emenda da reeleição para garantir mais quatro anos para o Coisa Ruim. Logo depois se soube que muitos deles foram comprados por R$ 200 mil, conforme declararam os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do PFL do Acre.
Vale lembrar que em 2002 o “Zé” e a sua mídia inflaram a candidatura da então governadora pefelista Roseana Sarney à presidência da República. O objetivo era favorecer a candidatura do “Zé” e prejudicar a de Lula. Como o tiro saiu pela culatra, a candidatura de Roseana cresceu tanto que já ameaçava a do “Zé”. Foi aí que o tucanato, utilizando o delegado federal Marcelo Itagiba, hoje deputado federal pelo PSDB do Rio de Janeiro, invadiu a sede da Empresa Lunus, de Jorge Murad – esposo de Roseana -, encontrando lá R$ 1,34 milhão em espécie. Esse fato levou a Filha de José Sarney a renunciar à sua candidatura em 13 de abril daquele ano.
Na mesma época o então governador cearense Tasso Jereissati denunciou ter sido grampeado por dois meses, a mando do “Zé”. Ainda em 2002, o “Zé” teria mandado preparar um dossiê contra Ciro Gomes, então candidato a presidente da República pelo PPS. No ano passado, quando o governador de Minas Gerais, Aécio Neves defendia uma prévia no PSDB para escolher o candidato a Presidente, eis que é plantada nota em coluna de jornal dando conta de que o governador mineiro havia espancado a sua namorada numa festa no Rio de Janeiro. Mais uma vez o “Zé” foi responsabilizado pela autoria.
Desde fevereiro que a tendência de queda do “Zé” e de subida de Dilma Rousseff já era apontada pelo Instituto Sensus e pelo Vox Populi. Quando o Datafolha não pode mais manipular os números, eis que vem à baila a quebra do sigilo fiscal de alguns insignificantes tucanos: Eduardo Jorge, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e de um tal Gregório Preciado, parente do “Zé”, além dos empresários Michael e Samuel Klein, da Casas Bahia, da apresentadora Ana Maria Braga e mais 140 pessoas sem vinculação partidária.
Que importância têm essas pessoas na sucessão presidencial? São candidatas a quê? Por que violaram também o sigilo fiscal dos empresários e da apresentadora? Já está mais que provado que trata-se de uma quadrilha que usava os dados para ganhar dinheiro. O Corregedor da Receita Federal já esclareceu tudo. Porém o “Zé” faz de conta que não sabe e continua, insanamente, acusando sua principal adversária de ser a responsável. E a mídia faz coro.
Ao entrevistar Dilma Rousseff no Jornal da Globo de segunda-feira, a dupla William Waack e Cristiane Pelajo pareciam que estavam num tribunal da Inquisição. Não dava nem pra disfarçar o desejo de massacrar a candidata petista. Requentaram factoides já desmascarados e fugiram do essencial que era o plano de governo da candidata. É o desespero da certeza da fragorosa derrota em três de outubro. Se tem alguém que não tem o menor interesse na quebra de sigilo fiscal daquelas pessoas, esse alguém é justamente Dilma Rousseff. Outros dossiês serão fabricados até o dia da eleição.
Quanta hipocrisia!
14:02
Admirada pelos quatro cantos mundo, a criatividade dos baianos está dando o que falar nas eleições de 2010. O candidato ao governo da Bahia, Jaques Wagner, apresentou uma novidade aos internautas e criou uma área com jogos interativos para todos os públicos na página souwagner13.
Lá, é possível fazer parte da constelação on-line de Wagner e até mesmo organizar um comício virtual, convidando amigos do Twitter. A candidata Dilma, em versão virtual, também participa do seu comício.
Para os mais novos, jogos de memória ajudam a conhecer melhor os candidatos da coligação. O jogo é montado com fotos de Dilma, do presidente Lula, de Jaques Wagner e de seu vice, Otto Alencar. Os candidatos ao Senado Lídice da Mata e Walter Pinheiro também estão na brincadeira. No final, você ainda pode entrar para o ranking do site, que informa sua potuação em relação aos outros internautas.
Clique aqui, pois vale a pena conferir no site!
14:00 Diretamente do outro lado do Atlântico, enviado por Cláudio Novais (ubuntuedΘgmail·com):
“Um dos redatores do Ubuntued (não eu) escreveu um artigo que junta 25 dos melhores visuais para o Ubuntu, mais concretamente para o ambiente gráfico Gnome.Estes visuais são constituídos normalmente por temas GTK, ícones, fontes, conkys, wallpapers e depois, conforme cada um, traz também skins para o rainlendar, awn, covergloobus, e muito muito mais.
Creio que vale a qualquer utilizador ter conhecimento desta compilação! Para conhecer todos os visuais de relance, foi criado um vídeo no youtube que os mostra.” [referência: ubuntued.info]
13:59 Oposição a Lula virou amizade, quase amor
Maria Inês Nassif, no Valor Econômico
02/09/2010Sem bater em Lula, o marketing de Serra tenta transformá-lo em vítima de Dilma
Em 1989, Fernando Collor de Mello, ex-governador do Estado mais pobre da Federação, Alagoas, assumiu um discurso ofensivo – no sentido também de ofender -, selecionou uma série de desaforos destinados a abalar um governo caindo de impopularidade e partidos em crise, e definiu bordões para causar pânico em torno do candidato de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal concorrente. Collor venceu atirando para todos os lados. Levou junto um partido que inventou antes das eleições, o PRN, que morreu junto com o seu curto reinado.
