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Santiago é uma cidade plana, com prédios baixos, casas antigas e uma boa distribução demográfica de sua população. Organizada em 32 comunidades relativamente autônomas, cada bairro tem as sua administração própria, sua rede de serviços, comércio, moradias e equipamentos públicos.
Ao contrário de São Paulo, onde os subprefeitos são nomeados pelo Prefeito (geralmente seguindo apenas os projetos eleitorais individuais de um e de outro, bem como a política do toma-la-da-ca que divide os cargos entre os partidos da base aliada), em Santiago o cidadão elege diretamente o “prefeito” de seu bairro.
Assim como em diversas cidades do mundo, a população também escolhe os representantes (vereadores) de sua região no chamado “voto distrital”, evitando que um candidato da região X seja eleito pela região Y e, consequentemente, aproximando representante e representado.
Ao longo das últimas duas décadas, Santiago começou a perder uma parte de seu maior patrimônio: a Cordilheira dos Andes, que cerca a cidade, está sendo roubada por empreendimentos imobiliários. Não a cordilheira em si, claro, mas a imagem onipresente das montanhas que, até bem pouco tempo, podiam ser vistas de qualquer ponto da cidade.
Talvez aproveitando-se dos efeitos de memória causados pela poluição veicular, que praticamente esconde as montanhas entre os meses de Maio e Agosto, construtores e especuladores começaram a erguer espigões de vidro e concreto que deixariam os entusiastas da Berrini e Águas Espraiadas com água na boca.
Pouco a pouco, o horizonte começa a ser tomado por guindastes, máquinas e homens trabalhando pela verticalização estúpida da cidade.
Prédios de três ou quatro andares ou casas antigas dão lugar a espigões desnecessários, ostentadores, onipresentes. Aos poucos, a Cordilheira começa a desaparecer.
Um dos primeiros “robocops” a roubar as montanhas é o da foto acima, construído pela Telefónica na época em que o Chile resolveu privatizar seus serviços de telecomunicações.
Como retribuição pela entrega do sistema de telefonia móvel, a empresa esapanhola deixou fincado no horizonte um prédio de vidro que imita um aparelho de telefone celuar. Bom gosto e criatividade capazes de deixar os “parques”, “pátios” e demais enclaves fortificados que hoje adornam as margens do endinheirado e fétido rio Pinheiros no chinelo.
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0:44 Quem acompanha este blog sabe que não me furto a criticar o governador Sérgio Cabral. Mas não me constrange, também, elogiar aquilo em que acho que ele age corretamente. O anúncio, que fez ontem, de que reservará uma pequena cota de empregos, nas obras contratadas pelo Estado, para egressos das penitenciárias é algo que merece aopoio e aplauso.
Não sei como ele fará isso, juridicamente, mas não há dúvidas de que ajudar estar pessoas a voltarem ao mundo do trabalho é uma forma de evitar que voltem ao crime e ao cárcere. Sei que haverá pessoas que dirão que isso é um privilégio para criminosos, mas eu prefiro dizer que é um ato de solidariedade humana e uma política de racionalidade com os gastos públicos, pois este país gasta muito para manter quase meio milhão – isso mesmo, quase meio milhão – de pessoas presas, e olhem que a maioria delas em condições subumanas.
Acho, aliás, que o Governador deveria ir mais além, criando mais possibilidades de atividade remunerada e redução da pena, como nossa lei já permite, para os presos trabalharem. Os de baixa periculosidade e bom comportamento, inclusive, fora dos presídios. A produção de mudas e o reflorestamento de nossas encostas, por exemplo, estão aí, exigindo mão-de-obra sem especialização, mas trazendo um benefício enorme para a coletividade. Há mais de um século e com um pequeno grupo de homens, o Major Archer recuperou esta maravilha que é a Floresta da Tijuca.
Fazer algo útil, para si e para todos, é a melhor maneira de reintegrar alguém à sociedade, superar os desvios e traumas.
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por Daniel Lopes – Um dos baratos de se viver em uma era como a nossa, onde a expectativa de vida é enorme se comparada à de poucos séculos atrás, é que podemos conferir as reflexões de vários escritores sobre a velhice. A morte, claro, sempre foi tema literário, mesmo quando poetas ainda se matavam jovens. Mas ter visto muito e agora ver a vida se esvair como que querendo permanecer, esse é um mote que esperou as décadas mais recentes. Pense em García Márquez. Em J. M. Coetzee. Em Philip Roth. Isso na ficção, ainda que no caso de Coetzee autobiográfica.
O escritor inglês Julian Barnes dá agora sua contribuição a essa safra que ainda vai render muito. Ele entra na relação com um livro parcialmente de memórias, Nada a temer. Aqui, é verdade, é menos o envelhecer, e mais a morte e o morrer mesmo, os temas centrais, mas eles são abordados pelo prisma de quem já passou dos 60 anos e, por isso, resolveu refletir sobre esse assunto nada ameno, mas bastante sólido, aquele mais inevitável de todos os acontecimentos: o fim.
Uma vez que o leitor tenha conhecimento da temática do livro, seu título pretende passar uma falsa impressão. Nada a temer não é um grito de coragem diante da morte, mas antes tem como centro o “nada” que quase certamente existe após a morte, e é muito natural que Barnes e todos nós o temamos. A ideia da falsa impressão foi boa, e Barnes só a esclarece após a metade da obra, mas aparentemente ele não contava com o astúcia dos autores de sinopses e orelhas. Paciência.
Montaigne foi o grande inspirador do francófilo Barnes – “Montaigne acreditava que, já que não podemos derrotar a morte, a melhor forma de contra-atacá-la é pensar nela constantemente. (…) Antecipar assim a morte é libertar-se de sua escravidão: mais ainda, se você ensina alguém a morrer, você o estará ensinando a viver.” Será, Montaigne? Será que não é o contrário: quanto mais se falar na morte, mais se tenderá a temê-la, quer dizer, temer o nada que vem após? Será que esse temor constantemente aumentado não leva a ilusões auto-satisfatórias a respeito de uma outra vida, com o eventual desprezo desta única que temos? Mas Barnes está disposto a percorrer seu caminho e, verdade seja dita, ele não é um autor de ilusões. Aliás, Nada a temer é o tipo de livro que claramente começou a ser escrito sem que o autor tivesse a menor ideia (ou não muita ideia) de até onde ou em que direção suas elucubrações levariam.
Dois grupos o ajudam na empreitada: sua família e seus pares artistas. Quase todos, em um grupo e outro, já mortos. Avós, pais, irmão – principalmente seu irmão, professor de filosofia ainda vivo, com quem Barnes troca correspondências sobre a morte e a quem cita constantemente. Das recordações do passado e explorações da vida dos avós e pais, transparece a velha teoria sobre a subjetividade da memória: lembramos apenas o que nos apetece lembrar; algumas ocorrências que talvez nunca existiram são agora “lembradas” para aparecer em um livro; atos desagradáveis são ampliados, etc.
Há bastante história artística, particularmente literária. Barnes relata a experiência de diversos escritores com as mortes de amigos e familiares e com a proximidade da própria. Exatamente o tipo de experiência pessoal que ele quer retratar em seu livro. São pungentes os relatos sobre os últimos anos de vida de seu pai e de sua mãe, e embora nem tudo sejam mágoas, não há piedade póstuma, mas antes a lembrança de como a proximidade da morte exacerbou suas idiossincrasias mais desagradáveis – o pai pouco comunicativo, desdenhoso das broncas da esposa, e esta, por sua vez, orgulhosa, centralizadora.
Fora algumas tiradas de escritores, há pouco humor em Nada a temer, e quando há, como se poderia esperar de um livro que tem como tema morrer/morte, é um humor negro. Por exemplo:
Quando eu era jovem, tinha pavor de voar. O livro que escolhia para ler no avião era sempre algo que eu considerava apropriado para ser encontrado junto a meu cadáver.
Ou após relatar brevemente um caso na França em que o marido congelou a mulher prestes a morrer de câncer e a manteve no porão de casa, para ser reanimada quando houvesse uma cura para a doença, e ele próprio, duas décadas depois, também foi congelado e posto ao lado da esposa. No entanto,
um mal funcionamento elétrico fez subir a temperatura dos corpos a um nível que tornou impossível a volta à vida, e o filho do casal se viu com o pesadelo de todo dono de freezer.
(Confesse: você soltou uma risadinha contra a vontade.)
*
Barnes é agnóstico, mas quando mais jovem declarava-se ateu. Hoje, fica exasperado com as explicações racionalistas para a impossibilidade de eventos como a Ressurreição e a Virgem. Não que ache esses eventos com grande probabilidade de terem ocorrido ou voltarem a ocorrer; é apenas que, diante dos ataques do que considera “absolutismo ateísta”, se vê defendendo alguns argumentos teológicos, ou melhor, se vê defendendo a possibilidade de uma coisa – qualquer coisa – ocorrer.
Tais objeções e “explicações” científicas – Cristo não estava “realmente” andando sobre a água, mas sobre uma fina camada de gelo, que, sob certas condições meteorológicas… – teriam me convencido quando eu era garoto. Agora, elas parecem inteiramente irrelevantes. Como disse Stravinsky, provas racionais (e, por consequência, contestação) não significam mais para a religião do que os exercícios de contraponto significam para a música. Ter fé significa acreditar precisamente no que, de acordo com todas as regras conhecidas, “não poderia ter acontecido”. Nascer de uma Virgem, a Ressurreição, Maomé dando um salto para o céu e deixando uma pegada na pedra, a outra vida. Nada disso poderia ter acontecido considerando tudo o que sabemos. Mas aconteceu. Ou acontecerá. (Ou, é claro, com certeza não aconteceu e sem dúvida não acontecerá.)
Barnes não está preocupado com a factualidade de tais eventos, mas antes encara a crença neles como um exercício de imaginação… o quê – salutar? inofensivo? rico? indispensável?
Com base na lembrança desses mitos, o escritor parece ver o espírito racionalista e materialista como um inimigo da ficção, da imaginação e nível de crença necessário para se adentrar em um conto, em um romance. A “suspensão da descrença”, diz ele, é pré-requisito para a fruição de obras como as de Shakespeare e Flaubert, e que tal suspensão “não está longe da admissão ativa da crença”. Mas há crenças e crenças. Há a ficção que sabe que o é – Hamlet. E há a ficção que muitos encaram como narrativa de fatos históricos e, além disso, como manual para a vida – Bíblia. Embora você já possa ter lido ou visto debates acalorados sobre Emma Bovary, dificilmente já leu sobre fãs do poeta Khalil Gibran explodindo universidades que privilegiam o ensino de Cervantes.
Felizmente, Julian Barnes não nega totalmente a existência de Deus por conta de uma adesão àquela aposta de Pascal tão ao gosto de muitos. Para o filósofo francês, como é sabido, é melhor você acreditar em Deus e nas Escrituras. 1)Se Ele não existir, após a morte você não terá perdido nada; 2)se existir, você terá ganho nada menos que o passaporte para o Paraíso; 3)se não acreditar e Ele não existir, você também não terá perdido nada, mas o melhor é não correr risco desnecessário, porque 4)se você não acreditar, e Deus existir, você estará frito, literalmente, porque o Inferno o aguarda.
Isso é o que hoje chamaríamos de cinismo, ou mesmo de indigência intelectual, mas que já foi um hit em meio a muitas turmas. Barnes observa corretamente que a aposta pascaliana não é uma prova da existência de Deus – “mas (…) uma tomada de posição interesseira, típica do corpo diplomático francês” – , e levanta algumas questões, como tantos outros já levantaram antes dele, de uma forma ou de outra:
E se Deus não for como se imagina? Se, por exemplo, Ele não gostar de jogadores, especialmente aqueles cuja fé n’Ele esteja baseada numa mentalidade de pagar para ver? E quem é que decide quem ganha? Não nós: talvez Deus prefira um incrédulo honesto ao apostador servil.
Bingo!
E lá vai Julian Barnes, o ficcionista, se divertir imaginando várias possibilidades e vários perfis possíveis de Deus. Por exemplo: Deus existe, mas não a vida eterna. Ou Deus prefere os insetos aos homens, e é aos primeiros que ele observa e guia. Ou de repente Deus é um grande gozador:
O jogo imaginado por Deus, o irônico, é este: incutir desejo de ser imortal numa reles criatura e depois observar as consequências. Observar este humanos, dotados de consciência e inteligência, correndo de um lado para outro como ratos aterrorizados. Ver um grupo dizer ao resto que a porta deles (que nem eles conseguem abrir) é a única certa, e depois, talvez, começar a matar todo mundo que aposta numa porta diferente. Isso não seria divertido?
Sim, em uma ficção seria divertido. E por favor, não me venha dizer que o Deus imaginado por Barnes – em qualquer uma de suas diversas formas – não pode ser o verdadeiro Deus. A prova para a existência do Deus de Barnes é exatamente aquela para a existência do Deus de Ratzinger: nenhuma. Mas apenas um dos proponentes está consciente de que só está exercitando a imaginação.
*
Os que vê como “mitos modernos” tampouco lhe atraem. Desenvolvimento da personalidade, bens materiais, status garantido com um bom emprego, uma boa poupança, façanhas sexuais… São os novos caminhos para um Novo Paraíso, escreve Barnes. E o que dizer daquele grande consolo que podemos ter frente à inevitabilidade da morte, o de que, se deixarmos um filho no mundo, de certa forma continuaremos a viver? Não é algo que faz sentido, até mesmo geneticamente falando? Bem, diz nosso porta-voz do contraponto, “Em alguns casos, os filhos podem até piorar as coisas: por exemplo, mães podem sentir sua mortalidade mais agudamente quando os filhos saem de casa – a função biológica delas foi realizada, e agora o universo só precisa que ela morram”.
Há ainda os muitos pais que não se enxergam nos próprios filhos, e os muitos filhos que vivem a partir da adolescência para matar a memória dos pais – o que, de uma maneira nem tão aguda, é o que ocorreu na própria família de Julian Barnes. Mas mesmo que o “carregamento intergeracional” ocorra em alguns casos, e filhos lembrem os pais nos dois sentidos da palavra lembrar, “Até onde vai isso? Uma geração, duas, três?”
O que acontece quando você chega à primeira geração nascida depois que você está morto que não tem nenhuma lembrança de você, e para a qual você é mero folclore? Você continuará a viver nela e ela saberá que é isso o que está fazendo? Como Frank O’Connor, o grande autor de contos irlandês, disse: o folclore “nunca entende nada direito”.
OK, Barnes, OK, OK. Mas se estou no final da minha vida e acho que ela dá um livro – ah-rá! –, agora sim ficarei imortalizado. Não?
(…) se, quando nos aproximamos da morte e olhamos para trás, “compreendemos nossa narrativa” e colocamos um sentido final nela, acho que estamos fazendo pouco mais do que confabular. (…) Eu esperaria que uma pessoa que está morrendo fosse um narrador não confiável, porque o que é útil para nós geralmente conflita com o que é verdadeiro, e o que é verdadeiro naquele momento é a sensação de ter vivido com alguma finalidade, e de acordo com algum enredo compreensível.
Ou seja, eu posso achar que minha vida dá um bom livro, e isso ser apenas wishful thinking. Ou a vida realmente ter lances de sobra para render um bom livro, e eu não saber escrever. Ou de repente escrevo um bom livro recheado de invenções e não de memórias. Neste caso, terei escrito uma boa ficção, e, ei!, a ficção de qualidade, de boa a sublime, não imortaliza seu autor? As criações de um Dostoiévski, de um Michelangelo, não imortalizaram seus criadores?
Não há nada que Julian Barnes valorize mais que a boa arte. Bem, talvez a vida, mas concluí que esta sem arte, para Barnes, não seria uma vida em que se valesse a pena lamentar a morte. Após informar que Nada a temer está repleto de pensamentos de gente como Stravinsky e Jules Renard, Barnes confessa: “Estes artistas – estes artistas mortos – são meus companheiros de todo dia, mas também são meus antepassados. Eles são minha verdadeira linhagem (…)”. (Jules Renard, em particular, é com seu Journal o principal companheiro de Barnes em Nada a temer.)
O autor vê com ótimos olhos a “religião da arte” de Flaubert, com ênfase na prática, não na devoção – “Se for para comparar a arte com uma religião, não será certamente com uma religião como o catolicismo tradicional, com o autoritarismo papal em cima e a servidão obediente abaixo. Em vez disso, deve-se pensar em algo como a Igreja dos primeiros tempos: fértil, caótica e dividida. Para cada bispo existe um blasfemador; para cada dogma existe um herético.”
Por falar em cristianismo, o que Barnes teme com uma hipotética derrocada sua é o posterior vazio. Não vazio moral, mas estético. Ou melhor, um vazio de senso de apreciação estética e de ignorância histórica sobre a produção artística do passado, incluída a arte sacra. Mas aqui Barnes tem a companhia inclusive de Cristopher Hitchens e Ricard Dawkins – o primeiro disse certa vez que não consegue pensar a Europa sem suas catedrais, ou, se consegue, não gosta do resultado; o segundo já se confessou apreciador da beleza da arte na Capela Sistina.
Mas o ponto é que a ênfase na “atemporalidade” e “imortalidade” da arte e do artista é outro mito, para Barnes. Não tão moderno, mas um mito, talvez hoje mais em voga do que nunca. Dada a vastidão do tempo geológico, mesmo a literatura de Shakespeare e a música de Mozart mais tarde se tornarão tão mortas quanto já são hoje as criações de infinitos artistas menores do passado.
O gosto muda; as verdades se tornam clichês; formas inteiras de arte desaparecem. Até o maior triunfo da arte sobre a morte é risivelmente temporário. Um romancista pode ter esperança de ser lido por mais uma geração de leitores – duas ou três, se ele tiver sorte – o que pode parecer um escárnio em ralação à morte; mas isso, na realidade, é como um condenado arranhando a parede da sua cela. Fazemos isso para dizer: eu também estive aqui.
Não uma citação muito animadora para se concluir a indicação de um livro, admito. Mas leiam, leiam. É o que nos resta. Leiam antes que seja tarde demais.
::: Nada a temer ::: Julian Barnes (trad. Léa Viveiros de Castro) :::
::: Rocco, 2009, 256 páginas ::: encontre pelo melhor preço :::
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23:52 A foto aí em cima é do Estadão, publicada ontem à tarde. Mostra os moradores de Paraisópolis (?) subindo a ladeira depois de buscar água, no terceiro dia sem abastecimento da Sabesp, por conta de uma adutora que rompeu. Curioso é que o jornal diz que a adutora se rompeu no domingo de manhã, mas a fto tem uma legenda dizendo que a falta d’água tem três dias.
Na mesma hora, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso declarava o seguinte: “O (José) Serra é um líder de São Paulo. Infelizmente, pela história da ministra Dilma, ela não teve essa oportunidade. Mas eu não estou aqui condenando. Simplesmente estou dizendo que, para mim, Serra é competente, é um líder e inspira confiança.”
É isso, o Governo Serra é competente chova ou faça sol, como mostram os moradores de (?) Paraísópolis.
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22:51 Ontem foi mais um show de vídeos, tanto na nota diária quanto na nota sobre o Besame Mucho. Que tal hoje uma seleção sobre os diversos estilos vocais do planeta, desde os conjuntos vocais negros norte-americanos, àquela maravilha da música sul-africana, passando pelos conjuntos andinos, orientais e, claro, brasileiros.
22:48 Hoje falo para o pessoal da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento. Atenção, radicais do Blog: gestão não é prática neoliberal, é ferramenta operacional que serve a qualquer administrador inteligente.
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Todos temos acompanhado o protesto de diversos países contra o direito do Irã de enriquecer urânio, mesmo sob controle da comunidade internacional, para suas usinas nucleares. Dizem que ele pode ser usado para fabricação de armas atômicas.
Vamos admitir que isso seja feito de boa-fé, apenas para argumentar. Mas então como é que ontem, sob o completo silêncio da diplomacia mundial e da imprensa, a Índia pôde testar, sem um protesto que fosse, um foguete Agnis-3, capaz de carregar uma ogiva nuclear – da qual o país já dispõe – a 3,5 mil quilômetros de distância? A notícia saiu miudinha, quase microscópica. Quase só se acha nos jornais indianos.
Oalcance do Agnis-3; O Agnis-5 cobre o dobro da distância
E mais, todos os especialistas sabem que o lançamento é parte do programa de preparação do Agnis-5, com alcance previsto de 6 mil quilômetros e capacidade de conduzir ogivas múltiplas?
Não poderá existir programa sério de desarmamento nuclear – e como o mundo precisa disso! – se as regras não valerem para todos.
O critério de uma arma nuclear ser ou não perigosa pelo fato de pertencer a um país “amigo” do Ocidente desmoraliza qualquer programa de desnuclearização mundial.
A Índia, com um míssil de alcance de 6 mil quilômetros, torna-se, em tese, capaz de atingir quase todos os pontos entre a Europa e a Oceania.
Só o Irã, que tem seu melhor míssil com alcance de 600 km, dez vezes menos, é uma ameaça?
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21:37 Atualmente, vivemos uma fase de transição um pouco complexa, nebulosa e indefinida. Provavelmente já houveram fases semelhantes em outras épocas, uma vez que tudo no mundo é cíclico.
Não somos mais a geração Coca-Cola, não somos a geração das grandes guerras (apesar das guerras ainda existirem, em menor escala, mas não em menor número de vítimas), não somos a geração de coisa alguma.
Nada assustadoramente grande e importante aconteceu em nossa geração. Aliás, eu nem faço parte da geração atual, já que não sou adolescente há um bom tempo, mas prefiro simplesmente ignorar esse fato.
Minha geração (infância nos anos 80 e adolescência nos anos 90) não teve nada de extremamente importante acontecendo globalmente enquanto se desenvolvia.
O resultado é que atualmente somos um bando de quase tiozinhos com saudades de modas e cultura tosca dos anos 80. Sim, sinal de decadência, mas fazer o quê ? A idade chega e quanto a isso não há nada a ser feito.
Porém, é importante notar que, por mais que a criação não possa ser atribuído a nossa geração, fomos nós, os adolescentes dos anos 90, que começamos a realmente utilizar computadores e fazer do uso dos mesmos uma mania presente em nosso dia-a-dia, assim como a TV (infelizmente) ainda é presente atualmente na vida de nossos pais.
A geração seguinte, os nascidos nos anos 90 e vivendo sua adolescência atualmente, já nasceram em um mundo onde o uso de computadores e a Internet era algo completamente normal. Sim, é estranho imaginar isso, mas existiu um tempo em que se utilizava computadores desconectados da Internet.
Reconheço, uma grande parte das possibilidades atuais não existiam sem a Internet e a principal vantagem, a possibilidade do alcance do que você produz ser global, não era sequer imaginada.
Resumindo, era um tempo chato para os padrões atuais e quem utilizava computadores nessa época (e, obviamente, anteriormente a essa época) realmente podia ser chamado de “nerd”.
Apesar de ser uma época desconectada, foi necessária, visto que durante a mesma grande parte das tecnologias existentes atualmente foi inventada. Hoje em dia, qualquer um é rotulado de “nerd”, já que o termo está na moda.
Naquela época, no entanto, somente quem realmente gostava da coisa o fazia, visto que era necessário ter muita imaginação para sentar em frente a uma telinha ilhada, desconectada, por horas e horas, conversando somente com a máquina e não com outras pessoas.
Confesso que, atualmente, apesar de obviamente saber que existe utilidade em computadores desconectados, os mesmos perdem praticamente 90% de sua utilidade caso estejam sem acesso a Internet. E estou comentando somente o uso doméstico que fazemos dos mesmos.
Profissionalmente falando, na área em que trabalho, a falta do acesso Internet só serve para aumentar a integração dos funcionários na degustação do líquido sagrado nosso de cada dia, o santificado café.
Sou um ser estranho, visto que iniciei nesse mundo de tecnologias acompanhando o surgimento comercial da Internet e o início do uso massificado do acesso a mesma, e estou entrando em uma era em que o não acesso a Internet significa, na prática, não ter chance alguma de algum tipo de sucesso profissional.
Atualmente, não somente os profissionais da área de tecnologia, mas qualquer tipo de profissional, sem o louvado acesso a Internet, no mínimo, não consegue executar suas funções profissionais de forma correta, independente da complexidade do mesmo.
A perda do acesso, atualmente, é obviamente muito mais sentida e indesejada do que a perda da televisão o era em gerações passadas. A TV, por mais que tenhamos tentado reverter esse quadro, sempre foi um meio muito mais de entretenimento do que de cultura.
A Internet, por outro lado, apesar de ter todo o entretenimento e a baboseira necessária para quem os procura, oferece uma gama extremamente mais extensa de material cultural para os que estiverem realmente interessados.
Um reflexo disso é que uma quantidade extremamente grande de ocupações e até mesmo de profissões foram criadas nos últimos anos. Profissões essas que nem mesmo eram sequer imaginadas como possíveis há poucos anos.
Utilizamos a Internet para nos divertir, para estudar, para trabalhar, para namorar e, provavelmente, qualquer outra atividade humana que você possa imaginar possui uma forma de ser reproduzida na Internet. No mínimo, ao menos pode ser facilitada.
Isso nos leva ao fato de que, já há alguns anos, e isso tem se intensificado ainda mais com a Internet e as tecnologias que dela se utilizam, o trabalho humano passou a ser essencialmente intelectual.
Obviamente, sempre existiu trabalho intelectual e sempre existiu o trabalho braçal. Também obviamente, isso não significa o fim completo do trabalho braçal, mas sim um foco cada vez menor no mesmo, somente o estritamente necessário, e um maior foco no conteúdo produzido através do uso do intelecto.
O que me leva ao assunto principal desse post (sim, eu utilizo idéias introdutórias muito maiores do que o ponto principal, me processe) : em um futuro próximo, nossa principal ferramenta de trabalho será o cérebro.
Para algumas profissões, como a que exerço, por exemplo, isso já é uma realidade e, na verdade, o tem sido basicamente desde sua invenção. O fato é que um número muito maior de profissões baseadas no pensar e no intelecto foram e continuarão a ser criadas.
Sendo o cérebro nossa principal ferramenta de trabalho, não seria comum que, dentro de algum tempo, venhamos a notar uma maior necessidade de substâncias que possam estimular o cérebro, da mesma forma que, nas épocas do trabalho baseado na força física, nos era útil ter ferramentas para melhorar nosso desempenho físico ?
Veja bem, não estou me referindo a drogas ilegais. As mesmas sempre existiram e provavelmente sempre existirão. A forma e a apresentação mudarão, mas as mesmas sempre estarão lá, disponíveis para quem quiser se destruir.
Me refiro a formas não prejudiciais a saúde de estimular o pensamento e o trabalho cerebral. Formas legais, sem que tenhamos que nos render a perigosas soluções milagrosas ilegais e seus conhecidos efeitos colaterais.
Ter a mente livre de preocupações, bem como ter uma boa dose de inspiração são pontos que, em minha opinião, são essenciais para que o trabalhador intelectual possa produzir e desempenhar bem suas funções.
O raciocínio lógico exige concentração, um certo desligamento do mundo real, uma imersão no problema e uma volta a realidade com soluções e respostas que resolvam problemas reais. É quase que um estado de transe.
Desenvolvedores de software provavelmente já conhecem bem esse estado. Mesmo eu, que não lido com desenvolvimento diretamente em meu dia-a-dia, sinto frequentemente que me encontro nesse estado fora da realidade.
Caso não queiramos rumar em direção ao buraco sem fundo da depressão, precisamos não somente da motivação financeira materializada na figura de nosso salário pago, mas também de inspiração para produzirmos.
Da mesma forma que um escritor precisa se inspirar para escrever seus textos ou um pintor precisa de inspiração para desenvolver suas obras, o profissional intelectual precisa de inspiração para conseguir produzir, dada a quantidade assustadora de informações com as quais o mesmo lida diariamente no cumprimento de suas funções.
Conhecendo bem nossos governantes e a sociedade retrógrada e empacadora do progresso em que vivemos, obviamente substâncias inspiradoras, caso venham a um dia existir (e não vejo o motivo para que não venham a existir), demorariam pequenas eras para serem aprovadas como soluções legais para problemas reais.
Dito isso, pergunto : o futuro nos reserva uma nova droga, mesmo que temporária, a qual nos preencheria com a inspiração necessária para que possamos continuar a produzir em uma sociedade totalmente baseada na informação ?
Alimento para o pensamento. Deixem suas opiniões nos comentários e, por favor, respeitem o português. Ele não somente fornecer seu pães.
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Um homem ainda não identificado foi encontrado com vida preso a escombros, 27 dias depois do terremoto que devastou Porto Príncipe, capital do Haiti. Muito debilitado e confuso, ele explicou aos médicos que alguém lhe deu água enquanto estava preso. Se verdadeiro, um milagre de sobrevivência que exalta a resistência humana. Mas, sobretudo, exalta a dedicação e a energia de todos que, com todas as dificuldades, continuam procurando por milagres. Sem essa abnegação, milagres não acontecem.
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O cartão corporativo designado pela Presidência da República ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que está em nome de Eduardo Sacillotto, um dos seguranças do ex-presidente, e é destinado a despesas relativas a combustível dos dois carros, também designados pela Presidência da República, ao ex-presidente - um Chevrolet Ômega e um Fiat Marea.
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20:25 O Globo publica hoje uma matéria sobre o projeto de lei enviado hoje ao Congresso pelo Presidente Lula, criando pesadas punições para empresas que fraudarem licitações e corromperem funcionários públicos. Agora, quem for pego fraudando licitação pode recber multa de até 30% do seu faturamento bruto, ter suas atividades suspenss ou até serem extintas. Até então, no máximo, as empresas eram impedidas de participar de licitações e o funcionário – se fosse identificado – que praticava em nome da empresa o ato ilícito é quem respondia pelo crime.
Amanhã, na Câmara, vou ver se, com o texto na mão, posso trazer mais detalhes. Hoje, porém, quero lamentar que a Fiesp e a Confederação Nacional da Indústria, que tanto reclamam da ineficiência e da corrupção estatal, não tenham querido se pronunciar sobre a lei.
Já a OAB falou, pelo seu presidente Ophir Cavalcanti: “servirá para enfrentar essa relação, muitas vezes espúria, entre o poder público e as empreiteiras. Na corrupção, há sempre dois sujeitos: o que é corrompido e aquele que corrompe. É fundamental que haja punição efetiva nas duas pontas”.
E Cláudio Abramo, da ONG Transparência Brasil, também elogiou: ““O projeto (…) dá um golpe bem direto contra a corrupção. Isso não acaba com corrupção, mas é um bom avanço.”
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Você quis dizer: Nhem-Nhem, Nhem-nhem?
