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A blogueira Sonia Matuscelli postou uma carta escrita pelo líder do povo Guarani-Kaiowá do assentamento Ñanderu Laranjeira-Rio Brilhante, no estado do Mato Grosso do Sul, Brasil, dizendo que eles saying that they querem ” sobreviver fisicamente e culturalmente como povo originário do Brasil” em face ao genocídio que vem sendo vítimas.
Escrito por Raphael Tsavkko Garcia · Traduzido por Raphael Tsavkko Garcia
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O professor Chico Bicudo e o jornalista Lino Bocchini do blog Desculpe a Nossa Falha comentam sobre o fato do jornal Folha de São Paulo ainda declarar ser o mais vendido do país, enquanto o instituto responsável pela verificação das tiragens de jornais negue.
Escrito por Raphael Tsavkko Garcia · Traduzido por Raphael Tsavkko Garcia
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Está ocorrendo agora, no Campus Fórum, o debate A Leitura e o Livro na Web. A internet como ferramenta de comunicação e compartilhamento de conhecimentos são alguns dos temas que estão sendo abordados por Fausto Martin De Sanctis, Gisele Beigelman, Galeno Amorim, André Araújo e mediação de Carlos Cecconi. Se você já se perguntou como autografar um e-book, você não pode perder essa!
Por Ana Maria Costa
Presidente do CEBES
Léo Menecucci, como nós amigas feministas a chamamos , é uma mulher que dedicou sua vida e talento às varias frentes de luta por justiça social, pela dignidade do trabalho, pelo direito a saúde e , especialmente, pela igualdade de direitos entre homens e mulheres.
Nesse sentido e perspectiva tem na sua historia, ativa participação nos movimentos feministas, no partido politico e na vida acadêmica como docente e pesquisadora no campo da saúde das mulheres e direitos sexuais e reprodutivos. Léo foi nossa companheira de fundação da Rede Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos, primeira e mais importante iniciativa de articulação de ativistas e entidades nacionais na luta pela saúde das mulheres. Também conosco integra o GT Gênero e Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, a ABRASCO, o Grupo de Estudos sobre o Aborto da SBPC entre tantas outras caminhadas. É por isso que Léo é, como diria Clair Castilhos, outra feminista histórica, “testada na luta”.