A eleição de Collor foi a consagração do marketing político como arma eleitoral. Os alvos do candidato eram escolhidos em pesquisas qualitativas, que definiam os inimigos a combater para alcançar popularidade e as fragilidades do principal concorrente. Pegou um país saído do massacre ideológico do discurso anticomunista da ditadura e que vivia uma hiperinflação. Atacou o governo José Sarney pela incompetência administrativa e Lula pelo temor da classe média. Além do horário eleitoral gratuito, tinha o apoio de uma mídia que estava sem candidatos, sofria com a hiperinflação e preferia que o PT ficasse longe do poder.
Foi o início e o auge da influência do marketing político. E o marketing foi tão eficiente porque não brigou com os fatos: o governo era impopular mesmo e seu candidato não subia nas pesquisas; a classe média e as elites tinham medo real de Lula, eram maleáveis a um discurso moralista e de direita e faziam a cabeça dos de baixo. O PMDB, o grande partido do momento, vivia a crise do governo José Sarney e a compartimentação dos interesses de seus líderes regionais e abandonou aos lobos o seu candidato a presidente, Ulysses Guimarães.
Os marqueteiros de Collor trabalharam em terreno fértil – e sua agressividade foi guindada à condição de ira divina. Um impeachment e quatro eleições depois, todavia, a eficiência desse modelo é questionável. Simplesmente porque vai contra a realidade.
Em 2006, nas eleições pós-mensalão, a oposição tentou reeditar o discurso de Collor. Os alvos eram um governo que os partidos adversários consideravam acabado e um partido, o PT, que tinha por decadente. Na cabeça dos partidos oposicionistas, Lula era um Collor pré-impeachment ou um José Sarney em final de mandato: estava condenado a deixar o poder. O modelo do discurso agressivo, beirando as bravatas machistas do Collor presidente, foi o escolhido para derrubar Lula – ou pelo impeachment, em 2005, ou pelo voto, em 2006. Um senador, no plenário, chegou a ameaçar bater em Lula.
O erro de avaliação foi fatal para a oposição. A popularidade de Lula nas pesquisas subiu rapidamente após a ofensiva dos partidos oposicionistas no Congresso. Em 2006, o candidato tucano, Geraldo Alckmin, chegou a ter mais votos no primeiro do que no segundo turno. A avaliação da oposição, sobre a qual o discurso político foi construído, não levou em conta mudanças que estavam se produzindo no país. Os programas de transferência de renda, em especial o Bolsa Família, despiram as classes média e alta do papel de mediadores de voto das classes menos favorecidas. Lula tinha um patrimônio eleitoral próprio. A agressividade do discurso da oposição, em vez de desgastar o presidente que disputava a reeleição, vitimizou-o. Produziu solidariedade, em vez de provocar aversão.
Da vitória de Lula em 2006 para cá, o modelo Collor de marketing político teria que ter passado por grandes mudanças. Elas foram apenas cosméticas. O marketing de Serra, nos primeiros dias de propaganda eleitoral gratuita, optou por não comprar briga com Lula e não negar a sua popularidade. O problema é que o discurso soou falso. Desde 2005, a oposição aparece na mídia em confronto radical com o presidente que agora é tratado com condescendência, quase amor. No último round eleitoral, Serra tem se apegado às quebras de sigilo fiscal de pessoas próximas a ele. As acusações recaem sobre a candidata do PT, Dilma Rousseff, e sobre o seu partido, e não sobre o chefe de um governo cuja Receita Federal deixou vazar sigilos.
Enquanto o marketing de Dilma a une a Lula, o de Serra tenta separá-los. Os índices de pesquisa acabam mostrando que a eficiência do marketing é tão maior quanto mais próxima da realidade. As estratégias de campanha de Dilma deslizam numa realidade em que o eleitor tende à continuidade, gosta do presidente e incorporou naturalmente o trabalho de identificação feito entre a candidata e o seu padrinho. As estratégias eleitorais de Serra nadam contra a corrente de um eleitorado majoritariamente governista e da identificação da ex-ministra com o governo que é amplamente aprovado pela população.
A saída de Serra é tentar ser, ele próprio, a vítima. A algoz tem que ser Dilma, porque Lula não tem colado nesse papel. Como a prancha de Serra está contra a onda, no entanto, o marketing teria que conseguir uma sintonia muito fina. É tênue a separação entre uma acusação – a de que Dilma é a responsável pela quebra de sigilo – e a infâmia, no ouvido do eleitor. Quando a onda está contra o candidato que faz a acusação, um erro é fatal. Essa sintonia não parece que está sendo conseguida. O aumento da rejeição do candidato tucano, desde o início da propaganda eleitoral, é alarmante.
13:59
A comunicação empresarial é uma atividade que nunca me agradou, mas que fui obrigado a exercer durante muitos anos, por falta de opção melhor.
13:54 Da Folha
No rádio, programa de Serra diz que 'Dilma é como o Dunga'
DE SÃO PAULO
O programa de rádio do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, utilizou mais uma metáfora futebolística para atacar sua principal adversária na corrida eleitoral, a petista Dilma Rousseff.
Em depoimento que foi ao ar hoje (2), uma pessoa não identificada diz que "Dilma é como o Dunga", que dirigiu a seleção brasileira na Copa da África, e "deu no que deu".
O candidato promete continuar o que está dando certo, como o Bolsa Família, corrigir o que está com problemas, citando as estradas federais, e acelerar o que está lento, criticando os investimentos do Planalto no metrô.
->ExalExaltando a capacidade de Serra, o locutor diz que "onde ele bota a mão, acontece".O tucano afirmou que vai criar um milhão de vagas no ensino técnico e colocar duas professoras nas salas de aula dos alunos do primeiro ano do ensino fundamental.