Google sobre Fernando Henrique Cardoso
Nhem-nhem, nhem-nhem-nhem! ![]()
Fernando Henrique Cardoso sobre seus próprios, incomensuráveis e gigantescos atributos intelectuais que ofuscam o mundo civilizado ocidental, um gênio com pé na cozinha que fala não só francês sem sotaque como também se expressa correntemente na língua do P; e cujo reconhecimento mundial reputou-lhe o 2º lugar entre os maiores gênios da humanidade, atrás apenas de Bob Esponja
Senhor FHC, o senhor é um FANFARRÃO !!! ![]()
Capitão Nascimento sobre Fernando Henrique Cardoso e sua genialidade
Mais isso é uma Bichona, Doutor ![]()
Severino sobre Fernando Henrique Cardoso
Vá te f****!!!! ![]()
Geraldo Alckmin sobre a valorosa participação de FHC em sua "vitoriosa" campanha
Assim não pode, Assim não dá! ![]()
Fernando Henrique Cardoso sobre Fernando Henrique Cardoso
Nice to meet you, Mr. Menem ![]()
George W. Bush sobre aquele..., aquele..., aquele cara ali
Aposentado é tudo vagabundo! ![]()
Fernando Henrique Cardoso sobre mais de quarenta milhões de brasileiros
FHC assistindo uma moderna TV de tela de plasma
Fernando Henrique Cardoso (Rio de Janeiro, 31 de Março de 1936) foi o ditador do Brasil por longos oito anos. Ele é sociólogo e membro sem-graça do PSDB. . Segundo FHC, ele foi responsável apenas pelos êxitos do seu reinado, os infortúnios foram causados pelas crises externas e pelo alinhamento incorreto dos planetas, sendo assim ele não foi responsável pela desvalorização do real, nem foi no governo dele que surgiu os Anões do Orçamento e Máfia dos Sanguessugas. Foi a Globo quem revelou essa verdade a nós.
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Tô de olho nussinhô!
FHC, sociólogo com pretensões a economista, fez um ótimo trabalho em 8 anos de governo. Ainda não se sabe como, nem qual a calculadora utilizada pela equipe da Fazenda, mas o fato é que o Brasil vendeu 5 dúzias de empresas estatais e conseguiu aumentar a dívida externa em 5 vezes. Notável façanha, que só a numerologia globalizada explica.
Vendeu a Vale por apenas 3 bilhões de dólares, número a que chegou seguindo fórmulas matémáticas descobertas por seu Ministro Pedro Malazartes, apesar de alguns especialistas da oposição avaliarem aos gritos as reservas minerais da Cia. Vale do Rio Doce (que duram 500 anos) em 94 bilhões de dólares.
Com a ascensão ao Poder de seus adversários, a Vale passou a valer mais de 100 bilhões de dólares nas bolsas globalizadas do Mundo, ou seja 33x o que recebeu o Tesouro Nacional; foi o choque de gestão PSDBista, operando para alegria de seus compradores. Estas empresas prosperaram depois, provando que o problema eram os patrões. Ou não??? Sei lá...
Dart FHC revela ao Jedi Lula, que ele é seu filho na política econômica. No canto inferior, Obi Wan Pedro Malan Kenobi explica a doutrina Tucano-Jedi para o Padawan C3P_Palocci e Chew-Mantega-baccaA zelites brasileiras, que nunca entenderam de avaliações de minas, um negócio naturalmente cheio de lama, se orgulham muito de seu governo, e vibravam tomando champagne Don Padrignon na Dasnú a cada vez que ele faz um discurso em francês, sem sotaque.
Eu sei o que eu to fazendo, relaxa ![]()
Fernando Henrique Cardoso sobre cagada
Quebrou o país por duas vezes; ou teriam sido três ? Afinal Sua Majestade Imperial FF.HH.CC. terminou seu governo Imperial com o dólar cotado a R$ 3,99; ou seja, praticamente se entregou a Lula de quatro. Os colegas do FMI sempre vieram nos socorrer, deixando ele intacto para o Lula se esforçar em quebrar de novo, o que tem sido difícil conseguir.
Quebrou o Brazil one more time, mister Cardoso? Nós ajudar vocês. Só que juros alto! ![]()
FMI sobre cagada
Quando foi passar a faixa sucessória, de tanto desgosto enfiou o dedo no olho do Lula, que de birra arrancou seu óculos da cara. Mas tudo feito com profundo decoro presidencial.
Lula... respiro... você é meu filho... não negue sua herança... respiro... Junte-se a mim e ao Plano Real... respiro... e dominaremos o Brasil!!! ![]()
Darth FHC
Nossa, que calor infernal! ![]()
Fernando Henrique Cardoso, logo após morrer
FHC tem uma ampla carteira de estudos sociológicos dado sua ampla experiência em redutos como a USP
A imagem fragrada por um repórter das Desnotícias vale mais que mil palavras
Furo exclusivo das câmeras. FHC dá em cima da primeira-dama Marísia na cara do Lula durante cerimônia de posse: Marísia, seu vestidinho vermelho está uma graça. Não quer vir conhecer Paris comigo? enquanto Lula replica: Amor, vofê não vai trocar meus nove dedof do praver por um doutorvinho, não??? FHC e a Maconha
Todos conhecem a história, contada por ele mesmo, da primeira e única vez que FHC fumou maconha. Estava num grupo de colegas de faculdade e experimentou um baseado trazido por um amigo. Tossiu, se engasgou e achou muito ruim. O que ninguém sabe é que o baseado em questão era composto de 70% de capim, 40% de gatinhos cheirados e apenas 20% de maconha.
A revelação foi feita recentemente por outro colega que estava na roda e que prefere não se identificar para não perder a vaga no ministério.
A biografia de FHC (e a história do país) talvez fosse outra se aquele fumo fosse da lata e o então sociólogo não só tivesse gostado como pedisse mais.
O resto você já sabe...
Premiações| Vencedor(a) do Prêmio Nobel da Paz de 1997 |
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| Vencedor(a) do Prêmio Nobel de Alquimia de 1998 |
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| Vencedor(a) do Prêmio Nobel da Economía de 1999 |
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| Vencedor(a) do Prêmio Nobel de Física de 2000 |
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| Vencedor(a) do Prêmio Nobel da Literatura de 2001 |
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| Vencedor(a) do Prêmio Nobel de Medicina de 2002 |
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| Vencedor(a) do Prêmio Nobel de Sociologia AntiSocial de 2006 |
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~ ● ~ ♥ ~ ● ~ Fernando Henrique Cardoso ganhou o prêmio Vibrador de ouro na categoria "Vendedor do Brasil", no ano/periodo de 1994 - 2002 ~ ● ~ ♥ ~ ● ~ |
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20:21
20:17

The Windy City area is capitalizing on its most famous attribute with a new wind-powered electric vehicle charging station. Located in Highland Park, 30 miles outside of the city, the charging station uses electricity generated by Illinois wind farms for law firm Emalfarb Swan & Bain.
The charging station is the second in the country and the first in the continental U.S. to be powered by wind. The other station is located in Maui, Hawaii.
The charge port was installed by Carbon Day Automotive, a distributor of the EV-charging leader Coulomb Technologies. Carbon Day has also created a Solar Charge-Port that not only juices up EVs, but also collects, filters and recycles storm water through a Grey water filtration system for irrigation use.
20:02
19:51
19:45 Líder nas pesquisas ao governo de Minas Gerais e aliado direto da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), ironizou nesta segunda-feira os ataques que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tem feito à pré-candidata à presidência da República. "O impacto (das declarações) é o mesmo da queda de um pingo de chuva no lago Paranoá", disse Hélio Costa. Construído na época da transferência da capital para Brasília, o lago Paranoá tem 40 km quadrados de extensão e profundidade máxima de 48 m.
Na tarde desta segunda-feira, após duras críticas durante o fim de semana, Fernando Henrique disse que Dilma não era uma líder, e sim reflexo de um líder (o presidente Lula). No domingo, a ministra foi chamada por FHC de "boneco" controlado pelo "ventríloquo" Lula.
Na manhã desta segunda, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, já havia rebatido as críticas de Fernando Henrique Cardoso, afirmando que Dilma tem "protagonismo" na gestão do presidente Lula e vem seguidamente se destacando em funções públicas.
Em um seminário para prefeitos e governadores do PSDB neste fim de semana, o ex-presidente também colocou em dúvida o poder de transferência de votos de Lula, que ultrapassa a casa dos 70% de aprovação pessoal, e disse que a votação automática em Dilma nas eleições de outubro pode não se concretizar porque o eleitor "desconfia de bonecos".
"A ministra Dilma a cada dia supera desafios. Ela já superou o desafio de ser secretária de Fazenda do Rio Grande do Sul no começo dos anos 80, superou o desafio de ser secretária de Minas e Energia também no Estado do Rio Grande do Sul, superou o desafio de ser a primeira ministra mulher de Minas e Energia do País, superou o desafio de ser a primeira ministra-chefe da Casa Civil no País. A cada dia ela vai superando desafios e todo o histórico de participação dela nesse governo como ministra de Minas e Energia e também como ministra-chefe da Casa Civil, o papel que teve na coordenação, reforça ainda mais o papel protagonista e ativo dela em relação ao nosso governo e ao que pode ser no futuro do País", disse Alexandre Padilha, coordenador político do governo.
Eu vejo tudo; nada pode passar despercebido!
19:42 | OPERADORAS DE TELEFONIA |
Por Geraldo Elísio
Segundo levantamento da consultoria Bernstein Research, da Europa, o Brasil é o segundo país do mundo em termos de alta de tarifas telefônicas, perdendo apenas para a África do Sul. A matéria está publicada na Folha de São Paulo de segunda (8) e a elevação do preço é atribuída ao governo brasileiro que não abre mão de impostos e as operadoras não querem baixar o valor extra cobrado por minuto de seus clientes quando eles ligam para empresas concorrentes.
Diziam os privatistas que o sistema de telefonia brasileiro se transformaria em autêntica maravilha, o que se vê agora não é verdade. O argumento utilizado foi o de que a telefonia estatizada somente servia como “cabide de emprego”. Se era assim, teria bastado ao governo editar uma lei proibindo o aproveitamento de políticos perdedores de eleições nos quadros funcionais das companhias então estatizadas. As empresas estatais brasileiras de telefonia não podiam permanecer como bem do Brasil, mas foram vendidas às empresas estrangeiras, talvez com o objetivo de mitigar a crise econômica que explodiu em 2009, com promessa de sequência em 2010.
Contudo Fernando Henrique Cardoso, o doador do patrimônio brasileiro ao capital multinacional devia cumprir o Consenso de Washington – um guarda chuva com 164 hastes, conforme denunciou o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz. E a agência reguladora do sistema de telefonia, a Anatel, pouco resolve em termos de questões desta natureza.
São inúmeros os absurdos cometidos, do mau atendimento aos consumidores nas lojas aos serviços telefônicos onde, nem sempre o que se consegue é falar, passando por algumas promoções que perfeitamente se enquadram ao perfil de uma publicidade enganosa.
E a própria Anatel anuncia: “O Brasil teve 23,3 milhões de novos acessos à telefonia móvel em 2009 - crescimento de 15,4% no setor de telefonia móvel no país. O resultado só é pior que o apresentado em 2008, quando os brasileiros adquiriram 29,6 milhões de novos celulares.
Agora, o país tem 173,9 milhões de acessos, uma densidade de 0,9 celular por pessoa. Só em dezembro, houve um incremento de 4,2 milhões. Segundo a Anatel, foi o melhor mês do ano para o setor.
São cinco os Estados que possuem mais celulares que habitantes: Distrito Federal, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e, a partir de dezembro, Rio Grande do Sul. A região Norte é a que mais avança na relação de celulares por habitante. O crescimento de tele-densidade na região em 2009 foi de 21,27%. Enquanto isso, a região Sudeste registrou crescimento de 16,39%.”
E as melhorias, quando virão?
Este espaço é permanentemente aberto ao democrático direito de resposta a todas as pessoas e instituições aqui citadas.
Eu vejo tudo; nada pode passar despercebido!
19:37
19:33
19:28
19:20
Guilherme da Costa e Marcos Chisté
O projeto da “MostraClak” que aconteceu no dia 25 de setembro de 2009, consiste em todos os alunos do ensino médio se dividirem em grupos e fazer trabalhos para serem expostos durante um dia inteiro onde participam diversas outras escolas e profissionais para avaliar os trabalhos ali expostos, e quando nos foi proposto este projeto, nós (Guilherme e Marcos) decidimos fazer sobre a trupe Teatro Mágico, afinal éramos grandes fãs da trupe mas nossos amigos não a conheciam, então, tivemos o seguinte pensamento: fazer um trabalho bem bacana para mostrar a trupe a todos por aqui, fazendo com que também se tornem parte dessa comunidade. Então, nos inscrevemos na categoria “Conhecimentos Múltiplos”.
Então ao concluirmos que faríamos sobre a trupe, decidimos que deveríamos apresentar, o Fernando, o “pensamento” da trupe, a idéia de musica livre e todos os outros pontos que interessaria para os demais, e mostraria para elas o que é este trabalho. Com isso, percebemos que a melhor maneira de mostrar que o TM é uma trupe de pessoas simples e que valorizam seu público. Assim, verificamos que precisavámos de um vídeo do Fernando falando sobre a trupe, mas chegamos a pensar que isso era muita audácia e não nos desmotivou. Fomos atrás do pessoal e conhecemos Everton Rodrigues, eis ai então nosso grande parceiro no projeto, e ao nos reunirmos com ele tivemos nossa grande surpresa, conseguiríamos o vídeo e mais que isso, seria concedido a nós também duas camisetas, um CD e um DVD para que fosse possível fazer um trabalho legal, e a partir daí então nós decidimos que este trabalho seria inesquecível, que faríamos o melhor possível para a divulgação do Teatro Mágico e corremos muito para conseguir fazer um belo “stand” com bonecos, imagens, vídeos e principalmente muita música.
Sem duvidas nosso trabalho chamou a atenção de todos que por ali passaram, também fez com que admirassem a trupe, muitos com certeza já fizeram o download de músicas, pois nos empenhamos o máximo, fizemos o possível para agradecer o apoio dado a nós. Na premiação, ficamos em segundo lugar dentre todos os trabalhos da feira, porém, com certeza atingimos o objetivo maior que era a divulgação, e de forma metafórica, podemos dizer que O Teatro Mágico esteve em Estância Velha.
Portanto com este texto, quero além de mostrar um pouco do nosso trabalho, agradecer, de coração, ao Everton, ao Fernando e a todos os que contribuíram para que o nosso trabalho superasse até mesmo as nossas expectativas. Fica então um muito obrigado e um forte abraço de dois garotos que se tornaram ainda mais admiradores do Teatro Mágico e que sempre, farão o que estiver a seu alcance para o sucesso da trupe.Guilherme da Costa e Marcos Chisté
Stand pronto para a exposição, miniaturas do Fernando sentado, do Rober no trapézio, e da Gabi no tecido, nas laterais, trechos das musicas, e centralizado um grande adesivo da trupe com luzes ao fundo para mostrar os “astros” do espetáculo.
A esquerda Marcos e a direita Guilherme, sempre presentes no stand para apresentar e tirar as duvidas do pessoal
Nós explicando a uma das avaliadoras, no momento, ela assiste ao vídeo do Fernando, o qual achou muito interessante, ela é uma das pessoas que gostou muito do trabalho.
19:20 Owen Bowcott, no GuardianComplaints about assaults on academic freedom have coincided with claims that highly gifted academics are being forced to reapply for their jobs. Similar funding conflicts are set to erupt at campuses across the UK.
19:06
Moradores de áreas alagadas entraram em confronto com PM.
Policiais usaram spray de pimenta e cassetetes para conter o protesto.
Emílio Sant'Anna Do G1, em São Paulo
Protesto termina em confusão no Centro. Vereador Zelão (PT), de camisa verde, recebeu jato do spray de pimenta no rosto e teve que receber atendimento médico (Foto: Emílio Sant´Anna/G1)
Um protesto envolvendo cerca de 200 moradores de bairros alagados da Zona Leste de São Paulo terminou em confusão em frente à sede da Prefeitura, no Centro, na tarde desta segunda-feira (8). Policiais militares usaram spray de pimenta e cassetetes para conter o protesto.
A manifestação começou por volta das 14h, quando o grupo chegou em frente à sede da administração municipal. Revoltados com a situação em que se encontram os bairros do Jardim Pantanal e do Jardim Romano, os moradores pretendiam ser recebidos pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM). A assessoria da Prefeitura, porém, negou o encontro e afirmou que uma comissão receberia representantes do grupo.
Foto: Nelson Antoine/AE Policiais usam spray de pimenta em manifestantes. (Foto: Nelson Antoine/AE)
De acordo com o assessor do gabinete da Prefeitura, Roberto Tamishiro, os moradores só seriam atendidos caso a manifestação fosse pacífica. Em seguida, soldados da Polícia Militar formaram um cordão de isolamento para afastar os manifestantes.
Houve desentendimento e os policiais usaram sprays de pimenta e deram golpes de cassetete nos manifestantes. Nesse instante, algumas lideranças do movimento foram atingidas e as pessoas começaram a se dispersar.
Segundo o major Marcos Rangel Torres, da PM, o uso do gás de pimenta e os casos de violência serão investigados. "Houve um acirramento da tensão e nesse momento foi necessário dispersar os manifestantes", afirmou.
“É mais fácil saírmos da Zona Leste do que o prefeito descer para falar com a gente?”, questionou Jackson Camilo, morador do Jardim Pantanal. Segundo ele, as únicas medidas imediatas tomadas foram a retirada de entulhos das ruas e o decreto de calamidade pública.
"O que nós queremos é saber como vai ficar a situação dos moradores da área legalizada", disse. "A enchente não atingiu apenas os moradores da várzea do Tietê".
A estimativa da organização do protesto é que mais 200 manifestantes cheguem ainda durante a tarde. Procurada, a assessoria de imprensa da PM informou que houve um princípio de tumulto, mas que a situação já havia se normalizado às 15h.
19:04
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Fique por dentro das ações do deputado estadual Pedro Bigardi (PCdoB/SP) acompanhando a página dele no twitter!
18:37 OpenEmbedded no FOSDEM, os OLPC XO com ARM chegam em um ano, update do Wikireader melhora a navegação e o scrolling, e será que o primeiro Bada terá Super AMOLED?
Depois de toda a confusão que foi o tumultuado fim-de-semana, a equipe OpenPandora respira fundo, conta até dez e sim, manda os cases serem fabricados.
Uma resenha do Gumstix Overo. E o GuruPlug, a próxima geração do SheevaPlug.
18:36 Por Marcos Antonio Pedlowski, geógrafo e professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense
Por Marcos Antonio Pedlowski*
18:34 1) Notei de manhã que a cerejeira do quintal começa a brotar. Em breve teremos flores. Em breve será a primavera.
2) Por falar a primavera, Effie está florindo. Essa plantinha tem uma história interessante. Ela pertenceu à vó de marido, e por muito tempo, depois da morte dela, aparentava ter morrido. Minha sogra tentou salvá-la, mas ela continuou seca, até que um belo dia começou a florir, mais ou menos na mesma época que minha sogra começou a se recuperar do câncer. Adotamos a planta há mais ou menos um ano, e eis que pela primeira vez temos flores dela aqui em Londres. Será que tô ficando boa? ;)
3) E ainda na mesma linha, novos moradores em casa: conheçam damião, omolu e cosme. Miss Bojangles adorou cosme, ficou esfregando a bocheca nos espinhos (e com isso derrubando o bichinho!).
4) Frila terminado e entregue sem nenhuma complicação. Só me deixou um tanto quando exausta e sem tempo para o GV.
5) Sempre que vou ao Centro aos domingos, parece que a mensagem é exatamente direcionada a mim. A prece de abertura desse domingo foi "Resiste à Tentação", escolhida por Cláudia no livro Pão Nosso especialmente para a sessão de hoje. Não que esteja caindo em tentação, mas me peguei pensando nessas coisas esses dias, aí já vem meus protetores me prevenir rs :)
“Bem-aventurado o homem que sofre a tentação.” – (Tiago, 1:12.)
Não sei se a mulher seria bem-aventurada também. O problema é que quanto mais eu rezo, mais a tentação me apetece!
18:33
18:32
Fidel Castro
Me gustaba la historia como a casi todos los muchachos. También las guerras, una cultura que la sociedad sembraba en los niños del sexo masculino. Todos los juguetes que nos ofrecían eran armas.En mi época de niño me enviaron para una ciudad donde nunca me llevaron al cine. Entonces no existía la televisión y en la casa donde vivía no había radio. Tenía que usar la imaginación.
En el primer colegio adonde me llevaron interno, leía con asombro sobre el Diluvio Universal y el Arca de Noé. Más tarde consideré que era quizás un vestigio que la humanidad guardaba del último cambio climático en la historia de nuestra especie. Fue, posiblemente, el final del último período glacial, que se supone tuvo lugar hace muchos miles de años.
Como es de suponer, más tarde leí con avidez las historias de Alejandro, César, Aníbal, Bonaparte y, por supuesto, todo cuanto libro caía en mis manos sobre Maceo, Gómez, Agramonte y demás grandes soldados que lucharon por nuestra independencia. No poseía cultura suficiente para comprender lo que había detrás de la historia.
Más adelante centré mi interés en Martí. A él le debo en realidad mis sentimientos patrióticos y el concepto profundo de que "Patria es humanidad". La audacia, la belleza, el valor y la ética de su pensamiento me ayudaron a convertirme en lo que creo que soy: un revolucionario. Sin ser martiano, no se puede ser bolivariano; sin ser martiano y bolivariano, no se puede ser marxista, y sin ser martiano, bolivariano y marxista, no se puede ser antiimperialista; sin ser las tres cosas no se podía concebir en nuestra época una Revolución en Cuba.
Hace casi dos siglos, Bolívar quiso enviar una expedición al mando de Sucre para liberar a Cuba, que mucho lo necesitaba, en la década de 1820, como colonia azucarera y cafetalera española, con 300 mil esclavos trabajando para sus propietarios blancos.
Frustrada la independencia y convertida en neocolonia, no se podía en Cuba alcanzar jamás la dignidad plena del hombre, sin una revolución que pusiera fin a la explotación del hombre por el hombre.
"...yo quiero que la ley primera de nuestra república sea el culto de los cubanos a la dignidad plena del hombre."
Martí, con su pensamiento, inspiró el valor y la convicción que llevó a nuestro Movimiento al asalto de la fortaleza del Moncada, lo que jamás habría pasado por nuestras mentes sin las ideas de otros grandes pensadores como Marx y Lenin, que nos hicieron ver y comprender las realidades tan distintas de la nueva era que estábamos viviendo.
Durante siglos, en nombre del progreso y el desarrollo, se justificó en Cuba la odiosa propiedad latifundista y la fuerza de trabajo esclava, que había sido precedida por el exterminio de los antiguos habitantes de estas islas.
De Bolívar, Martí dijo algo maravilloso y digno de su gloriosa vida:
"...lo que él no dejó hecho, sin hacer está hasta hoy: porque Bolívar tiene que hacer en América todavía."
"Déme Venezuela en qué servirla: ella tiene en mí un hijo."
En Venezuela, como en las Antillas hicieron otras, la potencia colonial sembró caña, café, cacao, y llevó también como esclavos a hombres y mujeres de África. La resistencia heroica de sus indígenas, apoyándose en la naturaleza y extensión del suelo venezolano, impidió el aniquilamiento de los habitantes originales.
Con excepción de una parte al Norte del hemisferio, el inmenso territorio de Nuestra América quedó en manos de dos reyes de la Península Ibérica.
Sin temor puede afirmarse que, durante siglos, nuestros países y los frutos del trabajo de sus pueblos han sido saqueados, y continúan siéndolo por las grandes empresas transnacionales y las oligarquías que están a su servicio.
A lo largo de los siglos XIX y XX, es decir, durante casi 200 años después de la independencia formal de la América Ibérica, nada cambió en esencia. Estados Unidos, a partir de las 13 colonias inglesas que se rebelaron, se expandió hacia el Oeste y el Sur. Compró Luisiana y Florida, le arrebató más de la mitad de su territorio a México, intervino en Centroamérica y se apoderó del área del futuro Canal de Panamá, que uniría los grandes océanos al Este y el Oeste del continente por el punto donde Bolívar deseaba crear la capital de la mayor de las repúblicas que nacería de la independencia de las naciones de América.
En aquella época, el petróleo y el etanol no se comercializaban en el mundo, ni existía OMC. La caña, el algodón y el maíz eran cultivados por esclavos. Las máquinas estaban por inventarse. Avanzaba con fuerza la industrialización a partir del carbón.
Las guerras impulsaron la civilización, y la civilización impulsó las guerras. Estas cambiaron de carácter, y se hicieron más terribles. Finalmente se convirtieron en conflictos mundiales.
Por fin éramos un mundo civilizado. Incluso, lo creemos como cuestión de principios.
Pero no sabemos qué hacer con la civilización alcanzada. El ser humano se ha equipado con armas nucleares de inconcebible certeza y aniquiladora potencia, mientras desde el punto de vista moral y político, ha retrocedido bochornosamente. Política y socialmente, estamos más subdesarrollados que nunca. Los autómatas están sustituyendo a los soldados, los medios masivos a los educadores, y los gobiernos empiezan a ser sobrepasados por los acontecimientos sin saber qué hacer. En la desesperación de muchos líderes políticos internacionales se aprecia la impotencia ante los problemas que se acumulan en sus despachos de trabajo y las reuniones internacionales cada vez más frecuentes.
En esas circunstancias, tiene lugar en Haití una catástrofe sin precedentes, mientras en el lado opuesto del planeta continúan desarrollándose tres guerras y una carrera armamentista, en medio de la crisis económica y conflictos crecientes, que consume más del 2,5% del PIB mundial, una cifra con la que podrían desarrollarse en poco tiempo todos los países del Tercer Mundo y tal vez evitar el cambio climático, consagrando los recursos económicos y científicos que son imprescindibles para ese objetivo.
La credibilidad de la comunidad mundial acaba de recibir un duro golpe en Copenhague, y nuestra especie no está mostrando su capacidad para sobrevivir.
La tragedia de Haití me permite exponer este punto de vista a partir de lo que Venezuela ha hecho con los países del Caribe. Mientras en Montreal las grandes instituciones financieras vacilan sobre qué hacer en Haití, Venezuela no vacila un minuto en condonarle la deuda económica, de 167 millones de dólares.
Durante casi un siglo las mayores transnacionales extrajeron y exportaron el petróleo venezolano a ínfimos precios. Venezuela se constituyó durante decenios en el mayor exportador mundial de petróleo.
Es conocido que cuando Estados Unidos gastó cientos de miles de millones de dólares en su guerra genocida de Vietnam, matando e invalidando millones de hijos de ese heroico pueblo, también rompió unilateralmente el acuerdo de Bretton Woods suspendiendo la conversión en oro del dólar, como estipulaba el acuerdo, y lanzando sobre la economía mundial el costo de esa sucia guerra. La moneda norteamericana se devaluó y el ingreso en divisas de los países caribeños no alcanzaba para pagar el petróleo. Sus economías se basan en el turismo y las exportaciones de azúcar, café, cacao y otros productos agrícolas. Un golpe anonadante amenazaba las economías de los Estados del Caribe, con excepción de dos de ellos exportadores de energía.
Otros países desarrollados eliminaron las preferencias arancelarias a exportaciones agrícolas caribeñas, como el banano; Venezuela tuvo un gesto sin precedentes: le garantizó a la mayoría de esos países suministros seguros de petróleo y facilidades especiales de pago.
Nadie se preocupó, en cambio, por el destino de esos pueblos. De no haber sido por la República Bolivariana una terrible crisis habría golpeado a los Estados independientes del Caribe, con excepción de Trinidad-Tobago y Barbados. En el caso de Cuba, después que la URSS colapsó, el Gobierno Bolivariano impulsó un crecimiento extraordinario del comercio entre ambos países, que incluía el intercambio de bienes y servicios, que nos permitió enfrentar uno de los períodos más duros de nuestra gloriosa historia revolucionaria.
El mejor aliado de Estados Unidos, y a la vez el más bajo y vil enemigo del pueblo, fue el farsante y simulador Rómulo Betancourt, Presidente electo de Venezuela cuando triunfó la Revolución en Cuba en 1959. Fue el principal cómplice de los ataques piratas, los actos terroristas, las agresiones y el bloqueo económico a nuestra patria.
Cuando más lo necesitaba nuestra América, estalló finalmente la Revolución Bolivariana.
Invitados a Caracas por Hugo Chávez, los miembros del ALBA se comprometieron a prestar el máximo apoyo al pueblo haitiano en el momento más triste de la historia de ese legendario pueblo que llevó a cabo la primera Revolución social victoriosa en la historia del mundo, cuando cientos de miles de africanos al sublevarse y crear en Haití una República a miles de millas de sus tierras natales, llevaron a cabo una de las más gloriosas acciones revolucionarias de este hemisferio. En Haití hay sangre negra, india y blanca; la República nació de los conceptos de equidad, justicia y libertad para todos los seres humanos.
Hace 10 años, en instantes en que el Caribe y Centroamérica perdieron decenas de miles de vidas durante la tragedia del huracán Mitch, se creó en Cuba la ELAM para formar médicos latinoamericanos y caribeños que un día salvarían millones de vidas, pero en especial y por encima de todo, servirían como ejemplo en el noble ejercicio de la profesión médica. Junto a los cubanos estarán en Haití decenas de jóvenes venezolanos y otros latinoamericanos graduados en la ELAM. De todos los rincones del continente han llegado noticias de muchos compañeros que estudiaron en la ELAM, que desean colaborar junto a ellos en la noble tarea de salvar vidas de niños, mujeres y hombres, jóvenes y ancianos.
Habrá decenas de hospitales de campaña, centros de rehabilitación y hospitales, donde prestarán servicios más de mil médicos y estudiantes de los últimos años de la carrera de Medicina, procedentes de Haití, Venezuela, Santo Domingo, Bolivia, Nicaragua, Ecuador, Brasil, Chile y los demás países hermanos. Tenemos el honor de contar ya con un número de médicos norteamericanos que también estudiaron en la ELAM. Estamos dispuestos a cooperar con aquellos países e instituciones que deseen participar en estos esfuerzos para prestar servicios médicos en Haití.
Venezuela aportó ya casas de campaña, equipos médicos, medicamentos y alimentos. El gobierno de Haití ha brindado toda su cooperación y apoyo a este esfuerzo por llevar los servicios de salud gratuitamente al mayor número posible de haitianos. Será para todos un consuelo en medio de la mayor tragedia que ha tenido lugar en nuestro hemisferio.