Como se diz muito hoje, é preciso contextualizar. Esses dois discos do Quarteto em Cy são importantes pelos seguintes motivos: foram os únicos gravados pelo grupo nos Estados Unidos; nunca tinham sido lançados antes no Brasil; são dos tempos dourados da bossa nova em terras americanas, o que justificava a aventura das então meninas; e as mostram num momento em que os conjuntos vocais tinham muito mais prestígio do que têm hoje."Pardon my English", de 1967, e "Revolución con Brasilia!", de 1968, não sedimentaram uma carreira internacional para The Girls from Bahia — nome alternativo ao original porque este estava preso a um contrato de exclusividade —, mas têm arranjos vocais e instrumentais de muito bom gosto, o que reforça o valor do lançamento do selo Discobertas, de Marcelo Fróes.
El líder cubano Fidel Castro (Foto: Efe)
Tantas músicas antigas postadas, recentemente, que lembrei-me desta: espécie de 'hino' não-oficial dos soldados de SM Jorge V, da Inglaterra, do Reino Unido e do Império Britânico, na 1a Guerra Mundial, aquele banho de sangue, por vezes esquecido, dada a brutalidade da 2a Guerra.
A gravação original de 1914 foi feita por John McCormack. Aqui, a gravação de Albert Farrington, de 1915, que utilizei por causa das imagens.
Pela letra, vê-se que os "sassenach" não tinham muita consideração pelos irlandeses:
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| Exército já está nas ruas de Salvador (Lunae Parracho - Reuters) |
"Mais aquém, isso nos revela outras questões. Primeiro que se o efeito da ausência de policiamento é imaginário (mesmo havendo polícia, se crê que não há), o efeito do policiamento também o é: só não há saques e arrastões no dia a dia porque as pessoas acreditam que não podem haver, acreditam estarem protegidas. É uma mistificação, como a existência de um Deus transcendente (os imanentes me interessam). Segundo é o absurdo de haver uma polícia com poder militar sobre população civil durante democracia – um estado de exceção como miasma dentro do estado de direito. Alguém vai levantar o complexo de vira-lata: 'polícia única com baixo armamento dá certo na Inglaterra, que é país rico e equânime' – por um acaso México, Índia, África do Sul, se tornaram também países mais ricos e mais equânimes que o nosso? Desde quando ter mais violência traz menos violência, e mais discrepância de força internamente a relação sociedade-Estado gera mais distribuição de renda e riqueza?"Se no caso dos bombeiros cariocas - que estão juridicamente equiparados a [policiais] militares, embora não o sejam realmente - havia, na prática, uma greve - bem justa, diga-se -, no caso dos policiais militares - que são realmente militares, embora não devesse haver polícia militar com poder sobre civis numa democracia - há, de fato, um motim. Uma chantagem, com pouca adesão da categoria, mas que se volta contra o governo e contra a sociedade juntos, causando efeitos reais em decorrência do poder imaginário que possuem (de poder estar em todos os lugares ao mesmo tempo, impedindo crimes).
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| Exército já está nas ruas de Salvador (Lunae Parracho - Reuters) |
"Mais aquém, isso nos revela outras questões. Primeiro que se o efeito da ausência de policiamento é imaginário (mesmo havendo polícia, se crê que não há), o efeito do policiamento também o é: só não há saques e arrastões no dia a dia porque as pessoas acreditam que não podem haver, acreditam estarem protegidas. É uma mistificação, como a existência de um Deus transcendente (os imanentes me interessam). Segundo é o absurdo de haver uma polícia com poder militar sobre população civil durante democracia – um estado de exceção como miasma dentro do estado de direito. Alguém vai levantar o complexo de vira-lata: 'polícia única com baixo armamento dá certo na Inglaterra, que é país rico e equânime' – por um acaso México, Índia, África do Sul, se tornaram também países mais ricos e mais equânimes que o nosso? Desde quando ter mais violência traz menos violência, e mais discrepância de força internamente a relação sociedade-Estado gera mais distribuição de renda e riqueza?"Se no caso dos bombeiros cariocas - que estão juridicamente equiparados a [policiais] militares, embora não o sejam realmente - havia, na prática, uma greve - bem justa, diga-se -, no caso dos policiais militares - que são realmente militares, embora não devesse haver polícia militar com poder sobre civis numa democracia - há, de fato, um motim. Uma chantagem, com pouca adesão da categoria, mas que se volta contra o governo e contra a sociedade juntos, causando efeitos reais em decorrência do poder imaginário que possuem (de poder estar em todos os lugares ao mesmo tempo, impedindo crimes).
Ao ser presa, em 1971, tinha 22 anos e militava no POC (Partido Operário Comunista). Ela conta que a filha Maria, que tinha 1 ano e 10 meses, foi torturada na sua frente nas dependências da Oban (Operação Bandeirante), em São Paulo. Depois, ficou 52 dias sem notícias do bebê.
"As torturas minha e de minha filha me mostraram a olho nu a nua e crua dimensão do terror instalado em nosso país e paradoxalmente nossa impotência frente a ele. Aqui me transformei em feminista", escreveu na revista científica "Labrys", em 2009. [Íntegra aqui]
"Enquanto na média mundial a geração de eletricidade responde por 28,8% do total das emissões, o setor elétrico nacional totaliza apenas 1,2% das emissões nacionais. Os maiores emissores brasileiros são os setores “mudanças no uso da terra” (desmatamento, agricultura e pecuária), com 79,6%; “transportes”, com 6,1%; e “processos industriais”, com 3,6%."
http://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2012/02/emissoes-setor-eletr...
Íntegra:
http://www.acendebrasil.com.br/archives/files_2012/2011_WhitePaperAcende...
Economia Verde, Manchete, Notícias, RH Verde
Emissões: setor elétrico exemplar
Da Agência Ambiente Enegia – O setor elétrico brasileiro é um exemplo a ser seguido pelos países e setores econômicos que precisam enfrentar os desafios relacionados às mudanças climáticas. De acordo com estudo do Instituto Acende Brasil, apesar de o país ser o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa (GEEs) global — atrás somente de China e Estados Unidos — os setores nacionais responsáveis por esta posição são muito diferentes do perfil típico mundial.
Um dos lugares mais disputados da Zona Expo, na #cpbr5, é a arquibancada do Intel Extreme Masters, campeonato de games que reúne os melhores jogadores do mundo, vem ao Brasil pela primeira vez em 2012.
A competição está acontecendo durante toda a Campus Party. Os gamers, que foram classificados em seletivas anteriores da competição, irão disputar a premiação de US$ 21.000,00 em dinheiro e duas vagas para a final mundial do Intel Extreme Masters, para o jogo de estratégia em tempo real StarCraft II.
Os brasileiros classificados, Renan “Tunico” Gilhelm da Silva, 19 anos, de Jundiaí, e Aderson “Potiguar” Jamier Santos Reis, 27 anos, de Natal, disputarão com quatro norteamericanos, quatro europeus, três coreanos, dois sulamericano e um chinês, considerados os melhores jogadores do mundo de StarCraft II.
O campeonato de StarCraft 2 será disputado por 16 dos melhores jogadores do mundo. O campeonato será estruturado em quatro chaves de quatro jogadores cada. Os oito melhores classificados (dois por chave) irão para as quartas de final, que será definida em apenas uma rodada. O campeonato segue nesse formato até a grande final, com a semifinal e a final definidas em apenas uma rodada.
É emoção garantida até o final, e você pode fazer parte disso! Visite o Intel Extreme Masters na nossa Zona de Expo que funcionará de hoje até sábado (11/02) sempre das 10h às 21h!
"I could compare my music to white light which contains all colours. Only a prism can divide the colours and make them appear; this prism could be the spirit of the listener." (Arvo Pärt)
Chega às raias do escárnio, ou da piada de mau gosto: Um cão de estimação deixado por seu dono, no terreno do Pinheirinho, vale R$ 900,00 por mês, para a prefeitura de São José dos Campos, enquanto cada família desalojada de seu lar, sem eira nem beira, é agraciada com míseros R$ 100,00, da mesma Prefeitura. É o que está no site do Uol, para quem quiser conferir.
Então, para o administrador público, o princípio da dignidade humana tem seu preço. Vejam lá: as famílias despejadas de suas casas no Pinheirinho, em São José dos Campos, estão em abrigos, perambulam pela cidade em busca de imóveis, cujo preço do aluguel não é inferior a R$ 800, na média. Não tem eira, nem beira, nem fiador, e, pois, não encontram quem os queiram como inquilino. Como ajuda humanitária começaram a receber do governo do Estado, a título de bolsa aluguel, o valor caprichado de R$ 400,00. A prefeitura de São José dos Campos, também tão solidária, contribui com R$ 100,00, para essa tal bolsa aluguel. E, assim, somando-se tudo, cada família receberá nos próximos seis meses R$ 500,00/mês, para pagar um aluguel. Sem esquecer que muitos terão que comprar seus bens móveis para substituir o que ficou sob as pás dos tratores que limparam o terreno.
Ao mesmo tempo, o município de São José dos Campos, a fim de evitar propagação de doenças, abrigou os 240 animais que foram deixados no Pinheirinho e, como não havia vagas suficientes no canil municipal, os cães estão muito bem alojados num canil particular, chamado Animalis, que cobra preço de mercado, em torno de míseros R$ 30,00 por dia, por animal, ou seja, coisa de R$ 900,00 por mês, por cada bichinho. Defensores dos animais podem ficar descansados: nota da prefeitura garante que "os animais estão recebendo cuidados veterinários, alimentação, vermífugo e vacinas". Já as crianças e idosos que foram arrancados de suas casas, por certo, não estão tão bem. Deve haver criança sem alimentação balanceada, sem cama confortável, sem escola e com verminose. E a Prefeitura, que usa dinheiro público de modo atabalhoado, para dizer o mínimo, ante o reclamo das famílias que sentem preconceito e rejeição na hora de alugar um imóvel, está oferecendo a quem quiser uma "carta de referência". Referência de quê?
De que são gente, de que, apesar dos pesares valem mais que um cão, de quem dignidade, de que merecem morar e pagar um aluguel com os quinhentos reais?! Se a notícia é mesmo verdadeira, é escárnio e deboche que ferem ostensivamente a dignidade humana. Se assim for, o município de São José dos Campos e o Estado de São Paulo têm que responder por isso.
Eu acho bem melhor do que com o Nirvana
a) Smells Like Teen Spirit - Patti Smith
b) The Man Who Sold The World - David Bowie
Vídeos:
A constellation of blues stars, playing together, the video is made in 1963.
Vídeos:
por Gerson Carneiro, em comentário neste site
É chegada a hora de pegar minha cruz e seguir meu calvário.
A Bahia está cheia de problemas, nas mais diversas áreas, principalmente Educação e Segurança.
Para resolver os problemas da Bahia tem que ser alguém na política que realmente goste da Bahia e não apenas do Poder. E sinceramente, não consigo ver ninguém com essa propriedade.
Tenho a sensação de que nem os artistas da Bahia gostam de fato da Bahia. Exceto Gilberto Gil e artistas realmente engajados com a cultura negra da Bahia como Lazzo Matumbi que esteve ontem, 06/02/12, no teatro Vila Velha discutindo a questão da comunidade negra do Rio dos Macacos ameaçada pela Marinha do Brasil.
Até o carnaval não é mais feito para os baianos.
Salvador é uma cidade cara e violenta. Não consigo andar em Salvador sem estar em alerta. Em Aracaju ando tranquilo, em João Pessoa ando tranquilo mas, Salvador, Maceió e Recife não consigo relaxar.
Vou entrar em conflito com meus conterrâneos mas não posso esconder que há (ou está se desenvolvendo) em Salvador uma cultura egoísta. A sensação é a de que há um código de conduta próprio e os baianos o praticam sem o menor pudor de quem quer que seja que esteja observando.
Há muito tenho percebido isso porque tenho sido vítima disso. Por duas vezes eu e minha esposa caminhando na calçada, no Rio Vermelho, quase fomos atropelados por motoristas que subiram na calçada para estacionar. E senti que se eu falasse alguma coisa iria ser agredido. Outra vez um motorista se aproximou silenciosamente por trás de mim e a cerca de um metro buzinou de forma estúpida para que eu saísse da frente em um local aonde eu passava e a calçada estava interditada.
No aeroporto, eu aguardando um pessoa desocupar o carrinho para utilizá-lo, assim que a pessoa desocupou um rapaz passou na frente e pegou o carrinho, expliquei que estava alí aguardando e a resposta que tive foi “qualé meu rei, o mundo é dos espertos; fique esperto”.
Quem chega à Salvador achando que a Bahia é a terra da felicidade logo percebe que não é. E Salvador não é cidade para ingênuos. Viver em Salvador não é fácil.
Essas cenas violentas de saques que vi por conta desse motim da PM em Salvador, e que me remeteram aos Haiti, é a baixa cidadania da população (população esta desprezada ao longo dos anos, desde que se negociava escravos no Mercado Modelo) se manifestando. Quando governantes não se dão ao dever de trabalhar para elevar o sentimento de cidadania de um povo, essa baixa cidadania não despreza oportunidade para se manifestar.
Tenho andado entristecido com a Bahia e meu povo. E não vou esconder isso.