O programa da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, defendeu crescimento com distribuição de renda e apresentou realizações do governo Lula, como Bolsa Família, PAC, reajustes do salário mínimo além da criação de 14 milhões de empregos com carteira assinada.
Dilma foi apresentada como a líder das pesquisas.
Com uma música, o programa prestou homenagem aos gaúchos.
Francisca Nunes, de Sobradinho 2, deu depoimento contando como sua vida melhorou por causa dos programas do governo federal.
No final, o locutor pede que os ouvintes escrevam para a candidata contando o que mudou em suas vidas nos últimos anos.
Marina Silva (PV) cobrou coerência dos candidatos e criticou a postura do PT e do PSDB, que defenderam a CPMF quando estiveram no governo, mas criticaram o imposto quando na oposição.
Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) afirmou que a política econômica não muda há 16 anos, período em que PT e PSDB ocuparam a Presidência da República. O candidato disse que vai combater a desigualdade.
13:53 Nem o Lambreta tira o Serra do fundo do poço
Disse o amigo navegante Victor:
O Conversa Afiada já tratou desse assunto.
O lançamento do livro do Amaury foi adiado porque ele fez um acordo com a TV Record, onde passou a trabalhar.
Sairá ano que vem.
Mas, é importante reforçar um ponto: o Amaury não quebrou o sigilo fiscal do Eduardo Jorge nem o da filha do Serra, aquela que teve uma sociedade com a irmã do Daniel Dantas – clique aqui para ver os documentos em Miami (Miami !).
Amaury só trabalhou com documentos públicos.
Documentos que, aliás, ele desde já colocou à minha disposição para usar em futuras ações judiciais (alô, alô, Daniel Dantas !).
Existe uma lógica tosca no ato Golpista do Serra de tentar se eleger com os sete votos do TSE e impugnar a candidatura da Dilma.
(O que pode derramar uma mancha de sangue no tapete)
A lógica seria a seguinte, me disse um amigo navegante, preocupado: um Amaury abre o sigilo do EG; escreve com os dados do EG um dossiê; entrega o dossiê ao Lambreta; o Lambreta entrega ao Pimenta Bueno; o Pimenta Bueno entrega à Vilma; a Vilma usa na campanha para tentar sair dos 20%.
Essa é a lógica de botequim.
Ou melhor, a lógica do Fasano.
Portanto, é importante ficar muito claro.
O livro do Amaury, que trata do Ricardo Sérgio, do Daniel Dantas, da filha do Serra e de outros insignes membros da elite da elite dos tucanos paulistas e suas operações empresariais – o livro do Amaury não estourou o sigilo fiscal de ninguém.
Se o Golpe depender disso, o Serra vai precisar de um Plano Cohen, de uma Carta Brandi, da foto do dinheiro dos aloprados e, de preferência, não deve deixar nenhum vôo da Gol cair na hora do jornal nacional. (Clique aqui para ler “O primeiro Golpe já houve. Falta o segundo” e aqui para ler “Só a Globo e o Kamel impedem a vitória da Dilma no primeiro turno”).
Paulo Henrique Amorim
Em tempo: Atella, o de 5 CPFS, nem sabia que o jenio tem filha:
[g1.globo.com]
13:53 De O Globo
Para cônsul holandês, Brasil é foco para investimentos do país
Plantão | Publicada em 01/09/2010 às 17h43m
Valor Online
RIO - O governo holandês vê o Brasil como o principal foco para investimentos das empresas do país nas Américas, notadamente no setor de óleo e gás. A afirmação foi feita pelo cônsul-geral holandês no Rio de Janeiro, Paul Comenencia, para quem os dois países são "parceiros naturais".
"Ainda tem muito espaço para sermos os melhores e, quem sabe, os maiores parceiros no mundo nas áreas de óleo e gás, naval e offshore", frisou Comenencia.
O cônsul explicou que o maior parceiro comercial da Holanda nas Américas são os Estados Unidos, mas o fato de a maior economia do mundo ter um mercado já consolidado, aponta para melhores oportunidades de crescimento no Brasil.
!--break-->AestA estimativa das companhias do país europeu é que o investimento no Brasil nas indústrias petroleiras e naval some US$ 9 bilhões entre 2007 e 2012, dos quais US$ 1 bilhão vindos de pequenas e médias empresas.Os valores não contabilizam o pré-sal e, para o adido comercial holandês, Robin de Rooy, a estimativa pode ser considerada conservadora.
"É a melhor projeção que temos, mas muita coisa depende de como vai ser desenvolver o pré-sal", disse De Rooy.
Entre as empresas holandesas que pretendem aproveitar as oportunidades está a Fugro, especializada em geotécnica, mapeamento e geociências e já fornecedora da Petrobras. Atualmente a companhia tem 1.100 funcionários no Brasil, que representa a maior operação da empresa fora da Holanda, com 10% do número total de funcionários que a companhia tem no mundo.
"Investimos US$ 10 milhões em uma nova base em Rio das Ostras, o que mostra que estamos no Brasil para ficar por muito tempo", frisou a diretora presidente da Fugro Brasil, Mathilde Scholtes.
Outro exemplo de investimento já feito no Brasil por conta da expansão do setor de óleo e gás é a Frames, que se associou à carioca EBSE há quatro anos, investindo 6 milhões de euros no período para modernização da fábrica da empresa brasileira.
O representante da Frames no Brasil, Ernest Kretz, ressaltou que, como consequência dos aportes realizados, a empresa já fornece equipamentos para plataformas da Petrobras, como a P-55, P-57, além de conseguir a vitória na concorrência para construir os separadores da P-58 e da P-62.