Fidel Castro Ruz
Febrero 7 de 2010
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18:30 Conversando com uma amiga ontem ela me disse que cantou a musica favorita da mae no enterro. E me disse que a musica tinha sido escrita por uma mexicana de 16 anos –que nao tinha 16 anos completos aa epoca.
Me surpreendi muito quando ela disse a musica:
“Besame mucho”.
Com Andrea Bocelli:
Com Cesaria Evora:
Com Tino Rossi em 1945:
E uma atroz e cruel versao… com os Beatles (!!!):
A autora nunca havia sido beijada, por sinal.
18:20 Começando com a Acer comemorando as vendas do Liquid; parece que o poder do bichinho fascinou os compradores.
O Droid vai ter seu 2.1, e também vai ter multitouch.
O HTC Legend aparece, o Hero aparece controlando robôs e o Dream/G1 e Magic/myTouch3G aparecem fritando processadores.
E, se você quiser começar a se enveredar pelo mundo da programação andróide, mais um curso.
18:16
18:08
Saiu lá no caderno de economia da Folha de S. Paulo, no cantinho de baixo da coluna “Mercado Aberto”, da jornalista Maria Cristina Frias, esta pesquisa da empresa Market Analysis, feita em nove capitais e ouvindo 875 pessoas. Segundo a matéria, a maior influência se dá entre os mais pobres e entre os mais jovens, onde o índice chega a 73 por cento. A matéria não publica os resultados separados por cidade, mas não é difícil imaginar que o índice em São Paulo deva ser maior do que a média nacional. Além de São Fernando, São Pedro também não está ajudando o Governador José Serra.
18:07 por Alan Souza * – Natural que com o avançar das semanas o bate-boca eleitoral na imprensa esquente. Na atual fase do jogo eleitoral estamos assistindo a briga assumir proporções de batalha campal. O PSDB escalou o senador Sérgio Guerra (PE) para ser o artilheiro oficial do partido contra Dilma Rousseff. E Guerra tem cumprido bem a missão: já acusou Dilma de tudo que é possível, e a revista Veja não economizou em convidá-lo para entrevistas, nas quais por vezes o próprio repórter faz Guerra se dar mal, como nesta. Só Reinaldo Azevedo, o colunista preferido da oposição, citou Guerra 188 vezes no mês janeiro.
A estratégia do PT foi colocar Lula para assumir a defesa de Dilma, usando até expressões de baixo calão pra atacar Guerra. Usar Sérgio Guerra pra bater em Dilma tinha justamente a finalidade de impedir que Serra fosse arrastado pra briga. Mas acabou dando mais espaço para o PT manifestar-se na mídia e colou a imagem de Dilma em seu defensor – Lula. Brigar com Lula era tudo que o PSDB não queria, dada a popularidade do presidente na casa dos 80%. Lembrem-se que o mote do PSDB foi dado há quase um ano por Aécio Neves, quando criou a expressão pós-Lula, a qual o próprio Serra comprou, dizendo que não é o “chefe da oposição”.
Com a entrada de Lula na briga não restou aos tucanos senão chamar FHC pra bater boca com o presidente da República. E aí veio a cartada inteligente: Dilma assumiu a onda reativa contra FHC. Por aí seguirá a campanha daqui pra frente. Somente os cachorros grandes vão entrar no centro da disputa. Ao tentar desmontar a estratégia do PT de fazer uma eleição plebiscitária, o PSDB acabou se deixando arrastar justamente para o que não queria: uma guerra verbal entre os dois grupos, com espaço para fartas comparações entre os governos Lula/FHC, das quais os tucanos não poderão se esquivar.
Lembra a reeleição de Lula em 2006, quando a campanha petista atirou o rótulo de privatistas nos tucanos, e estes enrolaram-se formidavelmente na armadilha.
Não é mais se, e sim quando
No Distrito Federal ninguém mais duvida que o Ministério Público vai pedir à Justiça o afastamento de José Roberto Arruda da cadeira de governador. Os últimos dias mostraram uma escalada sem precedentes, virtualmente suicida, do grupo político do governador, na tentativa de atrapalhar as investigações que seguem contra Arruda e intimidar adversários.
Na quinta-feira (04), um emissário de Arruda foi preso ao tentar subornar uma testemunha-chave do caso do mensalão do DEM no DF. No mesmo dia a Polícia Civil do DF prendeu dois policiais de Goiás, portando aparelhos de escuta clandestina, na Câmara Distrital do DF. A intenção seria espionar os gabinetes das deputadas distritais Érika Kokay (PT) e Jaqueline Roriz (PMN), esta última filha do ex-governador Joaquim Roriz, convertido em arquirrival por Arruda.
Nesta segunda-feira (08), o Bom Dia DF, jornal local da Rede Globo, noticiou que a ex-presidente da Seccional da OAB no DF, Estefânia Viveiros, estaria sob proteção da Polícia Federal, após sofrer ameaças. Estefânia afirma ter recebido duas fotomontagens, em que ela aparece ao lado de Durval Barbosa, o denunciante do esquema do Mensalão do DF. As fotos foram entregues à Polícia Federal. A advogada esteve à frente da OAB/DF até o final do ano passado, e nessa condição foi autora de um dos primeiros pedidos de impeachment do governador José Roberto Arruda.
A torcida para que Arruda seja apeado do cargo pelo Judiciário é grande, e não somente pelas acusações de corrupção. Com a escalada de métodos de intimidação contra adversários do governador, o DF teme que em breve apareça um cadáver. Não é exagero. Da forma como a política está sendo conduzida no Distrito Federal, ninguém duvida que os métodos cada vez mais se pareçam com os da Cosa Nostra.
* Alan Souza, Brasília-DF. Blog: prof.alan.blog.uol.com.br.
Leia também:
18:03 Com a MWC rolando semana que vem, certamente teremos um carnaval animado para os amantes de dispositivos móveis. E, claro, todo mundo apresentando suas armas.
O GSMArena recebeu convite para os eventos da LG e compartilhou com o mundo; teremos demonstrações do andróide GW540 e do poderoso GW990 – o que, espero, signifique que o superphone x86 apareça em outros lugares do mundo além dos EUA. Mas sempre podemos esperar mais pinguins, né LG?
Já a Inbrics mandou avisar que o M1 sai mesmo em Barcelona. Vamos ver como funcionará, na prática, a idéia da Inbrics de fazer seu andróide controlar outros dispositivos.
18:01
18:01
17:53
Foto do G1. O senhor de camisa verde listrada é o vereador Zelão, primeira vítima da violência
Eram mais de 70 policiais "protegendo" o prefeito ausente.

Não parece, sentem! Ao fim da violência vários PM's abriram largos sorrisos e conversaram entre si, se vangloriando."- Me acertaram duas pauladas. Queriam me acertar na cara, mas eu segurei. Parece que sentem prazer em agredir - contou Zelão, depois de ser medicado no serviço médico da Câmara de Vereadores e voltar à manifestação com um enorme curativo no braço."
Guarda Civil que tentou se esconder das minha fotos baixando o capacete e quem me acertou com o cassetete e com a pimentaUma grade separava os manifestantes da sede da Prefeitura. Como havia uma brecha, as pessoas foram entrando. A PM, para aumentar a área de proteção do prédio , resolveu fechá-la e empurrar a grade, para afastar mais os manifestantes”, relata o jornalista Leonardo Fuhrmann. “As pessoas já estavam recuando. Aí, começou uma discussão tremenda. A PM partiu para a porrada: desceu o cassetete e lançou spray de gás pimenta a torto e a direito.”
“De repente a PM partiu com tudo para cima da gente”, reforça a historiadora e blogueira Conceição Oliveira. “O povo totalmente desarmado. No meio havia crianças, idosos. Foi uma verdadeira barbárie. Uma prova de que o poder público está devendo mesmo.”
“O Simão Pedro [deputado estadual do PT] e Carlos Zaratini [deputado federal do PT] tentaram conversar com a PM”, acrescenta Leonardo. “A policia não deu a menor bola, ainda jogou gás pimenta na cara deles”
O mesmo aconteceu com os vereadores Jamil Murad (PCdoB) e Zelão (PT) e muitos manifestantes. Conceição e Leonardo, que estavam ali como cidadãos, filmando e fotogrando o ato, também sofreram na pele os efeitos do gás pimenta.
“Jogarão em cima de mim. Parece queimadura de panela. Pegou o meu braço, o meu olho”, conta Conceição. “Não havia água no local. Uma pessoa teve de me ajudar a ir até uma farmácia para comprar água e uma pasta d’água pra ver se aliviava. Comecei a vomitar, não enxergava nada.”
“Eu tomei gás pimenta direto na cara”, observa Leonardo. “Além de arder demais, fiquei sem enxergar. A vista ficou embaçada até agora.”
17:50
17:44
17:41 Para o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), audiência com o presidente expôs discordâncias na política energética, apesar de avanços em relação a algumas questões sociais.
Da Radioagência NP
Representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) se encontraram com o presidente Lula, em Brasília, na última quinta-feira (4/2). O MAB entregou uma carta que reforça sua posição contrária à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O texto também traz uma crítica a posição do governo quanto ao setor elétrico. Segundo o movimento, é prejudicial o controle que empresas têm da geração, transmissão e distribuição de energia.
17:36
17:36
17:33 Orlando Pereira, 59 anos, responsável pelo abastecimento de drogas, principalmente cocaína, de várias comunidades da Zona Sul e Norte do Rio, foi preso sábado, após dois meses de investigações, num apartamento duplex em Copacabana, na Rua Viveiro de Castro. Não houve um tiro, ninguém correu risco, não se usou caveirões, nem metralhadoras em helicópteros, não se colocou inocentes em risco.
Claro que nem sempre pode ser assim, mas essa deveria ser a regra. Investigar, prender, punir. Os “chefões” do tráfico carioca, são “chefinhos” perto dos traficantes internacionais que os abastecem. Este Orlando, por exemplo, tem 24 anos de pena a cumprir na Itália e já ficou um ano e meio preso na Espanha.
Ele, com certeza, não é o único. A prisão de um deles atinge mais seriamente o tráfico mais do que qualquer incursão bélica nas favelas.
Parabéns aos policiais que investigam e agem assim, em lugar de achar que tudo vai ser resolvido a bala, o tempo todo.
17:26 Nassif
A chapa tá enquentando em São Paulo.
08/02/2010 – 15h38
PM e moradores de áreas alagadas se enfrentam em SP
PM joga spray de pimenta em moradores de bairros alagados há dois meses na zona leste de SP
Cinquenta dias depois de primeira enchente, situação em áreas alagadas de SP piora
MP e Defensoria de SP investigam alagamentos na zona leste; mesmo com ação judicial, pouco foi feito
O grupo de cerca de 200 moradores dos bairros alagados da zona leste de São Paulo, que fazia uma manifestação nesta tarde, no Viaduto do Chá, em frente à Prefeitura, entrou em confronto com a Polícia Militar. Os PMs usaram spray de pimenta e cassetetes para conter o protesto.
De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os moradores, que ocupavam a calçada e a faixa direita da via, se reuniram no local por volta das 14 horas e pretendiam ser recebidos pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM).
A área alagada, que engloba sete bairros, está em estado de calamidade pública desde a semana passada. Às 15h30, a assessoria de imprensa da Polícia Militar confirmava apenas um princípio de confusão.
Por Maria Frô, pelo Twitter@luisnassif confronto? onde? eu estava lá, não houve confronto algum, houve uma agressão desmedida e sem cabimento #manifestaçãoalagados
17:20
17:18 Assis Valente
Assis Valente nasceu em 19 de março de 1911, em Santo Amaro, BA. Teve, desde criança, uma vida bastante conturbada. Até os 10 anos foi roubado dos pais, trabalhando em regime de semi-escravidão em casa de família e se tornado ajudante de farmácia. A família que o fez trabalhar também o fez estudar durante a noite – e Assis se tornou, aos dez anos, um discursista de primeira qualidade, além de declamador (adorava Guerra Junqueiro e Castro Alves).
Aos 10 anos foi trabalhar em um circo, como declamador e comediante – mas isso logo deixou Assis cansado. Foi para o Rio exercer a função de protético (suas dentadura ficaram famosas – Lamartine Babo costumava chamá-lo de “O Pivô do Samba”). Gozador, sua primeira música e sucesso é Tem Francesa no Morro, gravada por Araci Côrtes (Done muá si vu plé lonér de dancê aveque muá…).
Assis compunha sempre já pensando na pessoa que cantaria seu samba. Quando conheceu Carmem Miranda ficou boquiaberto com a cantora. Tentou se aproximar tendo aulas de violão com um homem que julgava ser o pai adotivo da cantora. Engano. Decidiu então compor um samba em exaltação à Bahia. Carmem gostou e gravou. Para o outro lado do disco, Assis compôs a famosa Good Bye, Boy.
O sucesso na voz de Carmem Miranda foi estrondoso, e Assis seguiu compondo para ela: Camisa Listada, Uva de Caminhão, Minha Embaixada Chegou, …E o Mundo não se Acabou. Uma produção grande e impecável. Quando Carmem foi para os EUA, Assis se sentiu abandonado – mas já era bastante procurado por outros cantores, que adoravam suas músicas.
Quando soube que Carmem viria ao Brasil, Assis correu para compor duas músicas para ela: Recenseamento e Brasil Pandeiro. Carmem gravou a primeira e disse, sobre a segunda: “Assis, isso não presta. Você ficou borocoxô”. Isso magoou profundamente o compositor, por saber que a música era de boa qualidade – e por ver o sucesso que fez posteriormente nas vozes dos Anjos do Inferno.
E foi a tristeza que fez com que ele tentasse o suicídio duas vezes, morrendo finalmente na terceira tentativa. Eram 6:00 da tarde de 6 de março de 1958.
Carô Murgel
Link: [www.mpbnet.com.br]
Mais da genialidade de Assis Valente…
17:12
17:06
17:05 A Casa da Moeda do Brasil (CMB) está, a partir de hoje (8), integrada ao grupo de empresas que atuam com certificação digital no país. Isso vai trazer benefícios aos órgãos que trabalham em parceria com a estatal, como a Polícia Federal, e também aos cidadãos brasileiros, disse o presidente da CMB, Luiz Felipe Denucci.
A certificação digital é usada para garantir um tráfego seguro de informações pela internet. A utilização dessa tecnologia diminui custos, ao mesmo tempo que reduz a burocracia e agiliza os serviços públicos.
Denucci afirmou que os documentos de segurança emitidos pela Casa da Moeda necessitavam da certificação digital “para não serem questionados” nos dias atuais. “Era preciso que nós não dependêssemos de terceiros”, disse ele.
O certificado digital acaba com o anonimato, garantindo a origem de mensagens e documentos e sua autenticidade. O conteúdo é validado pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), do Casa Civil da Presidência da República.
“O certificado já nasce com a validade jurídica e, somando-se a isso, o sigilo da informação”, afirmou Denucci. Isso significa que qualquer operação feita a partir dessa tecnologia eletrônica tem a autenticidade do emissor garantida.
Denucci lembrou que o processo de modernização da CMB, com a adoção de tecnologia de ponta, permitiu que a empresa lançasse, na semana passada, a nova família de cédulas do real, prevendo a produção industrial já em dois meses.
A nova família do real é “tão ou mais moderna que o euro ou o dólar”, enfatizou, acrescentando que a principal vantagem para o cidadão será a segurança dos documentos emitidos. “Quem recorrer à CMB como certificadora vai saber que vai ter uma resposta rápida. E que as informações que ela autenticar com segurança serão fidedignas e reconhecidas internacionalmente”.
Denucci disse ainda que além de entrar na era digital, a empresa vai instalar uma fábrica de cartões inteligentes, selecionados pelo governo federal como ideais para suas transações. Nos próximos dois anos, a CMB pretende investir entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões para ter sua própria sala cofre, para armazenamento de dados, consolidando-se nesse segmento de negócio.
A CMB passou a ser a 9ª autoridade certificadora de primeiro nível na cadeia da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil).
17:03 "Vitória de partidos de esquerda em eleições representa avanço, mas não é suficiente para garantir as mudanças estruturais da sociedade brasileira". Leia a íntegra da entrevista de João Paulo Rodrigues publicada na Folha de S. Paulo neste domingo (7/2) .
No último domingo (7/2), o jornal Folha de S. Paulo publicou trechos da entrevista com João Paulo Rodrigues, integrante da coordenação nacional do MST, sobre o Partido dos Trabalhadores (PT).
Leia abaixo a íntegra da entrevista.
O MST considera o PT um partido representativo das causas sociais no Brasil?
16:53
Lambido do Blog do Esquerdopata
16:48
Agora há pouco, o Estadão publicou esta foto, de policiais jogando gás de pimenta em moradores do Jardim Romano, bairro da Zona Leste de São Paulo alagado há dois meses – reparem, há dois meses -, que protestavem na calçada, próximo ao Viaduto do Chá, exigindo uma audiência com o Prefeito Gilberto Kassab.
Leia o texto do jornal:
Cerca de 200 moradores da região alagada na zona leste de São Paulo faziam uma manifestação na tarde desta segunda-feira, 8, no Viaduto do Chá, em frente à Prefeitura. Durante o ato houve confronto com policiais militares, que usaram spray de pimenta e cassetetes para conter o protesto.
De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os moradores, que ocupavam a calçada da via, se reuniram no local por volta das 14 horas para cobrar uma solução das autoridades. Eles pretendiam ser recebidos pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM).
A área alagada, que engloba sete bairros, está em estado de calamidade pública desde a semana passada. Nesta segunda-feira, o Jardim Romano completa dois meses de alagamento. Às 15h30, a assessoria de imprensa da Polícia Militar confirmava apenas um princípio de confusão.
16:48 
16:47
16:46 É com satisfação que anunciamos a Conferência de Mídia Cidadã do Global Voices 2010! Nosso encontro acontecerá este ano em Santiago, no Chile, entre 6 e 7 de maio de 2010.
Visite o website da conferência para mais informações sobre seus objetivos, a programação dos eventos, detalhes de inscrição e informação sobre a vibrante cidade de Santiago. Entre os destaques das discussões haverá o anúncio dos vencedores do Prêmio Breaking Borders [en] (mais informações em português neste link), um prêmio criado pelo Google e Global Voices para honrar projetos ilustres da web iniciados por indivíduos ou grupos que demonstram coragem, energia, e desenvoltura em usar a Internet para promover a liberdade de expressão.
Nos próximos dias e semanas, alimentaremos a programação, adicionando a biografia dos palestrantes, uma lista dos participantes e mais - observe com frequência o site por posts e comentários dos participantes da conferência e outros indivíduos, além de se juntar ao debate.
Você também pode ajudar a espalhar a notícia sobre a Conferência Global Voices distribuindo um dos banners ou badges da Conferência no seu blog ou website.
A Conferência de Mídia Cidadã do Global Voices 2010 só é possível graças ao generoso suporte da MacArthur Foundation, do Google, Open Society Institute, Knight Foundation e do Yahoo!.
16:46
16:38
16:33 Na madrugada do último sábado (6/2), cerca de 200 trabalhadores do MST reocuparam a fazenda grilada pelo tenente-coronel aposentado da Polícia Militar Valdir Copetti Neves, em Ponta Grossa.
Na madrugada do último sábado (6/2), cerca de 200 trabalhadores do MST reocuparam a fazenda São Francisco II, grilada pelo tenente-coronel aposentado da Polícia Militar Valdir Copetti Neves, em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, no Paraná.
Após a ocupação, o ex-tenente-coronel foi até o local com um grupo de seguranças, fortemente armados, ameaçando os Sem Terra de morte e disparando vários tiros por cima dos barracos. Ninguém foi atingido.
16:28 Recebi, nos comentários, a nota do presidente da Comissão de Trabalho da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado Paulo Ramos, do PDT, sobre a decisão da Justiça de suspender o pagamento dos pisos regionais de salário. Seu entendimento é idêntico ao meu, a intenção da lei está sendo lida ao contrário. Transcrevo o texto, para conhecimento de todos:
A emenda que apresentei ao projeto que fixou os novos pisos salariais do Estado do Rio de Janeiro – e que agora é lei (Lei 5627, de 28 de dezembro de 2009)- representou uma grande vitória para os trabalhadores do estado. Ela garantiu no Estado do Rio de Janeiro o piso salarial dos empregados de várias categorias.
Desse modo, a lei estabelece o piso, que somente poderá ser modificado salvo se lei federal, convenção ou acordo coletivo fixar uma remuneração maior. Enfim, os sindicatos patronais e os de trabalhadores somente podem pactuar para beneficiar o trabalhador e nunca para prejudicar.
A lei, portanto, não veda convenção ou acordo, apenas faz prevalecer o piso como patamar inicial a balizar qualquer convenção ou acordo coletivo.
Pretender o contrário é negar a prevalência da lei, principalmente porque ela foi elaborada exatamente para proteger as categorias profissionais mais fragilizadas diante do poder do capital.
É lamentável que num plantão noturno, a desembargadora Jacqueline Lima Montenegro tenha, de afogadilho, através de liminar, atendido à pretensão atrasada da Firjan, em detrimento do direto dos trabalhadores. Se fosse o contrário, certamente a desembargadora seria, pelo menos, mais cautelosa para decidir, procurando, primeiro, se informar melhor.
A Comissão de Trabalho da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro está em mobilização permanente e vamos realizar audiência pública para tratar do tema (dia 10/2/2009, quarta-feira, às 10 horas, no Plenário Barbosa Lima Sobrinho, Alerj).
Vamos lutar para fazer valer a lei e garantir mais essa importante conquista dos trabalhadores.
16:27
16:00 Google, Microsoft, Twitter, Facebook, eBay, Yahoo e Wikipedia sofrem cada vez mais pressão para se adequar ao novo protocolo da internet.
Cresce a pressão para que os sites mais populares da internet integrem suas redes ao IPv6, o tão aguardado upgrade do principal protocolo da internet, que atualmente está na versão 4.
E essa pressão foi elevada em mais um grau esta semana, com a notícia de que o Google ativou o suporte ao IPv6 para o site de vídeos YouTube. O Google já oferece acesso IPv6 a seu site de buscas e a muitos outros serviços da web.
Conteúdo pronto para o IPv6 é “uma das coisas que precisamos ter”, diz Timothy Winters, um gerente sênior do Laboratório de Interoperabilidade da Universidade de New Hampshire, que testa produtos IPv6. “Com todas essas redes de banda larga sem fio migrando para o IPv6, os provedores de conteúdo não têm escolha a não ser criar conteúdo móvel e oferecê-lo em IPv6″.
Winters lembra que o recente anúncio da operadora americana Comcast, de que está efetuando testes com o IPv6, é outro sinal de que é hora de os sites populares oferecer suporte ao IPv6. (…) (via idgnow.uol.com.br)
15:57
Nem no mais delirante sonho a campanha de Dilma Roussef poderia contar que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fosse ajudar, como está ajudando, a eleição a se polarizar entre ele – naufragado numa enorme rejeição popular – e Lula, apoiado nos maiores índices de aprovação já alcançados em seu Governo. Mas FHC está fazendo mais que isso, está se encarregando, ele próprio, de transferir para Dilma o apoio que vem das más lembranças que traz.
Agora há pouco, em O Globo, ele leva mais água para o moinho da candidata, ao dizer que “ela não inspira confiança” e ao insinuar que não seria honesta, ao dizer que “tem que ver se a pessoa inspira confiança. Nós precisamos de gente competente e que não roube. E que inspire confiança”.
O Governo Fernando Henrique, como se sabe, foi um governo que inspirou confiança e onde ninguém roubou nada. Ou alguém seria capaz de fazer perversas suposições sobre os negócios que envolveram a privatização das estatais, o sistema financeiro, o Banco Central, nas desvalorizações cambiais…
No twitter, o Antonio_Borges me disse, outro dia: “Cara! Pedi agora mesmo que FHC não se calasse! Minhas preces foram ouvidas!
Ou podíamos fazer como o Rei Juan Carlos: Fernando, por favor, no te callas…
15:27
Nos bastidores de Hollywood, o Ubuntu já é um sucesso. Em "Avatar", filme do diretor James Cameron que já bateu todos os recordes de bilheteria, é ele o sistema operacional que dá apoio aos demais programas de efeitos especiais usados na ficção científica.
Sobre o Ubuntu, a empresa americana Weta Digital, responsável pelos efeitos do filme, despejou a infinidade de recursos que resultaram em uma produção em que cada minuto ocupa a surpreendente carga de 17,3 gigabytes de dados. Agora que conquistou o mundo imaginário criado por Cameron, o Ubuntu quer garantir seu espaço na "computação em nuvem", conceito segundo o qual os recursos de tecnologia da informação (TI) são acessados via internet, sem a necessidade de estar instalados nas máquinas dos usuários.
O Ubuntu - termo em banto-africano que significa "eu sou o que sou pelo que todos nós somos" - é um dos sistemas da família Linux, software gratuito e de código aberto, o que significa que pode ser usado e modificado por qualquer pessoa ou empresa. Por trás de sua criação está a inglesa Canonical, companhia criada em 2006 e que, em pouco tempo, se tornou uma das principais empresas de software livre do mundo, ao lado de Mandriva, Novell e Red Hat.
"A cada seis meses, nós lançamos uma nova versão do Ubuntu. A próxima versão, que chega em abril, vai trazer uma série de novidades para aprimorar o uso do sistema em ambientes de computação em nuvem", diz Maria Boneffon, diretora mundial da Canonical. A executiva, que visitou o país na semana passada, falou com exclusividade ao Valor.
Mais do que a própria Canonical, diz Maria, o que ajuda a transformar o Ubuntu em um sistema de porte é a comunidade de colaboradores que o software detém mundo afora. O Brasil, em particular, é protagonista no desenvolvimento do sistema. Com uma comunidade de desenvolvedores de 15,7 mil pessoas, o país é hoje responsável por 30% do total das comunidades que colaboram com o Ubuntu. Para a Canonical, uma empresa de capital fechado e que conta com apenas 300 funcionários no mundo, fica o papel de consolidar as atualizações e entregar as novas versões do software.
Com a escalada para a computação em nuvem, comenta Maria, a Canonical planeja se aproximar mais das empresas que pretendem adotar seu sistema ou já fizeram isso. "Hoje, em todo o mundo, há mais de 12 milhões de usuários do Ubuntu", diz ela. "A maioria desses usuários são pessoas físicas, mas temos expandido muito nossa presença entre as empresas e isso é uma tendência."
Na última sexta-feira, a Canical anunciou que seu fundador da Canonical, Mark Shuttleworth, vai ser substituído em março pela atual diretora de operações da companhia, Jane Silber. Em seu lugar ficará Matt Asay, um especialista em software livre que já passou pela Novell. Com a mudança, Shuttleworth pretende centrar-se mais na concepção do produto.
O interesse da Canonical em promover o Ubuntu entre usuários empresariais está atrelado aos contratos de serviços que esse tipo de cliente pode proporcionar. O acesso ao Ubuntu, seja uma versão para uso residencial ou uma edição destinada a rodar em um servidor - computador que gerencia os recursos de uma rede nas empresas -, é gratuito. O faturamento da companhia é gerado pelos serviços de suporte e manutenção.
"A maneira como as pessoas lidam com software está mudando radicalmente", comenta a executiva. "Empresas como Salesforce e Google estão acelerando esse processo e nós também fazemos parte desse caminho."
Em sua visita ao Brasil, Maria deu palestras fechadas para executivos e visitou clientes. Ela não revela nomes, mas afirma que a Canonical já fechou contrato com sete companhias de grande porte no país. A Canonical também tem se esforçado para embarcar o software nos equipamentos dos fabricantes de PCs e servidores. Em portáteis como os netbooks, a executiva afirma que o Ubuntu pode resultar em um produto até 40% mais barato que outro baseado no sistema Windows, da Microsoft.
A Canonical tem parceria com vários fabricantes fora do Brasil, entre eles Acer, Hewlett-Packard (HP), Dell e Toshiba. No país, por enquanto, o único parceiro local é a Meoo PC. "Estamos muito empolgados com as possibilidades de negócios no Brasil", diz a executiva. "A aventura só começou."
Trocando em miúdos
A principal característica dos programas baseados no modelo de software livre é permitir que o usuário manipule o código básico do sistema e faça adaptações conforme as suas necessidades. Uma vez que o usuário baixa um software desse tipo em seu computador, ele pode modificá-lo e distribuí-lo gratuitamente. As diferentes versões do sistema operacional Linux - que é o mais famoso no mundo do software de código aberto - concorrem principalmente com o Windows, da Microsoft. Pacotes de sistemas de produtividade, como OpenOffice, EasyOffice e StarOffice, também rivalizam com o pacote MS Office, da companhia de Bill Gates.
Boa parte da gratuidade do software livre, no entanto, está atrelada ao uso residencial desses sistemas. Nas empresas, onde o software livre também pode ser usado em servidores, sua adoção costuma ser acompanhada de um contrato de serviços de suporte e manutenção. A diferença é que, enquanto a Microsoft vende seus sistemas apoiada no tradicional modelo de licença por usuário, companhias como Canonical, Novell e Red Hat oferecem diferentes contratos de serviços. Para competir entre si, cada uma dessas empresas desenvolve seu próprio sistema Linux. A Canonical vende o Ubuntu, enquanto a Novell oferece o Suse e a Red Hat coloca nas prateleiras um sistema que leva seu nome.
Valor Econômico - SP, André Borges, 8 de fevereiro de 2010
Fonte: Serpro
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The Economic Collapse
Muitas pessoas estão inquietas quanto ao rápido crescimento atual da dívida nacional dos EUA e estão a pedir uma solução. O que elas não percebem é que simplesmente não há solução sob o atual sistema financeiros estadounidense. Agora já é matematicamente impossível para o governo dos EUA liquidar a sua dívida nacional. A verdade é que o governo dos EUA agora deve mais dólares do que os realmente existentes. Se o governo atuasse hoje e tomasse todos os centavos de todos os bancos, negócios e contribuintes americanos, ainda assim não seria capaz de liquidar a dívida nacional. E se assim fizesse, obviamente a sociedade americana cessaria de funcionar porque ninguém teria mais dinheiro para comprar ou vender fosse o que fosse.
E o governo dos EUA ainda assim estaria com uma dívida maciça. Então porque o governo estadounidense simplesmente não acciona as impressoras e imprime um bocado de dinheiro para liquidar a dívida?
Bem, por uma razão muito simples. Porque não é assim que o nosso sistema funciona.
Como se verifica, quanto mais dólares entrarem no sistema, mais aumenta a dívida do governo dos EUA. O governo dos EUA não emite a divisa(moeda) dos EUA - é o Federal Reserve que o faz.