domingo, 5 de fevereiro de 2012
O retorno à privatização
por Maurício Caleiro, no Cinema e Outras Artes
O leilão para a concessão, à iniciativa privada, pelo prazo médio de 25 anos, dos aeroportos de Cumbica (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF) – agendado para a próxima segunda-feira (06/02) na BM&fBovespa – marca a retomada, pelo governo federal, da privatização como política setorial de Estado e reacende o debate público sobre um tema com profundas ressonâncias na vida socioeconômica brasileira das últimas décadas.
Abordadas inicialmente por Aloysio Biondi – um jornalista econômico com tal grau de independência e expertise que foi capaz de identificar, no calor da hora, de forma documentada e em detalhes, o descalabro que foi a privatização da era FHC –, tais consequências, examinadas amiúde em textos em sua maioria acadêmicos e desconhecidos mesmo de leitores interessados no tema, voltaram ultimamente ao debate público – graças, sobretudo, ao livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr. (Geração Editorial, 2011), que tem promovido uma ainda tímida mas efetiva revisão das consequências da privatização dos anos 90.
Trata-se de um empreendimento essencial para que possamos não apenas melhor entender nosso passado – bem como temas essenciais como a relação entre capital, mídia e a propagação de concepções valorativas sobre os âmbitos público e privado -, mas para evitar repetir graves erros. Porém, como estes não se restringem aos resultados da privatização promovida pelo governo peessedebista – sendo, na verdade, inerentes à concepção ideológica de Estado que gerou o boom das privatizações, da qual decorrem -, é necessário expandir a análise para além do retrato de seus temerosos resultados, contextualizando-a em termos históricos, econômicos e culturais.
New World Order
O modelo de privatização do Estado tal como mundialmente difundido a partir da primeira metade dos anos 90 deriva diretamente do chamado Consenso de Washington – uma cesta de dez medidas originalmente concebidas, por economistas do setor financeiro, como receituário a ser adotado (ou imposto aos) países latino-americanos como forma de, através de ajustes macroeconômicos, padronizar suas economias e, alegadamente, permitir sua “inserção” na (ou, em muitos casos, absorção pela) “nova ordem econômica mundial” liderada pelos EUA e caracterizada pelo capitalismo tecnofinanceiro.
Nesse cenário, encerra-se não somente a repartição binária do poder mundial pré-Queda do Muro de Berlim, mas a era do sistema econômico mundial acordado em Bretton Woods (ou seja, em que a cotação das moedas nacionais em relação ao dólar, e desta em relação ao preço do ouro, pretensamente funcionaria como uma âncora entre a economia real e a financeira). O capitalismo, então, se reifica em um modelo sem lastro monetário, com predomínio do financeiro sobre a economia real e no qual têm papel preponderante as tecnologias de informação e a telecomunicação digital em tempo real. É este o sistema econômico mundial sob o qual temos vivido nos últimos 20 e poucos anos.
Naturalmente, sem os contrapesos que a competição entre capitalismo e socialismo impunha, tal sistema implica, em termos sociais, na redução – ou, a depender de fatores geopolíticos, mesmo no fim – do Estado de Bem-Estar Social que assegurara, ao longo do século XX, as maiores conquistas trabalhistas e sociais da história da humanidade. Tal abandono se dá em prol de uma “nova ordem” em que o Estado daria lugar ao protagonismo do setor financeiro e de megas corporações forjadas a partir de sucessivas fusões empresariais, num modelo altamente nocivo à economia real e ao mundo social do trabalho. Decorrência óbvia dessa dinâmica, o consumo como gerador de cidadania e a criminalização da pobreza completam o quadro dantesco.
Das dez medidas propostas pelo Consenso de Washington – disciplina fiscal, corte de gastos públicos, reforma tributária, juros e dólar regulados pelo mercado, abolição de barreiras ao comércio exterior e ao investimento estrangeiro em economias nacionais, desregulamentação do mercado de trabalho, respeito aos direitos autorais, e privatização do Estado -, esta última foi não somente a mais visível e impactante das políticas adotadas, como o próprio termo que a designa passou a ser utilizado como uma referência sumária às políticas de orientação neoliberal.
O papel da mídia
A privatização foi “vendida” à população de boa parte do mundo como uma panaceia: por um lado, enxugaria os gastos estatais; por outro, abasteceria os cofres públicos com a receita das vendas das empresas e dos serviços gerenciados pelo Estado. Um autêntico Ovo de Colombo! Ao menos foi assim que a mídia corporativa, em bloco, de forma incessante e sem permitir a menor dissonância (a internet não havia ainda se popularizado) a propagou.
Nessa nova conformação, passam a existir razões tanto estruturais quanto de confluência de interesses econômicos que explicam porque a mídia corporativa torna-se não só uma defensora precípua do neoliberalismo, mas parte constitutiva desse capitalismo infotelefinanceiro que tem na cartilha neoliberal sua base ideológica: legitimá-lo e retroalimentá-lo significa, na prática, aumentar continuamente a importância e agregar valor material à própria mídia (tanto de seu produto-informação quanto enquanto estrutura).
Antonio Rubim, no artigo “A contemporaneidade como Idade Mídia” sugere que essa nova dinâmica capitalista implica na revisão do papel dos aparelhos de reprodução midiática na clássica divisão marxista entre estrutura e superestrutura, já que, incrustada, como parte constituinte, no próprio aparelho reprodutor do sistema econômico, a mídia não pertenceria mais exclusivamente ao segundo termo da equação.
Talvez isso soe um tanto abstrato, mas o importante é constatar que o papel da mídia em corroborar o receituário neoliberal e em fornecer-lhe autenticidade ideológica está hoje não só bem documentado, mas analisado – eventualmente com primor – por dezenas de autores. Ao internauta não familiarizado com o tema, basta, talvez, a leitura do artigo “O Globalismo como neobarbárie”, do professor brasileiro Muniz Sodré (um dos ótimos textos críticos sobre globalização oferecidos pela coletânea Por Uma Outra Comunicação (Record, 2003), organizada por Dênis de Moraes).
No curto texto, Sodré, a partir da constatação de que “todo fenômeno social de largo alcance gera (…) uma prática discursiva pela qual se montam e se difundem as significações necessárias à aceitação generalizada do fenômeno”, traça uma verdadeira genealogia e uma análise do modus operandi dos agentes midiáticos encarregados de fornecer uma retorica de legitimação ao neoliberalismo.
Adotando o mercado como paradigma, essa “elite logotécnica”, atuando no ãmbito das formações ideológicas, adota uma lógica discursiva segundo a qual “a economia de mercado é traduzida como resultado de uma natureza eterna e imutável do homem”, fornecendo “uma base não-meritória para justificar a desigualdade” e colocando as demandas sociais em segundo plano ante a sacrossanta auto-regulação do mercado.
Deriva precisamente desse “cadinho de cultura” o protagonismo midiático de jornalistas (e protojornalistas) econômicos que hoje continuam em evidência nas corporações midiáticas e cuja linha de atuação consiste em negar-se a reconhecer qualquer avanço na economia que não derive do receituário neoliberal.
Esses analistas simbólicos – muitos dos quais atuam “simultaneamente” na imprensa, na TV, no rádio e na internet – são alguns dos principais responsáveis, por um lado, pela fixação e naturalização, no senso comum, do modelito neoliberal, privatista e anti-Estado como o único válido; e, por outro, pelo terrorismo midiático contra a adoção de qualquer medida que divirja de tal paradigma.
Ventríloquos do grande capital, do mercado e da plutocracia midiática, formam, há décadas, a linha de frente da oposição aos avanços sociais e à verdadeira democratização do país. Gozam, ainda, de acesso a um contingente enorme do público, mas, após a popularização da internet e o fenômeno da blogosfera política e das redes socais, são volta e meia contraditos e desmascarados publicamente. Reinaram, porém, nos anos 90, tendo sido fundamentais para articular e propagar a ideologia que sustentou, ante o público, a urgência e inescapabilidade das privatizações dos anos FHC.
Novilíngua tucana
A novilíngua da privatização tucana era direta, técnica e alvissareira: prometia trocar o inchado, letárgico e ineficaz Estado brasileiro pela eficiência implacável das gestões metódicas; relegar o ideologismo fanático e descriterioso pelo tecnicismo científico e (acredite quem quiser) a-ideológico; substituir os barnabés caipiras, pançudos e insolentes, sangue-sugas das tetas do Estado, por funcionários asseados, adestrados e risonhamente submetidos aos rigores da hierarquia, da disciplina e do relógio de ponto.
Falar é fácil, mas a realidade foi bem outra. O destino dado às receitas obtidas pela privatização do Estado brasileiro na era FHC permanece – ou ao menos permanecia, até a publicação de A Privataria Tucana – um mistério. De qualquer modo e ao contrário do que fora apregoado, ele nunca serviu para a liquidação ou mesmo amortização de nossa dívida externa – muito pelo contrário: o Brasil que FHC entregou a Lula devia R$20,8 bilhões e a razão da dívida pública sobre o PIB era de 60,6%; no governo Lula, o Brasil passou de devedor a credor do FMI (a quem emprestou U$10 bi) e a relação dívida pública/PIB caiu para 41,4%. Em resumo: a privatização, no Brasil, foi um grande engodo.
Em decorrência, é óbvio que, após as privatizações dos anos 90, tampouco o Estado, desprovido de suas gorduras, tornou-se mais eficiente, e não só porque não há eficiência que resista à falta de giz para escrever na lousa ou ao breu resultante de lâmpadas que não se acendem (porque a conta de energia elétrica não foi paga) – mas pelo fato que a aposentadoria massiva de recursos humanos, promovida pelo hoje canonizado Bresser Pereira, fez o índice de médicos por paciente e de professores por aluno cair a níveis muito abaixo dos que são internacionalmente aceitáveis. (Em post a ser publicado em breve, analisaremos de forma mais aprofundada a questão do trabalho e dos serviços públicos no Brasil sob os efeitos de sua privatização.)
O resto é história. Contada em pouquíssimos livros, renegada pela imprensa, mas de plena lembrança nos corações, mentes e bolsos dos brasileiros, da classe média para baixo, que vivenciaram o negro quarto de século que separa a adoção do Consenso de Washington e sua substituição por um modelo que, embora conservando parte considerável das orientações neoliberais (como na atuação do Banco Central, na priorização do setor financeiro, na manutenção dos contratos terceirizados de obras e serviços ou no modelo de incentivo estatal à cultura), passou, a um tempo, a promover a ascensão socioeconômica dos estratos menos favorecidos e a apostar na expansão tanto do Estado quanto do mercado interno como propulsores da economia – três premissas que contrariam frontalmente os dogmas neoliberais.
No entanto – e após não apenas manter mas aprofundar os citados resquícios de neoliberalismo que caracterizaram o governo Lula – a administração Dilma, ao regredir, através do Ministério da Cultura, na política relativa aos direitos autorais e ao retomar a política de privatização do Estado, reinsere na agenda, no momento de maior crise internacional do modelo neoliberal, dois dos principais itens do Consenso de Washington, perdendo uma oportunidade histórica de marcar uma posição progressista, de minar ainda mais o modelo hegemônico e de oferecer alternativas próprias e não conservadoras ao domínio político-ideológico.
Novilíngua petista
Ao contrário do vocabulário neoliberal tucano, a ora corrente novilíngua da administração federal petista em relação às privatizações é dissimulada e sussurrante. A insistência em termos como “concessão” e “controle do Estado” — cuja efetividade não supera o jogo de palavras — procura mitigar a contradição de estar promovendo uma política administrativa a qual, a exemplo da maioria de seus eleitores, o petismo sempre rejeitou (e, convém lembrar, cujas acusações de uso pelos adversários peessedebistas serviram de arma eleitoral nos últimos pleitos presidenciais).
Mas, se na forma as privatizações tucana e petista diferem, na essência implicam em uma premissa em comum: a crença na incapacidade do Estado (e, em decorrência, em seus servidores) de realizar, com a excelência e a presteza necessária, as obras demandadas pelo país.
Assim, premido, por um lado, segundo a ANAC, pelo aumento exponencial de passageiros aéreos que a própria ascensão socioeconômica promovida pelo governo Lula engendrou, e, por outro, pelo temor de não cumprir os prazos requeridos pela Copa e pela Olimpíada que o Brasil em breve sediará, o governo Dilma Rousseff valida e corrobora a visão do Estado brasileiro como um ente incompetente, incapaz de operar com a destreza e expertise que grandes eventos esportivos mundiais demandam, colocando-o, simbólica mas efetivamente, em uma posição hierarquicamente inferior em relação à iniciativa privada.
É no mínimo contraditório que tal política seja promovida por um governo que afirma estar ora a realizar uma revolução na -– atenção para a significativa apropriação de um slogan marqueteiro tucano — “gestão do Estado”, a qual alegadamente otimizaria a atuação do funcionalismo público e o funcionamento da máquina estatal.
Retornando, em uma perspectiva crítica, às ideias de Sodré, parece necessário reconhecer que, se o apoio militante da mídia aos pressupostos neoliberais mesmo durante os governos Lula e Dilma foi, de fato, um obstáculo de difícil transposição à articulação e à difusão de uma prática discursiva que desse conta do modelo mezzo neoliberal, mezzo pós-keynesiano em vigência em tais administrações petistas – e que colaborasse para aprimorá-lo –, a insistência destas em não confrontarem o establishment neoliberal acaba por evidenciar o esvaziamento ideológico da política que tal recusa promove.
Este é, em si, um dos aspectos mais retrógrados e, a médio prazo, potencialmente mais danosos à evolução do debate público no Brasil, pois ao invés de avançar em direção contrária e para além do conteúdo programático neoliberal, os setores ditos progressistas e de centro-esquerda ora no poder preferem mimetizar o conservadorismo, endossá-lo e com ele se confundir, correndo o risco de, ao tornar-se ideologicamente indistinguível aos olhos dos eleitores, abrir caminho para a oposição conservadora.
Retrocesso conservador
Com a privatização, o governo Dilma, além de fortalecer tremendamente a posição da mídia corporativa, fornece subsídios que revalidam a posição a priori falaciosa daqueles que acham que há mínimas diferenças entre os métodos e estratégias tucanos e petistas e que a disputa entre PT e PSDB não passa de uma luta pelo poder, sem um verdadeiro embate de conteúdos programáticos, ideologias e propostas, e dos muitos que consideram que falta à aliança petista coragem e/ou vontade política para assumir uma posição político-ideológica, difundi-la e defendê-la, como forma de promover o avanço da cidadania e das lutas político-sociais.
Reforça e acelera, ainda, a impressão — perceptível desde a votação de Marina Silva no segundo turno presidencial e hoje fácil e amplamente detectável — de que é necessário superar o (para alguns, falso) binarismo “petismo versus peessedebismo” e buscar uma terceira opção que resgate e assuma, de forma clara e como tais, valores da esquerda.
Basta uma mínima dose de realismo político para se aperceber que, na atual configuração político-eleitoral, tais premissas, por não apresentarem a mínima possibilidade de viabilização eleitoral no curto e médio prazo, significam, em última análise, o fortalecimento das forças conservadoras. Pois o retrocesso privatista ora promovido pela “centro-esquerda” no poder agrava e acelera fissuras em seu próprio campo e, às vésperas dos pleitos municipais e em um momento em que ela encontra-se muito fragilizada, dá aval ideológico-programático a demandas históricas da oposição conservadora.
Assim, parece mais do que justificado que muitos – entre os quais este blogueiro – recebam com ceticismo, desalento e temor o retorno à privatização ora levado a cabo pelo governo Dilma.
Um pensador cujas ideias, embora sob intenso bombardeio há um século, a realidade teima, de quando em quando, em revalidar, afirma que o passado só se repete como farsa. Oxalá esteja, uma vez mais, certo. Mas, dado os resultados sociais da privatização no Brasil e no mundo, nos últimos 25 anos, parece lícito questionar a necessidade de tais medidas neste momento e arguir se não estaria o governo Dilma dando um perigoso – e talvez irreversível — passo atrás.
PS do Viomundo: Entregar o Plano Nacional de Banda Larga às teles já apontava claramente qual seria o caminho do governo Dilma.
Do Opera Mundi
Miami é apontada como a cidade mais miserável dos EUA
Rui Ferreira
Segundo a Forbes, a crise e a insegurança contribuíram para o quadro
Pelo menos em uma coisa em Miami ricos e pobres estão de acordo: a vida na cidade é miserável. Os pobres há muito tempo sabem, os ricos parecem que acabam de descobrir.