(Rafael Rosas | Valor)
13:53
13:53
13:51
Collor venceu atirando para todos os lados. Levou junto um partido que inventou antes das eleições, o PRN, que morreu junto com o seu curto reinado.
A eleição de Collor foi a consagração do marketing político como arma eleitoral. Os alvos do candidato eram escolhidos em pesquisas qualitativas, que definiam os inimigos a combater para alcançar popularidade e as fragilidades do principal concorrente. Pegou um país saído do massacre ideológico do discurso anticomunista da ditadura e que vivia uma hiperinflação. Atacou o governo José Sarney pela incompetência administrativa e Lula pelo temor da classe média. Além do horário eleitoral gratuito, tinha o apoio de uma mídia que estava sem candidatos, sofria com a hiperinflação e preferia que o PT ficasse longe do poder.
Foi o início e o auge da influência do marketing político. E o marketing foi tão eficiente porque não brigou com os fatos: o governo era impopular mesmo e seu candidato não subia nas pesquisas; a classe média e as elites tinham medo real de Lula, eram maleáveis a um discurso moralista e de direita e faziam a cabeça dos de baixo. O PMDB, o grande partido do momento, vivia a crise do governo José Sarney e a compartimentação dos interesses de seus líderes regionais e abandonou aos lobos o seu candidato a presidente, Ulysses Guimarães.
Os marqueteiros de Collor trabalharam em terreno fértil – e sua agressividade foi guindada à condição de ira divina. Um impeachment e quatro eleições depois, todavia, a eficiência desse modelo é questionável. Simplesmente porque vai contra a realidade.
Em 2006, nas eleições pós-mensalão, a oposição tentou reeditar o discurso de Collor. Os alvos eram um governo que os partidos adversários consideravam acabado e um partido, o PT, que tinha por decadente. Na cabeça dos partidos oposicionistas, Lula era um Collor pré-impeachment ou um José Sarney em final de mandato: estava condenado a deixar o poder. O modelo do discurso agressivo, beirando as bravatas machistas do Collor presidente, foi o escolhido para derrubar Lula – ou pelo impeachment, em 2005, ou pelo voto, em 2006. Um senador, no plenário, chegou a ameaçar bater em Lula.
O erro de avaliação foi fatal para a oposição. A popularidade de Lula nas pesquisas subiu rapidamente após a ofensiva dos partidos oposicionistas no Congresso. Em 2006, o candidato tucano, Geraldo Alckmin, chegou a ter mais votos no primeiro do que no segundo turno. A avaliação da oposição, sobre a qual o discurso político foi construído, não levou em conta mudanças que estavam se produzindo no país. Os programas de transferência de renda, em especial o Bolsa Família, despiram as classes média e alta do papel de mediadores de voto das classes menos favorecidas. Lula tinha um patrimônio eleitoral próprio. A agressividade do discurso da oposição, em vez de desgastar o presidente que disputava a reeleição, vitimizou-o. Produziu solidariedade, em vez de provocar aversão.
Da vitória de Lula em 2006 para cá, o modelo Collor de marketing político teria que ter passado por grandes mudanças. Elas foram apenas cosméticas. O marketing de Serra, nos primeiros dias de propaganda eleitoral gratuita, optou por não comprar briga com Lula e não negar a sua popularidade. O problema é que o discurso soou falso. Desde 2005, a oposição aparece na mídia em confronto radical com o presidente que agora é tratado com condescendência, quase amor. No último round eleitoral, Serra tem se apegado às quebras de sigilo fiscal de pessoas próximas a ele. As acusações recaem sobre a candidata do PT, Dilma Rousseff, e sobre o seu partido, e não sobre o chefe de um governo cuja Receita Federal deixou vazar sigilos.
Enquanto o marketing de Dilma a une a Lula, o de Serra tenta separá-los. Os índices de pesquisa acabam mostrando que a eficiência do marketing é tão maior quanto mais próxima da realidade. As estratégias de campanha de Dilma deslizam numa realidade em que o eleitor tende à continuidade, gosta do presidente e incorporou naturalmente o trabalho de identificação feito entre a candidata e o seu padrinho. As estratégias eleitorais de Serra nadam contra a corrente de um eleitorado majoritariamente governista e da identificação da ex-ministra com o governo que é amplamente aprovado pela população.
A saída de Serra é tentar ser, ele próprio, a vítima. A algoz tem que ser Dilma, porque Lula não tem colado nesse papel. Como a prancha de Serra está contra a onda, no entanto, o marketing teria que conseguir uma sintonia muito fina. É tênue a separação entre uma acusação – a de que Dilma é a responsável pela quebra de sigilo – e a infâmia, no ouvido do eleitor. Quando a onda está contra o candidato que faz a acusação, um erro é fatal. Essa sintonia não parece que está sendo conseguida. O aumento da rejeição do candidato tucano, desde o início da propaganda eleitoral, é alarmante.
13:47
Poucos livros conseguem representar bem seu tempo e uma fase da vida. Um feliz exemplo é o essencial Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger, que, infelizmente, muitos ainda não leram (um dia escrevo um artigo sobre ele). O norte-americano Charles Bukowski já tinha uma certa notoriedade como escritor por seus livros com abordagem realista e auto-biográfica quando escreveu sua maior obra, o romance que que seria considerado por muitos como um novo Apanhador no Campo de Centeio e um dos melhores romances americanos do século XX. Não por ser parecido, muito longe disso, mas por transmitir com perfeição a adolescência pobre e sem perspectivas da época da Grande Depressão Americana. Tudo com uma linguagem seca e dura, maior marca de Bukowski.
