Eles querem passar a imagem de modernos, um setor que emprega tecnologia de ponta e seria responsável pelo sucesso das exportações brasileiras. No entanto, não sabem viver sem as práticas arcáicas da ameça, da perseguição política, do escravismo, do patrimonialismo… Para criar e manter essa imagem modernosa eles mudaram de nome, mudaram o nome da instituição que os representa, mudaram o nome do partido que agrega a maioria dos seus representantes, mas não mudaram sua essência reacionária, que faz o país viver preso a um passado de desigualdades, servilismo e opressão. Eles são os ruralistas (que hoje se dizem representantes do “agronegócio”), monopolistas de gentes e terras, que se utilizam de capangas para manter sua sobrevivência anacrônica. E quem são os capangas? O Latuff os revela na seguinte charge.

Os capangas do agronegócio - Por Latuff

Atualização:

Falha minha. Não tinha lido o excelente texto do Leandro Fortes publicado em seu blog, o “Brasília, eu vi“. Fiquem com o texto, que é daqueles que não se deve deixar de ler.

O Fator MST

Por Lendro Fortes

A prisão de nove lideranças do MST, no interior de São Paulo, algumas das quais filiadas ao PT, foi o ponto de partida de uma estratégia eleitoral virtualmente criminosa e extremamente profissional, embora carente de originalidade. Trata-se de perseguição organizada, de inspiração claramente fascista, de líderes de um movimento que diz respeito à vida e ao futuro de milhões de brasileiros, que revela mais do que o uso rasteiro da política. Revela um tipo de crueldade social que se imaginava restrita a políticos do Brasil arcaico, perdidos nos poucos grotões onde ainda vivem, isolados em seus feudos de miséria, uns poucos coronéis distantes dos bons modos da civilização e da modernidade.

No entanto, o rico interior paulista, repleto de terras devolutas da União griladas por diversas gerações de amigos do rei, tem sido um front permanente dessa guerra patrocinada pela extrema direita brasileira perfilada hoje, mais do que nunca, por trás da bela fachada do agronegócio e sua propalada importância para a balança comercial brasileira. Falar-lhes mal passou a ser de mau alvitre, um insulto a uma espécie de cruzada dourada cujo efeito colateral tem sido a produção de miséria e cadáveres no campo e, por extensão, nas cidades. É nosso mais grave problema social e o mais claramente diagnosticável, mas nem Lula chegou a tanto.

Assim, na virada de seu último ano de mandato, o presidente parece ter afrouxado o controle sobre a aliança política que lhe permitiu colocar, às custas de não poucos danos, algumas raposas dentro do galinheiro do Planalto. Bastou a revelação do pacote de intenções do Plano Nacional de Direitos Humanos, contudo, para as raposas arreganharem os dentes sem medo, fortalecidos pela hesitação de Lula em enquadrá-los sob o pretexto de evitar crises inevitáveis. A reação do ministro Nelson Jobim, da Defesa, ao PNDH-3, nesse sentido, foi emblemática e, ao mesmo tempo, reveladora da artificialidade dessa convivência entre forças conservadoras e progressistas dentro do governo do PT, um nó político-ideológico a ser desatado durante a campanha eleitoral, não sem traumas para a candidata de Lula, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil.

Continue lendo clicando aqui

pixelstats trackingpixel