Semprius, a startup company manufacturing tiny concentrated solar cells that forgo any cooling systems has achieved a truly amazing leap in solar cell efficiency. The company was able to hit 33.9 percent efficiency with their solar panel, the first time a commercially-viable solar technology has passed the one-third mark.
Semprius's solar cells use gallium arsenide, rather than silicon, which is able to absorb sunlight and dissipate heat far better. The solar panel that scored this major efficiency record is made up of hundreds of these tiny cells that are about the width of a pen-drawn line. Lenses atop the cells concentrate sunlight 1,000 times.
To capture a better chunk of the solar spectrum, Semprius uses three layers of gallium arsenide, each one tweaked to convert a different part of the spectrum into electricity. Silicon solar cells, by contrast, only absorb a narrow band of sunlight and have efficiency rates that typically fall somewhere in the sub-15 percent area. The record for silicon cell efficiency is 22.9 percent and the previous record for commercial-level solar technology was 32 percent.
Possibly the greatest thing about the Semprius solar panel is that it's not some far distant future technology. It's been designed to be commercially produced and a factory opens this summer to start manufacturing the cells.
via MIT Tech Review
Como já havia avisado aos confrades que frequentam este sanctus locus, o Brasil, sob a batuta da Búlgara insubmissa, tem sido partícipe de tratados que visam o desenvolvimento do comunismo internacional.
Não bastassem os tratados sino-brasileiros aqui denunciados, a búlgara de pano resolveu armar seu país de origem até os dentes, fornecendo instrumentos bélicos aéreos, que visam tão somente aterrorizar o mundo livre.