O Federal Reserve é um banco privado possuído e operado com o objetivo do lucro por um grupo muito poderoso da elite dos banqueiros internacionais.
Se tirar uma nota de dólar da carteira e der uma olhadela notará que no topo ela diz "Federal Reserve Note". Ela pertence ao Federal Reserve.
O governo dos EUA não pode simplesmente criar novo dinheiro sempre que quiser sob o nosso sistema actual. Ao invés disso, ele deve obtê-lo do Federal Reserve.

Assim, quando o governo dos EUA precisa tomar mais dinheiro emprestado (o que acontece um bocado nestes dias) ele vai ao Federal Reserve e pede-lhe mais alguns pedaços de papel verde chamados Federal Reserve Notes.
O Federal Reserve permuta estes pedaços de papel verde por pedaços de papel rosa chamados Títulos do Tesouro dos EUA. O Federal Reserve então vende estes Títulos do Tesouro ou mantém os títulos consigo (o que acontece muito atualmente).
É este o modo como o governo dos EUA obtém mais pedaços de papel verde chamados "U.S. dollars" a fim de colocá-los em circulação. Mas ao fazer isso, ele incide em ainda mais dívida pela qual terá de pagar ainda mais juros. De modo que todas as vezes em que o governo estadounidense faz isso, a dívida nacional torna-se ainda maior e passa a dever ainda mais juros sobre aquela dívida.
Começa a perceber o quadro?
Enquanto está a ler isto, a dívida nacional dos EUA é de aproximadamente US$12 milhões de milhões (trillion), embora cresça tão rapidamente que é realmente difícil estabelecer um número exacto.
Então quanto dinheiro realmente existe nos Estados Unidos de hoje?
Bem, há vários meios de medir isto.
A oferta monetária "M0" é o total de notas físicas, mais o dinheiro nos cofres dos bancos e todos os depósitos que aqueles bancos têm em bancos de reserva. Em meados de 2009, o Federal Reserve disse que esta quantia era cerca de US$908 mil milhões.
A oferta monetária "M1" inclui toda a oferta monetária "M0" bem como todo o dinheiro possuído em contas à ordem nos bancos, além de todo o dinheiro contido em travelers' checks. Segundo o Federal Reserve, isto totalizava aproximadamente US$1,7 milhão de milhões em Dezembro de 2009, mas nem todo este dinheiro realmente "existe" como veremos em momentos.
A oferta monetária "M2" inclui toda a oferta monetária "M1" mais a maior parte de outras contas de poupança, contas do mercado monetário, mercado monetário a retalho dos fundos mútuos e depósitos a prazo de pequenos valores (certificados de depósitos inferiores a US$100 mil). Segundo o Federal Reserve, isto totalizava aproximadamente US$8,5 milhões de milhões em Dezembro de 2009, mas, mais uma vez, nem todo este dinheiro realmente "existe" como veremos dentro de momentos.

A oferta monetária "M3" inclui toda a oferta monetária "M2" mais todos os outros Certificados de Depósito (depósitos a longo prazo e saldos dos fundos mútuos do mercado monetário institucional), depósitos de eurodólares e acordos de recompra. O Federal Reserve já não mantém registo do M3, mas segundo o ShadowStats.com ele está atualmente em torno dos US$14 milhões de milhões. Mas, mais uma vez, nem todos este "dinheiro" realmente "existe".
Então por que é que ele não existe?
É porque o nosso sistema financeiro está baseado em algo chamado reserva fracionária da banca.
Quando você entra no seu banco local e deposita US$100, eles não mantêm os seus US$100 no banco. Ao invés disso, mantêm apenas uma pequena fração do seu dinheiro ali no banco e emprestam o restante a alguém. Assim, se aquela pessoa deposita o dinheiro que acabou de ser tomado emprestado no mesmo banco, esse banco pode emprestar a maior parte desse dinheiro outra vez. Mas realidade, apenas US$100 realmente existem. O sistema funciona porque não corremos todos ao banco e exigimos todo o nosso dinheiro ao mesmo tempo.
Segundo o New York Federal Reserve Bank, a reserva bancária fracionária pode ser explicada deste modo...
"Se a exigência de reserva for de 10%, por exemplo, um banco que recebe um depósito de US$100 pode emprestar US$90 daquele depósito. Se o tomador do empréstimo então preencher um cheque para alguém que deposita os US$90, o banco que recebe aquele depósito pode emprestar US$81. À medida que o processo continua, o sistema bancário pode expandir o depósito inicial de US$100 para um máximo de US$1000 de dinheiro: (100+90+81+72,90+... = 1000)".
Grande parte do "dinheiro" não padrão hoje é basicamente feito a partir do ar.
De facto, a maior parte dos bancos não tem de todo exigências de reservas sobre depósitos de poupanças, Certificados de Depósito e certas espécies de contas do mercado financeiro. Basicamente, as exigências de reservas aplicam-se só a "transações de depósitos" - essencialmente contas à ordem.
A verdade é que os bancos hoje são mais livres do que nunca para "multiplicar" dramaticamente as quantias neles depositadas. Mas todo este dinheiro "multiplicado" está apenas no papel - ele realmente não existe.
A questão é que as medidas mais vastas da oferta monetária (M2 e M3) exageram amplamente quanto "dinheiro real" realmente existe no sistema.
Assim, se o governo dos EUA exigisse hoje todo dólar dos bancos, negócios e indivíduos nos Estados Unidos ele não conseguiria arrecadar US$14 milhões de milhões (M3) ou mesmo US$8,5 milhões de milhões (M2) porque estas quantias são baseadas na reserva fracionária da banca.
De modo que o resultado é isto...
1) Se todo o dinheiro possuído por todos os bancos, negócios e indivíduos dos Estados Unidos fosse reunido hoje e enviado ao governo dos EUA, não haveria suficiente para liquidar a dívida nacional estado-unidense.
2) O único meio de criar mais moeda é incidir em ainda mais dívida, o que torna o problema ainda pior.

Como se vê, isto é o que todo o Sistema Federal de Reserva foi concebido para fazer. Foi concebido para vagarosamente drenar a riqueza maciça do povo americano e transferi-la para a elite dos banqueiros internacionais.
Trata-se de um jogo concebido de modo a que o governo dos EUA não possa vencer. Tão logo eles criem mais moeda pela assunção de empréstimos, o governo dos EUA deve mais do que foi criado por causa dos juros.
Se você deve mais dinheiro do que alguma vez foi criado você não pode reembolsá-lo.
Isto significa dívida perpétua enquanto o sistema existir.
É um sistema concebido para forçar o governo estadounidense a montantes de dívida sempre crescentes porque não há escapatória.
Naturalmente, se houvéssemos escutado o nosso muito sábio pai fundador, Thomas Jefferson, poderíamos ter evitado esta confusão colossal...
"Se o povo americano alguma vez permitir aos bancos privados que controlem a emissão do seu dinheiro, primeiro pela inflação e depois pela deflação, os bancos e corporações que crescerão em tornos deles (em torno dos bancos) privarão o povo da sua propriedade até que os seus filhos acordem sem lar no continente que os seus pais conquistaram".
Mas nós não os ouvimos, não é?
Nós podíamos resolver este problema encerrando o Federal Reserve e devolvendo o poder de emitir a divisa estadounidense ao Congresso dos EUA (o que é aquilo que a Constituição dos EUA estabelece). Mas os políticos em Washington D.C. não estão prontos para fazer isso.
Assim, a menos que esteja desejoso de mudar fundamentalmente o sistema atual, você pode bem deixar de se queixar acerca da dívida nacional dos EUA porque agora é matematicamente impossível liquidá-la.
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O original encontra-se em theeconomiccollapseblog.com
Este artigo encontra-se em [resistir.info] .
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15:04

A new federal agency charged with reporting on climate change is being formed. The National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) will set up the Climate Service using members of the National Weather Service and other NOAA offices.
Climate operations have been spred out among NOAA offices, but with more and more requests pouring in for information concerning climate change, officials decided to combine those efforts into one main office. The Climate Service will be headquartered in Washington, D.C. with six regional directors elsewhere in the country.
The agency will still have to be approved by congressional committee, but if it clears all necessary hurdles, it should be up and running by the end of the year.
via Huffington Post
15:00
15:00 A GNOME Foundation anunciou que a Mozilla lhe concedeu patrocínio financeiro para seus trabalhos de acessibilidade em 2010. Não é a primeira vez que isso ocorre, e patrocínios anteriores já custearam a integração e criação de recursos de acessibilidade que, segundo o comunicado, hoje já ajudam a tornar a dupla GNOME/Firefox uma alternativa livre para quem tem visão deficiente, e a levam a ser adotada por pessoas ao redor do mundo com este tipo de condição. (via lwn.net)
14:56
14:46 Quer escrever em solidariedade ao Haiti? O blog de St. Lúcia Caribbean Book Blog [en] e o blogueiro literário jamaicano Geoffrey Philp [en] têm detalhes sobre a iniciativa.
14:44 Tese de doutorado sobre o STF
PAIXÃO, Leonardo A. A função política do Supremo Tribunal Federal. 2007. 258 p. Tese
(Doutorado) – Faculdade de Direito, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.
p.236
“A análise da jurisprudência centenária do Supremo Tribunal Federal demonstra que ele sempre exerceu função política. Ao lado dos demais órgãos de soberania, contribuiu para a preservação da sociedade política e para a promoção do bem comum. Colaborou para definir, em cada situação, o que é o interesse público, bem como para determinar quais são os meios necessários para sua implementação.
A análise da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal permitiu identificar sete fases na sua atuação. Uma fase inicial, abrangendo os primeiros anos do Tribunal, desde sua instalação, que foi marcada pela procura de seu espaço no arranjo institucional brasileiro.
Em seguida, uma fase de ampliação de seu papel institucional, que se estendeu aproximadamente de 1897 a 1926, durante a qual o Supremo interpretou ampliativamente o instituto do habeas corpus para suprir a falta de norma processual, em período marcado por grande ativismo.
A partir de Emenda Constitucional de 1926 à Constituição de 1891, o Tribunal passou a viver uma fase de contenção de sua função política, que se estendeu por todo o período do primeiro governo Vargas, até 1945. Durante esta fase, sobretudo entre 1930 e 1931, a Corte viveu o período em que sofreu os maiores atentados à sua independência.
A quarta fase do Supremo Tribunal Federal, quanto ao exercício de função política, se estendeu do final do Estado Novo até o início do regime militar de 1964, e foi marcada pela sintonia entre as decisões da Corte e dos demais órgãos de soberania. A partir de 1964, pelo contrário, teve início uma nova fase de enfrentamento, sendo marcada pela resistência do Supremo Tribunal Federal contra algumas decisões do regime militar.
Esta fase terminou com a edição do AI-5, em dezembro de 1968, porque daí por diante a Corte sofreu uma intervenção, com o afastamento de alguns ministros e, em seguida, o esvaziamento de sua competência. Por fim, o Supremo Tribunal Federal vem experimentando a sétima fase no exercício de sua função política, a partir da restauração (e ampliação) de sua competência, que ocorreu desde a promulgação da Constituição de 1988.
Vista no seu conjunto, a análise da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal também revelou que a Corte alternou períodos em que foi um empecilho para propósitos autoritários de governantes, e períodos em que agiu de forma sintonizada com os poderes eleitos. Na maior parte do tempo, assumiu a parte que lhe coube no exercício da função política, embora possa até ser acusada de omissão em alguns momentos importantes da história brasileira, e certamente tenha sido impotente para preservar o Direito em outros.”
14:43
14:40
Em artigo publicado neste domingo (7) pelos jornal O Globo e O Estado de S. Paulo, Fernando Henrique afirmou que, "se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa". Disse ainda que a estratégia eleitoral de Lula e do PT é “simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC”.
No sábado, em um seminário para prefeitos e governadores do PSDB, o ex-presidente pegou mais pesado: disse que Lula age como "ventrículo" e comparou a ministra da Casa Civil e presidenciável petista Dilma Rousseff com um "boneco". A fala divulgada nesta segunda-feira pelo blog do jornalista Josias de Souza, da Folha de S.Paulo.
As intervenções pré-eleitorais de Fernando Henrique, em geral num tom pesado e rancoroso, são vistas com reservas na própria oposição. Muitos caciques oposicionistas acreditam que os ataques de FHC tiram mais votos do que ganham, devido à alta taxa de rejeição do ex-presidente. Eles também avaliam que comparar o governo Lula com seu antecessor é fazer o jogo da candidatura de Dilma, pois as pesquisas indicam preferência pela administração do ex-sindicalista.
Tarso aceitou o desafio de FHC ao falar à imprensa durante a assinatura de convênio com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para incluir a segurança pública no programa de cursos superiores de tecnologia do Ministério da Educação (MEC). O objetivo, de acordo com Tarso, é qualificar os profissionais de segurança pública de todo o país.
O ministro da Justiça deixará o cargo na quarta-feira para se candidatar ao governo do Rio Grande do Sul. Ele disse que deixa como marca da sua administração o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Segundo Tarso, o programa "mudou o paradigma da segurança no Brasil".
WWW.vermelho.org.br
Veja também: Abandonado, FHC assume a própria defesa e ataca o lulismo"
Eu vejo tudo; nada pode passar despercebido!
14:31
14:31 Com mais de um milhão de desabrigados e a sua capital destrída, o Haiti agora é foco de um grande trabalho de reconstrução. Internacionalmente, muitos estão falando de um “Plano Marshall” que reconstrua o país, durando pelo menos uma década e com o custo de bilhões de dólares. Medidas tomadas neste final de semana para cancelar seus débitos, enquanto financiam a reconstrução com doações, ao invés de mais empréstimos, são passos positivos nesta direção.
Mas e a sustentabilidade? Como uma ilha, que por tanto tempo existiu no limite do desastre, pode ser restaurada e ao mesmo tempo ser socialmente, economicamente e ambientalmente sustentável?
Felizmente, várias organizações estão levando essa questão a sério. Uma delas é a Global Green USA, uma organização ambiental sem fins lucrativos que liderou a reconstrução em new Orleans depois do furacão Katrina.
O Presidente e CEO da Global Green, Matt Petersen, alegou que eles ainda se encontram na fase de planejamento, onde discutem com outras ONGs, senadores, com orgãos da ONU, entre outros sobre qual a melhor decisão a ser tomada.
O consenso é que as normas e padrões de construção são muito críticos. Oficialmente, as pessoas estão sendo avisadas de que se começarem a construir agora antes de novos padrões serem estabelecidos, suas casas serão destruídas. Um cenário mais provável, tristemente, é que há riscos de que casos de suborno ou corrupção possam arruinem os efsforços de construir casas a prova de desastres.
Para a Global Green, os planos são o seguinte:
1. Informar as normas e o o sistema de aplicação das normas para reconstrução.
2. Identificar pesquisadores e grupos parceiros para ajudar na certificação de resistência a desastre, eficiência/suficiência em energia e construção saudável.
3. Identificar parceiros para fazer o mesmo com as casas (Matt frisa que o que está sendo falado aqui são os habitats).
4. Trabalhar com os outros para identificar e apoiar o reflorestamento, ideológicamente por meio de um canal que apoa mulheres à liderança e também a criação de empregos.
O que pode acontecer também, já que o Haiti é um lugar onde assentamentos humanos tendem a aparecer espontaneamente, é que muitos comecem a construir suas casas de maneira não oficial. A questão da construção de lares temporários ainda permanece um grande desafio.
14:30
A PROPÓSITO, SERRA ME INSPIRA QUALQUER COISA, MENOS CONFIANÇA.
14:29 
14:27
Na quarta-feira, 3, passada quatro policiais civis de Goiás foram detidos em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), acusados de estarem espionando deputados distritais da oposição. Em depoimento a policiais da Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil brasiliense, o grupo afirmou que estava monitorando os passos dos deputados a mando de Fábio Simão, ex-chefe de gabinete do governador do DF, José Roberto Arruda (ex-DEM). A notícia foi dada com exclusividade pelo Congresso em Foco, na última sexta-feira e a repercurssão na terra da Panetolândia - e pelo jeito fora dela - foi quase nula.
14:12
14:00 Enviado por Rafael Gomes (rafaelgomesΘtechfree·com·br):
“Como muitos devem saber, o scanning de portas UDP funciona de forma distinta do TCP, pois tendo em vista que esse protocolo não é orientado a conexão, é necessário que haja algum tipo de interação entre o scanner e seu alvo.A mais nova versão do Nmap (5.21) promete revolucionar a forma de como efetuar um scanning e portas UDP.” [referência: techfree.com.br]
13:59 O problema do Fábio Giambiagi é avançar além das planilhas. É um dos economistas que mais conhece contas públicas, indicadores macroeconômicos. Nos anos 90, suas planilhas com cenários tornaram-se padrão no mercado.
O problema é quando avança em formulações macroeconômicas – que exigem uma dose de pensamento criativo que ele não possui. Com um Delfim, um Nakano, um Armínio formulando – e deixando para Giambiagi cumprir o papel de calcular os impactos no orçamento e na economia – tem-se produto nobre. Mas Giambiagi quer ser não apenas o homem que calculava, mas o que formulava.
E aí passa a se arvorar em condutor dos povos – brandindo sempre a mesmíssima bandeira de corte de benefícios na Previdência – e, pior, em pensador político.
Comecei a ler com entusiasmo sua coluna de hoje no Valor. Fala do desastre argentino e do sucesso da transição política brasileira. Compara o radicalismo político argentino com o pragmatismo brasileiro e os resultados a que se chegou em um caso e outro. Mostra as virtudes da política dos acordos, da contemporização – tão mal vista ainda em muitos setores.
Aí passa a voar como uma andorinha capturada por um vendaval. Grita Shazam… e torna-se o pensador político contemporâneo. Pega as discussões políticas na Internet – território tão propício às libações radicais quanto os estádios de futebol – e considera que a grande política se faz aí. E diz que, com a radicalização da discussão política na Internet, a política brasileira caminha para a “argentinização”. E tome tango!
A grande política não se faz nem na Internet e não mais, nunca mais, na velha mídia.
Há uma transição pacífica e civilizada de FHC para Lula em 2002. Há uma disputa política durante o período, que só cede à radicalização quando se terceiriza para a velha mídia as bandeiras da oposição. Aí só sai esgoto, escândalos a granel e nenhuma ideia. Mas em nada diferente do período 1994-1998, quando o PT perdeu o discurso político para o plano Real: uma radicalização no discurso, nas tentativas de CPI, na fabricação de escândalos. São momentos pontuais.
Nas relações federativas existe a civilidade. No Parlamento, impera a selvageria apenas quando meia dúzia de parlamentares, manjadíssimos, ecoa dossiês e armações da mídia. Nas inaugurações em São Paulo, vê-se Lula, Dilma e Serra no mesmo evento. A morte de dona Ruth permitiu um momento único, de dois líderes políticos se abraçando emocionados e solidários.
Sei que o Giambiagi é um argentino muito sensível, que se machuca quando alvo de críticas. E sei que tenho o péssimo hábito de pegar no seu pé. Mas se pego não é por suas posições políticas, mas pela extrema superficialidade de suas análises, quando sai do mundo cômodo, previsível e calculado das planilhas – território no qual ele é campeão – sem ironias.
Do Valor Econômico A “argentinização” da política
Fabio Giambiagi
08/02/2010
Publiquei este artigo na Argentina, em 2009. No final explico a tradução. Fiz adaptações, para adequar o texto ao espaço. “Sou brasileiro, filho de argentinos que por razões profissionais passaram dois anos fora do país no começo dos anos 60 e por razões políticas tiveram que sair da Argentina em meados dos 70. Da mesma forma que o argentino Borges se confessava ‘um europeu nascido no estrangeiro’, durante parte da minha vida me senti ‘um argentino nascido no Rio’. As reflexões que farei a seguir são pessoais, mas refletem o estado de espírito de vários amigos que viveram circunstâncias similares, com a diferença de que todos eles tinham nascido na Argentina. Não por acaso, tendo tido todos nós, depois de 1983, a oportunidade de retornar a Buenos Aires (pela qual cada um de nós conservou a sua paixão), optamos em todos os casos por continuar morando no Brasil.
Tendo chegado aqui em 1976, fugindo da Argentina daquela época, algo que me chamava a atenção era que conflitos menores como, por exemplo, batidas de carro, que na Argentina gerariam uma briga de socos e pontapés, no Brasil não raras vezes acabavam em um bar para tomar um chope. Criado na tradição italiana das grandes polêmicas, tendo passado minha adolescência na vertigem dos anos 70 com o país novamente fraturado pela divisão inexorável da sociedade entre peronistas e antiperonistas, aprendi por meio desses pequenos gestos que, como alguma vez disse Fernando Pessoa, ao invés de uma verdade poderia haver duas.
Com a impetuosidade da juventude, esse aprendizado não foi imediato. A transição para a vida adulta coincidiu no meu caso com a transição do Brasil rumo à democracia, na qual brilhou a figura de Tancredo Neves. Em 1984, na campanha das ‘Diretas já’, supunha-se que, se houvesse eleições, seriam vencidas por Ulysses Guimarães. Com a derrota da emenda das diretas, a saída encontrada foi a de ‘vencer o regime com suas próprias armas’, no Colégio Eleitoral, com um candidato que pudesse ser votado por parte da bancada governista, o que levou à eleição de Tancredo e, depois, à posse de Sarney.
Com a impaciência dos 22 anos e participando das passeatas com o entusiasmo de quem sentia estar no meio de uma revolução, vivi aquele desfecho como uma traição e via Tancredo com grande desconfiança, como se ele tivesse traído o povo para se juntar aos inimigos. Os anos me levaram depois à reflexão de que, na verdade, aquilo tinha sido uma excepcional lição de sabedoria política de todos os atores: de Tancredo, grande mestre da transição, respeitado por todos os partidos e capaz de dialogar com diferentes grupos; de Ulysses, que abdicou de suas legítimas pretensões e, ao invés de fazer arder o país numa campanha de destino incerto, soube dar um passo ao lado ao entender que o momento histórico requeria ceder a liderança a outra pessoa – algo muito difícil para um político – com menos resistências do regime que estava acabando; e dos próprios militares, que reconheceram que seu ciclo tinha que chegar ao fim e estavam dispostos a sair de cena, mas não queriam fazê-lo como derrotados.
O que a geração de argentinos que vieram ao Brasil nos anos 70 foi notando com o passo das décadas é que as histórias diversas de nossos países – e falo como brasileiro – eram também o reflexo da diferença entre a atitude das pessoas de um lado e de outro da fronteira. Isso ficava claro quando íamos de férias à Argentina e saíamos para conversar com os amigos. Eram sempre discussões muito diferentes em relação às que estávamos acostumados a ter aqui, em função das simpatias que cada um de nós ia desenvolvendo com os grupos políticos locais. Enquanto que no Brasil era natural aceitar as divergências e elas quase nunca comprometiam as amizades, ir à Argentina – já como visitantes – era submergir em um turbilhão de insultos e ressentimentos: os ‘outros’ não eram pessoas que apenas tinham opiniões diferentes, mas ‘vendidos’, ‘traidores’ ou coisas piores. Em outras palavras, inimigos que deviam ser destruídos. Com o tempo, o sentimento comum a todo esse grupo de amigos foi o cansaço ante essa forma, em última instância, de viver. Descobrimos que tínhamos optado pelo Brasil, não por gostar mais de tomar um chope que um café em uma confitería portenha; não por preferir o samba ao tango; mas sim por ter aprendido a conviver com a diferença e a apreciar a tolerância, ao invés de fomentar a cultura do ódio e do desprezo.
Os sinais do crescimento desse traço cultural são visíveis na Argentina, lembrando as disputas enlouquecidas ocorridas há mais de 30 anos. O ‘ovo da serpente’ está na virada da esquina. O fato de ser brasileiro e de trabalhar em um órgão oficial me inibe de manifestar minha opinião franca sobre a responsabilidade das autoridades para que se tenha chegado à situação de tensão atual. Com a vantagem de conhecer a idiossincrasia e a história de ambos países, há algo, porém, que posso afirmar: a Argentina precisa, desesperadamente, de um Tancredo, que seja capaz de conversar com todos”.
Deixo a tradução de lado. A experiência de ter vivido em quatro países diferentes ao longo da vida me ensinou a analisar os fatos com olhos de quem vê um país de fora. E sou obrigado a constatar com pesar que a política brasileira se parece, em certo sentido, cada vez, mais com a argentina. Basta frequentar os insultos que circulam no mundo da web para constatar as dificuldades de diálogo. As pontes são cada vez mais escassas. O discurso do antagonismo de “nós x. eles” – perigosamente estimulado desde os palanques, numa campanha absurdamente antecipada – e a noção de que o rival é um inimigo tornam rarefeito o clima político. Governo e oposição conversavam mais no Brasil nos anos 70, na época dos militares, nas pessoas de Petrônio Portella e de Ulysses, do que hoje, apesar de o PT e o PSDB terem nascido da mesma costela do MDB paulista. Comparando o Brasil de 2010 com o daqueles anos, a conclusão é que nossos políticos enriqueceram – mas a política se empobreceu.
Fabio Giambiagi, economista, escreve mensalmente às segundas-feiras.
13:59
13:54 Por Gleyson Pereira
Meta é formalizar um milhão de trabalhadores autonômos com rendimentos de R$ 3 mil mensais ou R$ 36 mil anuais; eles terão benefícios do INSS e crédito mais barato
Para facilitar a vida de quem deseja ser microempreendedor no país, o governo oferece a partir desta segunda-feira (08) uma adesão mais simplificada ao pacote de vantagens voltado a trabalhadores autônomos. A meta do programa é formalizar um milhão de profissionais liberais em 2010, com foco nos comerciantes ambulantes e prestadores de serviços com rendimentos de até R$ 3 mil por mês ou R$ 36 mil anuais.
A adesão ao programa permite ao microempreendedor o direito a benefícios como o auxílio-doença e licença maternidade do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), além de viabilizar o acesso a linhas de crédito mais baratas. Quem se regularizar também poderá se tornar fornecedor de governos em compras de até R$ 80 mil.
13:47 MPEs venderam mais de R$ 14 bilhões ao Governo Federal
Por: Karla Santana Mamona
08/02/10 – 12h20
InfoMoney
SÃO PAULO – No ano passado, o Governo Federal comprou R$ 14,6 bilhões das MPEs (Micro e Pequenas Empresas), o equivalente a quase 30% do montante total (R$ 49,7 bilhões), segundo levantamento realizado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Ainda conforme os dados divulgados pela Agência Sebrae, o número de fornecedores passou de 185.488 para 210.327 empresas. Do total comprado, as microempresas foram as maiores fornecedoras, com mais de R$ 9 bilhões, enquanto as pequenas venderam para governo acima de R$ 5,5 bilhões. O ano de 2009 foi o que registrou o maior volume de recursos referentes a compras realizadas desse segmento, desde 2002.
Produtos mais comprados
A maioria das compras ocorreu via pregão eletrônico, sendo que mais da metade dos R$ 20,4 bilhões adquiridos por esses meio foi das MPEs. Ainda nesta modalidade, os empreendimentos de pequeno porte geraram economia aproximada de R$ 2,9 bilhões ao cofres públicos, mais do que os R$ 2,5 bilhões relativos às empresas às empresas de maior porte.
Em relação aos produtos mais comprados pelo governo, destacam-se os equipamentos para processamento automático de dados, softwares, acessórios e equipamentos de suporte, responsáveis por 14% do total adquirido dessas empresas. No setor de serviços, os produtos que registraram maiores vendas foram os serviços especiais de construção, respondendo por 24% do total contratado.
Lei Geral da MPEs
O valor comprado pelo governo das micro e pequenas empresas representou crescimento acima de 500% ante 2006, ano que a Lei Geral das MPEs entrou em vigor.
“O uso do poder de compra do Governo Federal, utilizando-se dos mecanismos previstos na Lei Geral, que dão às micro e pequenas empresas o devido tratamento diferenciado, além da economia nas compras, está transferindo para economia recursos equivalentes ao Programa Bolsa Família” declarou o consultor de políticas públicas do Sebrae, Robson Schmidt.
Ele afirmou ainda que essa política do poder de uso de compra do Estado capacita as empresas tecnologicamente, aumenta a competitividade, melhora os bens e serviços ofertados à população e melhora a distribuição de renda.
13:41 Jornal NHUm simulador de consumo no site da CEEE aponta que um ventilador com 150 watts de potência, ligado durante 12 horas diárias no mês, consome 54 quilowatts, resultando no aumento de R$ 23,64 na conta da energia, dependendo da categoria do consumidor.
13:41
13:40 Em resposta à declaração de que a chegada de refugiados haitianos na Jamaica pode ser vista como uma ameaça à saúde pública, Long Bench [en] republica uma Carta ao Editor que ele escreveu: “Refugiados haitianos não são criminosos, e não devem ser tratados pelos cidadãos ou representados na mídia como tal”; Barbados Free Press [en] também critica a atitude de seu país em relação à ajuda para o Haiti: “Não demorou muito para acabar com a aparência de sinceridade dos Bajans quanto ao Haiti, não é mesmo?”
13:29 Por mais que você não goste de carnaval é impossível evitar o envolvimento (profissional) com o Carnaval, ainda mais quando se mora na capital da bahia, ou conhecida nesta época como We are Carnaval, We are Folia..
Em meio aos preparativos, pausa para recomendar a leitura do artigo “Jornalista cidadão ou fonte de informação: estudo exploratório do papel do público no jornalismo participativo dos grandes portais brasileiros”, do Francisco Madureira e Beth Saad.
“O artigo procurou traçar o estado do jornalismo colaborativo praticado por dois grandes portais brasileiros —Terra e Globo.com”, explica o autor em seu blog.
Leitura fundamental. Depois coloco um resumo aqui no blog.
13:09
"Eu assisti de camarote"...José Eduardo Cardozo, fervoroso defensor da permanência de Battisti no Brasil e titular de um currículo em que figuram contatos importantes, quem sabe decisivos, com Daniel Dantas, o banqueiro do Opportunity. Dele Cardozo foi advogado, soldado a mais de um exército infindo, antes de se eleger em 2002..." [Ser advogado de alguém nunca constituiu crime ou opróbrio. Mino semeia suspeitas porque não tem acusações para apresentar.]
"A revista Veja acabava de publicar um dossiê que dizia ter-lhe sido entregue por Dantas, a revelar contas de um pessoal graúdo, a começar pelo presidente Lula, em paraísos fiscais. Mais um episódio para enrubescer o arco-da-velha e que em outro país provocaria, no mínimo, investigações profundas e algumas prisões." [Depois de tanto criticar a revista que já dirigiu, Mino Carta recorre a suas antigas acusações para atingir Lula, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos e o deputado Cardozo.]