Como havia prometido um post para o iCult Generation (um dos melhores lugares da internet para se ler sobre livros), escrevi sobre essa grande obra de Bukowski. Clique na imagem ou AQUI e veja a visão de mundo pessimista de Henry Chinaski.
Este artigo pertence ao Nerds Somos Nozes. Alguns direitos reservados!
13:44
Dilma pode vencer com vantagem maior que a de Lula
Estadão
Mantido o cenário atual da sucessão presidencial, Dilma Rousseff (PT)
teria uma vitória mais ampla que a de Lula há quatro anos.
Eu vejo tudo; nada pode passar despercebido!
13:41 O relator já apresentou relatório final em julho que comprova a legalidade dos convênios firmados por entidades ligadas à reforma agrária, depois de oito meses e 13 audiências.
Da Radioagência NP
O funcionamento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (CPMI do MST) se estenderá até janeiro de 2011. O encerramento estava previsto para o último dia 17 julho, quando foi apresentado o relatório final que comprova a legalidade dos convênios firmados por entidades ligadas à reforma agrária.
Leia também
Frei Betto: Congresso absolve MST
13:34 A Via Camponesa Internacional convoca os movimentos sociais a se mobilizarem em defesa de propostas efetivas para a COP-16, das Nações Unidas.
Da Página do MST
A Via Camponesa Internacional divulgou uma nota com uma convocação aos movimentos sociais de todo o mundo a se mobilizarem em defesa de propostas efetivas para enfrentar as mudanças climáticas, na 16ª Conferência das Partes (COP-16) da Convenção Marco das Nações Unidas.
A COP-16 acontece entre 29 de novembro e 10 de dezembro, em Cancún, no México.
Abaixo, leia a convocação e as propostas da Via Campesina.
13:30 Enviado por Matheus Bratfisch (matheusbratΘgmail·com):
“O programa MD5 Decrypter está com uma nova versão. O mesmo consiste de um programa distribuído e multi-plataforma, que recebe uma chave codificada em MD5, e por força bruta tenta achar uma chave que gere a mesma.” [referência: matbra.com]
13:25
13:17
A Polícia Federal, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público de Contas deflagaram hoje a Operação Mercari que apura possíveis desvios de recursos da área de marketing com prejuízo para o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul). O nome da operação, Mercari, vem do latim: “comprar para vender”, “comércio”.
A força tarefa constituída pelos três órgãos investiga a ação de uma suposta organização criminosa, integrada por um alto funcionário do banco, agências de publicidade e prestadores de serviços, que pode ter causado um prejuízo de mais de 10 milhões de reais nos últimos 18 meses. Segundo nota divulgada pela Superintendência da Polícia Federal no RS, “o esquema se daria através de superfaturamento na produção de ações de marketing contratadas junto a agências, as quais eram terceirizadas a empresas que, por sua vez, subcontratariam os reais executores dos serviços a preços muito menores do que aqueles cobrados do banco”.
A Justiça Estadual, acionada pelo MP Estadual, autorizou o compartilhamento de informações com o MP de Contas que, por sua vez, requereu ao Tribunal de Contas do Estado uma inspeção especial no Banrisul. A Polícia Federal atua na operação por causa da existência de indícios de crimes de evasão de divisas, ocultação de bens e valores e sonegação fiscal. A PF cumpriu hoje, atendendo determinação judicial estadual, 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em porto Alegre e um em Gravataí, com a participação de 76 policiais. Três suspeitos foram presos. Segundo a jornalista Adriana Irion, de Zero Hora, os nomes são: o superintendente de marketing do Banrisul, Walney Fehlberg, um funcionário da agência SL&M, Gilson Storke, e um diretor da DCS, Armando D’Elia Neto. Eles foram presos em flagrante por peculato e lavagem de dinheiro. A PF encontrou em suas residências empresas cerca de R$ 2 milhões sem origem identificada.
13:17
O Burburinho tem um olfato muito apurado
O Conversa Afiada republica e-mail do reparador de iniquidades Stanley Burburinho.
Logo em Mauá, onde fica a tal agencia da Receita Federal ?
Em tempo: Atella, o de 5 CPFS, nem sabia que o jenio tem filha:
[g1.globo.com]
13:03 
13:02 Pesquisa feita em dois dos principais municípios produtores de grãos de Mato Grosso encontrou resíduos de defensivos agrícolas no sangue e na urina de moradores.
Da Folha de S. Paulo
Pesquisa feita em dois dos principais municípios produtores de grãos de Mato Grosso encontrou resíduos de defensivos agrícolas no sangue e na urina de moradores, em poços artesianos e amostras de água da chuva coletadas em escolas públicas.
O trabalho, uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz e a UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), mediu efeitos do uso de agrotóxicos em Campo Verde e Lucas do Rio Verde (médio-norte de Mato Grosso).
13:00 Enviado por Filipe Gaio (gaiodeoliveiraΘyahoo·com·br):
“Em meio a tantos problemas e limitações encontrados pelas comunidades linux no orkut e no facebook, foi criada esta semana uma comunidade com um propósito: Oferecer ajuda aos usuários linux da mesma forma como é feito nas comunidades do Linux Brasil e Ubuntu Linux Brasil, entretanto, dispondo de um maior número de recursos para atender aos usuários linux.” [referência: lnxtotal.totalsfree.com]
12:59
12:57 Do R7
Assaltantes armados roubam comitê do PT em Mauá (SP)
Seis homens invadiram o local, mas ninguém ainda foi preso
Felipe Andrade, da Agência Record
Seis homens armados assaltaram no final da manhã desta quarta-feira (1) o comitê do PT em Mauá, na grande São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, pelo menos cinco homens usavam coletes da Polícia Federal, mas ninguém ainda foi identificado.