O perigo vem do alto
Agora a força aérea búlgara contará com aeronaves de alto potencial destrutivo, que com certeza serão usadas nas ameaças que os vermelhotes costumam fazer aos países de bem.

A dama escarlate testou pessoalmente as armas de guerra.
Portanto, confrades da fé, irmãos da Obra, quando ouvirem o barulho das turbinas, corram para os montes!!!
JAZZ - Nat Adderley 1968 on ' Dial M for Music ' with Zawinul, Victor Gaskin, Ron McCurdy.

Ministra Eleonora Menicucci, o Cerra e a Folha são uma coisa só
Paulo, Ontem saiu uma nota na Folha On-line que trata a nova ministra da Dilma de “companheira de prisão” e só diz que ela é reitora de universidade escondido dentro da matéria. Aqui está o link: [www1.folha.uol.com.br] Hoje, no impresso, a Folha vai mais longe e lança a manchete: Ex-colega de cela de Dilma, nova ministra defende o aborto. [www1.folha.uol.com.br] A história da ministra passou longe de ser contada. Só há referência à biografia no fim da matéria. O mais engraçado é que o mais perto que há de uma defesa do aborto na entrevista da Ministra para a Folha é quando ela diz: “Minha luta pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e minha luta para que nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalecem”. Hoje, a Ministra deu uma entrevista, muito boa por sinal. Disse que é Governo (ou seja, adota a politica do Governo, da Presidenta) e que o aborto é questão de saúde pública; não é papel do Executivo legalizar ou não e, sim, do Legislativo. Bruno Pavan, editor do Conversa Afiada
Em tempo: telefona o Vasco para lembrar que na edição impressa, a Folha transcreve entrevista da Ministra em trecho que trata de suas preferências sexuais. Taí, a Folha deveria fazer isso com todos os homens públicos: dar a idade e a preferência sexual. A começar pelo PSDB de São Paulo. E lembra o Vasco: e por que não colocar ao lado da assinatura de cada reporter e editor da Folha, também ? Inclinacao sexual e partidária. Seria otimo: Fulano/a de tal, bi, gay, hetero tucano/a roxo/a. Não deixe de ler: “Bolsa manda Folha embora – falta-lhe credibilidade “

A Folha (*) poderia trazer ao debate do aborto a grande estadista chilena, Monica Cerra, que fez aborto no Chile e condenou no Brasil.
Seria uma perspectiva original à questão: no Chile, pode; no Brasil, não !
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Dois femicídios seguidos deixam lições para as mulheres
Fátima Oliveira
Vinte e oito de janeiro de 2012: Karina Angélica Mayer de Almeida, 32, proprietária de uma grife de moda, foi estrangulada em seu apartamento com um fio de ferro de passar roupa. Suspeito do crime: o noivo (ou ex-noivo?), Bruno Henrique Araújo, 27, montador industrial. Em 4 de fevereiro, o corpo do suposto assassino foi encontrado boiando no rio das Velhas, em Raposos (MG). A polícia suspeitava de que a ruptura do noivado foi a causa da ira assassina e aventa que ele cometeu suicídio.
Este artigo explica o básico do SQL Injection (Injeção de SQL), com um exemplo que mostra como ele se dá e provê métodos de prevenção a estes ataques
Tal como o nome sugere, este ataque pode ser feito através de queries SQL. Muitos programadores não têm idéia de como um agressor pode usar uma query. Basicamente, um SQL Injection pode ser feito em uma aplicação web que não efetue a filtragem apropriada dos dados fornecidos pelos usuários, confiando em tudo que ele digita – o que pode ser uma requisição SQL não prevista pelo idealizador do software.
Os exemplos mencionados aqui foram testados com os seguintes softwares:
Vamos começar pelo fato de que muitas aplicações web têm uma página de autenticação. Vamos usar o código seguinte, como um exemplo:
index.html<html>
<head><title>SQL Injection Demo</title></head>
<body onload=”document.getElementById(‘user_name’).focus();” >
<form name=”login_form” id=”login_form” method=”post” action=”login.php”>
<table border=0 align=”center” >
<tr>
<td colspan=5 align=”center” ><font face=”Century Schoolbook L” > Login Page </font></td>
</tr>
<tr>
<td> User Name:</td><td> <input type=”text” size=”13″ id=”user_name” name=”user_name” value=”"></td>
</tr>
<tr>
<td> Password: </td><td> <input type=”password” size=”13″ id=”pass_word” name=”pass_word” value=”"></td>
</tr>
<tr>
<td colspan=2 align=”center”><input type=”submit” value=”Login”> </div></td>
</tr>
</table>
</form>
</body>
</html>
Ao fornecer o nome de usuário (user_name) e senha (pass_word), seus valores são postados em login.php via [HTTP_POST.]
login.php<?php
$Host= ’192.168.1.8′;
$Dbname= ‘john’;
$User= ‘john’;
$Password= ‘xxx’;
$Schema = ‘test’;$Conection_string=”host=$Host dbname=$Dbname user=$User password=$Password”;
/* Conecta ao banco de dados e pede uma nova conexão*/
$Connect=pg_connect($Conection_string,$PGSQL_CONNECT_FORCE_NEW);/* Erro ao verificar a string de conexao */
if (!$Connect) {
echo “Falha ao conectar ao banco de dados”;
exit;
}$query=”SELECT * from $Schema.users where user_name=’”.$_POST['user_name'].”‘ and password=’”.$_POST['pass_word'].”‘;”;
$result=pg_query($Connect,$query);
$rows = pg_num_rows($result);
if ($rows) {
echo “Sucesso ao logar!”;
}
else {
echo “Não foi possivel logar.”;
}
?>
Pois bem. A linha 19, no código acima, é vulnerável a uma ataque (me refiro à linha que começa com “$query=”SELECT *…”). Trata-se de uma requisição cujo objetivo é encontrar no banco de dados o nome e a senha fornecidos pelo usuário. Tudo vai funcionar bem se forem fornecidos dados corretos e válidos. Contudo, um usuário malicioso pode fornecer outro tipo de informação ao sistema.
No campo nome do usuário, em vez de digitar o que se espera, ele pode digitar o seguinte:
' or 1=1;--
e deixar o campo senha em branco.
Ao clicar em submit, as informações serão postadas em login.php, onde a requisição será vista como:
SELECT * from test.members where user_name='' or '=';--' and password='';
O que se vê acima é uma requisição SQL plenamente válida. No postgresql o — é um indicador de início de um comentário, ou seja, tudo o que vier depois deste caractere será ignorado. O que será executado é o seguinte:
select * from test.members where user_name='' or '=';
o que será verdadeiro (true) e retornará a mensagem “Login Success”.
Caso o agressor conheça os nomes das tabelas contidas no banco de dados, ele poderá apagar as tabelas com a seguinte entrada, no campo nome do usuário:
';drop table test.lop;--
Alguns scripts de autenticação tendem a agir da seguinte forma:
Vejamos como contornar isto, no caso de a query ser vulnerável a um SQL-Injection.
login.php<?php
$Host= ’192.168.1.8′;
$Dbname= ‘john’;
$User= ‘john’;
$Password= ‘xxx’;
$Schema = ‘test’;$Conection_string=”host=$Host dbname=$Dbname user=$User password=$Password”;
/* Conecta ao banco de dados e pede nova conexão */
$Connect=pg_connect($Conection_string,$PGSQL_CONNECT_FORCE_NEW);/* Erro ao verificar a string de conexao */
if (!$Connect) {
echo “Falha ao conectar ao banco de dados”;
exit;
}$query=”SELECT * from $Schema.users where user_name=’”.$_POST['user_name'].”‘ and password=’”.$_POST['pass_word'].”‘;”;
$result=pg_query($Connect,$query);
$rows = pg_num_rows($result);
if ($rows) {
echo “Sucesso ao logar!”;
}
else {
echo “Erro ao logar.”;
}
?>
Agora digite o seguinte no campo nome de usuário:
' UNION ALL SELECT 'laksh','202cb962ac59075b964b07152d234b70
em seguida, entre “123″ no campo senha e clique em submit, sabendo que md5(123) é igual a 202cb962ac59075b964b07152d234b70.
Agora, a query vai se expandir para
SELECT user_name,password from test.members where user_name='' UNION ALL SELECT 'laksh','202cb962ac59075b964b07152d234b70';
e quando for executada, o banco de dados vai retornar ‘laksh’ como nome de usuário e ’202cb962ac59075b964b07152d234b70′ como senha. E, uma vez que postamos “123″, no campo pass_word, o strcmp vai retornar 0 e a autenticação ocorrerá com sucesso.
O que se vê, acima, são algumas das inúmeras possibilidades de ataques SQL Injection. Seguem, abaixo, algumas coisas que podem ser feitas para reduzir as possibilidades de ataques:
Esta é uma tradução livre do artigo original, de Lakshmanah Ganapathy, que pode ser encontrado [miud.in]
Aí sim eu vi vantagem: Chrome (beta) para Android – por enquanto só rola em ICS – que, em algum momento, vai virar parte do Google Apps, com o Chromium ocupando o lugar do browser atual no AOSP.
Protótipo do dia: LibreOffice para Android e HTML5.
Na rua agora: Toshiba AT200 no Reino Unido, Cowon Z2 Plenue na Coreia do Sul, atualização do Wave II para Bada 2 na Espanha, release público do Theme Manager para webOS, Trimble Yuma (tablet resistente, com Ubuntu 10.04), Andru (simpático carregador microUSB em forma de robô verde).
Na rua no futuro: Huawei Ascend P1 S (março na China), atualização do ThinkPad Tablet para ICS (maio). Rooting fácil do Iconia Tab A100.
Resenha do Galaxy Tab 7.7. Está na hora do webOS ter um App Catalog realmente global. E o avanço do CM 9.
Trombone Shorty é um músico de Nova Orleans que mistura jazz, funk e hip hop. Começou a tocar trombone com seis anos e já fez parte da banda de apoio do Lenny Kravitz. Hoje toca com a Orleans Avenue e em 2011 o seu último album Backtown foi indicado ao Grammy como Melhor Album de Jazz Contemporâneo.
Os vídeos abaixo são de uma apresentação do ano passado num festival de jazz na Alemanha. Imperdível.
Vídeos:
Configurar o ambiente de desenvolvimento no Windows não é tarefa das mais fáceis. Embora exista o RubyInstaller e o RailsInstaller, existem muitos detalhes que não são tão simples para quem está começando. Um outro problema é que o RailsInstaller não vem com o MySQL instalado, o que não adianta muito e, por isso, vamos configurar manualmente.
Neste artigo, você verá um passo-a-passo de como instalar e configurar o ambiente de desenvolvimento no Windows com Ruby 1.9.3-p0 e Rails 3.2.1, MySQL e Git.
Instalando o RubyO primeiro passo é instalar o Ruby. Isso pode ser feito com o RubyInstaller, mantido pelo Luis Lavena. Faça o download do instalador Ruby 1.9.3-p0.