"Um ministro de Estado soletrou nos ouvidos de CartaCapital: 'É que o PT tem medo de Dantas'." [É simplesmente grotesco Mino lastrear acusação tão grave numa fonte incógnita. O despeito o faz esquecer o bê-a-bá do jornalismo.]
"Ah, sim, a famosa esquerda... Sempre pergunto aos meus perplexos botões qual teria sido a razão que moveu o ministro Genro ao decidir-se pelo refúgio a Battisti. Há quem diga, nos próprios corredores de diversos ministérios, que foi para agradar à esquerda na perspectiva da eleição gaúcha. [Novamente insinua o que não tem evidências nem coragem para afirmar, evitando assumir responsabilidades legais.]
"...de que esquerda se trata? Daquela que descobriu os prazeres da vida e decidiu apostar no poder pelo poder? Ou daquela que virou tucana, ou seja, herdeira do udenismo velho de guerra?" [Noves fora, resta nada. Já que Battisti vai ser libertado, ninguém mais presta, todos chafurdam na podridão. O linchador está à beira de um ataque de nervos.]
"Resta o fato de que esta tal de esquerda parece não ter entendido a diferença entre quem luta contra a ditadura e quem contra um Estado Democrático de Direito. Atingimos, assim, a encruzilhada: de um lado a ignorância, do outro a hipocrisia. De um lado o QI baixo, do outro a desfaçatez. De um lado a parvoíce, do outro a cega, granítica, eterna confiança na credulidade alheia." [Retórica embolorada e oportunística à parte, Mino parece esquecer a desmoralização que Berlusconi granjeou para o tal "Estado Democrático de Direito", começando pelas leis casuísticas que Executivo e Legislativo têm introduzido/tentam introduzir para evitar que o premiê receba a justa punição por seus numerosos delitos.]
13:07
13:00 Já mencionamos o Flashrom por aqui anteriormente, mas este trecho do anúncio da versão 0.9.1 sozinho já seria suficiente para fazer merecer nova menção: “Após 9 anos de desenvolvimento e melhoria constante, nós incluímos suporte a todas as tecnologias de BIOS flash ROM presentes em placas-mão de i386 e a cada chip de flash ROM que já vimos à solta.”
Confiantes, não? Mas atualizar o BIOS de um servidor ou desktop é mesmo uma necessidade relativamente comum, e os procedimentos oferecidos pelos fabricantes geralmente exigem reboots por outros sistemas operacionais e procedimentos complicados – e agora sabemos que tendo o Flashrom instalado, muitas vezes dá para completar o procedimento sem nem mesmo usar privilégios de root.
Há pacotes binários para Debian, Ubuntu, Fedora, Gentoo, Mandriva e openSUSE, e o software também tem suporte para outros sistemas operacionais, tais como FreeBSD, DragonFly, Nexenta, Solaris e Mac OS X.
Antes de testar, leia bem a documentação para estar ciente dos riscos e restrições, ok? (via apcmag.com)
12:59 Torvalds, famoso por ter criado o sistema operacional Linux, elogiou o aparelho em seu blog.
Torvals disse que já teve vários celulares com Linux (sistema no qual é baseado o Android, usado no celular do Google), mas que nunca havia se empolgado com nenhum deles. Com o Google Nexus One a história foi diferente. Torvalds disse que resolveu comprar o aparelho na semana passada, depois que o recurso multitoque foi incorporado. O programador diz estar satifeito com o aparelho, que classifica como um vencedor.
Fonte: IG Tecnologia
12:59 
12:43 Victoria Fine, no Huffington Post"A Mídia" não é irresponsável, mas jornalistas individuais podem ser.
12:42
12:20 Leia nota da Casa Civil da Presidência da República que rebate declarações do deputado Mendes Thame, presidente do PSDB de São Paulo, sobre os investimentos contra as enchentes no estado:
Deputado confunde projetos do PAC com MP das Enchentes e faz acusação infundada
O governo federal destinou, desde junho do ano passado, R$ 1,1 bilhão para investimentos em obras de prevenção de enchentes em 24 municípios do Estado de São Paulo, inclusive a capital, distribuídos em 41 projetos. Foram R$ 487,2 milhões do Orçamento Geral da União, totalmente contratados, e R$ 616,1 milhões em financiamentos do FGTS e FAT/BNDES, para obras de drenagem urbana e manejo de águas pluviais no Estado.
Estes recursos fazem parte do Programa Manejo de Águas Pluviais do PAC (PAC Drenagem), que compreende R$ 4,7 bilhões de investimentos em todo o país. O anúncio dos 186 projetos selecionados para este programa foi feito pelo presidente Lula em junho de 2009, beneficiando 109 municípios de 19 estados.
Foi ao PAC Drenagem que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se referiu em entrevista, quinta-feira, ao descrever ações do governo federal para prevenir enchentes nas grandes cidades.
Os recursos do PAC Drenagem não se confundem com os R$ 880 milhões, previstos na Medida Provisória 463/2009, editada em maio para dar socorro emergencial a municípios afetados pelas chuvas no final de 2008 e início de 2009.
Quem se confundiu, lamentavelmente, foi o presidente do PSDB de São Paulo, deputado Mendes Thame. Em nota, o deputado refere-se aos recursos da MP 463/2009 como se fossem os investimentos do PAC Drenagem citados pela ministra Dilma Rousseff, o que não é correto. O parlamentar fez afirmações que não correspondem à verdade.
Do total de R$ 1,1 bilhão destinados pelo PAC Drenagem a cidades de São Paulo, 70% destinam-se a obras na Capital e Região Metropolitana, onde se concentram os maiores problemas relacionados às enchentes no Estado. Já foram contratados R$ 329 milhões do OGU para projetos na Capital e Região Metropolitana.
Para correta informação da população de São Paulo, eis a lista dos municípios daquele Estado com projetos aprovados no PAC Drenagem: São Paulo, Americana, Bauru, Campinas, Carapicuíba, Embu das Artes, Ferraz de Vasconcelos, Hortolândia, Itapevi, Jandira, Mauá, Nova Odessa, Osasco, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São José do Rio Preto, São Vicente, Sumaré, Taboão da Serra, Tupã e Valinhos.
Eu vejo tudo; nada pode passar despercebido!
12:10 Nassif,
Gostaria de indicar um artigo que foi publicado na Revista Brasleira de Política Internacional – RBPi, que é a mais importante publicacao científica da área de relações internacionais no Brasil.
O artigo é sobre o comportamento do Itamaraty no anos da ditadura e foi escrito recentemente. É trabalho de pesquisa pura. Se acessa em [www.scielo.br] .
O Itamaraty nos anos de chumbo – o Centro de Informações do Exterior (CIEX) e a repressão no Cone Sul (1966-1979)
Pio Penna Filho
Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo – IRI-USP e Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq (piopenna@gmail.com)
RESUMO
Neste artigo, examina-se o funcionamento do Centro de Informações do Exterior (CIEX), órgão do Itamaraty e vinculado ao Serviço Nacional de Informações (SNI) que foi encarregado de espionar políticos e militantes contrários ao regime militar brasileiro que se exilaram nos países vizinhos. Trata-se de um estudo que visa a desvendar como agia um dos elos do sistema repressivo montado pela ditadura brasileira, que tinha um relativo grau de interação com as outras ditaduras militares da região do Cone Sul. O artigo demonstra que o Itamaraty colaborou intensamente com o regime militar brasileiro, inclusive com a repressão.
Palavras chave: Ditadura; Regime Militar; Itamaraty; Repressão; CIEX.
12:09
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Operadores de telemarketing no Rio: 77 reais a menos no salário baixo
Não discuto o mérito técnico-jurídico da decisão da Justiça do Rio. Mas, socialmente, é uma crueldade a decisão que tomou excluindo os trabalhadores de diversas categorias da aplicação dos novos valores do salário mínimo regional por tipo de ocupação.
Para que vocês entendam, a partir de 1° de janeiro, quando o novo mínimo nacional passsou a R$ 510, a lei estadual previa que os trabalhadores do Rio de Janeiro, dependendo de suas categorias, recebessem um pouco mais: R$ 553,31 para trabalhadores rurais e florestais e até R$ 665, para quase todas as categorias de nível elementar e médio, além de R$ 1.081 para professores até a 5a. série e de R$ 1484, para advogados, contadores e administradores de empresas. A relação completa das categorias e valores, no texto da lei, está aqui.
A desembargadora Jacqueline Lima Montenegro,no plantão noturno do Forum na última quinta-feira, suspendeu, por liminar concedida à Federação das Indústrias do Rio de Janeiro o pagamento destes valores. Ela diz que os novos pisos regionais são inconstitucionais porque não podem ser aplicados “onde haja convenção ou acordo coletivo de trabalho”.
De fato, há uma distorção legal que estou apelando para que a Câmara dos Deputados corrija imediatamente. Apresentei, em 2008, um projeto de Lei Complementar (leia aqui), suprimindo a restrição apontada pela desembargadora como fundamento de sua decisão.
Esta restrição é absurda, por duas razões.
Primeiro, porque do ponto de vista jurídico, acordo ou convenção não podem se sobrepor àquilo que é definido em lei para reduzir direitos do trabalhador. Este é um princípio jurídico no mundo do trabalho.
Segundo, ela cria o paradoxo de destruir a própria idéia de “piso salarial”. Se, por acordo, pode prevalecer uma remuneração menor que o piso, desaparece toda a função social da idéia de uma remuneração mínima aos trabalhadores de cada categoria. Imaginem só se puder valer um acordo pelo qual os trabalhadores ganhem menos que o piso? Que pressões se podem fazer, quanta”maracutaia” pode se envolver em negociações trabalhistas, quando se puder abrir mão, até, daquilo que é definido em lei? E as categorias que têm data-base em maio, junho, o que fazem? As convenções e acordos sindicais vão ficar pesando, como uma condenação, para que ganhem menos que o piso?
Ora, isso é algo impensável.
Quer um exemplo, que atinge milhares de pessoas, sobretudo jovens? Os operadores de telemarketing têm, aqui no Rio, um piso de R$ 588. Passariam a ganhar R$ 665. Como sua data-base é 1° de maio, até lá valem os R$ 588 da decisão judicial. Setenta e sete reais pode ser o preço de um jantar de um pessoa que ganhe muito bem. Ou podem ser metade das compras do mês para um trabalhador.
O mais grave, porém, é que outras categorias, que não têm as convenções ou acordos mencionados como razão da anulação dos pisos, vão ser atingidas por esta decisão. Empregados avulsos e domésticas, sobretudo, que não contam com nenhum tipo de proteção ou poder de negociação vão deixar de receber R$ 43 reais que lhe significam, muitas vezes, não ter o que dar de comer a seus filhos.
A venda da Justiça não a pode impedir de ver a fome, sua balança não pode pender a favor dos mais ricos e sua espada não pode ser para degolar quem vive do trabalho humilde.
12:00 Enviado por Julio Cesar Bessa Monqueiro (julioΘgdhpress·com·br):
“Mais uma tradução de Roberto Bech, desta vez de um interessante artigo do LWN.net, sobre as ferramentas gráficas abertas usadas por dis grandes estúdios de filmes:“Não apenas um, mas dois estúdios de cinema de Hollywood — Disney e Sony Pictures Imageworks — lançaram software de código aberto em janeiro. A indústria do cinema vive uma relação de amor e ódio com o movimento do software livre — em um momento, se opõe veementemente em questões como o DMCA; no outro, faz uso pesado do software livre para economizar dinheiro em suas fazendas de renderização de efeitos visuais. Não por acaso, os produtos sobre os quais vamos falar estão na categoria de efeitos visuais; são ferramentas para modelagem tridimensional. O projeto da Disney automatiza o mapeamento de texturas, e o da Sony é uma nova linguagem para shading. Os dois projetos podem se beneficiar da comunidade de código aberto. Por Nathan Willis”
Leia o artigo em: [www.guiadohardware.net] ” [referência: guiadohardware.net]
11:58
11:31
11:25
"Eu assisti de camarote"...José Eduardo Cardozo, fervoroso defensor da permanência de Battisti no Brasil e titular de um currículo em que figuram contatos importantes, quem sabe decisivos, com Daniel Dantas, o banqueiro do Opportunity. Dele Cardozo foi advogado, soldado a mais de um exército infindo, antes de se eleger em 2002..." [Ser advogado de alguém nunca constituiu crime ou opróbrio. Mino semeia suspeitas porque não tem acusações para apresentar.]
"A revista Veja acabava de publicar um dossiê que dizia ter-lhe sido entregue por Dantas, a revelar contas de um pessoal graúdo, a começar pelo presidente Lula, em paraísos fiscais. Mais um episódio para enrubescer o arco-da-velha e que em outro país provocaria, no mínimo, investigações profundas e algumas prisões." [Depois de tanto criticar a revista que já dirigiu, Mino Carta recorre a suas antigas acusações para atingir Lula, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos e o deputado Cardozo.]
"Um ministro de Estado soletrou nos ouvidos de CartaCapital: 'É que o PT tem medo de Dantas'." [É simplesmente grotesco Mino lastrear acusação tão grave numa fonte incógnita. O despeito o faz esquecer o bê-a-bá do jornalismo.]
"Ah, sim, a famosa esquerda... Sempre pergunto aos meus perplexos botões qual teria sido a razão que moveu o ministro Genro ao decidir-se pelo refúgio a Battisti. Há quem diga, nos próprios corredores de diversos ministérios, que foi para agradar à esquerda na perspectiva da eleição gaúcha. [Novamente insinua o que não tem evidências nem coragem para afirmar, evitando assumir responsabilidades legais.]
"...de que esquerda se trata? Daquela que descobriu os prazeres da vida e decidiu apostar no poder pelo poder? Ou daquela que virou tucana, ou seja, herdeira do udenismo velho de guerra?" [Noves fora, resta nada. Já que Battisti vai ser libertado, ninguém mais presta, todos chafurdam na podridão. O linchador está à beira de um ataque de nervos.]
"Resta o fato de que esta tal de esquerda parece não ter entendido a diferença entre quem luta contra a ditadura e quem contra um Estado Democrático de Direito. Atingimos, assim, a encruzilhada: de um lado a ignorância, do outro a hipocrisia. De um lado o QI baixo, do outro a desfaçatez. De um lado a parvoíce, do outro a cega, granítica, eterna confiança na credulidade alheia." [Retórica embolorada e oportunística à parte, Mino parece esquecer a desmoralização que Berlusconi granjeou para o tal "Estado Democrático de Direito", começando pelas leis casuísticas que Executivo e Legislativo têm introduzido/tentam introduzir para evitar que o premiê receba a justa punição por seus numerosos delitos.]
11:23 As últimas notícias na imprensa argentina sobre a compra de dois milhões de dólares por parte do ex-presidente Néstor Kirchner em outubro de 2008, na época em que a crise financeira internacional estava começando, gerou bastante impacto na mídia, blogs e redes sociais. Dias após a notícia ser exibida, Kirchner explicou que a operação de câmbio usada para a compra de um hotel foi registrada e seguiu os limites legais estabalecidos para a compra de dólares.
Entretanto, a oposição e alguns membros da mídia estão se perguntando se o lucro financeiro foi obtido como resultado do acesso à informação privilegiada, já que Kirchner é casado com a atual presidenta argentina, Cristina Fernández. Freqüentemente, quem compra dólares faz isso sem se preocupar com a desvalorização da moeda local. A questão também foi relacionada à disputa política que o governo trava com a empresa de mídia Clarín, a qual exibiu a notícia.
O governo apontou que a notícia sobre os 2 milhões de dólares não é algo novo, já que foi afirmado na declaração de ativos feita por Kirchner no ano passado. Essa declaração, na época, rendeu-lhe uma denúncia criminal por enriquecimento ilícito. Todavia, um juiz indeferiu o caso - apesar de a decisão judicial ter sido questionada pela oposição. Agora há solicitações judiciais para reabrir uma investigação sobre os ativos do casal Kirchner.
Foto do ex-President Nestor Kirchner por Mariano Pernicone e usada sob uma licença Creative Commons.
De acordo com Jorge Omar Alonso do blog La Historia Paralela [es]:
o grave dessa situação é que supera também o que se conhece como tráfico de influências, que é usar o acesso a informação sensível - como a cotação do dólar - graças a sua posição no governo (…) para benefício pessoal.lo grave de esta situación es que supera incluso el delito que se conoce como tráfico de influencias. Es decir utilizar el acceso a una información sensible como la cotización del dólar por el desempeño de un cargo público (…) para beneficio personal.
Mais críticas podem ser encontradas no blog de Germán Angeli, que escreve sobre o “drama” dos Kirchners e sobre a falta de transparência quando se trata do casal. Além disso, Eduardo Castillo Páez, do blog Periodismo y Opinión [es] escreve:
No meio das suspeitas, acusações, explicações, e as habituais consequências desagradáveis, Cristina Fernández e seu marido continuam a mostrar um desinteresse absoluto à transparência e ética que devem ser mostradas em sua conduta. Eles não se importam mesmo; eles fazem seus investimentos e negócios muito calmamente, convencidos de sua absoluta impunidade.En medio de sospechas, acusaciones, explicaciones y los repugnantes obsecuentes de siempre, Cristina Fernández y su esposo siguen evidenciando un desinterés absoluto por la transparencia y ética que deberían guardar en sus conductas. No les importa un rábano de nada, hacen sus inversiones y negocios con la tranquilidad propia solamente de los que están convencidos de su absoluta impunidad.
Abel Baldomero Fernández do El Blog de Abel [es] escreve que “honestidade pessoal, infelizmente, não é um indicador válido da qualidade de um governante.”
Por outro lado, Teodoro Boot em Blog del Ingeniero [es], escreve que esta questão é sobre “uma transação feita em outubro de 2008″, a qual foi afirmada em sua declaração de renda e foi sujeita a relatórios para a Justiça.
É uma vergonha que isso seja por uma transação de outubro de 2008, quando o casal Kirchner, sob nenhum aviso ou ameaça de ninguém, revelou-a em suas declarações de renda daquele ano, e em retorno, provocaram a habitual indignação e queixas relacionadas de que fora enriquecimento ilegal, seguido de um oportuno processo… e a recente absolvição dos acusados, que demonstraram que seus ativos correspondem à valorização imobiliária das propriedades que adquiriram há mais de 20 anos.Lástima que se trate de una transacción del mes de octubre del 2008 que el matrimonio Kirchner, sin advertir ni amenazar a nadie, reveló en su declaración de bienes de ese año, y que en su momento provocó las consabidas indignaciones y las correspondientes denuncias por enriquecimiento ilícito, seguidas del oportuno proceso… y la reciente absolución de los acusados, que lograron demostrar que su patrimonio corresponde a la valorización inmobiliaria de las propiedades que adquirieron hace más de veinte años.
Mais opiniões defendendo o governo podem ser encontradas em La Cosa y La Causa [es] e Banya08 [es]. Este último blog aponta o dilema entre o governo e a mídia do Clarín, o qual foi assunto discutido por Fernández em sua recente conferência de imprensa em que defendeu seu marido [es] e lamentou o fato de que todas as suas ações estão sob um exame minucioso. Além disso, na conferência de imprensa, Fernández questionou se o próprio grupo Clarín não está sendo investigado por sonegação de impostos.
Photo of ex-President Nestor Kirchner by Mariano Pernicone and used under a Creative Commons license.
11:10
Moscou, como Yuri Gagarin deve ter visto…
Fazendo bom uso da internet instalada à contento no mês passado na Estação Espacial Internacional (será que chega a 10 GB?), o astronauta japonês Soichi Noguchi postou no Twitter dele algumas belas imagens da Terra feitas por ele, um cara lá de cima. Dentre os lugares que receberam flashs do astronauta, estão Moscou, Aruba, as Ilhas Maldivas… e a Amazônia!
Amazônia
Monte Kilimanjaro
Aruba
De acordo com os metadados das fotos originais de Noguchi, ele está usando uma Nikon D2xs DSLR, uma lente de 800 mm, com um adaptador especial para fotos espaciais, e que parece ser o tipo de equipamento ideal, visto o resultado primoroso atingido por ele. Fora que bate com a máquina da foto abaixo, também divulgado pelo astronauta.
Desde novembro de 2000 que a Estação Espacial Internacional possui tripulação, sendo um projeto amplificado da bem sucedida estação Mir. Ela está a mais ou menos 400 km de altitude, tendo ao alcance cerca de 90% da superfície do nosso planeta, o orbitando a uma velocidade 28 mil km/h.
Mais fotos no estupendo Twitpic do cara!
[Via Popular Science]
Este artigo pertence ao Nerds Somos Nozes.
11:07
11:00 Enviado por Leonardo Fontenelle (leonardofΘgnome·org):
“Saiu mais uma edição do GNOME Journal, com uma série de matérias sobre aplicativos multimídia para a plataforma, bem como um relato do que aconteceu no Boston Summit:
10:55 Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6.596/09, que obriga a Receita Federal do Brasil a informar ao contribuinte – por e-mail – a data, o banco e o valor da restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física.
Pela proposta, do deputado Milton Barbosa (PSC-BA), a declaração anual de rendimentos deverá conter um campo específico onde o contribuinte poderá informar o endereço eletrônico em que deseja receber a informação, caso opte por esse meio de informação.
Publicidade
Segundo o deputado, a medida dará maior publicidade à informação sobre a restituição do Imposto de Renda. Ele aponta que, muitas vezes, os dados sobre a restituição não estão disponíveis de forma clara na página da Receita Federal. “A maioria dos contribuintes espera com ansiedade o crédito da restituição na conta bancária e conta com os recursos para atender compromissos”, argumenta.
O parlamentar ressalta que a iniciativa ajudará o contribuinte a programar suas finanças pessoais. Ele lembra que a medida é uma retribuição simples de um sistema tributário, cuja arrecadação já atinge 40% do PIB.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
10:53 É, né? Viva os comerciais do Superbowl! o/
10:44
10:37
Pepe Lobo, imperialismo y resistencia
Tom Gordon y Jeffery R. Webber
CounterPunch
Traducido del inglés para Rebelión por Sinfo Fernández
Honduras, un país con notorias desigualdades y polarización de clase, volvió recientemente a la línea del frente en la batalla en pos del alma de América Latina. El terreno de combate ha cambiado en múltiples ocasiones a lo largo de los últimos siete meses, después del golpe militar contra el Presidente democráticamente elegido: Manuel "Mel" Zelaya. La batalla entró en su última fase la pasada semana con la ascensión al poder de Porfirio "Pepe" Lobo. Lobo tomó posesión de su cargo el 27 de enero, tras su victoria en la fraudulenta elección del 29 de noviembre del pasado año. Cientos de miles de hondureños recibieron su llegada al poder con una vibrante marcha por la capital, Tegucigalpa, contra el golpe y su presidencia.
Zelaya, miembro de un Partido Liberal de amplio espectro, que derrotó a Lobo en la campaña presidencial de 2005, fue expulsado del poder y obligado a exiliarse a mitad de la noche del 28 de junio de 2009. Ese fue el primer golpe de estado con éxito en Latinoamérica -tras fallidos intentos sucesivos contra el Presidente venezolano Hugo Chávez en abril de 2002 y el Presidente boliviano Evo Morales en 2008- desde el autogolpe de Alberto Fujimori en Perú en 1992. Rápidamente se instaló a Roberto Micheletti, miembro de la facción derechista del Partido Liberal, como Presidente golpista.
El error de sus medidas
La equivocación de Zelaya fue adoptar una serie de medidas moderadamente progresivas que perseguían mejorar la vida de una población hondureña mayoritariamente pobre. Entre otras cosas, se aumentó en un 60% el salario mínimo interprofesional, se restringió la exploración minera, se introdujo la escuela gratuita y se compró gas subvencionado a Venezuela. Zelaya llevó también a Honduras a la Alianza Bolivariana por los Pueblos de Nuestra América (ALBA). Aunque las credenciales progresistas de Zelaya y su proximidad con Chávez -a la elite hondureña le gustaba afirmar que se había convertido en un títere del dirigente venezolano- no eran exageradas, las medidas indignaron a la elite hondureña, una mínima y obscenamente privilegiada fracción de la población del país, que no se muestra en absoluto proclive ni a la más modesta redistribución de la riqueza. Sin embargo, los esfuerzos de Zelaya, apoyados por los movimientos sociales, para iniciar una reforma constitucional -engañosamente presentada por las elites e incuestionablemente regurgitada por los medios dominantes de EEUU como una usurpación del poder- fue la gota que colmó el vaso.
El nuevo régimen de Lobo y la prensa golpista están presentando la transferencia de poder como una vuelta a la democracia y, por tanto, el final del golpe. Lobo, afirman, marca un nuevo comienzo para una Honduras democrática bajo un nuevo gobierno de reconciliación nacional. No es de extrañar que esta sea la postura de que se hacen eco el imperialismo estadounidense y canadiense. Estas mismas potencias apoyaron el golpe, a pesar de sus proclamas en sentido contrario. Consecuentemente, han ignorado la documentada represión del movimiento anti-golpista, y han ayudado a anular en todas las ocasiones los esfuerzos de Zelaya para volver al poder (para ver los antecedentes del apoyo canadiense y estadounidense al golpe, véase T. Gordon: "Acceptable Versus Unacceptable Repression"http://www.counterpunch.org/gordon06302009.html,los comunicados de prensa sobre Honduras del Ministro de Estado canadiense para Asuntos Exteriores, Peter Kent, en: www.international.gc.ca/ministers-ministres/kent_news-communiques.aspx,y los artículos de Greg Grandin en: www.thenation.com).

Represión política y simulacro de elecciones
Según el Comité de Familiares de Desaparecidos de Honduras (COFADEH), una organización por los derechos humanos fundada en la década de 1980, al menos se ha asesinado a 36 activistas contra el golpe, en una estimación ciertamente a la baja porque muchas familias de los asesinados están demasiado aterradas para presentarse y denunciarlo por miedo a las represalias. Muchos asesinatos políticos se encubren como asesinatos perpetrados por bandas criminales, explica COFADEH. El Frente, el frente nacional de resistencia, sitúa las cifras de asesinatos en más de 130. COFADEH ha documentado también al menos 95 casos de torturas y varios cientos más de detenciones ilegales.
Ese reino del terror proyectó su larga sombra sobre el día de las votaciones, el 29 de noviembre. Se podía palpar en el ambiente una atmósfera de represión e intimidación militar. Las elecciones, poco más que un mal teatro, fueron boicoteadas por el movimiento de resistencia antigolpista, no se ofrecieron candidatos para oponerse al golpe y no fueron reconocidas por la mayoría de gobiernos latinoamericanos. La cifra oficial de votantes de alrededor de un 60% facilitada por el Tribunal Electoral Hondureño es seguramente muy abultada. Un funcionario del Tribunal, hablando bajo anonimato por temor a las represalias, dijo al Real News que esa cifra era una pura invención (véase Bullet #290 "Honduras: The Coup That Never Happened", de Tyler Shipley). "Hagamos Democracia", una ONG contratada por el Tribunal para facilitar los primeros informes de datos, indicó que el número de votantes era de 47,6%. Si recurrimos a los informes locales por todo el país, los dirigentes de la Resistencia sugieren que la cifra de votantes estuvo posiblemente cercana al 30%.
Reconocimiento imperial
Tanto Estados Unidos como Canadá elogiaron con toda rapidez las elecciones por haber transcurrido de forma pacífica y limpia, anunciando así su apoyo inevitable al régimen de Lobo. Craig Kelly, del Departamento de Estado de EEUU, por ejemplo, declaró que: "El pueblo hondureño ha hablado muy claramente, resulta patente que han elegido a Lobo como su presidente", mientras Kent comentaba: "Nos sentimos animados por los informes recibidos de las organizaciones de la sociedad civil de que ha habido una gran afluencia de votantes, que las elecciones han sido libres e imparciales y que no se han producido hechos violentos de interés".
Al ignorar la intensidad de la represión impuesta por los golpistas y al confiar en informes falsificados sobre las elecciones, EEUU y Canadá pueden a afirmar que, aunque no se sentían muy cómodos con el régimen de Micheletti, Honduras está entrando ahora en un nuevo y democrático período post-golpe y que para ellos es importante ayudar al gobierno a estabilizarse y a reintegrarse en la comunidad internacional. El día después de la toma del poder por Lobo, Kent anunció:
"A la vez que Honduras da comienzo a este nuevo capítulo de su historia, Canadá esta preparada para ayudarles en los desafíos que deban enfrentar. Como hemos hecho durante el impasse, Canadá continuará haciendo todo lo que pueda para ayudar a Honduras a retornar rápidamente a un orden totalmente democrático y constitucional. Una vez que se consiga, apoyaremos también los esfuerzos del Presidente Lobo para reintegrar totalmente a Honduras en la comunidad internacional y hemisférica, inclusive en la Organización de Estados Americanos".
El Subsecretario de Estado, Arturo Valenzuela, sugirió que "las cosas se estaban moviendo en la dirección adecuada" con Lobo, y prometió ayudar para que el régimen normalizara sus relaciones con el resto de la región. Desde luego, tanto el gobierno canadiense como el estadounidense añaden el estribillo de un requisito: que Lobo tiene que promover la reconciliación, sugiriendo que quizá una Comisión por la Verdad sería un paso en la buena dirección. Sin embargo, estos audaces partisanos de la justicia tienen poco que decir sobre la ley de amnistía aprobada ya por el Congreso hondureño, y apoyada por Lobo, que evitará que los dirigentes políticos y militares responsables del golpe y de la posterior represión sean enjuiciados. En cualquier caso, ¿cómo podría conseguirse la reconciliación con los opositores al golpe (si es que las fuerzas antigolpistas estuvieran dispuestas a eso) con un gobierno elegido en función de ese golpe?
El día de pago del capital extranjero
Gracias a los gobiernos estadounidense y canadiense, el capital extranjero seguirá como siempre haciendo negocios y gran parte de ellos están dominados por las corporaciones norteamericanas. Honduras es un destino importante para las manufacturas que funcionan a base de trabajo esclavista y de capital turismo (cada vez más), aunque las compañías mineras extranjeras, de dominio canadiense, están salivando ante la perspectiva de que el nuevo régimen les otorgue nuevas concesiones mineras. El activista minero, Carlos Danilo Amador, señala que la Asociación Minera de Honduras y el Consejo Comercial Nacional de Honduras, del cual son miembros los mineros canadienses (en efecto, actores principales en el pasado), fueron importantes pilares del golpe. También señala que todas las actuales concesiones de exploración en el país son de propiedad canadiense. "Esta es la nueva colonización canadiense de Honduras", indica Amador, "en sustitución de los españoles y de los estadounidenses", en el sector minero.