De acordo com a polícia, como não havia dinheiro no local, os homens roubaram os dois seguranças do partido e fugiram levando duas armas e aparelhos de celular. Eles fugiram em dois carros, mas ninguém foi preso ainda.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, ninguém ficou ferido na ação e não houve confronto. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Mauá.
12:40
Sem nada melhor para apresentar, tucano abre temporada de golpes baixos, sempre contando com o apoio da grande mídia
Sem ter conseguido ampliar a preferência pela sua candidatura, agora opta nitidamente por tentar criar no eleitorado a rejeição à sua principal oponente, Dilma Rousseff. Serra já aproveitou a "notícia" sobre a quebra de sigilo fiscal da filha do candidato, Verônica Serra, para responsabilizar Dilma, sua campanha e todo o PT.
Nem mesmo a nota oficial da Receita e da servidora acusada, de que a própria Verônica havia requerido cópias de sua declaração foram aceitas. "É mentira, armação". Aliás, nada mais será verdade para Serra, se o que se disser vier a ser usado
Foi além. Lembrou um dos mais tristes episódios eleitorais da Nova República, quando o então candidato Fernando Collor revirou a família do seu adversário Luiz Inácio Lula da Silva, em 1989, e revelou a existência de uma filha do metalúrgico fora do casamento. Explorado à exaustão pela imprensa oportunista de sempre, o caso foi um golpe mortal na candidatura de Lula, que acabou nocauteado no segundo turno.
Serra agora afirma que o PT usa táticas que aprendeu com um de seus adversários mais ferozes e já adianta que "se não tivesse a expectativa de vencer, eu ficaria horrorizado com o que poderia acontecer com o Brasil."
A tática agora parece ser a de instalar novamente o clima de medo, o de ser o protetor do país contra os malfeitores da nação. Nomes e "entidades" como José Dirceu, Palocci, bem "aloprados", "mensalão" e outros já voltaram a recheiar suas respostas aos entrevistadores, atirando em vala comum escândalos e acusados – independentemente da conclusão de inquéritos e julgamentos.
Aliás, aparentemente a grande mídia mantém seu papel de patrocinadora do combate que está sendo preparado pelo PSDB. Em ambos os telejornais, Serra voltou a pregar a existência de "blogues sujos" patrocianados pelo PT, sem ser lembrado de que é preciso apontar os acusados, que é dele a responsabilidade de provar suas acusações - não o contrário.
O candidato passou parte da noite do dia 31 dando entrevistas a grandes portais e jornais sobre a história envolvendo a vida fiscal da filha Verônica. Nelas, abusou de termos como "delinquentes", "criminosos" e outros, fartamente repetidos pelos seus gladiadores para espalhar a ideia de que um governo Dilma estará irremediavelmente colocando o país a mercê de bandidos.
E mais ainda: a filha de Serra estampa os dois principais jornais da capital paulista, Folha e Estadão. O conteúdo das matérias, porém, é quase uma confissão de que ambos forçaram a mão para causar impacto: os dados da moça foram apenas "acessados", a pedido da própria, que inclusive pagou a taxa exigida pela Receita para executar o serviço. Portanto, a história não deveria ser notícia e foi transformada em verdadeira arena para o embate.
Conhecendo a truculência com que Serra e o PSDB trata seus desafetos - professores e policiais mau pagos, por exemplo - é possível prever que haverá "sangue". E que a apresentação de propostas, o debate de ideias, a comparação entre biografias e até mesmo a exposição de pontos francos de um e de outro candidato, dará lugar ao equivalente a socos, chutes e bordoadas, num verdadeiro - e lamentável - vale-tudo.
Hora da virada? Sem dúvida. O horário político da TV e do rádio deve virar, de agora em diante, um novo programa de baixaria e ataques de todo tipo. Que soe o gongo.
12:14 por Rodrigo Vianna
A melhor ferramenta para desarmar o discurso desesperado de Serra, nesse episódio da Receita Federal, é ler com calma uma declaração do próprio candidato, durante evento nessa quarta-feira, em São Paulo:
“A candidatura da Dilma está querendo fazer comigo a mesma coisa que o Collor fez com o Lula em 1989, quando o Collor ganhou eleição, pelo receio de que nós ganhemos a eleição”.
Faz algum sentido? Claro que não. Serra tem hoje, segundo levantamento do IG/Band/Vox, menos da metade das intenções de voto de Dilma. O PT estaria desesperado para conter o avanço de Serra? Só na cabeça do candidato tucano.
Em 89, às vésperas do segundo turno, Lula subia nas pesquisas, estava a menos de 5 pontos de Collor. O ataque de Collor a Lula – utilizando depoimento escabroso da mãe de Lurian e ex-namorada de Lula – foi um ato desesperado. E deu resultado.
Agora, quem está desesperado é Serra, não Dilma.
Ouros fatos chamam atenção. Vamos a eles.
1) O vazamento de dados sigilosos precisa mesmo ser investigado, é fato grave, mostra a fragilidade do sistema da Receita. Negar esse dado da realidade, em nome da defesa da candidatura de Dilma, é negar-se a ver a realidade.
2) O contador que levou a procuração (falsificada) até a delegacia da Receita em Santo André tem amplo histórico de falcatruas. Chama a atenção que diga: “Voto no Serra, sou eleitor dele”.
3) Por ora, não há qualquer indício de que o PT tenha atuado para obter os dados de Verônica. Cá entre nós: se existe o tal “Estado policial” a que se referem os tucanos, para que ir até uma delegacia da Receita e levantar o sigilo fiscal da filha de Serra? Bastaria ao malvado diretor da Receita obter os dados, que são registrados em computadores e podem ser acessados de Brasília, por exemplo. Pra que ir até o ABC paulista , e deixar tudo registrado (como registrado ficou, convenientemente, para a campanha tucana)?