Assim que o download for concluído, execute-o para iniciar a instalação. Siga os passos apresentados pelo instalador e não deixe de marcar a opção "Add Ruby executables to your PATH".

O Ruby já está instalado. Para se certificar de que ele está funcionando, abra o seu terminal. Para isso, digite "powershell" no menu Windows e execute o programa "Windows PowerShell".

No terminal, digite o comando ruby -v. Isso deverá exibir a versão instalada do Ruby.

Nós também iremos precisar do Ruby DevKit, um instalador disponibilizado no próprio site do RubyInstaller e que permitirá instalar extensões nativas como json e mysql2. Na página de downloads do Ruby Installer, faça o download do arquivo DevKit-tdm-32-4.5.2-20111229-1559-sfx.exe.

Assim que o download for concluído, você precisará extrair os arquivos para o diretório C:\Ruby193\devkit. Esse diretório não existe, então você precisará criá-lo.

Agora, volte ao terminal. Você precisará instalar o DevKit na instalação atual do Ruby. Para isso, digite o comando cd C:\Ruby193\devkit para ir ao diretório que você acabou de extrair. Execute o comando ruby dk.rb init e depois ruby dk.rb install.

Pronto! Agora o seu Ruby já está instalado!
Instalando o MySQLAntes de instalar o Rails, você precisará instalar e configurar o MySQL. Para fazer isso, acesse a página de downloads e baixe o instalador. Assim que o download for concluído, inicie a instalação.

Quando for perguntado sobre o tipo de instalação, escolha "Complete". Clique em "Install".

Assim que a instalação finalizar, marque a opção "Launch the MySQL Instance Configuration Wizard" para iniciar o assistente de configuração. Clique em "Finish".

No assistente de configuração, selecione a opção "Detailed Configuration".

Defina o tipo de servidor como "Developer Machine".

Selecione a opção "Multifunctional Database", que permite criar bancos de dados do tipo InnoDB e MyISAM.

O próximo passo permite definir onde os bancos de dados serão criados. Nós iremos definir um diretório diferente do padrão. Assim, quando uma nova atualização do MySQL for lançada, não perderemos os dados armazenados até então. No dropdown onde está escrito "Instalation Path", escolha o diretório "\Data".

Agora você precisa escolher quantas conexões concorrentes você espera. Escolha a opção "Decision Support (DSS)/OLAP".

Marque as opções "Enable TCP/IP Networking" e "Enable Strict Mode".

Você também pode definir qual o tipo de codificação de caracteres padrão. Escolha a opção "Best Support For Multilingualism", que irá definir o UTF-8 como o tipo padrão.

Para iniciar o MySQL automaticamente quando o Windows é iniciado, marque a opção "Install As A Windows Service". Não deixe de marcar a opção "Include Bin Directory in Windows PATH".

Como estamos executando o MySQL em modo de desenvolvimento, você pode desmarcar a opção "Modify Security Settings".

Agora, clique em "Next" e depois "Execute" para aplicar as configurações que acabamos de definir.

Pronto! Para saber se o MySQL foi corretamente instalado, abra uma nova janela do terminal e execute o comando mysql --version. Você deverá ver a versão do MySQL instalado.

Nós ainda precisaremos configurar o Ruby com suporte ao MySQL. Para fazer isso, acesse a página de downloads do MySQL e clique no link MySQL Connectors. Você precisará da versão "Connector/C (libmysql)". Na página de download, escolha a opção sem o instalador. Escolha a versão de 32-bits. Isso é necessário porque o Ruby é 32-bits e, mesmo que a instalação do MySQL tenha sido feita em 64-bits, o conector que será usado por ele deve ter a mesma arquitetura.
Extraia os arquivos e copie o arquivo mysql-connector-c-noinstall-6.0.2-win32/lib/libmysql.dll para o diretório C:\Ruby193\bin. Isso é necessário pois DLLs precisam estar no PATH do Windows e, o diretório bin do Ruby no Windows adiciona todas as dependências lá.

Se tudo deu certo, você conseguirá usar a gem mysql2 no Windows.
Instalando o Ruby on RailsAgora que já temos o Ruby e o MySQL devidamente configurados, podemos instalar o Ruby on Rails. Antes, vamos fazer uma pequena configuração para desabilitar a geração de documentação toda vez que uma gem for instalada. Isso não é obrigatório, mas você verá que o tempo usado para gerar a documentação é um tanto quanto longo.
No Windows, o arquivo de configuração do RubyGems deve ser criado em C:\ProgramData\gemrc. O diretório C:\ProgramData não é exibido por padrão, então você precisará modificar suas configurações do Windows para exibir os arquivos e diretórios ocultos.
Com o seu editor de textos preferido, crie o arquivo C:\ProgramData\gemrc com o conteúdo à seguir.
gem: "--no-rdoc --no-ri"
Agora volte ao seu terminal e digite o comando gem install rails. Isso demorar um pouco pois o Rails irá instalar todas as suas dependências.

O próximo passo é criar um novo app do Rails. Para isso, execute o comando rails new hello -d mysql. Por padrão, o Rails irá usar o SQLite; por isso passamos o argumento -d mysql.