Esperanza en las calles
Pero como hemos sido testigos, y de forma muy vívida, en las calles de Tegucigalpa el miércoles 27 de enero, las corporaciones y empresarios no se van a quedar, como ocurrió siempre, sin contestación. A pesar de los francotiradores vestidos de negro que podían verse en lo alto de los edificios paralelos a la marcha de la resistencia, y a los cientos de tropas militares y de policías cargando armas automáticas, resultaba apenas obvio que las masas que protestaban tuvieran más que temer que Pepe Lobo. En efecto, como proclama una camiseta de la resistencia popular: "Nos tienen miedo porque no tenemos miedo".
En una reunión celebrada en Tegucigalpa la víspera de la llegada al poder de Lobo, el periodista de Radio Globo Félix Molina sugirió que Honduras está entrando en la cuarta fase del golpe. La primera fase, supuso su preparación y ejecución. La segunda presenció la concurrencia de las fuerzas imperiales y las elites alrededor del Acuerdo de San José. La tercera consistió en el cumplimiento de ese acuerdo.
Al inicio de la pasada semana, el cuarto momento empezó a cristalizar. Los carteles cubrieron los muros de la capital celebrando el comienzo del gobierno de "unidad nacional" de Pepe Lobo. "Este cuarto momento", sugiere Molina, "se refiere a construir la normalidad, ostensiblemente, con paz y reconciliación. Nos quieren vender un supuesto proyecto de integración nacional. El objetivo, esencialmente, es decir que nada ha ocurrido aquí, que los golpes pueden ser un método democrático para corregir una democracia que se estaban torciendo. El objetivo de este cuarto momento es legalizar el golpe".
Tan pronto como los carteles estatales de calma y consenso aparecieron en las avenidas de Tegucigalpa, los artistas del graffiti de la resistencia ofrecieron su respuesta: ¡Fuera los golpistas, asesinos! Los medios corporativos se refieren a Lobo como el "presidente elegido", mientras que el Frente le repudia como "el hijo del golpe". Los medios corporativos celebran un gobierno de unidad nacional de integración, mientras que el Frente se niega a dialogar con el régimen de Lobo y lo denuncia como la última encarnación del golpe original de junio de 2009.
Esta guerra de palabras encontró su expresión material en las cascadas de protestas de cientos de miles de personas que marcharon desde el centro de la ciudad hacia el aeropuerto el 27 de enero. La marcha rindió homenaje a Zelaya -quien finalmente escapó de cuatro meses de secuestro en la embajada brasileña hacia el exilio en la República Dominicana- y, al mismo tiempo, anunció que la lucha contra el régimen golpista continuaría.

Nos acercamos a la primera fila de la policía militar y la multitud gritó urgiendo a los tipos a estudiar y a aprender para que nunca tengan que estar al otro lado de las barricadas.
¡Estudiar, aprender, para chepo nunca ser!
Un grupo de vigorosos niños de diez años danzaban entre los caminantes, gritando con concordancia por la muerte del régimen golpista. Campesinos, sindicalistas, feministas y diferentes grupos de la izquierda caminan brazo con brazo y saludan eufóricos cuando los coches que van en dirección contraria aprietan en claxon en solidaridad. Adolescentes se asoman por las ventanillas de un autobús que pasa, con los puños levantados en el aire.
El pueblo ¿dónde está? ¡El pueblo está en las calles exigiendo libertad! ¿Estás cansado? ¡No! ¿Tienes miedo? ¡No! ¿Entonces? ¡Adelante, Adelante, que la lucha es constante!
"La resistencia tiene dos pilares fundamentales", nos informa Rafael Alegría, uno de los principales dirigentes campesinos de la resistencia, mientras caminamos. "Un pilar social para la reivindicación de los derechos de la gente, en el cual la resistencia está junto a la gente en su lucha diaria, a favor de la reforma agraria, salarios justos y oposición a la privatización de los servicios sociales. Este es el pilar de la movilización social". El otro pilar, subraya Alegría, "es el brazo político, para convertirnos en una fuera política militante que trabaja para asumir el poder político en nuestro país".
Preguntamos a Alegría sobre la Asamblea Constituyente, mientras la multitud alrededor nuestro atruena:
¿Qué somos? ¡Resistencia popular! ¿Qué queremos? ¡Constituyente!
"El poder popular", nos dice, "va conseguir transformaciones masivas en este país. Estamos exigiendo una Asamblea Constituyente que transforme este país en una democracia participativa. Será una nueva Honduras, un país con justicia social, con igualdad, con un modelo nuevo de desarrollo en el que todo el mundo esté incluido y, como dicen los bolivianos, que todo nuestro país pueda vivir bien". Alegría contrasta esa visión con la "situación actual, en la que hay una oligarquía privilegiada que posee y controla todo, mientras que, por el otro lado, hay una inmensa masa de gente empobrecida. Esto no puede continuar así".
Dos días antes, en una reunión de la resistencia fuera de la embajada brasileña para celebrar en Día Nacional de la Mujer en Honduras, Brenda Villacorta, de Feministas en Resistencia, expresó en gran parte los mismos sentimientos: "La toma del poder por Lobo no representa nada. Es la continuación, la perpetuación del golpe de estado que se produjo en el país el 28 de junio de 2009. Han cambiado los protagonistas pero el escenario es exactamente el mismo". Los integrantes de la marcha del 27 de enero estuvieron de acuerdo:
¡No existe Presidente!
¡Sí a la constituyente!
"La resistencia tomará las calles una y otra vez", dijo Villacorta. "Este es el único camino para presionar, o al menos el más eficaz". "El proceso para crear la Asamblea Constituyente será largo", valoró, "pero merece la pena la lucha. La vieja constitución se estableció bajo una dictadura militar, y no beneficia al pueblo hondureño, al auténtico pueblo hondureño. Al contrario, trabaja por los intereses de las clases empresariales y de los grandes grupos de poder".
Repercusiones regionales
Para la Resistencia hondureña, Lobo no supone el final del golpe sino más bien su consolidación bajo la apariencia de una legitimidad democrática. Con un día en el poder, Lobo había declarado ya la emergencia financiera y había pedido nuevas medidas fiscales de austeridad. Junto con la ley de amnistía para los protagonistas del golpe y la apertura de concesiones mineras, todo apunta a la consolidación de un cambio hacia la extrema derecha en la política económica e interna, sin duda diseñado para anular las modestas reformas introducidas por Zelaya. El próximo asalto socio-económico contra las clases populares, en medio de una profunda recesión exacerbada por los golpistas, junto con la continuada intimidación política y represión, presentará formidables desafíos ante la Resistencia en los meses venideros. Sin embargo, si el 27 de enero reveló algo, es que hay dos polos en Honduras. El polo de Pepe Lobo y los imperialistas, por un lado, y el del mar de explotados y oprimidos. Si las masas no han reunido suficiente poder aún para arrojar a Lobo al basurero de la historia, acaban de demostrar claramente que no se van a dejar acobardar fácilmente por una pequeña minoría, aunque esté armada hasta los dientes.
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Todd Gordon enseña ciencias políticas en la Universidad de York, en Toronto. Jeffery R. Weber enseña también ciencias políticas en la Universidad de Regina. Actualmente están escribiendo un libro sobre el imperialismo canadiense en las Américas. Ambos estuvieron en Tegucigalpa en enero formando parte de una delegación de Rights Action, un grupo activo en la construcción de la solidaridad Norte-Sur en Honduras desde 1998.
Fuente: [counterpunch.org]
Technorati : ALBA, Arturo Valenzuela, Asociación Minera de Honduras, Brenda Villacorta, COFADEH, Carlos Danilo Amador, Estados Unidos, Frente de Resistencia, Honduras, Hugo Chávez, Manuel Zelaya, Porfirio Pepe Lobo, Rafael Alegría, Roberto Micheletti, Venezuela Del.icio.us : ALBA, Arturo Valenzuela, Asociación Minera de Honduras, Brenda Villacorta, COFADEH, Carlos Danilo Amador, Estados Unidos, Frente de Resistencia, Honduras, Hugo Chávez, Manuel Zelaya, Porfirio Pepe Lobo, Rafael Alegría, Roberto Micheletti, Venezuela Flickr : ALBA, Arturo Valenzuela, Asociación Minera de Honduras, Brenda Villacorta, COFADEH, Carlos Danilo Amador, Estados Unidos, Frente de Resistencia, Honduras, Hugo Chávez, Manuel Zelaya, Porfirio Pepe Lobo, Rafael Alegría, Roberto Micheletti, Venezuela Zooomr : ALBA, Arturo Valenzuela, Asociación Minera de Honduras, Brenda Villacorta, COFADEH, Carlos Danilo Amador, Estados Unidos, Frente de Resistencia, Honduras, Hugo Chávez, Manuel Zelaya, Porfirio Pepe Lobo, Rafael Alegría, Roberto Micheletti, Venezuela
10:32 No último sábado (6/2), a Escola Nacional Florestan Fernandes completou cinco anos com um ato político que reuniu mais de 500 integrantes de entidades, professores universitários, movimento sindical e estudantil e partidos políticos em Guararema, no interior de São Paulo.
No último sábado (6/2), a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) completou cinco anos com um ato político que reuniu mais de 500 integrantes de entidades da sociedade civil, professores universitários, movimento sindical e estudantil e partidos políticos em Guararema, no interior de São Paulo.
Como contou Geraldo Gasparin, da coordenação da ENFF, durante estes cinco anos 1.600 educandos passaram pela escola, sendo que mais de 50% foram mulheres. Mais de 300 professores voluntários deram aulas nos cursos, conferências e seminários.
10:32
10:25
Gráfico do Clarín (LibraryPress, acesso restrito) da cirurgia de emergência no ex-presidente argentino Néstor Kirchner.
10:24 O Poder Judiciário Trabalhista tem feito investimentos na informatização dos serviços, com destaque para a implantação de processos virtuais, ou seja, por meio eletrônico, em Varas e Tribunais do País. No entanto, com a utilização cada vez maior das facilidades da tecnologia da internet, surgem também novas dúvidas para os julgadores.
Durante julgamento recente na Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por exemplo, os ministros tiveram que decidir se o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) apresentado pelo Banco Banerj tratava-se de DARF eletrônico ou cópia de guia sem autenticação.
Detalhe que fazia toda a diferença para o banco: estava em jogo a declaração de deserção do seu recurso ordinário pelo Tribunal do Trabalho da 1ª Região (RJ). Na avaliação do TRT, o documento juntado pela empresa era cópia, sem autenticação, da guia de pagamento das custas processuais, portanto, em desacordo com a exigência do artigo 830 da CLT – o que impedia a análise do recurso.
No recurso de revista ao TST, o banco alegou que a guia do pagamento das custas processuais não era cópia, mas a própria guia emitida eletronicamente (via internet). Disse ainda que a decisão do Regional violava as garantias constitucionais do contraditório e ampla defesa (artigo 5º, LV, da CF), além de contrariar a Orientação Jurisprudencial nº 158 da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais que reconhece a validade do DARF eletrônico para comprovação de recolhimento de custas.
Para o relator, ministro Fernando Eizo Ono, não houve irregularidade na comprovação do pagamento das custas, porque, de fato, o documento juntado ao processo era DARF eletrônico, emitido e pago via internet, impresso ao fazer o pagamento eletrônico. Nessas condições, afirmou o relator, não se podia exigir da parte a autenticação de que trata o artigo 830 da CLT.
Ainda segundo o ministro Ono, na guia constavam elementos suficientes para atestar o correto pagamento das custas, como o nome da parte e respectivo CGC, o código da receita, a data e o valor das custas fixado na sentença, no valor de R$ 130,00 (cento e trinta reais), o nome da instituição bancária e o número da autenticação eletrônica.
Assim, o ministro concluiu que as custas processuais foram recolhidas aos cofres da União, garantindo a regularidade do recurso do banco. Por consequência, os ministros da 4ª Turma afastaram a deserção declarada e determinaram o retorno do processo ao TRT para examinar o recurso ordinário da empresa.
Referência: RR-143200-53.2000.5.01.0021
10:21
10:04
"Imensa" participação. Talvez sequer tenha atrapalhado a feirinha.
Saudação nazista... ops, Anauê!"Que pena. FUi na manifestaçao, tinhanumas 50 pessoas, sendo uns 10-15 integralistas, um cidadao levou um megafone, e o cedeu para quem quisesse se manifestar, ninguém quis e os integralistas pegaram, falaram muito bem! muito bom mesmo, porem uma libertária resolveu que nao estava legal (porque num dos discursos um dos integralistas falou que queria discutir democrativamente até com os socialistas). Daí o negocio fedeu, os libertários queriam brigar com os integralistas, os dois grupos bateram boca, porem os anmos se acalmaram, e os discursos continuaram. 5 minutos depois os libertários ficaram bravos novamente e aí o negócio azedou de vez, os integralistas resolveram ir embora, e foram mesmo. Infelizmente porque até aquele momento tudo ia muito bem, os integralistas levaram bastante folhetos contra o PNDH3 e eu até ajudem a distribuir. Uma pena que a unica manifestacao contra a ditadura lulista consiga juntar 50 pessoas e estes ainda se dividem em pelo menos 3 grupos, um é o que eu estava, o que queria manifestar a favor de sua liberdade.
PENA.
Luiz"
E, para completar a vergonha alheia:Resumo da ópera: Fracasso da direita, sucesso dos defensores dos Direitos Humanos. Aliás, mais uma coisa boa se tira disso tudo, descobri uma palavra nova e também que a direita consegue ser mais burra do que esperamos: "Minarquismo". Procurem na wikipedia e riam um pouco."Não tinha ninguem naquela merda, pra começar.
Cheguei no horário e tinha os uniformizados de verde. Não entendi o que aqueles caras faziam por ali. Totalmente incoerente.
O primeiro cara que falou, começou a falar merda. Acho que era do PPS. Depois os integralistas falaram.
Foram boas as falas contra o governo ditador e contra o PNDH. Depois disto começaram a falar de soluções pro Brasil. E os integralistas quiseram falar em causa própria. O manifesto visava o PNDH e não outros assuntos.
Minha namorada, a libertária (mentira porque ela é minarquista) que se revoltou, quis apenas que não se desviasse o foco da manifestação.
Eu cheguei a fazer um discurso também. Falei a favor do indivíduo e contra as panacéias de povo, estado, pátria e outras loucuras pronunciadas no evento.
Num certo momento os integralistas foram bem infelizes de falarem coisas totalmente ridiculas como "filho de bandido vai ser bandido" e que "prostituta não tem dignidade e integridade". Eu gritei: Mentira! Foi aí que eles ficaram putinhos e foram embora. com isto o pessoal desistiu de continuar fazendo papel de idiota e fomos todos embora."
Símbolo de um passado que não queremos de volta. Ódio, intolerância e supremacismo. Como experiência pessoal posso dizer que fui até o ato da direita, era umas 4 da tarde mais ou menos e, atrapalhando a feirinha do MASP, lá estavam os direitosos reunidos, poucos, gritando, quase se esgoelando no megafone e acusando o Lula disso, daquilo... Uma ladainha sem sentido, deslocada e que causou confusão mesmo entre os presentes.
Antes: "Fascismo é coisa de Comunismo"
Depois: De camisa "nova" para tumultuar. Engraçado, falta de segurança para defender sua ideologia? ou ele achava que os "viados" iriam bater nele?
10:02
Eleitores e simpatizantes da ministra Dilma Rousseff (PT) para a presidência da República podem comemorar: driblando a vigilância do PSDB, o língua de trapo Fernando Henrique Cardoso (à direita) distribuiu ontem, em artigo no Estado de S.Paulo, mais pérolas de sua inesgotável e autosuficiente sapiência. Depois de quase ter enfartado com o prêmio de Estadista Global concedido a Luiz Inácio Lula da Silva, FHC desceu às raias do desespero em seu texto ao classificar nosso atual presidente de "tosco", "mentiroso" e "dissimulado". E a baixaria não parou por aí.
10:00 Enviado por André Gondim (andregondimΘubuntu·com):
“Como em vários lançamentos do Ubuntu sempre convido a todos a participar das traduções do Ubuntu e desta vez não será diferente. A versão que virá será a Ubuntu 10.04 Lucid Lynx e será uma versão LTS ou seja, com suporte longo de 3 anos para desktop e 5 para servidor.Para mais informações sobre isso leia em LTS. A tradução de um sistema como o Ubuntu ajuda ao usuário final a interagir mais e melhor, além de ajudar na inclusão digital de forma mais segura como é o ambiente linux. Para ler o e-mail de Davic Panella traduzido livremente e ao mesmo tempo convidando a todos para a tradução veja o link de referência.” [referência: andregondim.eti.br]
9:53
Exposição apresentada na Abertura do Mutirão de Comunicação da América Latina e Caribe, em Porto Alegre, a 3 de fevereiro de 2010
9:53
9:51
9:48 





9:44
Tras vencer con una amplia mayoría en las elecciones desarrolladas en su país el día domingo, la candidata del oficialista Partido de Liberación Nacional, Laura Chinchilla, se convirtió en la primera mujer en alcanzar la presidencia de Costa Rica.
Según el resultado emitido por el Tribunal Supremo de Elecciones (TSE) costarricense, con el 52,3 de actas electorales escrutadas, Chinchilla ha obtenido el 46,82 por ciento de los sufragios.
Chinchilla fue secundada en la votación por el candidato del Partido Acción Ciudadana, Ottón Solís (24,41 por ciento), el representante del Movimiento Libertario, Otto Guevara (21,44 por ciento) y el postulado por la Unidad Social Cristiana (PUSC), Luis Fishman (3,97 por ciento).
Luego del anuncio de los primeros resultados parciales, Chinchilla manifestó su alegría y agradeció a sus simpatizantes por haberla electo presidenta del país centroamericano.
"Este ciertamente es un momento de alegría, pero sobre todo de humildad (...). No traicionaré esa confiaza, porque tengo claro que no me ha sido dada como un regalo", dijo esta polítologa de 50 años y experta en temas de Seguridad.
Chinchilla reconoció su triunfo después de que sus principales opositores, Ottón Solís y Otto Guevara, reconocieran sus respectivas derrotas y la felicitaran como nueva presidenta.
En un discurso ante una multitud de seguidores congregados en un hotel de San José, la candidata oficialista aseguró que los costarricenses que la votaron habían dado su aprobación a la gestión de Óscar Arias, que la eligió para sucederlo.
Desde 1990, Chinchilla ha sido consultora para diversos organismos internacionales y conferencista en foros mundiales. A lo largo de su carrera ha mostrado especial interés en las reformas del Estado y el sistema judicial, la lucha contra la delincuencia, el narcotráfico y el crimen organizado.
Como parte de su campaña electoral, Chinchilla manifestó que se opone a la despenalización del aborto, al matrimonio gay y a que se elimine la religión católica como culto oficial del Estado.
Durante el actual gobierno del presidente Óscar Arias, Chinchilla fue vicepresidenta y ministra de Justicia, cargos de los que dimitió en octubre de 2008 para aspirar a la presidencia. Anteriormente había sido diputada y ministra de Seguridad.
Se espera que este lune el TSE emita el resultado final de la elección presidencial, cuando esté escrutado el 100 por ciento de las actas.
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teleSUR
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9:37 Saiu uma boa matéria no Der Spiegel sobre o relacionamento entre EUA e China e a importância dos dois países no mundo.
08/02/2010
Duas superpotências disputam o mundo
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Andreas Lorenz
Em Beijing (China)
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Os EUA e a China já são os dois países mais poderosos do mundo. Como aliados, ninguém os seguraria. Será que está se formando uma era de uma superpotência dupla?
Quando a China espirra, o mundo inteiro pega um resfriado. Bill Clinton reconheceu isso durante seu mandato como presidente dos Estados Unidos, falando sobre o “desafio potencial que uma China forte poderia representar para os Estados Unidos no futuro”.
Ao mesmo tempo, ele alertou para o risco apresentado por uma “China fraca”, que poderia desestabilizar regiões inteiras da Ásia.
Agora o sucessor de Clinton e também democrata Barack Obama está buscando formas de trabalhar mais próximo da nação gigante, com seu 1,3 bilhão de pessoas. Obama acredita que a cooperação com a China é essencial nos próximos anos. “Os maiores desafios do século 21, desde a mudança climática à proliferação nuclear passando pela recuperação econômica, são desafios que tocam ambas as nações, e desafios que nenhuma delas pode resolver agindo sozinha”, disse o presidente norte-americano durante sua visita recente à China.
Enquanto isso, na China, políticos, economistas e militares chegam basicamente à mesma conclusão quando pensam sobre a melhor forma de interagir com aquela antiga superpotência, os EUA. “No século 21”, disse o presidente chinês e líder do partido, Hu Jintao, “as relações entre a China e os EUA estão entre as mais importantes do mundo”. Existe a percepção de que, sem a ajuda norte-americana, levaria muito tempo para a China atingir a “prosperidade moderada para todos os cidadãos” que o Partido Comunista promete ao povo e que usa para justificar seu governo.
Nunca os dois países foram mais dependentes um do outro do que hoje. Sem o mercado e os investimentos norte-americanos, as coisas não estariam tão bem quanto estão na China. Mas ao mesmo tempo, muitos norte-americanos teriam dificuldades para pagar suas contas durante a atual crise econômica sem os produtos baratos importados da China. E o governo norte-americano não seria mais capaz de funcionar se o Banco Central chinês não comprasse boa parte da dívida dos EUA. No ano passado, a China tinha cerca de US$ 800 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) em títulos do tesouro norte-americano.
A ascensão da ChiméricaO ex-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA Zbigniew Brzezinski vê uma mudança geopolítica do Atlântico para o Pacífico. Ele chama a China e os EUA de “o Grupo dos Dois que pode mudar o mundo”, enquanto o historiador econômico Niall Ferguson cunhou o termo “Chimérica” para descrever sua visão de que os dois países estão tão intimamente ligados, que há muito tempo formaram “uma só economia”.
Um lado dá enquanto o outro recebe: será que isso faz da Chimérica um bom casamento?
A força econômica recém-descoberta da China está causando ansiedade nos EUA. Ver o seu país se tornar cada vez mais dependente das decisões tomadas numa parte distante do mundo é uma sensação pouco familiar para os homens de negócios e políticos norte-americanos. Pior que isso é assistir a essas decisões serem tomadas por governantes comunistas. A República do Povo não só ultrapassou os EUA como o principal destino dos investimentos estrangeiros, mas as reservas de US$ 2,3 trilhões (cerca de R$ 4,3 trilhões) em moedas estrangeiras de Beijing também dão às firmas chinesas a capacidade de adquirir partes de companhias norte-americanas – como aconteceu com a gigante dos computadores IBM, por exemplo.
Garantia estratégica“Sentimos o hálito quente desse dragão econômico em nossas costas”, escreve Susan Shirk, professora e ex-vice-secretária assistente de Estado durante o governo Clinton, em seu livro “China: Superpotência Frágil”.
É por isso que o vice-secretário de Estado dos EUA James Steinberg cunhou a frase “garantia estratégica” para descrever as relações de seu país com a China. A ideia é a seguinte: se Washington e seus aliados receberem a China no cenário internacional como uma “potência próspera e bem sucedida”, então Beijing “deveria garantir ao resto do mundo que seu desenvolvimento e crescente papel global não acontecerá às custas da segurança e do bem-estar dos demais”, explica Steinberg.
O Pentágono observa com apreensão enquanto a China aumenta seu exército e – em particular – sua marinha. A demonstração militar que aconteceu na Praça Tiananmen no ano passado para celebrar o 60º aniversário da fundação da República do Povo da China não só impressionou, mas também alarmou o mundo inteiro.
Ambições navaisÉ apenas uma questão de tempo para que a China lance seu primeiro porta-aviões. As forças armadas norte-americanas e os serviços de inteligência também observam apreensivamente para ver se a China consegue desenvolver um míssil antinavios eficaz que poderia comprometer os porta-aviões norte-americanos. De acordo com suas próprias declarações, o exército chinês recentemente testou com sucesso um sistema de defesa que poderia destruir mísseis intercontinentais.
Alguns suspeitam que as intenções chinesas podem não ser tão pacíficas quanto o país sempre alega. Navios de guerra disfarçados de barcos de pesca navegam cada vez com mais frequência pelo mar do Sul da China, onde o país tem disputas territoriais com Taiwan, Vietnã, Malásia, Brunei e as Filipinas pelas ilhas tropicais Spratly e com Taiwan e Vietnã pelas ilhas Paracel.
Navios de guerra chineses também patrulham agora a costa somali para proteger dos piratas os navios chineses que carregam matéria-prima. Especialistas norte-americanos nunca localizaram tantos submarinos chineses fazendo patrulhas tão longas e tão longe de seu território como nos últimos meses.
“Precisamos dos EUA para atingir o equilíbrio”Em duas ocasiões, barcos de pesca chineses pararam um navio espião norte-americano próximo da Base de Submarinos Hainan da China. Os sentimentos de desconfiança cresceram ainda mais com o anúncio de um general chinês de que Beijing precisaria de bases navais permanentes no Pacífico no futuro.
O “ministro mentor” de Cingapura, Lee Kuan Yew, um astucioso veterano da política asiática, resume a situação: “O tamanho da China torna impossível para que o resto da Ásia, incluindo o Japão e a Índia, iguale-se em peso e capacidade dentro de 20 a 30 anos. Então precisamos dos EUA para atingir um equilíbrio”.
O alerta de Lee face ao crescimento da força econômica e militar da China expressou o que muitos asiáticos estão pensando, ou seja, que os EUA precisam continuar contrabalanceando uma China cada vez mais poderosa.
Na China, entretanto, os comentários de Lee causaram irritação. E os políticos chineses têm suas próprias razões para serem céticos. Eles suspeitam que os EUA têm um único objetivo em mente – impedir o “avanço pacífico” da China e forçá-la a aceitar valores ocidentais como a democracia.
Mantendo o yuan baratoBeijing analisa todas as mensagens que chegam dos EUA com cuidado em busca de indicações de que elas servem ao objetivo de “manter a China por baixo”. Será por isso, por exemplo, que Washington está pressionando tão insistentemente para que o yuan chinês seja revalorizado? Economistas norte-americanos dizem que o governo chinês mantém a taxa de câmbio sobre sua moeda, também chamada de renminbi, tão baixa claramente com o objetivo de aumentar artificialmente o preço das importações norte-americanas e tornar as exportações chinesas especialmente baratas – e que isso custa aos EUA um grande número de empregos.
Beijing responde que a acusação é injusta, uma vez que muitas companhias norte-americanas também manufaturam seus produtos em fábricas chinesas. Se os preços aumentassem por causa de um yuan mais forte, essas companhias também sofreriam.
Mas nos EUA, os pedidos para proteger as empresas nacionais contra os competidores chineses estão ficando mais frequentes. Alguns economistas agora louvam as vantagens das tarifas protecionistas, quando antes pregavam o comércio livre. A China “segue uma política mercantilista, mantendo seu superávit de comércio artificialmente alto”, escreve o economista vencedor do prêmio Nobel Paul Krugman. “No mundo em depressão de hoje, essa política é, falando de forma clara, predatória”. Os EUA, por sua vez, lançaram tarifas altas sobre pneus importados para carros e tubos de aço, numa tentativa de proteger a indústria nacional das importações baratas da China.
A China “não cederá a nenhuma forma de pressão” no que diz respeito a revalorizar o yuan, declarou friamente o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao no começo do ano. Os líderes do Partido Comunista negam, entretanto, que a moeda subvalorizada da China dê a eles vantagens no comércio internacional. Mas se sentem justificados em usar essas vantagens.
A “elite norte-americana não faz ideia” das consequências fatais que uma revalorização do yuan poderia ter, disse o comentarista político Liang Jing, acrescentando que ela levaria a um colapso das exportações chinesas e “pioraria a distribuição interna de renda”.
Desejo por uma voz mais forteO que isso significa na verdade é que as fábricas chinesas precisariam demitir muitos trabalhadores e o hiato entre ricos e pobres aumentaria rapidamente – potencialmente afundado o país na agitação social.
E se o governo chinês começasse a permitir que o dinheiro circulasse livremente através de suas fronteiras, algo que Washington está pressionando para que aconteça, isso significaria um “êxodo sem precedentes” de capital do país, diz o comentarista.
Quando Zhou Xiaochuan, chefe do Banco do Povo da China, pediu para que o dólar norte-americano fosse substituído a longo prazo como moeda mundial de reservas, ele não estava apenas contribuindo para o debate sobre a crise financeira global. Ele também estava enviando uma mensagem: os políticos de Beijing pretendem ter uma voz mais forte em organizações como o Fundo Monetário Internacional. Eles não querem deixar todo o campo de jogo para seu rival do outro lado do Pacífico.
Acima de tudo, a China quer evitar que os EUA imprimam muito papel moeda para estimular sua economia. A inflação faria com que os dólares que a China investiu nos EUA derretessem como gelo sob o sol.
Casamento de conveniênciaCom os temores quanto ao equilíbrio de poder no Pacífico, uma iminente guerra de comércio, a disputa em relação ao yuan, os suprimentos de guerra norte-americanos para Taiwan, e um possível encontro entre o presidente Obama e o Dalai Lama, que é detestado em Beijing, parece que os EUA e a China terão tempos difíceis à sua frente.
O que acontecerá à “Chimérica”, este casamento econômico de conveniência? A ideia de que seria melhor dissolver a união forçada antes cedo do que tarde está crescendo dentro do Partido Comunista chinês. Gerentes financeiros dentro do partido já estão trocando títulos de longo prazo do tesouro norte-americano por títulos de prazo mais curto.
Cedo ou tarde, a Chimérica chegará ao fim. A verdadeira questão é se os antigos parceiros serão capazes de viver pacificamente um com o outro – ou se o os procedimentos do divórcio serão litigiosos.
9:34 Estudo apresentado em um congresso realizado na França, na sexta-feira (5/2), pela Liga contra o Câncer, revela que agricultores têm risco mais elevado de desenvolverem câncer linfático.
Le Monde
Existe uma ligação entre a exposição dos agricultores aos pesticidas e anomalias do genoma podendo desenvolver um câncer. Em um congresso realizado em Marseille, na sexta-feira (5/2), pela Liga contra o Câncer, Bertrand Nadel (Centre d'immunologie de Marseille-Luminy) apresentou resultados obtidos durante um estudo (Agrican) lançado em 2005. Esses trabalhos poderiam resultar em uma estratégia de descoberta precoce de câncer do sistema linfático.
9:31
El ex presidente sufrió un pequeño accidente cerebrovascular, sin consecuencias, y debió ser operado para desobstruir la carótida. Según los médicos, la cirugía "salió perfecta". Quedó internado en observación por 48 horas.