4) Quem são os petistas envolvidos nisso? Como associar Dilma e sua campanha? A quebra de sigilo ocorreu ano passado, quando nem havia campanha. Se houver gente do partido de Dilma envolvida, deve haver punição a quem praticou a ilegalidade – como a qualquer outro cidadão. É óbvio. Mas isso tudo não faz sentido: que vantagem teria Dilma em quebrar sigilo numa eleição praticamente ganha?
5) O sigilo fiscal foi quebrado em setembro de 2009. De novo, convenientemente, só veio à tona um ano depois, às vésperas da eleição, num momento em que Serra despenca nas pesquisas, contrata um guru indiano, muda slogan e tenta relançar a campanha. Detalhe: a primeira informação sobre o episódio saiu na “Folha” – amiga do peito dos tucanos. O “escândalo” tem toda a pinta de um factóide lançado na mesma esteira da “renovação” da campanha serrista, agora nas mãos do tal guru.
6) O “Painel” da “Folha” dá hoje uma nota que é quase uma confissão da tática tucana: “Os tucanos garantem que os episódios de violação de sigilo não param nos já investigados“. Ou seja, outros factóides virão por aí, os tucanos já sabem, a “Folha” já sabe. Virão a conta-gotas, conforme interesar possam à candidatura de Serra.
7) É evidente a diferença de tratamento para o caso nos diferentes portais da internet. Acabo de conferir: UOL (do grupo “Folha”) mantém a história na manchete principal (com um viés politizante, que interessa à campanha de Serra); Terra e IG tratam do tema com mais cuidado, abrindo o leque para todas as possbilidades; o G-1 (da Globo), supreendentemente também é cuidadoso, e trazia na quinta-feira (2 de setembro) pela manhã manchete sobre o crescimento da produção industrial no Brasil.
O que isso tudo quer dizer?
A “Folha” é a mais desesperada e a mais serrista. Na Globo, a turma de Ratzinger deve estar à espera das pesquisas. Se sentirem que o episódio tem alguma chance de ajudar Serra, entrarão no jogo dos tucanos, com matérias diárias no “JN”, durante um mês. Se o indício for de que Serra está mesmo perdido (como tudo indica), a Globo deve tirar o pé, e acompanhar o caso com mais parcimônia. Deixará ao “O Globo” a tarefa de bater pesado (os leitores tucanos do jornal, na zona sul do Rio, querem ver sangue).
Em 2006, a família Marinho e Ratzinger farejaram que o caso dos “aloprados” podia garantir segundo turno. E partiram pra cima de Lula. Eu trabalhava na Globo, e vi tudo de perto. Farão o mesmo agora? Saberemos em breve…
Vale lembrar que o caso da Receita, ainda que não consiga reverter a tendência pró-Dilma, talvez tenha força para conter parte da onda vermelha que se avoluma em todo Brasil. Serra ainda pensa em ganhar a eleição. “Folha”, UOL e as viúvas de FHC, a essa altura, querem evitar que o lulismo ganhe também em São Paulo e faça uma bancada muito forte no Senado. Vão jogar tudo nisso agora.
Por último, queria lembrar que há um mês escrevi aqui sobre o excesso de confiança de alguns eleitores de Dilma. Lembrei do passado de Serra, do desespero de um candidato que, derrotado, perderá Brasil e São Paulo (Alckmin, se ganhar, não dará moleza para o serrismo); um candidato capaz de qualquer coisa. Os alidos dele – no Jardim Botânico, na Barão de Limeira e às margens fétidas da marginal – também são capazes de qualquer coisa.
Desprezar o adversário é um erro grave. E a volúpia com que eles avançam nessa caso – pra lá de esquisito, com dados de um ano atrás, e relançado às vésperas da eleição – mostra que não há limites nessa guerra.
Serra não tem pudores de usar nessa guerra a própria filha – sócia da família de Daniel Dantas, é bom lembrar. Na verdade, é Serra que se parece com Collor na estratégia despudorada de usar a família em campanha.
Estratégia, além de tudo, golpista. O tucano, primeiro foi aos militares falar em República Sindicalista. E o PSDB agora pede a cassação de Dilma. Com qual indício? Não precisa. Eles querem sangue. Estão desesperados.
Numa entrevista recente, fui perguntado sobre a possibilidade de golpe no Brasil, como em 64. Expliquei que as coisas mudaram, e que golpe, se houver, será na linha hondurenha: com apoio da Justiça e aparência de legalidade. Sobre isso, falei aqui.
É para esse caminho que se dirigem agora os desajuizados tucanos paulistas. Terão sucesso? Tudo indica que não. Mas a atitude mostra como será tratada Dilma num provável governo.
Lula terá que entrar em campo, com cada vez mais força.
12:09
12:06
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12:00
Já não tenho dúvidas de que esta história do tal “dossiê” que ninguém vê e das acusações – mais que levianas, criminosas – da campanha de Serra, com o apoio desabrido de determinados órgãos de imprensa acabará por revelar algum esquema rastaquera de chantagem, de banditismo puro e simples ou – talvez, e – se voltará como um bumerangue contra os autores desta campanha golpista.
Mobilize, esclareça, informe.