Se tudo der certo, seu app foi gerado e as dependências instaladas.
Instalando o GitJá estamos quase no fim! Agora, vamos instalar o Git. O Git é um sistema de versionamento de arquivos que vem sendo cada vez mais utilizado. Se você ainda não conhece sobre Git, fique ligado no workshop Git no dia-a-dia, que eu dou no HOWTO. Veja também o screencast Começando com Git, publicado pelo Fabio Akita.
Uma das alternativas para se usar Git no Windows é usar o msysGit. Faça o download do instalador. Neste exemplo, irei utilizar a versão Git-1.7.9-preview20120201.exe.

Você terá três opções de instalação. Selecione "Run Git from the Windows Command Prompt".

A próxima opção do instalador é o tipo de conversão de quebras de linha que deve ser utilizado. A menos que você saiba o que está fazendo, selecione a opção "Checkout as-is, commit as-is" para manter o tipo de quebra de linha presente no arquivo, sem fazer nenhuma conversão automática.

Depois que a instalação for finalizada, inicie uma nova janela do terminal. Execute o comando git --version para saber qual a versão instalada.

El diario francés L´ Humanité publica hoy un reportaje, a dos páginas completas, en el que denuncia la ilegalidad del bloqueo económico, comercial y financiero impuesto por EE.UU. a Cuba desde hace medio siglo.
Biclicleta do Programa “Pedala Paraíba” vista próxima ao Restaurante do Mirante, no Açude de São Gonçalo – Sousa, PB.
Achei a bicicleta legal, principalmente por conta do local em que a encontrei, mas também pelas cores da bandeira da Paraíba que foram bem combinadas e ficaram bonitas na magrela.
Infelizmente por falta de tempo não posso fazer qualquer avaliação sobre o programa cujo enfoque é na falta de transporte, principalmente da zona rural, para o deslocamento de estudantes até as escolas.
No mais acho tem tudo a ver com a CIGAC que se aproxima.
"Enquanto na média mundial a geração de eletricidade responde por 28,8% do total das emissões, o setor elétrico nacional totaliza apenas 1,2% das emissões nacionais. Os maiores emissores brasileiros são os setores “mudanças no uso da terra” (desmatamento, agricultura e pecuária), com 79,6%; “transportes”, com 6,1%; e “processos industriais”, com 3,6%."
Do Ambiente Energia
Emissões: setor elétrico exemplarDa Agência Ambiente Enegia – O setor elétrico brasileiro é um exemplo a ser seguido pelos países e setores econômicos que precisam enfrentar os desafios relacionados às mudanças climáticas. De acordo com estudo do Instituto Acende Brasil, apesar de o país ser o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa (GEEs) global — atrás somente de China e Estados Unidos — os setores nacionais responsáveis por esta posição são muito diferentes do perfil típico mundial.
Especialistas condenam Operação Sufoco na Cracolândia
Por Igor Carvalho, no SpressoSP
O crack e a Cracolândia foram os temas da primeira mesa do lançamento do SPressoSP, que ocorreu neste sábado, 4, na Casa Fora do Eixo de São Paulo, no Cambuci. O debate reuniu o Padre Julio Lancelotti, a coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública, Daniela Skromov de Albuquerque, e o vereador Jamil Murad (PC do B). Os convidados abordaram a recente operação policial, conhecida como “Sufoco”, que expulsou os usuários de droga na região da Nova Luz.
A ação, comandada pelo governo do estado em parceria com a prefeitura, foi duramente criticada. “O que se instalou lá, foi uma ótica de guerra”, definiu Daniela Skromov. Segundo ela, na apuração da Defensoria, de 140 pessoas entrevistadas, 80 relataram violência. Para Daniela, a operação trouxe dor, sufoco e sofrimento à região, o que não funciona para resolver o problema.
Na opinião de Jamil Murad, a operação foi fracassada, justamente porque quem assumiu o comando da operação foi a Polícia Militar, não os profissionais de Saúde, nem os assistentes sociais. “Essa operação, assim como em São José dos Campos, tem o viés de resolver as coisas pela Polícia Militar, pelo viés da violência, do autoritarismo, isso é absurdo, meteram os pés pelas mãos”, afirmou, comparando à recente desocupação do terreno Pinheirinho.
Padre Julio também criticou a operação: “A Cracolândia foi eleita o bode expiatório de uma cidade que não sabe lidar com os problemas humanos”. Segundo o padre, enquanto a região concentra pessoas viciadas em crack, a sociedade sofre de outro vício, o consumo, e não sabe lidar com pessoas. “A operação na Cracolândia foi midiática, foi teatral.”
Para Daniela, a premissa do Estado Democrático de Direito, de que todo ser humano deve ser tratado com respeito ainda é muito frágil. “Hoje, importa mais a qualidade da vítima do que o delito em si.”
Além das críticas ao tratamento dado às pessoas da região conhecida como Cracolândia, a operação de revitalização Nova Luz foi rechaçada pelos moradores e representantes de movimentos sociais. Para os participantes, o projeto busca expulsar as pessoas do bairro para as periferias. “A Nova Luz deveria trazer uma novidade para a cidade, jogar uma luz sobre essa cidade excludente”, afirmou Padre Julio. “Serra é o pai do higienismo e Andrea Matarazzo, o padrinho.”
Aproximadamente 700 pessoas acompanharam a transmissão on line dos debates no lançamento do SPressoSP. Além da Cracolândia, foram debatidas a questão da moradia e a especulação imobiliária e a cobertura da mídia em São Paulo e o projeto do SPressoSP.
Especialistas condenam Operação Sufoco na Cracolândia
Por Igor Carvalho, no SpressoSP
O crack e a Cracolândia foram os temas da primeira mesa do lançamento do SPressoSP, que ocorreu neste sábado, 4, na Casa Fora do Eixo de São Paulo, no Cambuci. O debate reuniu o Padre Julio Lancelotti, a coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública, Daniela Skromov de Albuquerque, e o vereador Jamil Murad (PC do B). Os convidados abordaram a recente operação policial, conhecida como “Sufoco”, que expulsou os usuários de droga na região da Nova Luz.
A ação, comandada pelo governo do estado em parceria com a prefeitura, foi duramente criticada. “O que se instalou lá, foi uma ótica de guerra”, definiu Daniela Skromov. Segundo ela, na apuração da Defensoria, de 140 pessoas entrevistadas, 80 relataram violência. Para Daniela, a operação trouxe dor, sufoco e sofrimento à região, o que não funciona para resolver o problema.
Na opinião de Jamil Murad, a operação foi fracassada, justamente porque quem assumiu o comando da operação foi a Polícia Militar, não os profissionais de Saúde, nem os assistentes sociais. “Essa operação, assim como em São José dos Campos, tem o viés de resolver as coisas pela Polícia Militar, pelo viés da violência, do autoritarismo, isso é absurdo, meteram os pés pelas mãos”, afirmou, comparando à recente desocupação do terreno Pinheirinho.
Padre Julio também criticou a operação: “A Cracolândia foi eleita o bode expiatório de uma cidade que não sabe lidar com os problemas humanos”. Segundo o padre, enquanto a região concentra pessoas viciadas em crack, a sociedade sofre de outro vício, o consumo, e não sabe lidar com pessoas. “A operação na Cracolândia foi midiática, foi teatral.”
Para Daniela, a premissa do Estado Democrático de Direito, de que todo ser humano deve ser tratado com respeito ainda é muito frágil. “Hoje, importa mais a qualidade da vítima do que o delito em si.”
Além das críticas ao tratamento dado às pessoas da região conhecida como Cracolândia, a operação de revitalização Nova Luz foi rechaçada pelos moradores e representantes de movimentos sociais. Para os participantes, o projeto busca expulsar as pessoas do bairro para as periferias. “A Nova Luz deveria trazer uma novidade para a cidade, jogar uma luz sobre essa cidade excludente”, afirmou Padre Julio. “Serra é o pai do higienismo e Andrea Matarazzo, o padrinho.”
Aproximadamente 700 pessoas acompanharam a transmissão on line dos debates no lançamento do SPressoSP. Além da Cracolândia, foram debatidas a questão da moradia e a especulação imobiliária e a cobertura da mídia em São Paulo e o projeto do SPressoSP.
Na manhã de hoje, conversamos com Demi Getschko, Conselheiro do CGI.br (Comitê Gestor da Internet noBrasil) desde 1995 e Diretor-Presidente do NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação) desde 2006, sobre a Semana IPv6, que acontece na #cpbr5.