Néstor Kirchner fue operado de urgencia ayer por la tarde a causa de una obstrucción en la arteria carótida derecha que le provocó un pequeño accidente cerebro vascular. El ex presidente había acudido por la mañana a la Clínica Olivos, a pocas cuadras de la quinta presidencial, porque sentía problemas de movilidad en su brazo izquierdo. Tras realizarse los análisis necesarios, fue derivado al Sanatorio de Los Arcos, en el barrio porteño de Palermo, donde se llevó a cabo la intervención quirúrgica. Según aseguraron fuentes médicas a Página/12, el procedimiento "salió perfecto", y sólo una hora después Kirchner se encontraba despierto y totalmente recuperado. "La lesión no generó ningún tipo de consecuencias permanentes", confiaron las fuentes. El diputado estuvo acompañado por su esposa, la presidenta Cristina Fernández, sus dos hijos y sus colaboradores más cercanos, y ahora permanecerá internado en terapia intensiva para seguir su evolución durante unas 48 horas. Cumplido ese plazo, y de no haber complicaciones, podrá volver a su casa.
Alrededor de las once y media de la mañana de ayer, Kirchner comenzó a sentir molestias y falta de movilidad en su mano izquierda. Luego de ser revisado en la sala de emergencias de la residencia presidencial, lo llevaron a la Clínica Olivos, a pocas cuadras de allí, para un chequeo más exhaustivo. Tras realizarle los estudios necesarios, un equipo encabezado por su médico personal, Luis Bonomo, decidió trasladarlo a Los Arcos, donde se lo esperaba con todo listo para comenzar la intervención. Poco después de las seis de la tarde, el santacruceño estaba ingresando a la sala de operaciones. Allegados le confiaron a este diario que en todo momento estuvo "lúcido y de mal humor" por el trance.
"El doctor Néstor Carlos Kirchner presentó en el día de la fecha, durante la mañana, un cuadro clínico causado por una patología de su arteria carótida derecha que requiere tratamiento quirúrgico. Por tal motivo, será intervenido en el día de hoy", anunció escuetamente un comunicado oficial difundido a la tarde por el subdirector de la Unidad Médica Presidencial, el doctor Marcelo Ballesteros. Sin embargo, fuentes médicas le aseguraron a este diario que el ex presidente "tuvo un pequeño accidente cerebrovascular y una obstrucción con una placa ulcerada" en la arteria afectada. La intervención quirúrgica se realizó para evitar el riesgo de una embolia que generara un problema más importante.
Aunque el tiempo estimado para ese tipo de operaciones es de alrededor de dos horas, antes de las ocho de la noche Néstor Kirchner ya había dejado el quirófano en perfectas condiciones. Para esa hora, en la puerta del sanatorio un grupo de militantes de las agrupaciones La Cámpora y el Movimiento Evita alternaban con ministros, funcionarios y dirigentes cercanos al kirchnerismo que se acercaban para ponerse al tanto de la situación. Enarbolando carteles que decían "Fuerza Néstor, el país te necesita", los militantes expresaron su apoyo cantando la marcha peronista.
Mientras, en una habitación dispuesta especialmente, esperaban la presidenta Cristina Fernández y sus hijos Máximo y Florencia. Por allí pasó gran parte del gabinete nacional: los ministros Carlos Tomada (Trabajo), Julio De Vido (Planificación), Nilda Garré (Defensa), Amado Boudou (Economía), además del jefe de Gabinete Aníbal Fernández, el canciller Jorge Taiana, el secretario General de la Presidencia, Oscar Parrilli, el secretario de Derechos Humanos, Eduardo Luis Duhalde, y el secretario de Medios, Alfredo Scoccimarro.
"El paciente está en perfectas condiciones", anunció poco después de concluida la operación el cirujano Víctor Caramutti, a cargo del equipo de seis médicos que llevó a cabo la intervención. Según el doctor, "fue una operación de rutina" aunque no estaba programada sino que se llevó a cabo de urgencia. "Hay que quitarle dramatismo a la cuestión", pidió Caramutti. Otro comunicado oficial agregó pocos detalles: confirmó que la intervención "resultó exitosa" e informó que "el paciente permanece en terapia intensiva con control evolutivo". El canciller Taiana fue el primer funcionario en dar noticias. "Todo está bien, las noticias son buenas", informó el encargado de las Relaciones Exteriores. Poco más tarde, Aníbal Fernández y Carlos Tomada repitieron las buenas nuevas ante los medios.
Néstor Kirchner "se levantó después de la operación de buen ánimo, muy animado, contento", le contó a este diario una de las personas que estuvieron toda la tarde en la habitación donde permanece internado. Apenas recuperado de la operación, el diputado se encontró totalmente repuesto de las molestias que lo llevaron a hacer la consulta en primer lugar. Hasta últimas horas de la noche, la Presidenta permaneció junto a él mientras evaluaba si quedarse o no a pasar la noche junto a su marido, además de revisar sus compromisos para los próximos días. "Hasta ahora no avisaron de ningún cambio en la agenda -confió un colaborador de Cristina Fernández-, pero calculo que lo va a haber." El ex mandatario permanecerá al menos 48 horas en terapia intensiva para hacer un seguimiento de su estado y, en caso de no haber novedades, luego de ese plazo podrá retomar su actividad habitual. "En principio está todo bien, pero todavía es muy pronto para sacar conclusiones definitivas", resumió una fuente médica.
La de ayer no fue la primera internación que sufrió Néstor Kirchner: en abril de 2004, cuando todavía cumplía su función como presidente, fue internado en el Hospital Regional de Río Gallegos a causa de una lesión gástrica causada por el uso de antiinflamatorios que le habían sido recetados para mitigar el dolor causado por un tratamiento odontológico. Esa gastroduodenitis erosiva lo mantuvo internado durante una semana en Santa Cruz. Cinco años antes, como gobernador de esa provincia, Kirchner ya había sido intervenido quirúrgicamente por una enfermedad en su aparato digestivo. A fines de octubre del año pasado, diversos medios reprodujeron los rumores de otra internación, esta vez por problemas intestinales, en el Hospital Alemán, sin embargo esa información fue rápidamente desmentida por allegados y fuentes oficiales.
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9:27 Ontem houve um congresso do PSDB, organizado pelo Xico Graziano, para discutir as novas ideias do partido. O governador José Serra não compareceu porque está em período de recolhimento. Aécio não apareceu para não colocar azeitona na empada paulista. Sobrou FHC para apresentar as “novas ideias”.
Ao mesmo tempo, a velha mídia se agarra como pode ao artigo de domingo de FHC para tentar criar um fato político, uma diferenciação programática com Lula.
Goste-se ou não, FHC é a única voz da oposição. E não deve ser por gosto, não. Se a oposição tivesse conseguido desfraldar novas bandeiras, defender o seu governo, FHC estaria gozando da aposentadoria merecida.
Ocupando o vácuoFHC ocupou o espaço porque há um vácuo no PSDB que não foi preenchido.
Quando José Serra foi eleito governador de São Paulo, muitos amigos aconselharam que ele inaugurasse o “serrismo”, adaptando o programa do PSDB aos novos paradigmas econômicos e sociais e deixando de lado definitivamente a herança malanista de FHC. Seria o “aggiornamento” capaz de aparar os exageros mercadistas do período anterior, reciclando o PSDB para a nova etapa.
Ele se recusou.
Fui um desses conselheiros e me surpreendeu a ênfase com que Serra reagiu: “Você está enganado, FHC é meu amigo”.
Estranhei. Não se tratava de amizade, lealdade e coisa e tal, mas de um posicionamento político essencial para a sobrevida do próprio bastião da centro-esquerda que Serra, até então, parecia disposto a empalmar. Fizesse isso permitiria um salto de qualidade na discussão política, tornando-a programática, uma discussão com Lula em torno de ideias, programas, tirando-a do lamaçal em que a velha mídia a havia jogado a partir de 2005.
Mas havia razões para o não-rompimento que iam além da minha compreensão à época.
A ilusão do “serrismo”A primeira é que o “serrismo” a rigor nunca chegou a existir de fato. Foi fruto do desejo coletivo de um grupo de críticos da inércia da era fernandista, que Serra soube cultivar.
As ideias passeavam pela cabeça de Serra, mas não eram assimiladas, como sabem muito bem os amigos que tentaram convencê-lo a adotar programas de qualidade. Nenhum foi à frente, embora bancados integralmente pelo setor privado. Ficaram órfãos igualmente os guerreiros da inovação que sonhavam com o intelectual Serra levantando a bandeira. E os desenvolvimentistas, para quem Serra acenou tibiamente com uma única bandeira: a favor de um câmbio competitivo. E só. Mesmo assim, nunca se comprometeu publicamente com o tema.
Na última crise, seu “desenvolvimentismo” se esfarelou. Recusou-se a receber até a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), organização que melhor representa a economia real em que Serra dizia acreditar. Só a recebeu quando soube que preparava-se para, junto com a CUT e a Força Sindical, fazer uma manifestação na porta do Palácio Bandeirantes. Consequência: as primeiras medidas anti-crise de São Paulo saíram só em abril, seis meses depois da crise e quando o governo federal já nadava de braçadas.
A relação FHC-SerraAí entra o enigma de Serra, a relação psicológica dele em relação a FHC.
Sua bronca contra o primeiro governo FHC estava muito mais na questão pessoal de ter sido preterido em favor de Pedro Malan, do que em pontos conceituais. Serra se aproximou dos grupos críticos não para definir um novo programa, alternativo ao de FHC, mas como forma de conseguir pontos de apoio contra o “pai”, FHC, que teimava em não valorizá-lo.
Recentemente, o próprio FHC revelou que internamente Serra foi o mais radical defensor da privatização da Vale.
Sem entrar no mérito da questão, externamente – sempre em conversas, jamais em público – ele se dizia contra a privatização irrestrita, defendendo um pragmatismo mais próximo de Mário Covas.
Essa dubiedade é explicada pelo fato de que, no fundo, o “pai” FHC sempre foi a referência absoluta para Serra. Até para ser “anti”.
Serra cresceu politicamente no primeiro governo apresentando-se como um anti-FHC – na verdade, um anti-Malan. Mas a referência era FHC. É como o “filho” rebelde que acha que fazendo o contrário estará expurgando o fantasma do pai ingrato. Bobagem: a referência, até para ser anti, continuará sendo o pai.
Nas eleições de 2002, Serra acusou FHC de tê-lo boicotado, com medo que seu governo superasse o dele. Mais uma vez o amuo de filho em relação ao pai que não reconhecia seu valor.
Do lado de FHC, a relação sempre foi paternal, e inevitavelmente mordaz. Na entrevista à revista Piauí, o que se observa é o “pai” ironizando as fragilidades do “filho”, expondo sua competitividade obsessiva, o fato de só se relacionar bem com as mulheres, em quem não vê competidores. Que o digam, aliás, seus secretários de estado.
Serra protagonistaEnquanto foi “filho”, toda a vida política não-parlamentar de Serra foi pautada em FHC, em ser o anti-FHC, como o “filho” em busca da emancipação.
Quando Serra assumiu o protagonismo, eleito prefeito e, depois, governador de São Paulo, muda a relação com FHC. Agora, era o filho assumindo o lugar do pai. Enterrar o fernandismo, para Serra, significaria simbolicamente “matar” o próprio pai.
E aí, Freud falou mais alto.
A relação freudiana impediu que o filho celebrasse a obra o pai, garantindo-lhe a aposentadoria tranquila perante a história. Mas como poderia celebrar, se não teve participação decisiva naquele desenho, se sempre foi preterido em favor do filho pródigo Pedro Malan – que tinha, como maior mérito, justamente não ser “filho” de FHC e, portanto, não incomodá-lo com conflitos freudianos.
Depois, o mesmo sentimento dúbio, nessas relações familiares delicadas, impediu que jogasse a pá de cal, encerrando o ciclo velho e dando início ao ciclo novo.
Restou o vácuo.
Agora, no fragor da batalha, o pai é obrigado a voltar a trabalhar e assumir a frente do combate para salvar o Exército, enquanto o filho se perde em conflitos internos imobilizantes.
E foi nessa relação complexa, nesses seres complexos e indecisos, que o PSDB e o DEM e a velha mídia amarraram seu futuro.
9:23
O Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre defendeu, durante reunião ordinária realizada semana passada na Câmara de Vereadores, a abertura de uma Comissão de Inquérito Parlamentar para investigar novas suspeitas de corrupção no governo Fogaça. Investigações da Polícia Federal apontaram indícios de um desvio de R$ 9 milhões pelo Instituto Sollus, contratado pela Prefeitura para gerenciar o Programa de Saúde da Família na capital.
Na reunião, a vereadora Maria Celeste (PT) lembrou que, em 2007, o Conselho esteve na Câmara Municipal e alertou sobre o temerário contrato da Prefeitura com o Instituto Sollus, de São Paulo. As questões que hoje são levantadas com documentos indicando diversas irregularidades na atuação deste Instituto foram encaminhadas, na época, ao Ministério Público do RS, ao Tribunal de Contas e ao prefeito José Fogaça (PMDB). Em 23 de outubro de 2007, o Ministério Público alertou a Prefeitura sobre os riscos da contratação do instituto e da antecipação mensal de recursos para o mesmo sem uma justificativa suficiente. O Executivo simplesmente ignorou a advertência do MP e manteve o contrato com o Sollus. O Tribunal de Contas também pediu a suspensão da contratação. Nada disso foi suficiente para convencer Fogaça.
Naquele mesmo ano a Câmara Municipal promoveu audiência para tratar do assunto e também apontou irregularidades na contratação do instituto. Antes mesmo do contrato, o secretário da Saúde, Eliseu Santos (PTB), já afirmava o nome da empresa a ser contratada.; conforme pesquisa feita pelo Conselho Municipal de Saúde, o Sollus não tinha contratos nem experiência no estado de São Paulo, sede do Instituto, na área para a qual estava sendo contratado. O seu endereço comercial não era exclusivo. Outra entidade tinha o mesmo endereço e o suposto local não estava disponível à visitação.
Além disso, a empresa tinha no seu quadro funcional relações com outras OSCIPs (as supostas concorrentes Itaface e Interset) que também estão sendo investigadas pela Policia Federal. Os envolvidos nas diretorias das duas entidades têm vinculação partidária assim como ocorre com o Sollus. O instituto foi tornado de utilidade pública pelo ex-governador de São Paulo, Geraldo Alkmin (PSDB), pelo decreto 50.191/2005. O vice-presidente institucional do Sollus, Argemiro França Lopes, era, na época, primeiro-secretário do Secretariado do Terceiro Setor do PSDB de São Paulo.
O governo Fogaça trabalha para evitar que esses temas sejam investigados pela Câmara dos Vereadores. Temas que não se restringem ao Programa Saúde da Família. Possíveis favorecimentos nos editais de licitação para as obras do Projeto Socioambiental também estão sob investigação.
9:23
9:22
![quadrinhos[3][1]](http://lh4.ggpht.com/_oD3hTQR56HE/S299zfuDW6I/AAAAAAAAAI4/W5f0blxrCZs/quadrinhos%5B3%5D%5B1%5D.png?imgmax=800)
Levou quase dois anos, mas finalmente a minissérie Kick-Ass chegou ao fim nos EUA. E depois de ler a obra completa, posso dizer que se a adaptação ao cinema for fiel mesmo, o filme tem tudo para ser um dos melhores de 2010.
Para quem ainda não sabe do que se trata, a mini, escrita por Mark Millar e desenhada por John Romita Jr., conta a história de Dave Lizewski, um garoto normal que é fã de quadrinhos e que um belo dia resolve vestir um uniforme colorido (a verdade uma roupa de mergulho) e sair por aí combatendo o crime, armado com um bastão de beisebol. A premissa é muito interessante, pois como diz o protagonista da história: “com tantos fãs de quadrinhos por aí, será que ninguém nunca pensou em se fantasiar e combater o crime?”. E logo na primeira edição, Mark Millar já nos mostra porque ninguém faz isso. Em sua primeira atitude heróica, Kick-Ass é brutalmente espancado, esfaqueado e quando está fugindo, com o rabo entre as pernas, ele acaba atropelado. A HQ é violência do começo ao fim.
Mas como todo bom super-herói, Kick-Ass passa por cima das dificuldades (6 meses se recuperando depois de quase morrer) e continua tentando combater o crime. E ao salvar um jovem de ser linchado por uma gangue, acaba sendo gravado pela câmera de um celular e vira celebridade no youtube. E por falar em youtube, são essas citações a coisas do mundo real que deixam a história ainda mais perto do nosso dia-a-dia. Em uma das cenas, por exemplo, Dave comenta com seus amigos que os X-Men do Joss Whedon são sensacionais (e são mesmo), além disso, ele acaba criando um perfil no MySpace para o Kick-Ass.
Além de um roteiro interessante, a história conta com desenhos maneiríssimos. Muita gente não gosta da arte de John Romita Jr., acham os personagens dele quadrados demais e tal. Eu mesmo não gosto dele desenhando qualquer personagem, mas quando se trata de violência o cara manda bem demais. As cenas de luta que o cara desenhava em Wolverine já eram legais, mas em Kick-Ass, sem nenhuma censura, ele se supera. As carnificinas promovidas pela Hit-Girl (uma das personagens mais legais que eu já vi) são de uma beleza e violência impressionantes.
Infelizmente, Kick-Ass ainda não foi publicado no Brasil, mas graças à adaptação aos cinemas, a Panini Comics já anunciou que até abril eles devem publicar o encadernado contendo a minissérie completa. Então, comecem a juntar uns trocados para a HQ e a torcer para que o filme – que estréia dia 11 de junho – não mude nada da obra original.
Kick-Ass (EUA)
Roteiro: Mark Millar
Arte: John Romita Jr.
Páginas: 200
Nota: 10
Este artigo pertence ao Nerds Somos Nozes.
9:13
9:06
"Dilma Pistoleira.Vc não será eleita! Persona non grata. T-E-R-R-O-R-I-S-T-A. Golpista"
Outro rapaz protestou perguntando "Por que a Marina não teve a mesma cobertura"? Bem, aí ele deveria perguntar aos repórteres que não deram a mínima para a presença da Marina. Não sei onde a Dilma tem culpa por ser (mais) relevante.
9:00 Hoje, a pena de morte é aplicada basicamente na Ásia e África. Mas tristemente em 2/3 dos países desses dois continentes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Death_Penalty_World_Map.svg
(países em vermelho no mapa)
Na Europa somente na Bielorússia ainda é legal.
Nas Américas há apenas 3 países que a usam : Estados Unidos, Guatemala e Cuba (na Guiana a pena de morte é prevista em lei mas não aplicada)
Há uma grande correlação entre baixo índice de desenvolvimento humano e aplicação da pena de morte em situações não-militares. Estados Unidos e Japão são as mais graves exceções à essa relação.
Existem 58 países simultaneamente com mais de 3 milhões de habitantes e elevado IDH (superior a 0,8). E em apenas 7 a pena de morte ainda é utilizada para crimes comuns:
SINGAPURA
LÍBIA
JAPÃO
EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
CUBA
BELARUS (BIELORÚSSIA)
ARÁBIA SAUDITA
(não obstante não seja aplicada, ainda é legal na Malásia e Líbano)
9:00 Com a recentemente anunciada saída de Mark Shuttleworth do posto de CEO da Canonical (ele continuará na empresa, atuando com foco em design e desenvolvimento de produtos, bem como na área de relacionamento com parceiros e clientes), a atual COO (sigla para o executivo responsável pela área de operações de uma companhia) Jane Silber será promovida a CEO, e agora já sabemos quem ocupará a vaga dela: Matt Asay, veterano do código aberto, frequentemente controverso colunista sobre este tema, e integrante emérito da diretoria da OSI.
As opiniões de Asay sobre o mercado de código aberto já apareceram por aqui em diversas ocasiões (veja um exemplo de 2008), e agora teremos ocasião de ver onde elas levarão as operações da Canonical, pois Asay passará a ser responsável pela área de merketing, gestão interna, otimização das operações do dia-a-dia, e metas estratégicas.
Uma curiosidade que também é comum a outras empresas de tecnologia com atuação internacional, é que Asay passará a acordar às 4 da manhã (pelo seu horário local – ele permancerá residindo nos EUA) para que possa operar em sincronia com os escritórios da Canonical, na Inglaterra. (via h-online.com)
8:56
8:56
8:45 Greve no interior paulista mostra as dificuldades dos funcionários da empresa em conviver com o jeito coreano
Paula Pacheco
TAUBATÉ (SP)
Por quase uma semana, os funcionários da coreana LG Eletronics de Taubaté ? em torno de 2,4 mil ? interromperam a produção de cerca de 300 mil unidades com o objetivo de brigar pelo cumprimento de um acordo de promoções e para protestar contra o assédio moral por parte de alguns executivos. A greve terminou na sexta-feira, depois de um acordo entre o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e a empresa, intermediado pelo Tribunal Regional do Trabalho de Campinas (SP).
O fim do assédio moral é um tipo de reivindicação comum nas pautas sindicais, mas o excesso de queixas, segundo o sindicato, mobilizou os funcionários. A empresa, segundo a entidade, se comprometeu a mudar suas práticas. Os trabalhadores falam de insultos, palavrões e maus tratos.
Depois de um tapa nas costas e um rosário de insultos, Simone de Gouvêa Rosa, de 35 anos, recorreu à Justiça. Desde junho de 2007 briga por uma indenização. A acusação é de agressão moral e física. O acusado, diretor da área de celulares, é conhecido por todos como Mister Ahn. Em caso de condenação da empresa, o valor será determinado pelo juiz.
Após um acordo, ficou acertado que, até a decisão do juiz, Simone continua vinculada à empresa. É funcionária, recebe o salário e demais benefícios, mas fica em casa. Não pode procurar emprego nem ter atividade remunerada. Depois de tanto tempo, ainda tem de conviver com as perguntas inconvenientes de quem quer saber por que levou um tapa do diretor coreano. Até o filho único, de 13 anos, é atormentado pela curiosidade dos colegas de escola.
Simone entrou na LG em 2001. Acordava às 5 da manhã, ainda com o céu escuro, preparava o filho para a escola e chegava à fábrica às 7h15. O expediente terminava às 17h18. Parava10 minutos para o café da manhã, tinha pausa para o almoço e outra para o lanche da tarde. Mas, segundo ela, precisava pedir para ir ao banheiro ou tomar água. “Se ninguém estivesse livre para me substituir, tinha de segurar a vontade”, diz. Seu trabalho era testar baterias e colar adesivos nos aparelhos.
Em junho de 2007, quando a produção de monitores estava mais tranquila e a de celulares acelerada, alguns funcionários, entre eles Simone, foram recrutados para mudar de departamento por uma semana. O grupo teve de aguardar em uma sala para receber mais instruções para a hora extra que faria. Ela conversava com Adriano Calais, então integrante da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), para ter detalhes sobre como seria a Participação de Lucros e Resultados (PLR). Mr. Ahn, segundo ela, entrou na sala, deu um tapa estalado nas costas dela e gritou em coreano.
Abalada, a funcionária diz que passou por um psiquiatra e uma psicóloga e teve de tratar da depressão com muitos remédios. “Tomava calmantes, não conseguia dormir. Naquela época não conseguia sair de casa, nem tirava o pijama, ficava enfiada no quarto o dia inteiro à base de antidepressivos.”
Ainda hoje Simone se desestabiliza ao lembrar do caso. Chora e diz ter pesadelos. “Ele olhava nos meus olhos, gritava comigo, gesticulava muito. Fiquei paralisada, me senti assustada e não consegui reagir”, diz.
O marido fez o possível para ajudar na recuperação. Numa saída para jantar, ela simplesmente travou ao passar pela porta do restaurante e ver uma mesa cheia de coreanos da LG, entre eles Mister Ahn.
Desgastada, Simone espera encerrar o processo e, pouco a pouco, “voltar à rotina, arranjar outro emprego, ter a minha independência novamente e uma vida social”.
PALAVRÃO
João, nome fictício, é funcionário da LG há nove anos. Relata que a relação com os chefes coreanos é difícil. Ele diz que uma das primeiras coisas que os novatos costumam fazer, até por instinto de defesa, é aprender palavrões em coreano para tentar acompanhar o que os executivos dizem nas rodinhas de conversa.
Em março do ano passado, João ajudava o supervisor em outra linha de produção. Conta que Mister Ahn, aparentemente insatisfeito com a presença do funcionário, o xingou no idioma natal. “F.d.p.”, teria dito. “Respondi que sabia o que ele estava falando e disse “é a sua mãe”, pronto para bater nele. Chorei de raiva. Pensei na minha mãe que me colocou no mundo. Ela é o quê, uma vadia?”
João foi ao ambulatório da empresa, tomou um calmante e pediu providências. Mister Ahn teve de pedir desculpas formais. Ele tentou entrar com uma ação na Justiça, mas teve de interromper o processo por falta de testemunhas. “Será que ele é bipolar? Na semana passada dizem que ele jogou um notebook no chão num momento de fúria.” A empresa nega.
A LG informou, em nota, não existir uma cultura dominante na empresa: “O objetivo é fazer com que a cultura local e a coreana se integrem, transformando a forma de trabalhar, conviver e interagir em um misto das duas culturas, na qual o que prevalece é o melhor de cada uma.”
Dos cinco mil funcionários no País, 64 são coreanos, espalhados por Taubaté, Manaus e o escritório de São Paulo. Sobre a acusação de assédio moral, a LG diz que as queixas podem ser feitas à matriz. “Caso seja apurada uma infração, as providências são imediatamente tomadas pela matriz, que acionará os responsáveis no País”, explica a nota.
Para Roberto, outro nome fictício, a cultura coreana é muito diferente da nossa. “Para eles, é normal chamar a atenção de um funcionário na frente dos outros ou simplesmente não falar com os subordinados. Mas não é assim que agimos”, ressalva. Ele também viu cenas inusitadas na LG. A máquina que fechava as caixas de monitores estava com um defeito e não fazia o lacre corretamente. Um diretor coreano chamou a equipe para uma reunião e arremessou uma caixa com o monitor no chão. “Tranquilo, ele saiu para fumar com os outros coreanos como se nada tivesse acontecido”, afirma.
Para Roberto, estar na LG é um “desgaste psicológico”. Se pudesse, mudaria de emprego. “Quando fui admitido, imaginava que seria o lugar do futuro. Afinal, lá se faz tecnologia.”
Colaborou Marcelo Rehder
[www.estadao.com.br]
8:44 Influência do Banco Central Europeu vai além da economia
Goste ele ou não, Jean-Claude Trichet não é apenas o presidente do Banco Central Europeu (BCE). Trichet, 67, é também o presidente de facto da Europa, pelo menos dos 16 países que confiam no euro como moeda comum. No papel, a União Européia acaba de estabelecer um novo presidente em Bruxelas, e a exclusiva responsabilidade do Banco Central é manter a inflação sob controle. Além disso, o banco quase não tem instrumentos de política formal para ajudar um país membro enfermo como a Grécia. Mas, com o alarme dos investidores sobre o aumento do endividamento grego, espanhol e português, a crise pôs em evidência a fraqueza fundamental da União Monetária Europeia. Sem braço político forte para garantir que os membros respeitem os limites de endividamento fixados pelo tratado, a responsabilidade para tentar resolver a crise cabe a Trichet. Na situação atual, disse Jörg Krämer, economista-chefe do Commerzbank em Frankfurt, somente o presidente do banco “tem autoridade e competência” para gerir a situação. No sábado, Trichet disse aos repórteres em uma reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do Grupo dos Sete no Canadá, que estava confiante de que a Grécia reuniria novas medidas de aperto fiscal.
E mais:
Economia britânica “enfrenta crise”, alerta ex-economista do FMI
Polônia deve atingir meta de déficit da Eurozona em 2012
Canadá monitora forte expansão do seu mercado imobiliário
EUA e China travam guerra de tarifas
Economia britânica “enfrenta crise”, alerta ex-economista do FMI
O Reino Unido deve ser visto na mesma categoria de países como a Grécia e a Espanha, que estão enfrentando graves problemas de endividamento, afirmou um importante economista. O ex-economista chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Simon Johnson, também descreveu o G7, grupo das sete principais economias, como “fundamentalmente inútil”. Seus comentários à BBC vieram com os ministros das Finanças do G7 discutindo a crise crescente em alguns países da Zona do Euro. Fontes de crédito do Tesouro dos EUA disseram que todas as três principais agências de rating reafirmaram o status de triplo A (nota máxima) do crédito do Reino Unido. Uma das principais preocupações de um país com grandes déficits orçamentários é que ele não pode gastar o suficiente para impulsionar sua economia. Embora o Reino Unido tenha oficialmente saído da recessão no quarto trimestre de 2009 – que encerrou seis trimestres consecutivos de declínio econômico – o crescimento foi de apenas 0,1%, muito inferior ao esperado. “É certo que as concessões de crédito foram autorizadas a subir para que o governo fosse capaz de proteger a economia da desaceleração global”, disse um porta-voz do Tesouro. Mas, apoiar a economia para a sua recuperação caminha lado a lado com os passos para reconstruir a solidez fiscal, uma vez que a recuperação está firmemente estabelecida.
Polônia deve atingir meta de déficit da Eurozona em 2012
A Polônia pode atender a exigência da União Europeia de redução do seu déficit orçamentário para abaixo do limite de 3% do produto interno bruto (PIB), necessário para a adoção do euro em 2012, enquanto o seu crescimento econômico acelera, disse um alto funcionário do governo. O governo elevou sua previsão de crescimento para 3% este ano, saindo da estimativa anterior de 1,2%, disse o funcionário, que não quis ser identificado porque as previsões não foram oficialmente aprovadas. A produção pode expandir mais de 4% em 2011 e 2012, ajudando a cortar o déficit para 6,9% do PIB este ano e 2,9% em 2012, partindo de 7,2% em 2009, disse. O déficit se expandiu no ano passado, quando a desaceleração do crescimento refreou as receitas fiscais e o governo intensificou os gastos a fim de evitar a recessão. As previsões mais recentes fazem parte de um plano atualizado de convergência ao euro, que deveria ser enviada à Comissão Europeia na semana passada e foi adiado devido a objeções do ministro da Economia, Waldemar Pawlak. O documento aponta para um déficit de 5,9% do PIB em 2011 e 2,9% em 2012, e estimativas de crescimento de 4,5% no próximo ano e 4,2% em 2012, disse a fonte. A Comissão Europeia exige que a Polônia reduza seu déficit para dentro do limite em 2012.