11:57
As últimas declarações dos próceres tucanos sobre esse caso da quebra de sigilo de dados guardados na Receita Federal vão além da guerra eleitoral: são uma senha para um golpe com o objetivo de impedir a eleição de Dilma Rousseff como legítima sucessora do presidente Lula. Ao acusar o PT e sua candidata de todos os crimes possíveis, sem nenhuma prova, atropelando e desprezando o processo administrativo e criminal que apura o ocorrido, ao tentar criar um clima de instabilidade no país, ao ofender uma instituição séria e republicana como a Secretaria da Receita Federal, os líderes tucanos e seus satélites agem como os mais baixos e torpes golpistas. Para concretizar o golpe contam com a ajuda de grande parte da imprensa, que sabota o governo Lula desde o seu início; com a simpatia de setores do Judiciário; com a conivência de militares imersos na ideologia anticomunista dos tempos da Guerra Fria; com a cumplicidade de membros da tal "comunidade de inteligência"; com a colaboração de psicopatas os mais variados. Os números frios das pesquisas eleitorais que chegam ao público ou apenas são informados aos comandos das campanhas, amplamente favoráveis a Dilma Rousseff, devem ter feito a oposição decidir disparar a tal "bala de prata" que guardava para uma emergência dessas não contra a candidatura governista, mas sim contra a própria democracia.São pessoas sem escrúpulos, delas tudo pode se esperar.
11:57
A comunicação empresarial é uma atividade que nunca me agradou, mas que fui obrigado a exercer durante muitos anos, por falta de opção melhor.
11:55
11:55 Ilustração: Maringoni
Por: Emir Sader, no Blog do Emir
02/09/2010
A direita sempre foi derrotada por Getúlio. Em 1930, pelo movimento popular que deu inicio ao Brasil moderno. Em 1945, o candidato de Getúlio derrotou o brigadeiro Eduardo Gomes, o próprio Getúlio o derrotou em 1950 e JK, com o mesmo bloco de forças de Getúlio, depois da sua morte, derrotou o general Juarez Távora.
Significativamente a direita sempre apelou para militares. Era o seu espaço de oposição – o Clube Militar, os quartéis. E sempre perdeu. Ia perder de novo em 1960, de novo com um militar de origem, Juracy Magalhães – que foi o primeiro ministro de relações exteriores da ditadura, autor da frase “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”, avô de dirigente tucano baiano -, mas apelou para um aventureiro, de fora dos seus quadros – Jânio. Ganhou, com o símbolo da vassoura e o lema do “Tostão contra o milhão”, mas não levou , como se sabe.
Sempre que perdeu, a direita – que tinha no corvo-mor, Carlos Lacerda, seu principal expoente – apela para conclamar os militares para o golpe. A famosa afirmação de Lacerda: “Juscelino não pode ser candidato. Se for, não pode ganhar. Se ganhar, não pode tomar posse. Se tomar posse, deve ser derrubado.”, expressa, em estado puro o golpismo da direita dos corvos.
Hoje os militares não se prestam para isso e os corvos contemporâneos apelam para o Judiciário, na busca desesperada de impugnar a candidatura vitoriosa da Dilma. E a Marina se soma a esse coro. (Ninguém mais que se julgue de esquerda, progressista, democrático, pode continuar a apoiar a Marina, quando ela se revela abertamente de direita, golpista.)
Nada de surpreendente. Uma direita dirigida por jornais corvos só poderia desembocar no golpismo. Tentar ganhar no tapetão ou tentar desqualificar o processo eleitoral – ultimo apelo da tucanalhada. Perderão como perderam sempre contra o Getúlio, contra o JK e contra o Lula. Fim melancólico de um partido que se pretendia social democrata, implantou o neoliberalismo no Brasil e terminou como corvo golpista.
11:49
Por Emir Sader
A direita sempre foi derrotada por Getúlio. Em 1930, pelo movimento popular que deu inicio ao Brasil moderno. Em 1945, o candidato de Getúlio derrotou o brigadeiro Eduardo Gomes, o próprio Getúlio o derrotou em 1950 e JK, com o mesmo bloco de forças de Getúlio, depois da sua morte, derrotou o general Juarez Távora.
Significativamente a direita sempre apelou para militares. Era o seu espaço de oposição – o Clube Militar, os quartéis. E sempre perdeu. Ia perder de novo em 1960, de novo com um militar de origem, Juracy Magalhães – que foi o primeiro ministro de relações exteriores da ditadura, autor da frase “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”, avô de dirigente tucano baiano -, mas apelou para um aventureiro, de fora dos seus quadros – Jânio. Ganhou, com o símbolo da vassoura e o lema do “Tostão contra o milhão”, mas não levou , como se sabe.
Sempre que perdeu, a direita – que tinha no corvo-mor, Carlos Lacerda, seu principal expoente – apela para conclamar os militares para o golpe. A famosa afirmação de Lacerda: “Juscelino não pode ser candidato. Se for, não pode ganhar. Se ganhar, não pode tomar posse. Se tomar posse, deve ser derrubado.”, expressa, em estado puro o golpismo da direita dos corvos.
Hoje os militares não se prestam para isso e os corvos contemporâneos apelam para o Judiciário, na busca desesperada de impugnar a candidatura vitoriosa da Dilma. E a Marina se soma a esse coro. (Ninguém mais que se julgue de esquerda, progressista, democrático, pode continuar a apoiar a Marina, quando ela se revela abertamente de direita, golpista.)
Nada de surpreendente. Uma direita dirigida por jornais corvos só poderia desembocar no golpismo. Tentar ganhar no tapetão ou tentar desqualificar o processo eleitoral – ultimo apelo da tucanalhada. Perderão como perderam sempre contra Getúlio, contra JK e contra Lula. Fim melancólico de um partido que se pretendia social democrata, implantou o neoliberalismo no Brasil e terminou como corvo golpista.
Ilustração: Maringoni