Confira:
O que é o IPv6:
Demi Getschenko: Nós teremos uma troca de celulares em São Paulo porque os oito números não cabem mais nos celulares. Da mesma forma, o IPv4 não cabe mais nas novas máquinas que estão chegando. Haverá uma adição de númeração muito mais ampla, que é o IPv6, em relação à numeração que já está esgotada.
Qual a importância de termos uma semana de discussão sobre o IPv6 dentro da Campus Party?
Demi: O IPv6 traz algumas variações em relação ao IPv4. Primeiro, eles não são compatíveis, trata-se de protocolos diferentes. Então, se você entrar na rede agora, ganhará o IPv6, pois será um novo usuário e não existe mais IPv4 disponível. É importante que todos que todos que têm serviços na rede (seus provedores, o Imposto de Renda, sites do governo… o que for) estejam preparados para atender a demanda de usuários que chegam com o IPv6. A ideia dessa semana é comunicar a essas pessoas que de fato o IPv4 acabou e que temos que atender tanto o velho IPv4 quanto o novo IPv6 e que os novos usuários não vão querer encontrar uma rede pela metade, onde só alguns protocolos funcionam. Quem está na rede e presta serviços tem que ficar atento a adicionar o IPv6 a sua rede de serviços.
De um ano para cá muito tem se falado sobre o IPv6. O que mudou desde seu início?
Demi: O IPv6 foi desenvolvido há 10 anos. Em 2011 tivemos o dia do IPv6, esse ano temos a semana do IPv6. Está ficando claro que temos que nos mexer, estamos saindo da zona de conforto para a implantação desse novo protocolo.
Da Folha.com
Após 5 dias da reintegração, famílias ainda moram em calçada em SPCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Passado cinco dias da reintegração de posso do edifício localizado na avenida São João, região central de São Paulo, as famílias continuam acampadas na calçada sem ter para onde ir.
A posição de Fedora Project Leader, responsável maior na hierarquia do projeto, é ocupada por uma pessoa contratada pela Red Hat para esta finalidade. E agora, após tê-la ocupado ao longo das últimas 3 versões lançadas pelo Fedora, chegou o momento de Jared Smith deixá-la, e ele o fez já anunciando a sucessora escolhida para o cargo: Robyn Bergeron, participante há anos da comunidade do projeto, e mais recentemente participando de forma ativa da gestão dos processos de desenvolvimento, cuidando do cumprimento dos prazos e da execução dos procedimentos planejados. Desejo sucesso! (via lwn.net – “Jared Smith steps down as Fedora project leader [LWN.net]”)
Não
A Dilma tem o pé na porta, entra quando quiser.
Sim
É uma concessão igual à da Vale e da Petrobrax.
Importantes e cobiçadas, regiões costeiras perderam proteção quando projeto foi votado no Senado; agora, texto segue para Câmara. O Brasil é o segundo país com maior cobertura de manguezais.
O ESLAM – Encontro de Software Livre do Amazonas é um evento que foi criado com o intuito de abrir ao Amazonas mais uma opção de inclusão digital e social que usa como proposta para tal finalidade o Software Livre.
Esse encontro que reúne palestrantes do Brasil e internacionais e que serve de ponto de encontro para os profissionais de informática, donos de empresas, curiosos e demais afins, esta a caminho de sua 5ª edição com o TEMA: Software Livre, propostas reais para o cenário atual.
A definição deste tema traz ao evento o objetivo de realização de um evento focado em Software Livre que permita aos participantes terem acesso a soluções aplicáveis ao dia a dia de suas empresas sem a necessidade de grandes investimentos.
Um evento voltado totalmente para o cenário atual das empresas e suas necessidades latentes sem deixar de lado as novas tendências do mercado.
O 5º ESLAM traz palestras, oficinas, fóruns e laboratórios nas áreas de administração de redes, desenvolvimento, virtualização, clusterização, dispositivos móveis e filosofia livre, na tentativa de atingir uma maior variedade de opiniões e sabores da comunidade de Software Livre do Amazonas e norte-nordeste.
Vale lembrar que a Revista Espírito Livre estará presente no evento através de uma palestra e um mini-curso.
A lista de palestrantes pode ser conferida aqui: [eslam.comunidadesol.org]
Saiba mais sobre o evento: [eslam.comunidadesol.org]
De O Globo.com
Governo britânico sugere que doentes terminais arrumem emprego
Doentes terminais estão recebendo uma carta polêmicado Departamento de Trabalho e Pensões do Reino Unido. Autoridades estão sugerindo que vítimas de doença em estágio avançado se esforcem para conseguir um emprego, utilizando os serviços oferecidos por conselheiros. O governo admitiu ter enviado carta a cerca de mil britânicos em estado terminal, como parte da reforma da Previdência comandada pelo premier David Cameron.
CONTINUA A GREVE DE FOME DE PEDRO RIOS LEÃO, AGORA ACOMPANHADO DE ALYSSON
Domingo à noite, a Guarda Municipal chegou à ocupação em frente à Globo. Inicialmente queriam expulsá-los de lá e ameaçaram os protestantes de agressão, mas, depois de negociações, exigiram que as barracas fossem desmontadas. Os manifestantes assim o fizeram e dormiram ao relento. Na segunda-feira de manhã tentaram manter-se no local, mas o sol a pino do Rio de Janeiro estava castigando demais o Pedro e o Alysson, já enfraquecidos pela greve de fome.
Resolveram então partir para um local onde podem se manter em condições mais tranqüilas, sem sol na cabeça. Não estão mais na rua. Mas a greve de fome continua! Pedro, no 10º dia de greve, está saudável e hiperativo. Alysson esta mais quieto, dormindo bastante, talvez sofrendo com os primeiros dias da greve de fome.
Anvisa publicou cartilha que busca evitar a intoxicação por agrotóxicos. Movimentos sociais constroem a “Campanha Permanente Contra o Uso de Agrotóxicos e pela Vida”, que divulga os riscos desses venenos e combate sua utilização.
Por Vivian Fernandes
Da Rádio Agência NP
O Raspberry Pi, computador minúsculo projetado para uso na educação, está cada vez mais próximo de se tornar realidade palpável para o primeiro conjunto de seus usuários: o lote inicial deve deixar a fábrica (na China) em 2 semanas. Os primeiros Raspberry Pis comercialmente disponíveis serão enviados por via aérea à Inglaterra assim que saírem da linha de produção, e aí poderemos ver mais aspectos práticos deste produto cujo potencial tem entusiasmado a muitos usuários interessados. (via raspberrypi.org – “Two things you thought you weren’t going to get: a manufacturing date and an SoC datasheet | Raspberry Pi”)
Aluísio Machado, Nelson Sargento e Jair do Cavaquinho aqui inerpretando seus memoráveis sambas MINHA FILOSOFIA - AGONIZA MAS NÃO MORRE - VOU PARTIR.
Album: Os Meninos do Rio.
Ano de 2000.
Você olha ao seu redor e o campuseiro à sua direita está rindo sozinho com o número de downloads e uploads que consegue fazer em tão pouco tempo. Do seu lado direito, um gamemaníaco delira enquanto joga on-line com outras milhares de pessoas em uma velocidade super-mega-ultrarrápida sem uma travadinha sequer. Enquanto isso, você não consegue nem carregar uma “fotinho” no seu computador. E agora, José?
Pode ser um simples problema de conexão ou cabo de rede, e desde a primeira edição a Fundação Vanzolini é responsável pelo cabeamento de internet da Campus Party. Se tiver algum tipo de problema relacionado a isso, procure-nos na Ilha de Apoio Tecnológico Fundação Vanzolini, ao lado do OVNI.
Da Agência Brasil
Defensora pública negocia saída de 30 crianças de prédio ocupado por grevistas na BahiaLuciana Lima
Repórter da Agência Brasil
Salvador - Defensora pública do estado da Bahia, Hélia Barbosa chegou neste momento à Assembleia Legislativa, onde estão os policiais grevistas, para tentar convencer os pais a permitir a saída de cerca de 30 crianças do prédio.
Segundo ela, ontem (6) foi feita a mesma tentativa, no entanto, os pais não aceitaram a proposta, mesmo com uma liminar da Justiça determinando a retirada dos menores. Antes de entrar no prédio, ela conversou como o líder do movimento, Marcos Prisco. Ele confirmou a presença das 30 crianças e disse que o movimento não é contrário à saída delas, desde que tenham a anuência dos pais.