Canadá monitora forte expansão do seu mercado imobiliário
Primeiro, Dominic Carrasco tentou vender seu consultório aqui (no Canadá) em janeiro de 2009. As únicas ofertas que o massagista de 42 anos conseguiu estavam bem abaixo dos 166.900 dólares canadenses que ele pagou cinco anos antes. No mês passado, Carrasco tentou novamente. A unidade foi prontamente vendida para uma mulher pelo preço informado em um site imobiliário, por C$ 209.900 ou US$ 196.003, 40% acima do maior lance do ano passado. “Eu não podia acreditar”, diz Carrasco, que está aliviado e inquieto pela mudança de sorte. “Se meu apartamento pode subir muito mais que em um ano, não faz sentido”. Enquanto os EUA lutam para sair de sua crise imobiliária, o seu vizinho ao norte enfrenta um desafio diferente: a recuperação do mercado de habitação do Canadá tem sido tão rápida que alguns aqui estão se preocupando com uma bolha. O banco central disse no mês passado que está observando o mercado em expansão com “vigilância, mas não em alarme“. No Canadá, quase 40% do produto interno bruto, historicamente, é gerado pelas exportações, principalmente para os EUA, onde a fraqueza econômica persiste. Para estimular a sua economia, o governo centrou-se sobre o mercado doméstico. No esforço para aumentar o consumo interno, (o governo) tem mantido uma taxa de juro perto de zero – resultando em taxas excepcionalmente baixas de hipotecas – e oferecido vários incentivos financeiros e créditos fiscais. Os consumidores reagiram. Os preços médios das casas no Canadá aumentaram 23% desde janeiro de 2009. Os volumes de vendas de casas subiram 70% no mesmo período.
EUA e China travam guerra de tarifas
China e Estados Unidos aumentaram as tensões na sexta-feira com a troca de novas tarifas, ressaltando a crescente sensibilidade e fragilidade da mais importante relação bilateral do mundo, e que tem sido tensa nas últimas semanas. O ministério do Comércio da China anunciou taxas de importação de frango dos EUA, que Pequim acredita serem vendidos a preços injustamente baixos. Em decisão preliminar, o ministro pediu aos importadores de frango dos EUA na China para pagarem taxas alfandegárias – de até 105,4% – a partir de sábado, de acordo com uma declaração online.”As investigações mostraram que os produtores dos EUA tinham despejado produtos de frango no mercado chinês, causando danos consideráveis à indústria doméstica da China”, disse o ministério. Na última sexta-feira, os EUA revelaram sua contramedida, baixando tarifas iniciais anti-dumping de até 231,4% para caixas de presente e fitas da China, que disseram estar com preços desleais, informou a Reuters, acrescentando que os EUA estabeleceram tarifas muito menores, de até 4,54%, para Taiwan. A China respondeu por 19% das importações dos EUA no primeiro semestre de 2009, acima dos 16% em 2008, segundo dados do US Census Bureau, informou o Wall Street Journal na sexta-feira. O déficit comercial dos EUA com a China nos primeiros 11 meses do ano passado, porém, foi de US$ 209 bilhões, uma queda de 16% em relação ao ano anterior, de US$ 248 bilhões, de acordo com as estatísticas do US Census Bureau.
8:43 
8:41 JB Online
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminha nesta segunda-feira ao Congresso Nacional projeto de lei que responsabiliza administrativa e civilmente empresas que praticarem atos de corrupção contra a administração pública nacional e internacional.
A legislação atual não prevê meios específicos para atingir o patrimônio das empresas e, com isso, proporcionar aos cofres públicos o efetivo ressarcimento pelos prejuízos causados por empresas corruptoras. Pela proposta do governo, será punida empresa que fraudar licitações ou pagar propina a servidores públicos, por exemplo.
Entre as novas punições, há multa de 1% a 30% do faturamento bruto da pessoa jurídica, impedimento de que ela receba benefícios fiscais, suspensão parcial de atividades dela ou até a extinção da empresa. Hoje, a principal sanção aplicável às pessoas jurídicas é a declaração de inidoneidade, que proíbe a empresa de participar de licitação e manter contratos com a administração pública.
Na área administrativa, o projeto tem mecanismos que impedem que novas pessoas jurídicas criadas por sócios de empresas inidôneas – em seus próprios nomes ou no de “laranjas” – estabeleçam contratos com a administração pública. O texto prevê a possibilidade de se aplicar aos sócios e administradores as mesmas sanções cabíveis contra a empresa, estendendo-se, por exemplo, a declaração de inidoneidade da pessoa jurídica para as pessoas envolvidas na prática dos ilícitos.
Ao ampliar as condutas puníveis a empresas envolvidas em atos contra a administração pública estrangeira, o Brasil atenderá a compromissos internacionais assumidos no combate à corrupção, ratificados pela Convenção das Nações Unidas contra Corrupção (ONU), a Convenção Interamericana de Combate à Corrupção (OEA) e a Convenção sobre o Combate da Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Com as três Convenções, o Brasil obrigou-se a punir de forma efetiva as pessoas jurídicas que praticam atos de corrupção, em especial o denominado suborno transnacional, caracterizado pela corrupção ativa de funcionários públicos estrangeiros e de organizações internacionais.
8:39
8:37
8:21 A Microsoft ensinou a lição. Primeiro, atropele todos os princípios de direito econômico. Quando o sistema de direito econômico acordar, protele a decisão. Os ganhos que se terá alijando adversários do mercado compensará eventuais multas que vier a sofrer. Foi assim que liquidou com o Quicken (o concorrente na área de acesso a contas bancárias), o Netscape e tantos outros.
Só parou quando as condenações passaram a ser bilionárias.
Por Ozzy
A nossa sempre diligente justiça:
Empresa usa Justiça para adiar punição
Artifícios contra a concorrência
Autor(es): Agencia O Globo/ Martha Beck e Vivian Oswald
O Globo – 08/02/2010
Empresas acusadas de prejudicar a concorrência por meio de cartéis e outros delitos, como venda casada, estão se valendo da Justiça para atrasar sua condenação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça. Só em 2009, 132 diferentes tipos de instrumentos legais foram usados — ações, impugnações e recursos — para suspender decisões do conselho. Os artifícios ocorrem até mesmo antes de os processos chegarem ao Cade para julgamento.
Responsável pela investigação de infrações, a secretária de Direito Econômico, Mariana Tavares, afirma que processos administrativos que poderiam levar nove meses para serem concluídos e encaminhados ao Cade para julgamento têm se arrastado por, pelo menos, dois anos.
Segundo ela, o fato de as autoridades de defesa da concorrência terem conseguido se fortalecer através de parcerias com a Polícia Federal e o Ministério Público acabou levando as empresas a recorrerem a subterfúgios jurídicos. O aumento das operações de busca e apreensão de documentos melhorou a qualidade das provas que confirmam se empresas estavam combinando preços ou fazendo acordos para prejudicar seus rivais.
A arma para evitar uma condenação — que pode chegar a 30% do faturamento das empresas — tem sido recorrer à Justiça para reclamar dessas operações ou do tipo de mandado que a Secretaria de Direito Econômico (SDE) obteve para entrar nos escritórios dos investigados.
— Levar os processos para o Judiciário faz parte do jogo, mas essa é uma estratégia truculenta, que indica o uso inadequado de recursos públicos que são muito escassos — afirma Mariana.
Recurso também é usado em fusões
Em muitos casos, a condenação da empresa é inevitável e o que ocorre é apenas uma tentativa de atrasá-la. Uma das investigações que têm se alongado mediante o uso de artifícios judiciais é de um cartel no setor de sucos de laranja. O processo envolveu uma operação de busca e apreensão em diversas empresas em 2006. Até agora, porém, a SDE não conseguiu analisar documentos apreendidos na Citrovita (uma das maiores exportadoras de suco de laranja do país), que vem adiando esse procedimento por meio de liminares. Procurada, a empresa não quis se pronunciar sobre o assunto.
Nem mesmo o cartel do aço — o primeiro já condenado no Brasil — chegou a pagar a multa aplicada pelo Cade. Embora a decisão administrativa tenha sido tomada em 2005, até hoje as empresas condenadas não recolheram os valores devidos, que, atualizados, somam R$ 80 milhões.
— Casos como esse têm um efeito devastador na imagem do Cade — diz o presidente do órgão, Arthur Badin.
As empresas também têm usado artifícios legais para tentar barrar decisões do Cade em fusões. O mais famoso envolve a compra da Nestlé pela Garoto. A operação foi barrada pelo conselho em 2004, mas até agora não houve uma decisão final, pois as empresas continuam lutando para consolidar o negócio. A Justiça considera seriamente reenviar o caso ao Cade para novo julgamento.
A Nestlé informou que, quando recorreu da decisão do Cade, foi vitoriosa tanto na primeira quanto na segunda instâncias. “No entanto, a Nestlé prefere não se pronunciar sobre o processo, pelo fato de ele estar sub judice”, afirma a nota.
Outra disputa famosa foi a que envolveu a fusão de cinco grandes mineradoras e o descruzamento de ações entre Vale e CSN. Em 2007, o Cade aprovou a operação com restrições e definiu um prazo para que a Vale seguisse suas determinações.
Como a empresa descumpriu o prazo, foi multada em R$ 33,5 milhões.
A Vale informou que ainda está discutindo judicialmente a punição.
Embora o Cade tenha feito a execução judicial da multa, a Vale apresentou a sua defesa e ainda está discutindo em outro processo sua anulação.
Elizabeth Farina, a ex-presidente do Cade e professora do Departamento de Economia da USP, afirma que a demora no cumprimento de decisões do Cade acaba reduzindo sua eficiência e dando aos infratores uma sensação de impunidade.
— Mesmo nos EUA, onde cartel é um crime que resulta em prisão de fato, são constatados casos de empresas que voltam a cometer irregularidades — alerta Farina.
— A procrastinação das decisões administrativas prejudica a economia, pois estimula as empresas a continuarem agindo contra a concorrência — afirma Rui Coutinho, ex-presidente do Cade e ex-secretário de Direito Econômico.
Segundo ele, muitas vezes falta ao Judiciário conhecimento técnico para avaliar decisões de mérito do Cade. Portanto, é importante que juízes se especializem nessa área.
— Enquanto isso, o ideal é que o Judiciário controle a legalidade processual, ou seja, confirme, por exemplo, se houve direito a ampla defesa. Já a avaliação de mérito deve ser feita pelo Cade — diz Coutinho
Para advogados, prática é legítima
Advogados da área de concorrência, porém, afirmam que artifícios legais para suspender decisões do Cade ou da SDE são legítimos. Segundo especialistas ouvidos pelo GLOBO, essa prática é até pouco utilizada no Brasil.
— Essa é uma possibilidade perfeitamente legal que é usada muito timidamente — diz um advogado que preferiu não se identificar.
Segundo ele, a SDE tem decisões questionáveis, pois não aceita determinadas provas ou apresentações da defesa das empresas.
O advogado diz ainda que a secretaria também não reconhece prescrições de prazo, o que obriga as investigadas a usarem decisões judiciais.
[clippingmp.planejamento.gov.br]
A nossa sempre diligente justiça: Empresa usa Justiça para adiar punição Artifícios contra a concorrência Autor(es): Agencia O Globo/ Martha Beck e Vivian Oswald O Globo – 08/02/2010 Empresas acusadas de prejudicar a concorrência por meio de cartéis e outros delitos, como venda casada, estão se valendo da Justiça para atrasar sua condenação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça. Só em 2009, 132 diferentes tipos de instrumentos legais foram usados — ações, impugnações e recursos — para suspender decisões do conselho. Os artifícios ocorrem até mesmo antes de os processos chegarem ao Cade para julgamento. Responsável pela investigação de infrações, a secretária de Direito Econômico, Mariana Tavares, afirma que processos administrativos que poderiam levar nove meses para serem concluídos e encaminhados ao Cade para julgamento têm se arrastado por, pelo menos, dois anos. Segundo ela, o fato de as autoridades de defesa da concorrência terem conseguido se fortalecer através de parcerias com a Polícia Federal e o Ministério Público acabou levando as empresas a recorrerem a subterfúgios jurídicos. O aumento das operações de busca e apreensão de documentos melhorou a qualidade das provas que confirmam se empresas estavam combinando preços ou fazendo acordos para prejudicar seus rivais. A arma para evitar uma condenação — que pode chegar a 30% do faturamento das empresas — tem sido recorrer à Justiça para reclamar dessas operações ou do tipo de mandado que a Secretaria de Direito Econômico (SDE) obteve para entrar nos escritórios dos investigados. — Levar os processos para o Judiciário faz parte do jogo, mas essa é uma estratégia truculenta, que indica o uso inadequado de recursos públicos que são muito escassos — afirma Mariana. Recurso também é usado em fusões Em muitos casos, a condenação da empresa é inevitável e o que ocorre é apenas uma tentativa de atrasá-la. Uma das investigações que têm se alongado mediante o uso de artifícios judiciais é de um cartel no setor de sucos de laranja. O processo envolveu uma operação de busca e apreensão em diversas empresas em 2006. Até agora, porém, a SDE não conseguiu analisar documentos apreendidos na Citrovita (uma das maiores exportadoras de suco de laranja do país), que vem adiando esse procedimento por meio de liminares. Procurada, a empresa não quis se pronunciar sobre o assunto. Nem mesmo o cartel do aço — o primeiro já condenado no Brasil — chegou a pagar a multa aplicada pelo Cade. Embora a decisão administrativa tenha sido tomada em 2005, até hoje as empresas condenadas não recolheram os valores devidos, que, atualizados, somam R$ 80 milhões. — Casos como esse têm um efeito devastador na imagem do Cade — diz o presidente do órgão, Arthur Badin. As empresas também têm usado artifícios legais para tentar barrar decisões do Cade em fusões. O mais famoso envolve a compra da Nestlé pela Garoto. A operação foi barrada pelo conselho em 2004, mas até agora não houve uma decisão final, pois as empresas continuam lutando para consolidar o negócio. A Justiça considera seriamente reenviar o caso ao Cade para novo julgamento. A Nestlé informou que, quando recorreu da decisão do Cade, foi vitoriosa tanto na primeira quanto na segunda instâncias. “No entanto, a Nestlé prefere não se pronunciar sobre o processo, pelo fato de ele estar sub judice”, afirma a nota. Outra disputa famosa foi a que envolveu a fusão de cinco grandes mineradoras e o descruzamento de ações entre Vale e CSN. Em 2007, o Cade aprovou a operação com restrições e definiu um prazo para que a Vale seguisse suas determinações. Como a empresa descumpriu o prazo, foi multada em R$ 33,5 milhões. A Vale informou que ainda está discutindo judicialmente a punição. Embora o Cade tenha feito a execução judicial da multa, a Vale apresentou a sua defesa e ainda está discutindo em outro processo sua anulação. Elizabeth Farina, a ex-presidente do Cade e professora do Departamento de Economia da USP, afirma que a demora no cumprimento de decisões do Cade acaba reduzindo sua eficiência e dando aos infratores uma sensação de impunidade. — Mesmo nos EUA, onde cartel é um crime que resulta em prisão de fato, são constatados casos de empresas que voltam a cometer irregularidades — alerta Farina. — A procrastinação das decisões administrativas prejudica a economia, pois estimula as empresas a continuarem agindo contra a concorrência — afirma Rui Coutinho, ex-presidente do Cade e ex-secretário de Direito Econômico. Segundo ele, muitas vezes falta ao Judiciário conhecimento técnico para avaliar decisões de mérito do Cade. Portanto, é importante que juízes se especializem nessa área. — Enquanto isso, o ideal é que o Judiciário controle a legalidade processual, ou seja, confirme, por exemplo, se houve direito a ampla defesa. Já a avaliação de mérito deve ser feita pelo Cade — diz Coutinho Para advogados, prática é legítima Advogados da área de concorrência, porém, afirmam que artifícios legais para suspender decisões do Cade ou da SDE são legítimos. Segundo especialistas ouvidos pelo GLOBO, essa prática é até pouco utilizada no Brasil. — Essa é uma possibilidade perfeitamente legal que é usada muito timidamente — diz um advogado que preferiu não se identificar. Segundo ele, a SDE tem decisões questionáveis, pois não aceita determinadas provas ou apresentações da defesa das empresas. O advogado diz ainda que a secretaria também não reconhece prescrições de prazo, o que obriga as investigadas a usarem decisões judiciais. [clippingmp.planejamento.gov.br]
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Ozzy
0
8:16 Nassif,
O assunto sobre as mudanças do novo Código de Processo Civil já foi abordado aqui. Todavia é necessário voltar ao tema, eis que o projeto foi entregue ao Ministro Gilmar Mendes, pelo Ministro do STJ e presidente da Comissão de Juristas incubida de apresentar as mudanças do CPC – Luiz Fux, para a verificação da constitucionalidade do mesmo.
Já tive oportunidade de ouvir algumas manifestações do Ministro Luiz Flux sobre as mudanças e fiquei impressionado com a lucidez do Ministro sobre o tema, além do mais, no meu sentir qualquer mudança que vise melhorar a prestação jurisdicional deve ser bem recebida.
É importante que todos fiquemos atentos para esse assunto, pois segundo o Presidente da Comissão de Juristas e Ministro do STJ, Luiz Flux, ainda haverá audiências públicas, ou seja, depois ninguém poderá reclamar se porventura for aprovado um Código de Processo Civil que não atenda os anseios da sociedade. Aliás a iniciativa de instituir a citada comissão foi do Poder Legislativo.
“No final do ano passado, a comissão responsável pela elaboração da proposta de reformulação do Código de Processo Civil apresentou um relatório preliminar de seus trabalhos. Na quinta-feira (4), o relatório foi entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja feito o “controle de constitucionalidade” do texto – ou seja, para que se verifique se seu conteúdo é compatível com a Constituição Federal.
- Viemos pedir a colaboração ‘científica’ do Supremo, que colocou a nossa disposição sua assessoria – disse o presidente da comissão, Luiz Fux, logo após se encontrar com o presidente daquela corte, Gilmar Mendes.
O relatório preliminar a ser analisado pelo STF contém as linhas gerais da proposta, e não seu formato final, que ainda será desenvolvido. Além do exame a ser feito pelo Supremo, a comissão contará com as contribuições das audiências públicas que serão realizadas ainda neste semestre.
Criada pelo Senado, essa comissão é formada por 12 juristas – incluindo Luiz Fux, que é ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na quinta-feira, ele voltou a afirmar que a proposta deverá estar pronta até o final de junho, quando será apresentada ao Senado sob a forma de um anteprojeto.
Principais mudanças:
Celeridade e recursos
Fux também reiterou que a agilização da Justiça e a redução da “gama infindável de recursos” estão entre os principais objetivos da proposta. Uma das medidas previstas é a “coletivização de demandas”, por meio da qual uma ação judicial será capaz de produzir uma decisão que seja aplicável a milhares de outras, desde que relacionadas a litígios semelhantes. E como exemplo de medida a ser adotada para restringir o excesso de recursos, ele citou a sugestão de acabar com os “embargos infringentes” (que são uma modalidade de recurso).
Outro item destacado por Fux é o que prevê, como primeiro passo nos processos, as audiências de conciliação. Ele argumentou que a tentativa de acordo entre as partes logo no início de uma ação pode resultar na redução do número de processos”.
Ricardo Koiti Koshimizu / Agência Senado
Clique no link a seguir para ler o Relatório Preliminar da Comissão de Juristas: [www.senado.gov.br] .
8:14 Bom dia a todos. Vi essa entrevista do ministro de assuntos estrategicos na Istoe fqlqndo do PLANO BRASIL 2020 ( [www.istoe.com.br] ).
“Elaborar uma agenda de trabalho que sirva como atalho para o Brasil se tornar uma potência global em apenas duas décadas. Essa é a tarefa delegada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Há três meses, desde que assumiu o posto, ele divide sua rotina entre reuniões técnicas e viagens pelo País. O resultado de horas de estudos e negociações é um calhamaço de aproximadamente 200 páginas, batizado de Plano Brasil 2020, a cuja sexta e última versão ISTOÉ teve acesso.”
Alguem teria o link deste plano???
8:12
Quando fui do Prêmio Qualidade do Serviço Público – ainda no governo FHC – a Conab era o orgulho do setor. Era um primor de empresa, surpreendentemente bem administrada, implantando programas de qualidade, trabalhando com indicadores, dispondo de sistemas computadorizados de cálculos de estoques. O que o ex-deputado Wagner Rossi aprontou com a empresa? Como se coloca uma empresa-chave nas políticas de abastecimento nas mãos de um político desse nível? O que fizeram com os programas de qualidade, com os quadros que ajudaram na modernização da empresa?
Do Valor TCU aponta irregularidades na Conab
Mauro Zanatta, de Brasília
08/02/2010
O sistema público de armazenagem de grãos do país corre sérios riscos de colapso. Uma inédita auditoria operacional feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra uma estrutura sucateada, falta de gestão e controle sobre os ativos armazenados e diferenças “graves” nos volumes contabilizados pela matriz da estatal e suas superintendências regionais nos Estados.
As visitas dos auditores do TCU às unidades da estatal também revelaram a contratação irregular de empresas de armazenamento inscritas no cadastro de inadimplentes da União, além de “prejuízos aos cofres públicos” causados pela perda do prazo de recursos em processos de desvios de estoques públicos. O TCU estimou um “risco de desperdício” do dinheiro de R$ 1,12 bilhão apenas em ações não cobradas na Justiça por prescrição de prazo.
A capacidade estática ociosa da Conab, em julho de 2009, seria suficiente para acomodar 43,5% dos estoques armazenados em estruturas privadas. À época, a Conab pagou R$ 1,9 milhão quinzenais para estocar 1,3 milhão de toneladas de grãos que poderiam estar em armazéns da estatal, aponta o relatório. A auditoria detectou que 48 armazéns privados estavam em situação fiscal irregular. Juntas, essas empresas detinham R$ 117,6 milhões em ativos públicos sob sua guarda.
Os prejuízos com aluguel desnecessário de áreas privadas foram estimados em R$ 45 milhões anuais, apontou o relatório. A auditoria apurou que 85% dos estoques públicos – 2,6 milhões de toneladas – estavam armazenados em silos privados. Em razão do sucateamento das unidades da Conab, apenas 1,6% da produção total da safra 2008/09 poderia ser acondicionada nos armazéns estatais, segundo a auditoria.
O pente-fino do TCU na Conab avaliou os processos de armazenamento e fiscalização de estoques públicos, a qualidade dos sistemas informatizados de controle de estoques, a logística de armazenamento público e o processo de recuperação de débitos causados por desvios e perdas de produtos. Foi a primeira vez que o TCU fiscalizou a estatal, cujo histórico inclui um amplo loteamento político de cargos na matriz e nos Estados.
Em meados da década de 1990, a Conab esteve no centro de um escândalo envolvendo desvios de estoques públicos em Goiás. Hoje, a empresa é controlada pelo PMDB de São Paulo, mas também conta com diretores do PT gaúcho em sua cúpula. O atual presidente, o ex-deputado federal e estadual paulista Wagner Rossi, foi indicado pelo presidente do PMDB e da Câmara dos Deputados, Michel Temer (SP). Rossi foi tesoureiro da seção paulista do partido e está cotadíssimo para assumir o comando do Ministério da Agricultura no lugar de Reinhold Stephanes a partir de abril. A Conab operou um orçamento de R$ 2,3 bilhões para a aquisição de produtos agropecuários em 2009.
Há dois anos e meio no comando da Conab, Wagner Rossi admite todos os problemas apontados pelo TCU. E afirma que tem trabalhado em “estreita colaboração” com os órgãos de controle para melhorar a situação. “É verdade o que o TCU levantou. Mas estamos em um processo de recomposição da empresa. Temos imperfeições e vamos corrigi-las”, afirmou ele ao Valor.
“Há dificuldades, especialmente em tecnologia da informação. Mas estamos colocando as coisas em ordem”. Rossi afirmou ter adquirido um novo programa para organizar as ações judiciais, além de realizado um amplo levantamento do patrimônio da estatal. “Construímos um novo armazém depois de muito anos e concentramos a certificação em 30 das nossas 94 unidades para ter condições operacionais adequadas”, disse.
O relatório dos auditores do TCU determinou à Conab alguns procedimentos imediatos. Entre eles, está exigir garantia de depósito em todos os contratos com armazéns privados e a melhora dos controles internos dos estoques para corrigir as diferenças de volume entre matriz e superintendências. Além disso, o TCU determinou alteração nas fiscalizações de estoques para evitar a repetição nos mesmos estados em meses iguais e auditorias não-programadas constantes.
A Conab também deveria vetar a participação de gerentes ou encarregados de operações em fiscalizações em seus Estados, além de revisar os processos de recuperação de débitos causados por perdas ou desvios de estoques públicos em até 90 dias. Os auditores determinaram a revisão da situação das empresas armazenadoras com débitos não quitados e, em caso de irregularidade comprovada, providências para a remoção dos produtos públicos, além de apurar falhas de controle interno que originaram esses problemas.
A Conab tinha, em agosto, 171 armazéns próprios, distribuídos pelas 94 unidades armazenadoras. A capacidade total de armazenagem somava 2,19 milhões de toneladas. A nova unidade de Uberlândia, ainda em construção, deve elevar a capacidade em 100 mil toneladas.
[www.valoronline.com.br]
8:07
8:06 A informação passada pelo comentarista David Rodrigues da Silva, ontem, estava correta. Começaram as articulações para o lançamento da candidatura do vice-presidente José Alencar ao governo de Minas.
Há implicações profundas se concretizada. Primeiro, dificulta a vida de Aécio Neves, ao reduzir as possibilidades de vitória de seu vice Antonio Anastasia. A torcida do grupo de Aécio era para o adversário ser Hélio Costa. Depois, altera o cenário das eleições presidenciais.
Vale a pena uma discussão mais aprofundada sobre o tema.
Por RicardoBA insanidade dos comentaristas políticos da grande imprensa não tem limites. Hoje pela manhã, Lúcia Hiplólito falou na CBN sobre a possível candidatura de José Alencar ao governo de Minas. Início do comentário: “O PT quer ganhar sem concorrer”. Em sua “brilhante análise”, Lúcia acusa o PT de querer colocar José Alencar como candidato, já pensando que este não vai aguentar até o final do mandato, e aí o PT, que terá o vice na chapa assume o cargo.
Análise rasteira, sem a mínima ética, sem nenhum respeito à figura desta exemplar figura política do País. Lúcia Hipólito se esqueceu que José Alencar estava disposto a se candidatar ao senado (mandato de 8 anos) e agora pode se candidatar a um cargo cujo mandato é de 4 anos, portanto, na sua tosca análise, ela deveria refletir que ele agora tem mais chances de terminar este mandato, que é a metade do tempo do outro.
8:01 Jeff Kingston, pro Wall Street Journal, no Valor EconômicoNão surpreende que a reação da Toyota tenha sido inepta e procrastinada, porque administração de crises é algo extremamente subdesenvolvido no Japão. [...] O padrão já é conhecido demais e geralmente envolve resposta inicial lenta, minimização do problema, lentidão para retirar o produto do mercado, falta de comunicação com o público e pouquíssima compaixão pelos consumidores afetados por seus produtos. [...] o que acontece normalmente é que os interesses dos produtores pesam mais que a segurança do consumidor.
Existe um fator cultural nessa tendência de não conseguir administrar as crises. A vergonha de admitir um recall num país obcecado com qualidade e habilidade técnica dificulta a transparência e o reconhecimento da responsabilidade. [...] Também há uma cultura de deferência nas empresas que dificulta que os que estão embaixo na hierarquia questionem os superiores ou informem os problemas a eles.
8:00 O Clang, compilador em código aberto sendo desenvolvido no bojo do projeto LLVM (iniciado em 2000 na Universidade de Illinois), cada vez mais se aproxima de ser uma excelente opção para projetos que exijam compilação de C, C++ e Objective-C (e, em graus variados, também das demais linguagens para as quais já tem front-end implementado ou em andamento), contando também com a vantagem de ser oferecido sob uma licença verdadeiramente livre.
E a novidade do final da semana passada é que o Clang agora é um compilador self-hosted na prática, ou seja, é capaz de compilar o seu próprio código-fonte (o Clang mais o LLVM, equivalente a mais de 550K linhas de código em C++) integralmente, gerando um executável funcional capaz de novamente compilar o mesmo código-fonte, gerando mais uma vez um compilador funcional capaz do mesmo feito, e assim sucessivamente.
Parabéns aos desenvolvedores pelo atingimento deste importante marco! Aguardo noticiar em breve os próximos. A proposta do LLVM e as metas do Clang, em especial, são muito bem-vindas por mim.
Como a curiosidade a respeito é natural, vale mencionar que o Clang continua sendo um trabalho em andamento, e que ainda não é capaz de compilar o kernel Linux. Mas ele já compila o kernel do FreeBSD (para i386/amd64) há um ano, e o do DragonflyBSD também desde o ano passado. Em meados do ano passado ele já era capaz de compilar 99% do FreeBSD, e já era pública a discussão sobre adotá-lo como o compilador do FreeBSD, que já vinha levando a grande atenção aos ajustes, implementações e correções ainda necessários ao Clang para permitir uma migração completa. (via h-online.com)
7:49
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![livros[2][1]](http://lh4.ggpht.com/_7-wy-8oPxiY/S2-LFI4sZtI/AAAAAAAAAbc/lv_6ay4g-5I/livros%5B2%5D%5B1%5D%5B1%5D.png?imgmax=800)
Acabei de ler o livro Feijoada no Paraíso, que deu origem ao filme besouro. Por te visto o trailer do filme imaginei que a história só se passasse na Bahia na década de 20, mas lendo o livro percebi que também se passa no Rio de Janeiro, o que me surpreendeu bastante.
Mas o foco do livro realmente é a Bahia, mais especificamente na cidade de Santo Amaro, onde em dias de feira rolam todas as brigas e confusões que o personagem principal do livro, Manuel Henrique, apelidado de Besouro, se mete. O livro não se desenrola em ordem cronológica; ele se constrói em várias partes que se passam nas histórias contada pelo próprio Besouro. E é na junção de todas elas que se conhece e entende a história do próprio.
O livro é para se ler com calma e com atenção, por causa da forma que foi escrito. E como se passa numa época antiga, o português usado é de difícil entendimento, mas também muito bonito, como partes que poderiam serem faladas na linguagem simples de hoje, mas acabam se tornando quase uma poesia, como:
"Onde ia só para ver o carinho do vento varrer as nuvens no céu sem se importar nem com limpeza nenhuma, só acarinhando o azul"
"Até que os primeiros raios de sol espetaram as ultimas estrelas esquecidas no céu de outubro. Sem ninguém meter a navalha, o dia sangrou os vermelhos da alvorada"
São duas partes do livro que marquei, vou assistir o filme agora, como ele já foi resenhado AQUI no blog, não escreverei sobre ele. Vale a pena ler o livro, ele é pequeno, o que facilita. Boa leitura para vocês.
Abraço
É NOZES!!!